<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081</id><updated>2012-02-26T05:37:28.591-08:00</updated><category term='Evangelhos'/><category term='Evangelho de Mateus'/><category term='Osíris'/><category term='Etimologia'/><category term='Antigo Testamento'/><category term='Mitologia'/><category term='Novo Testamento'/><category term='Septuaginta'/><category term='Jesus Cristo'/><category term='Numerologia'/><category term='Evangelho de João'/><category term='Personagens Bíblicos'/><category term='Refutações'/><category term='William Lane Craig'/><category term='Hórus'/><category term='Deus'/><category term='Livro de Isaías'/><category term='Monomito'/><category term='Ressurreição'/><category term='Cruz'/><category term='Evangelho de Buda'/><category term='Perguntas'/><category term='Judaísmo'/><category term='Buda'/><category term='Ética'/><category term='Doutrinas'/><category term='Profecias'/><category term='Plágio'/><category term='Testemunhas de Jeová'/><category term='Contradições'/><title type='text'>Por Que Não Creio | Criticismo Bíblico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-375710982885938995</id><published>2011-12-12T13:37:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T10:49:47.659-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><title type='text'>Hórus Andou Sobre as Águas?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um truque que figura nos shows dos mágicos é o de andar sobre as águas. Lembro-me da primeira vez que vi o Criss Angel realizar tal feito com ajuda de sua equipe e efeitos visuais. Quando conversei com pessoas que haviam assistido esse episódio, ouvi alguns supersticiosos dizer que&amp;nbsp;o mágico C.A realmente andou sobre as águas e que ele devia ter algum pacto com o coisa-ruim. Veja o vídeo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="300" src="http://www.youtube.com/embed/sBQLq2VmZcA" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se pessoas em pleno século XXI ainda têm essa mentalidade, imagine vivendo 2-3 mil anos atrás e ouvir histórias de um deus, ou semi-deus, que anda sobre as águas como quem anda em terra seca! Seria algo realmente surpreendente.&amp;nbsp;Mesmo para os que não estão muito familiarizados com o Novo Testamento, o relato de Jesus Cristo andando sobre as águas é bem conhecido. Além disso, muitos sites na internet mencionam as semelhanças entre Jesus e o deus Egípcio Hórus e entre as semelhanças nós encontramos a caminhada sobre as águas. No caso do mito cristão, selecionamos abaixo os relatos de Mateus, Marcos e João respectivamente, acompanhe a leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por fim, tendo despedido as multidões, subiu sozinho ao monte para orar. Embora ficasse tarde, estava ali sozinho. O barco já estava então a muitas centenas de metros da terra, sendo duramente castigado pelas ondas, porque o vento era contrário. Mas, no período da quarta vigília da noite, foi ter com eles andando sobre o mar. Quando o avistaram andando sobre o mar, os discípulos ficaram perturbados, dizendo: “É uma aparição!” E clamaram de temor. Mas, Jesus falou-lhes imediatamente com as palavras: “Coragem! Sou eu; não temais.” Pedro disse-lhe, em resposta: “Senhor, se és tu, ordena-me ir ter contigo por cima das águas.” Ele disse: “Vem.” Em vista disso, Pedro, descendo do barco, andou por cima das águas e dirigiu-se a Jesus. Mas, olhando para a ventania, ficou com medo, e, começando a afundar-se, clamou: “Senhor, salva-me!” Estendendo imediatamente a mão, Jesus agarrou-o e disse-lhe: “Ó tu, de pouca fé, por que cedeste à dúvida?” E, &lt;b&gt;depois de terem novamente subido ao barco&lt;/b&gt;, cessou a ventania. Os que estavam no barco prestaram-lhe então homenagem, dizendo: “Tu és realmente o Filho de Deus.” E fizeram a travessia, desembarcando em Genesaré. (Mateus 14:23-34)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;E ele, sem demora, compeliu os discípulos a entrar no barco e a passar adiante, para a margem oposta, para Betsaida, enquanto ele mesmo despedia a multidão. Mas, depois de despedir-se deles, subiu a um monte para orar. Tendo então anoitecido, o barco estava no meio do mar, mas ele estava sozinho em terra. E quando viu que tinham dificuldade no remar, porque o vento lhes era contrário, dirigiu-se a eles por volta da quarta vigília da noite, andando sobre o mar; mas estava inclinado a passar por eles. Quando o avistaram andando sobre o mar, pensaram: “É uma aparição!” e clamaram em voz alta. Pois todos eles o viram e ficaram aflitos. Mas, falou-lhes imediatamente e disse-lhes: “Coragem! Sou eu; não temais.” E &lt;b&gt;subiu para junto deles no barco&lt;/b&gt;, e o vento cessou. Em vista disso, ficaram grandemente pasmados no seu íntimo, porque não tinham compreendido o significado dos pães, mas os seus corações continuavam obtusos no entendimento. (Marcos 6:45-52)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Chegando a noite, seus discípulos desceram para o mar, e, entrando num barco, partiram, atravessando o mar rumo a Cafarnaum. Pois bem, já ficara escuro e Jesus ainda não viera ter com eles. O mar também começava a agitar-se, porque soprava um forte vento. No entanto, tendo eles remado cerca de cinco ou seis quilômetros, observaram Jesus andando sobre o mar e chegando perto do barco; e ficaram temerosos. Mas ele lhes disse: “Sou eu; não temais!” Portanto, &lt;b&gt;estavam dispostos a acolhê-lo no barco&lt;/b&gt;, e o barco chegou logo à terra para onde procuravam ir. (João 6:16-21)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Existem alguns pontos divergentes no relato, embora nosso presente estudo esteja relacionado às origens mitológicas do mesmo. No relato de Mateus nos é acrescentado detalhes que nem de longe aparecem nas outras duas testemunhas, Marcos e João. No Evangelho de Mateus, o apóstolo Pedro pede para andar também sobre as águas e depois os dois sobem no barco. Já no Evangelho de João e Marcos fica claro que apenas Jesus sobe ao barco e nada é mencionado sobre Pedro querer andar sobre as águas e o Evangelho de Lucas nada diz sobre esse evento como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como mencionado, queremos abordar o sentido mitológico do relato. Havíamos comentado em outras postagens que lendas, mitos, folclores e conceitos astroteológicos estão presentes nos relatos evangelísticos. São muitas as características de Jesus que batem perfeitamente com as características dos deuses solares. No antigo Egito existiam vários conceitos teológicos sobre deuses que controlavam as águas, tempestades assim como o conceito astroteológico da travessia do sol sobre as águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No BD 62, por exemplo, o falecido, que é Re, ou Osíris, alega ter o “comando das águas” (FAULKNER, EBD, 106). Em BD 57 temos o seguinte pedido: “Oh Hapi! Chefe dos Céus, que Osíris prevaleça sobre as águas...” (BUNSAN e BIRCH, p. 203-204) Com relação ao BD 57, Budge comenta: “A recitação desse capítulo dá ao falecido ‘domínio sobre as águas’”, se referindo ao Nilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro Ritual (BD), capítulo 57, temos as seguintes declarações egípcias: “O Hapi! Que Osíris prevaleça sobre as águas, como Osíris prevaleceu contra a tomada pelo disfarce na noite da grande luta. Que Osíris passe pelo grande que mora no local da inundação.” (BIRCH)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradução de Faulkner de BD 57, debaixo do título “Capítulo para o vento soprante e a possessão do poder sobre as águas no domínio de Deus”, Osíris implora para Hapi – o deus do Nilo – dar-lhe “poder sobre as águas como Sekhmet que salvou Osíris naquela noite da tempestade.” (FAULKNER, EBD, 105) Também na tradução do mesmo egiptólogo, 156, mostra Osíris implorando para “aquele que proclama palavras que repelem as tempestades” (FAULKNER, EBD, pl. 11; ALLEN, T., BD 134) Em PT 247:261ª-b, de acordo com Faulkner e Mercer, Hórus é chamado de “Senhor da Tempestade” (FAULKNER, AEPT, 42) No entanto, James Allen (W 158) assevera que ‘Seth, inimigo mortal de Hórus, é o Senhor da Tempestade e quando se diz que Hórus “prevaleceu contra o Senhor da tempestade” (ALLEN, J., AEPT, 42) quer dizer que ele venceu Seth, o Mal, eliminando, ou acalmando a tempestade. Em CT SP. 1069 se refere ao deus que “repele a tempestade”. (FALUKNER, AECT, III, 143)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No CT SP. 353 temos as seguintes palavras em que o falecido apela a Osíris: “Permita que eu tenha poder sobre as águas assim como Seth tem poder sobre as águas aos olhos de Osíris na noite da grande tempestade” (FAULKNER, AECT, I, 285)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas declarações egípcias à princípio estão relacionadas com os relatos em que Cristo censura a tempestade e seus discípulos ficam admirados com alguém que tem poder sobre os ventos e o clima, como vemos no relato abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;...E naquele dia, ao cair a noite, disse-lhes: “Passemos para a outra margem.” Assim, depois de terem despedido a multidão, levaram-no, assim como estava, no barco, e havia outros barcos com ele. Levantou-se então uma violenta tempestade de vento e as ondas abatiam-se sobre o barco, de modo que o barco estava ficando inundado. Mas ele estava na popa, dormindo sobre um travesseiro. Acordaram-no assim e disseram-lhe: “Instrutor, não te importas que estejamos prestes a perecer?” E ele, acordando, censurou o vento e disse ao mar: “Silêncio! Cala-te!” E o vento cessou, e deu-se uma grande calmaria. Disse-lhes então: “Por que sois medrosos? Não tendes ainda nenhuma fé?” Mas eles sentiam um temor incomum e diziam um ao outro: “Quem é realmente este, porque até mesmo o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:35-41)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mas, além disso, o caso que destacamos é que no mito de Hórus-Osíris, sendo como uma espécie de deus solar, encontramos um conceito astroteológico mítico onde o sol era visto como andando sobre as águas, ou Hórus andando sobre elas. No Livro de Hades, traduzido pelo Dr. Lefébure e achou em Records of the Past temos a seguinte passagem mítica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O habitante em Nu diz aos imersos que estão na (água), para os nadadores que estão na água; Vejam Ra que se ergue em seu barco, o maior dos mistérios!... Oh, ergue-te, nomes!... Levanta tua cabeça, pernas, nadadores, sopra em suas narinas, mergulhadores! Sejam mestres das águas, responde a você mesmo em seu tanque, ande em Nu, mova-se sobre as águas.” (ROTP, X, 125-126)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A palavra “Nun” ou “Nu” (eg.: nwj) são as águas abismais ou primordiais, “o oceano universal que existia antes do mundo ser criado e fonte de todas as águas.” (ALLEN, J., AEPT, 438) Como diz o Dr. Bunsen, “A água é Nu que é o pai dos deuses,” (BUNSEN ou BIRCH, 92). Um termo relacionado é Nut (nwt), a deusa das “águas celestiais” (BUNSEN/BIRCH, 141. Veja ALLEN J., AEPT, 438) que também é Nu. O Nu “é o firmamento” ((BUNSEN/BIRCH, 169, 174, 219) T. George Allan nota que o firmamento nesses escritos é “aquoso” e assim é como se falar de Osíris “atravessa as águas celestiais” como em BD 15: “Osíris... tu atravessas as águas do firmamento.” (ALLEN, T., BD, 13; FAULKNER, EBD, PL. 21) Em BD 145/6, de acordo com Birch, o falecido, como Hórus, diz: “Eu navego sobre as águas”. (BUNSEN ou BIRCH, 292)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo na teologia bíblica vemos o firmamento, a abóboda celestial, como relacionado à águas, pois esta era a imagem comum na Mesopotâmia. Quando Yahweh criou Terra, o registro de Gênesis 1:6-8 diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;E Deus prosseguiu, dizendo: “Venha a haver uma expansão entre as águas e ocorra uma separação entre águas e águas.” Deus passou então a fazer a expansão e a fazer separação entre as águas que haviam de ficar debaixo da expansão e as águas que haviam de ficar por cima da expansão. E assim se deu. E Deus começou a chamar a expansão de Céu. E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, segundo dia.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;As águas de cima se referem aos Céus e as águas de baixo as da Terra. Dessa forma, ao cruzar os céus, a deidade egípcia era vista como andando sobre as águas do firmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que no relato evangelístico se menciona o horário em que essa caminhada sobre as águas ocorreu. Em Mateus 14:25 nos diz que foi “na quarta vigília da noite”. A Bíblia de Estudo NTM comenta em uma nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A última vigília (de aproximadamente as 3 horas da madrugada até o nascer do sol), segundo a divisão gr. e romana da noite. Os judeus tinham três divisões, ou vigílias, segundo Êx 14:24 e Jz 7:19, mas eles posteriormente adotaram o sistema romano de quatro vigílias noturnas. Veja Mr 13:35 n.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segundo o egiptólogo e teólogo Massey, a hora mencionada é justamente o nascer do sol. Outras lendas e mitos ao redor do mundo transmitem a mesma ideia. No Budismo, temos o seguinte relato no &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/btg/index.htm" title="Evangelho de Buda"&gt;Evangelho de Buda&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;SOUTH de Savatthi é um grande rio, nas margens do qual havia um povoado de 500 casas. Pensando na salvação das pessoas, o Honrado Pelo Mundo resolveu ir para a aldeia e pregar a doutrina. Tendo chegado a beira do rio, sentou-se debaixo de uma árvore, e os aldeões vendo a glória de sua aparência se aproximou dele com reverência, mas quando ele começou a pregar, eles não acreditavam ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Honrado Pelo Mundo Buda tinha deixado Savatthi, Sariputta sentiu um desejo de ver o Senhor e para ouvi-lo pregar. Chegando até o rio onde a água era profunda e a correnteza forte, disse para si mesmo: "Este fluxo não iráme impedir de ver o Abençoado, e ele pisou sobre a água que era tão firmes debaixo de seus pés como. uma laje de granito. Quando ele chegou em um lugar no meio do rio, onde as ondas estavam altas, o coração Sariputta deu lugar, e ele começou a afundar. Mas erguendo sua fé e renovando o seu esforço mental, ele continuou como antes, e chegou a outra margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo da aldeia ficou surpreso ao ver Sariputta, e perguntou como ele poderia atravessar o rio onde não havia nem ponte nem balsa. Sariputta respondeu:. ”Eu vivi na ignorância até que ouvi a voz do Buda. Como eu estava ansioso para ouvir a doutrina da salvação, eu cruzei o rio e eu andava sobre suas turbulentas águas porque eu tinha fé. Fé nada mais, habilitava-me a fazê-lo, e agora estou aqui, no êxtase da presença do Mestre.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, estamos aqui diante de uma fábula budista que é uma foto cópia do relato de Mateus cap. 14, quando Pedro anda sobre as águas, mas, por causa da pouca fé, começa a afundar. Além de Sariputta, temos Hermes e Zeus em Ilíade e as histórias do indiano yogis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/seg07.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="HORUS, JESUS, ANDAR, ÁGUAS, MILAGRES" title="Hórus Andou Sobre as Águas?" border="0" height="200" src="http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/seg07.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;Não há a menor probabilidade do relato da caminhada de Jesus sobre as águas ser verdade histórica. Como é bem conhecido, o Jesus dos Evangelhos é um deus-solar e como mostrado anteriormente, no Egito uma das características dos mitos solares era o poder de andar sobre as águas ou acalmar as tempestades. Vimos por último que mesmo no Budismo, que é ainda mais antiga que o Cristianismo (VI a IV a.C), lendas quase idênticas aos Evangelhos eram passadas aos seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que sempre mostramos de forma clara nesse blog não é que Jesus foi apenas e nada mais que um mito, mas que as histórias que sobre ele se relatam são apenas lendas, folclore da imagem de um deus solar com base em uma pessoa histórica. Nem queremos dizer, respondendo a pergunta do título, que no “Evangelho” de Hórus existe uma passem que ele sai andando sobre as águas. O que existem são conceitos astroteológicos e lendas pagãs de deuses que andam sobre as águas e que os relatos evangelísticos são um reflexo dessas lendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns místicos chegam a dizer que as histórias de Hórus, Buda e Jesus, como o andar sobre as águas, se correspondem porque um foi a encarnação do outro. Hórus encarnou depois em Buda e depois Buda encarnou em Jesus. Se é assim, então eu acredito também que Jesus encarnou em Criss Angel! Além disso, a vida dos deuses encarnados, ou avatares, deve ser horrível, uma vez que estão destinados a fazer a mesma coisa toda vez que encarnam, você sabe, nascer de uma virgem, fugir quando criança, ser tentado pelo coisa-ruim, ter 12 melhores amigos, andar sobre as águas, morrer e levantar de novo no terceiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro crer que é apenas um mito sendo literaria e culturamente influenciado por outro. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-375710982885938995?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/375710982885938995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/horus-andou-sobre-as-aguas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/375710982885938995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/375710982885938995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/horus-andou-sobre-as-aguas.html' title='Hórus Andou Sobre as Águas?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sBQLq2VmZcA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-730095913064167743</id><published>2011-12-09T19:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T16:37:07.135-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contradições'/><title type='text'>A Figueira Amaldiçoada — Contradições Bíblicas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.falarcomdeus.com/images/maldicao_figueira.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://www.falarcomdeus.com/images/maldicao_figueira.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma passagem bem conhecida do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento" title="Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt; do qual muitos pregadores fizeram suas homílias é a figueira amaldiçoada. &amp;nbsp;Nesse relato Jesus se aproxima de uma figueira, mas, como ela não tinha figos, ele a amaldiçoa de maneira que ela se seca milagrosamente. Muitos aplicam isso ao fato de que o cristão deve dar frutos, que não basta apenas crer no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;, mas devemos produzir frutos dessa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa passagem por muito tempo foi criticada por alguns motivos. Um deles é que em Marcos 11:13, lemos que “não era estação dos figos” e por esse motivo não faz sentido Jesus ter a amaldiçoado por nela não encontrar os frutos. No entanto, gostaria de mencionar um outro ponto que menos frequentemente é citado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse relato da figueira é mencionado em Mateus 21:19, 20 e em Marcos 11:12-14 e 19, 20. Existe um problema narrativo dessas passagens. Em Mateus a figueira seca-se instantaneamente e os discípulos ficam assombrados com o poder de Jesus, já em Marcos a figueira seca-se dias depois, sendo posteriormente percebida pelos discípulos. Irei colocar o relato de forma paralela e comentá-los:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoTableGrid" style="border-collapse: collapse; border: none; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-insideh: .5pt solid windowtext; mso-border-insidev: .5pt solid windowtext; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border: solid windowtext 1.0pt; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Mateus 21:19-20&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-left: none; border: solid windowtext 1.0pt; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-left-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Marcos 11:12-14 e 19-20&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border-top: none; border: solid windowtext 1.0pt; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-top-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;E   avistando uma figueira à beira da estrada, dirigiu-se a ela; mas, não   encontrou nela nada, a não ser folhas, e disse-lhe: “Nunca mais venha de ti   fruto algum.” E a figueira secou-se &lt;/span&gt;&lt;u style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&lt;b&gt;instantaneamente&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&lt;sup&gt;20&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&amp;nbsp;Mas,   quando os discípulos viram isso, admiraram-se, dizendo: “Como é que a   figueira se secou &lt;/span&gt;&lt;u style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&lt;b&gt;instantaneamente&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border-left: none; border-right: solid windowtext 1.0pt; border-top: none; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-left-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-top-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 9.0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;No dia seguinte, tendo eles saído de Betânia, ficou com   fome. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;13&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E avistando de certa distância uma figueira   que tinha folhas, dirigiu-se para ela, para ver se acharia nela algo. Mas,   chegando-se a ela, não encontrou nada senão folhas, pois não era a estação   dos figos. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;14&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Assim, como resposta, ele lhe disse: “Nunca   mais ninguém coma de ti fruto.” E os seus discípulos estavam escutando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 9.0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;19&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&amp;nbsp;E sempre que ficava tarde no dia, saíam da cidade. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;20&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Mas,   &lt;u&gt;&lt;b&gt;passando de manhã cedo&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;, viram a figueira &lt;u&gt;&lt;b&gt;já seca&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;, das raízes para cima. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;21&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Pedro,   portanto, lembrando-se, disse-lhe: “Rabi, eis que &lt;u&gt;&lt;b&gt;se secou&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; a figueira que   amaldiçoaste.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Perceba caro leitor(a) que em Mateus nos é relatado que a figueira secou-se “instantaneamente”. Esse detalhe é tão preciso que os discípulos ficam maravilhados e perguntam a Jesus: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?” Além disso, no relato de Mateus o detalhe está no ato miraculoso, onde todos os discípulos ficam “admirados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora note a diferença em Marcos. Diferente de &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/evangelho-mateus-quem-realmente.html" title="Quem Escreveu o Evangelho de Mateus?" title="Quem Escreveu o Evangelho de Mateus?"&gt;Mateus&lt;/a&gt;, no Evangelho de Marcos a figueira não murcha imediatamente. Dos versículos 14 [quando Jesus amaldiçoa a figueira] ao 19 [quando a figueira seca] se decorre algum tempo, talvez dias, e só então Pedro nota, ao passar perto da figueira novamente, que a mesma estava seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários fatos indicam que em Mateus a figueira secou depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus, como a figueira secou-se imediatamente, o texto destaca que os discípulos ficaram “admirados” (v. 20), o que ressalta que eles &lt;u&gt;&lt;b&gt;olharam&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; admirados. Já em Marcos os discípulos ficam admirados com o que &lt;u&gt;&lt;b&gt;ouvem&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;, i.e, Jesus amaldiçoando a figueira. Isso indica que em Marcos não ouve nenhum milagre atuando fisicamente na figueira, a atenção está na autoridade da voz de Jesus ao amaldiçoá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto digo de nota é que no Evangelho de Marcos a palavra “imediatamente” (&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 16pt;"&gt;ευθεως&lt;/span&gt;) ocorre com muito frequência, na verdade, ocorre mais vezes essa palavra do que em qualquer outro livro do N.T. Se no relato evangelístico de Marcos a figueira secou-se na mesma hora, seria de se esperar que o escritor usasse a palavra de destaque em seu Evangelho, “imediatamente”, poderia dizer, “e a figueira secou-se imediatamente”, mas não o faz. No entanto, em Mateus, que não usa essa palavra com frequência, diz categoricamente, “secou-se “instantaneamente”. Em grego “instantaneamente” (&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 16pt;"&gt;ευθεως&lt;/span&gt;) e “imediatamente” (&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 16pt;"&gt;ξηραινω&lt;/span&gt;) são sinônimos. Se essa palavra abunda sobremaneira em Marcos, mas está faltando no relato da figueira, é porque, para ele, não aconteceu nada com a figueira no momento em que foi amaldiçoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Marcos v.19 a frase “sempre que ficava tarde no dia, saíam da cidade” (&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Garamond; font-size: 16pt;"&gt;και οτε οψε εγενετο εξεπορευετο εξω της πολεως&lt;/span&gt;) em grego indica que se passaram dias até os discípulos passarem mais uma vez perto da figueira. A expressão “viram a figueira &lt;i&gt;já seca&lt;/i&gt;, das raízes para cima”, principalmente a parte “já seca”, indica que se passou um período de tempo entre a maldição que Jesus lançou sobre a planta e o dia em que ela secou. Se dizemos: “No dia seguinte a casa &lt;i&gt;já estava&lt;/i&gt; pronta”, nós inferimos que se passaram algum tempo para a reforma da casa fica pronta, que a casa não ficou reformada “instantaneamente”. Da mesma forma, quando o texto diz: “viram a figueira &lt;i&gt;já seca&lt;/i&gt;”, inferimos claramente que decorreu-se algum tempo entre a maldição lançada por Cristo e o secamento da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto interessante é que em Mateus menciona-se que “os discípulos” fazem a pergunta: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?” Já em Marcos é Pedro que diz: ““Rabi, eis que se secou a figueira que amaldiçoaste.””&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o testemunho evangelístico ser aceito, no mínimo deveria estar harmonizado nos detalhes, mesmo que com outras palavras. No entanto, por meio dessa comparação vemos que se trata de uma história de boatos e tradições religiosas sobre um messias que, ao serem postas por escrito, cada qual tentou dar sua versão e ao compararmos vemos as discrepâncias que neles habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-730095913064167743?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/730095913064167743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/figueira-amaldicoada-contradicoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/730095913064167743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/730095913064167743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/figueira-amaldicoada-contradicoes.html' title='A Figueira Amaldiçoada — Contradições Bíblicas'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6045705260797767232</id><published>2011-12-08T14:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T08:56:04.318-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contradições'/><title type='text'>Cura da Sogra de Pedro — Contradições Bíblicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando lemos o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_testamento" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt; com devoção religiosa, muitas coisas passam despercebidas, inúmeras inconsistências e até mesmo discrepâncias nas narrativas evangelísticas. Uma delas são as contradições dos eventos cronológicos, sendo a cura da sogra de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Pedro" title="Wikipédia: Pedro (Apóstolo)"&gt;Pedro&lt;/a&gt; uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus 8:1-15  sogra de Pedro é curada ANTES do leproso. Já nos relatos em Marcos 1:30-42; Lucas.4:38-5:13 ela é curada DEPOIS. Irei colocar os relatos de forma paralela para vermos como a disparidade é claramente visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoTableGrid" style="border-collapse: collapse; border: currentColor; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-insideh: .5pt solid windowtext; mso-border-insidev: .5pt solid windowtext; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-yfti-tbllook: 480;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-irow: 0;"&gt;   &lt;td style="background-color: transparent; border: 1pt solid windowtext; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;   &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;Mateus   8:1-15&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: transparent; border-color: windowtext windowtext windowtext rgb(0, 0, 0); border-style: solid solid solid none; border-width: 1pt 1pt 1pt 0px; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-left-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 221.9pt;" valign="top" width="296"&gt;   &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;Marcos   1:30-42&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 1; mso-yfti-lastrow: yes;"&gt;   &lt;td style="background-color: transparent; border-color: rgb(0, 0, 0) windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: 0px 1pt 1pt; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-top-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 216.1pt;" valign="top" width="288"&gt;   &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;Tendo ele descido   do monte, seguiam-no grandes multidões. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;E eis que veio um leproso&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; e   começou a prestar-lhe homenagem, dizendo: “Senhor, se apenas quiseres, podes   tornar-me limpo.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E assim, estendendo a [sua] mão,   tocou nele, dizendo: “Eu quero. Torna-te limpo.” E &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;ele ficou imediatamente limpo da lepra&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Jesus   disse-lhe então: “Cuida de que não digas nada a ninguém, mas vai, mostra-te   ao sacerdote e oferece a dádiva designada por Moisés, como testemunho para   eles.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Quando entrou em Cafarnaum, veio a ele um   oficial do exército, suplicando-lhe &lt;b&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e dizendo: “Senhor,   meu servo está de cama em casa, com paralisia, sendo terrivelmente   atormentado.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Disse-lhe ele: “Quando eu chegar lá,   irei curá-lo.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;O oficial do exército disse, em   resposta: “Senhor, eu não sou homem apto para entrares debaixo do meu teto,   mas, dize apenas a palavra e meu servo estará curado. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Pois   eu também sou homem sujeito à autoridade, tendo soldados sob as minhas   ordens, e digo a este: ‘Vai!’ e ele vai, e a outro: ‘Vem!’ e ele vem, e ao   meu escravo: ‘Faze isto!’ e ele o faz.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Ouvindo   isso, Jesus ficou pasmado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo: Em   ninguém em Israel tenho encontrado tamanha fé. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;11&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Mas,   eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e   se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; &lt;b&gt;&lt;sup&gt;12&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;ao   passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que   haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;13&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Jesus   disse então ao oficial do exército: “Vai. Assim como tem sido a tua fé, assim   aconteça para ti.” E o servo sarou naquela hora. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;14&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E   Jesus, entrando na casa de Pedro, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;viu   a sogra deste acamada e atacada de febre&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;15&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;De   modo que tocou na mão dela e &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;a   febre a abandonou&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;, e ela se levantou e começou a ministrar-lhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: transparent; border-color: rgb(0, 0, 0) windowtext windowtext rgb(0, 0, 0); border-style: none solid solid none; border-width: 0px 1pt 1pt 0px; mso-border-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-left-alt: solid windowtext .5pt; mso-border-top-alt: solid windowtext .5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 221.9pt;" valign="top" width="296"&gt;   &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 9pt 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;Ora, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;a   sogra de Simão estava acamada com febre&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;, e falaram-lhe dela   imediatamente. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;31&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E, dirigindo-se a ela, levantou-a,   tomando-a pela mão; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;e a febre a   abandonou&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; e ela começou a ministrar-lhes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 9pt 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;32&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;Ao anoitecer, tendo-se posto o sol, trouxeram-lhe todos os   doentes e os possessos de demônios; &lt;b&gt;&lt;sup&gt;33&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e a cidade toda   estava ajuntada na frente da porta. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;34&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Curou assim a   muitos dos que estavam enfermos com várias doenças e expulsou muitos demônios,   mas não deixou os demônios falar, porque sabiam que ele era Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 9pt 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;35&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;E, de manhã cedo, quando ainda estava escuro, levantou-se e   foi para fora, e partiu para um lugar solitário, e ali começou a orar. &lt;b&gt;&lt;sup&gt;36&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;No   entanto, Simão e os com ele foram à sua procura &lt;b&gt;&lt;sup&gt;37&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e   acharam-no, e disseram-lhe: “Todos te procuram.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;38&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Mas   ele lhes disse: “Vamos a outro lugar, às vilas vizinhas, para que eu pregue   também ali, pois é com este objetivo que saí.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;39&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E   foi, pregando nas sinagogas deles, em toda a Galiléia, e expulsando os demônios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 9pt 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 21.6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;40&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;Veio também a ele   um leproso&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;, suplicando-lhe, até de joelhos, [e] dizendo-lhe: “Se   apenas quiseres, podes tornar-me limpo.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;41&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Em vista   disso, penalizou-se, e, estendendo a mão, tocou nele e disse-lhe: “Eu quero.   Torna-te limpo.” &lt;b&gt;&lt;sup&gt;42&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;E a lepra desapareceu-lhe imediatamente e ele se tornou limpo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comparando lado a lado vemos que existe uma contradição clara nos eventos; posso dizer “contradição” porque apenas uma dessas afirmações é verdadeira. A sogra de Pedro foi curada ou ANTES ou DEPOIS, os dois ao mesmo tempo não dá. Há defensores do Cristianismo que chegam a dizer que a sobra de Pedro ficou com febre duas vezes e que uma cura foi antes e a outra foi depois do leproso. Isso é ridículo! E, além disso, as frases usadas tanto em Mateus como em Marcos mostram que se trata do mesmo evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-4ZTioUaah0/TSbX3e69owI/AAAAAAAACbY/o6sbBy3ueoE/s400/Jesus_cura_um_leproso.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="SOGRA, PEDRO, CURA, CONTRADIÇÃO, BÍBLIA" title="Cura da Sogra de Pedro — Contradições Bíblicas" border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_-4ZTioUaah0/TSbX3e69owI/AAAAAAAACbY/o6sbBy3ueoE/s200/Jesus_cura_um_leproso.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez uma pessoa ainda insista em dizer que isso não importa. No entanto, não seria isso crer cegamente? Imagine que você e sua esposa &amp;nbsp;estejam depondo em um tribunal sobre um assassinato, você diz que encontrou a pessoa morta ANTES de sair de casa, mas quando sua esposa vai depor, ela diz que vocês encontraram o corpo DEPOIS que saíram de casa. Isso não iria comprometer o testemunho? Isso não iria evidenciar que vocês estão mentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém mente em algo, será que não mentiria no restante da história? As supostas testemunhas oculares da vida de Jesus não foram exatas em declarar os eventos, na verdade, eles até mesmo se contradizem. Se eles erraram nessa passagem, o que lhe garante&amp;nbsp;que tudo o mais seja pura imaginação literária? Fica aqui a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6045705260797767232?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6045705260797767232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/cura-sogra-pedro-contradicoes-biblicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6045705260797767232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6045705260797767232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/cura-sogra-pedro-contradicoes-biblicas.html' title='Cura da Sogra de Pedro — Contradições Bíblicas'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-4ZTioUaah0/TSbX3e69owI/AAAAAAAACbY/o6sbBy3ueoE/s72-c/Jesus_cura_um_leproso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-722420075456080583</id><published>2011-12-07T18:40:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T08:34:26.651-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrinas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Testemunhas de Jeová'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A Injustiça do Armagedom Cristão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.gospel10.com/images/fotos/artigos/fim-do-mundo-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="ARMAGEDOM, TESTEMUNAHS DE JEOVÁ, FIM DO MUNDO, JULGAMENTO" title="A Injustiça do Armagedom Cristão" order="0" height="150" src="http://www.gospel10.com/images/fotos/artigos/fim-do-mundo-1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Por muitos anos pensei no Armagedom como filme de Hollywood; escuridão sobre a terra, bolas de fogo caindo dos céus, os ímpios correndo desesperados pelas ruas&amp;nbsp;e todas as outras figuras de linguagem que impregnam a literatura apocalíptica. Caso seja evangélico, talvez imagine Jesus voltando sentado em uma núvem para julgar os incrédulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não estiver familiarizado com o termo “Armagedom”, aqui vai uma pequena explicação. A palavra “Armagedom” vem do hebraico e significa “Monte de Megido”. Foi em Megido que o Rei Acazias, de Judá, morreu depois de ter sido mortalmente ferido às ordens de Jeú. (2Rs 9:27) Ali, o Rei Josias, de Judá, foi morto num encontro com o Faraó Neco. (2Rs 23:29, 30) Segundo a história secular, muitas outras nações guerrearam em torno de Megido, por causa da sua posição dominante. ‘Judeus, gentios, sarracenos, cruzados, egípcios, persas, drusos, turcos e árabes, todos armaram suas tendas na planície de Esdrelom.’ — &lt;em&gt;Word Studies in the New Testament&lt;/em&gt; de M. R. Vincent, 1957, Vol. II, p. 542.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, esse termo passou a ser aplicado simbolicamente, em especial no livro de Apocalipse. Este nome está diretamente associado com “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. O termo aplica-se especificamente à condição, ou situação, à qual são ajuntados os “reis de toda a terra habitada” em oposição ao Reino de Deus. Diversas versões o vertem o termo grego por “Armagedom”. (Re 16:14, 16, Al; ALA; BLH; IBB) Dessa forma, “Armagedom”, na teologia cristã ortodoxa, significa a guerra final entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal, onde Deus salvará Seus servos, os cristãos, e destruirá, ou enviará para o inferno, as pessoas que rejeitaram a Cristo durante a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso representa um problema muito grande para a doutrina cristã, no geral, e, mais ainda, para as Testemunhas de Jeová (TJs). No Cristianismo&amp;nbsp;se ensina&amp;nbsp;que quem rejeita a Cristo, este último também rejeitará tal pessoa diante de Deus, ou seja, essa pessoa não será salva (Mateus 10:33). O Novo Testamento ensina claramente que apenas os cristãos serão salvos. Quando escreveu sua primeira epístola aos cristãos de Corinto, província romana, o apóstolo e teólogo cristão Paulo disse: &lt;em&gt;“Pois a palavra a respeito da cruz é tolice para os que estão perecendo, mas para &lt;u&gt;&lt;strong&gt;nós&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, os que &lt;u&gt;&lt;strong&gt;estamos sendo salvos&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, é o poder de Deus.”&lt;/em&gt; (1 Coríntios 1:18) O elemento referencial, &lt;i&gt;“os que estamos sendo salvos”&lt;/i&gt;, se aplica ao pronome “nós”, ou seja, Paulo e os cristãos a quem ele estava escrevendo. Paulo, assim, deixa claro que apenas ele e os cristão estavam sendo salvos, o restante iria para a perdição eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1 Pedro 4:17-18 lemos: &lt;em&gt;“Pois é o tempo designado para o julgamento principiar com a casa de Deus. Ora, se primeiro começa conosco, qual será o fim daqueles que não são obedientes ao Evangelho de Deus? “E, se o justo está sendo salvo com dificuldade, onde aparecerá o ímpio e o pecador?””&lt;/em&gt; Percebeu caro leitor(a)? Quando Deus vier com o Armagedom, ou Dia de Julgamento, haverá pessoas que mesmo praticando o Cristianismo, mas por não cumprir tudo que se lhe requer, não serão salvas! O julgamento começará dentro da própria Igreja. Com isso, o apóstolo raciocina: &lt;em&gt;“se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?”&lt;/em&gt; (NVI)&amp;nbsp;Já refletiu na seriedade dessa declaração?&amp;nbsp;Paulo está dizendo que, se para quem é cristão já é difícil ser salvo, imagine as pessoas que não são cristãs! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse versículo (v. 18) mostra, conclusivamente, que o Cristianismo pregado no N.T ensina que as pessoas de religião não-cristã, ou que não têm religião, serão condenadas por Deus no Armagedom, elas não terão a salvação. Os evangélicos creem que tanto Católicos, Budistas, Espíritas, Mormóns, Testemunahs de Jeová, Mulçumanos, os do Candoblé, todos estes serão levados para o inferno. Se você é evangélico e discorda, saiba que está discordando com a linha doutrinária da sua religião, pois esse é o ensino claro entre os evangélicos. Já para as TJs, todo e qualquer membro de qualquer religião será destruído, menos eles, estes serão os únicos salvos na terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a Bíblia ensina que você tem que ser cristão para ser salvo, urge então que os seguidores de Jesus Cristo preguem aos outros para convertê-los ao Cristianismo. Paulo raciocinou com os cristão em Roma: &lt;em&gt;““todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. No entanto, como invocarão aquele em quem não depositaram fé? Por sua vez, como depositarão fé naquele de quem não ouviram [falar]? Por sua vez, como ouvirão, se não houver quem pregue? Por sua vez, como pregarão, a menos que tenham sido enviados?”&lt;/em&gt; — Romanos 10:13-15. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse versículo mostra claramente em&amp;nbsp;uma sequência de perguntas de retórica que nos leva a conclusão que apenas os cristãos serão salvos. O Antigo Testamento (A.T) ensinava abertamente que apenas quem tinha uma relação com Yahweh, como Seu servo, poderia ser salvo. Isso implica em dizer que, quem não tiver essa relação com Deus não tem a salvação. Paulo pergunta: &lt;em&gt;“Mas, como as pessoas podem crer em um Deus que nunca ouviram pensar?”&lt;/em&gt;. Daí a obrigação dos cristãos de pregarem, para que as pessoas conheçam a Deus e sejam salvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto ensina duas coisas: 1. Você só será salvo se adorar o Deus do Cristianismo, que é o ÚNICO deus verdadeiro. 2. Para todos terem a oportunidade de salvação todos têm que ouvir. No entanto, é ai que&amp;nbsp;jaz o problema. O Cristianismo nunca chegou e provavelmente nunca chegará aos ouvidos de cada ser vivo que pisou nessa terra desde a origem de seu advento. No caso das TJs é pior ainda, uma vez que eles se matam de pregar de casa em casa, abrem mão de tudo na vida por isso, mas o número de TJs em relação ao restante das pessoas na terra é bem inferior. Em outras palavras, nunca conseguirão, provavelmente, pregar a cada ser vivo com a mensagem das “boas-novas”.&amp;nbsp;Assim, Deus vai destruir pessoas que nunca ouviram a mensagem cristã, ou terá que ir contra tudo que está na Bíblia e salvar não-cristãos para poder se justo, em outras palavras,&amp;nbsp;ou Ele será injusto para ser fiel à Sua palavra ou será infiel à Sua palavra para ser justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, na teologia cristã, cabe ao cristão uma tarefa que nem Cristo conseguiu, que é pregar para cada indivíduo na terra, para que este, tendo ouvido e assim criado a responsabilidade diante de Deus, possa escolher ser cristão e abandonar suas anteriores crenças e forma de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exclusividade da salvação na teologia cristã também fica evidente quando Jesus disse: &lt;i&gt;“Eu sou a porta; &lt;u&gt;&lt;strong&gt;todo aquele&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que entrar &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por mim&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; será salvo, e entrará e sairá, e achará pastagem.”&lt;/i&gt; (João 10:9) E, antes disso, tinha dito: &lt;i&gt;“Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que &lt;u&gt;&lt;strong&gt;todo aquele que nele exercer fé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; não seja destruído, mas tenha vida eterna. Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Quem nele exercer fé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, não há de ser julgado. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Quem não exercer fé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, já foi julgado porque &lt;u&gt;&lt;strong&gt;não exerceu fé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; no nome do Filho unigênito de Deus...”&lt;/i&gt; (João 3:16-18) O próprio Jesus disse respondendo a uma pergunta de um dicípulo: &lt;i&gt;“Senhor, são poucos os que estão sendo salvos?” Ele lhes disse: “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos buscarão entrar, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;mas não poderão&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, uma vez que o dono de casa se tiver levantado e fechado a porta à chave, e vós principiardes a ficar de fora e a bater na porta, dizendo: ‘Senhor, abre-nos.’ Mas ele, em resposta, vos dirá: ‘&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Não sei donde sois&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;.’“&lt;/i&gt; (Lucas 13:23-25) Um resposta sem dó nem piedade, ou você aceita Cristo ou vai pagar eternamente por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Testemunhas de Jeová vão um pouco além, como de costume, e dizem que apenas elas, como única religião verdadeira, serão salvas. Na matéria de A &lt;i&gt;Sentinela&lt;/i&gt; abaixo, elas conduzem todo o assunto por meio de afirmações que, ao respondê-las, você perceberá que eles estão dizendo claramente que serão os únicos a serem salvos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;As Testemunhas de Jeová acreditam que encontraram a religião verdadeira. Se não acreditassem, elas mudariam de religião. Assim como os membros de muitas religiões, as Testemunhas de Jeová esperam ser salvas. No entanto, também acreditam que não cabe a elas julgar quem será salvo. No fim das contas, Deus é o Juiz. É ele quem decide. — Isaías 33:22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus revela que os que serão salvos não devem apenas querer a salvação, mas também cooperar com o Salvador. Para ilustrar: suponhamos que alguém se perca numa região bem isolada e queira desesperadamente encontrar o caminho de volta. Se ele vai morrer ali ou sobreviver depende de como reage à ajuda. Por orgulho, ele poderia recusar a ajuda de um resgatador ou salvador ou poderia humildemente aceitar ajuda e sair são e salvo dessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo similar, apenas os que cooperam com o Resgatador da humanidade, Jeová Deus, é que serão salvos. A salvação é uma dádiva de Deus, mas nem todas as pessoas a obterão. Jesus, o Filho de Deus, disse: “Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus.” — Mateus 7:21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Testemunhas de Jeová acreditam que Deus salva apenas os que exercem fé no sacrifício de resgate de Jesus e seguem de perto os Seus ensinamentos. (Atos 4:10-12) Vejamos três requisitos importantes para a salvação revelados na Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós”, disse Jesus aos seus seguidores. (João 13:35) O próprio exemplo de Jesus em dar sua vida a favor de outros enfatiza a importância do amor. Os que amam outras pessoas estão demonstrando uma qualidade essencial para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) “Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome”, disse Jesus em oração ao seu Pai. (João 17:26) Jesus sabia que o nome pessoal de Deus, Jeová, era muito importante para o seu Pai. Ele orou para que o nome de seu Pai fosse “santificado”. (Mateus 6:9) Santificar o nome de Deus inclui conhecer esse nome e tratá-lo como importante e santo. Assim como Jesus, os que procuram a salvação precisam usar o nome de Deus. Eles também precisam ensinar outros a respeito do nome e das qualidades de Deus. (Mateus 28:19, 20) Na verdade, apenas os que invocam o nome de Deus serão salvos. — Romanos 10:13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) “Meu reino não faz parte deste mundo”, disse Jesus a Pôncio Pilatos. (João 18:36) Poucas pessoas hoje demonstram fé no Reino, ou governo, de Deus, do qual Jesus é Rei. Em vez disso, confiam em instituições humanas. Em contraste com isso, os que serão salvos apóiam lealmente o Reino de Deus e falam a outros a respeito de como esse Reino libertará toda a humanidade fiel. — Mateus 4:17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de aprender alguns dos requisitos para a salvação, os discípulos de Jesus disseram: ‘Quem é capaz de ser salvo?’ Jesus respondeu: “As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus.” (Lucas 18:18-30) As Testemunhas de Jeová fazem o máximo para viver à altura desses requisitos para a salvação. Também se esforçam para ajudar outros a ser salvos. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;1/11/2008 p. 28)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos eu convivi bem com a ideia que apenas as TJs seriam salvas. No entanto, me perguntava se isso, no final das contas, não era uma grande injustiça. Imaginar que bilhões de pessoas que apenas têm crenças diferentes das minhas por questões culturais, regionais, familiares, e tantas outras, iriam ser destruídas no dia de Julgamento Divino. Eu trazia comigo as seguintes questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Para mim é somente natural crer em Cristo, pois nasci em um país cristão. Se tivesse nascido em qualquer país mulçumano, eu estaria tentando provar para todos que Maomé é o profeta de Deus. Portanto, não seriam as convicções religiosas apenas fatores culturais? Um tipo de etnocentrismo religioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Só será salvo quem aceitar a mensagem do Cristianismo, mas por mais que eu pregasse 24 horas por dia nunca chegaria a cumprir essa obra mirabolante de pregar a cada ser vivo. Então, ou Deus é injusto, por não salvar pessoas que não creem em Jesus por milhares de motivos, ou Ele salva essas pessoas, mesmo não sendo cristãs, mas deixa de ser fiel à Sua palavra, a Bíblia, que ensina que somente quem nEle crer será salvo. Como fica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Hoje é provado cientificamente que questões químicas, biológicas e até mesmo anatômicas, moldam nossa forma de ver o mundo, por isso que existem pessoas que simplesmente não conseguem aceitar determinada ideia, porque, para elas, não faz sentido (Mente &amp; Cérebro, N. 223, p. 61). Assim, como eu poderia converter 8 bilhões de pessoas, com uma mescla infinita de combinações bio-químicas e anatômicas, para o Cristianismo, todos com “a mesma mente e a mesma maneira de falar” (1 Cor. 1:10)? A diversidade humana é praticamente infinita. Qualquer monopolização de credo da raça humana terminaria virando uma tirania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Como poderia aceitar um Deus, que é&amp;nbsp;amoroso e justo, condenar, destruir, ou jogar no inferno, crianças, por não serem cristãs, ou qualquer outro motivo, como o deus judaico-cristã fez no dilúvio e nas cidades destruídas pelos israelitas, fazendo o mesmo no Armagedom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. E se, como dizem alguns defensores do Cristianismo, Ele salvará algumas pessoas justas, mesmo não sendo cristãs, isso não desmente tudo que a Bíblia em si mesma ensina? Jesus não foi claro que “só quem” crer nEle será salvo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que quando questionava esses fatos muitos diziam: “quem é você para questionar Deus? Ele sabe o que faz”, ou “confie em Jeová, ele fará o que é certo e justo no Armagedom.” Sinceramente, isso é uma forma de fugir pela tangente. Somos exortados a pensar assim porque não existe outra saída a não ser concluir que a doutrina do Armagedom, ou Dia de Julgamento, é a coisa mais desnatural, antilógica, insípida e injusta que alguém poderia crer e espraiar a outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais, quando você aprende que o livro de Apocalipse, que mais ensina sobre o Armagedom,&amp;nbsp;é apenas um gênero literário judaico-cristão e que existem diversos livros extra-bíblicos que contém a mesma ideia apocalíptica, mas que ninguém acredita e vê todos aclamarem o livro de Apocalipse apenas porque foi escolhido como canônico pela Igreja Católica, a coisa se torna ainda mais tola. Triste é ver milhares de pessoas acreditarem de todo coração que Deus as escolheu para ser salvas, que são especiais e privilegiadas, enquanto seu Zé e dona Francisca, que apenas professam outro credo, serão esmagados nas mãos iradas do deus todo-poderoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto há vida, há esperança de que um dia esse mito cristão apocalíptico permaneça apenas nos livros de história, para vermos quão ignorantes éramos e quanto tempo perdemos na ilusão de que somos especiais, de que o nosso sempre é o melhor, o certo, em detrimento dos nossos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-722420075456080583?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/722420075456080583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/injustica-do-armagedom-cristao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/722420075456080583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/722420075456080583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/12/injustica-do-armagedom-cristao.html' title='A Injustiça do Armagedom Cristão'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6178100849029867457</id><published>2011-11-25T13:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T05:33:25.341-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Testemunhas de Jeová'/><title type='text'>Construções de Salões do Reino das Testemunhas de Jeová</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yO6wtw-TN5Y/TtAFJ6bZ7LI/AAAAAAAAEv4/igOvSOuuws8/s1600/sal%25C3%25A3o+do+reino.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="CONSTRUÇÃO, SALÃO, REINO, JEOVÁ, RÁPIDA, TESTEMUNHAS" title="Construções de Salões do Reino das Testemunhas de Jeová" border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/-yO6wtw-TN5Y/TtAFJ6bZ7LI/AAAAAAAAEv4/igOvSOuuws8/s200/sal%25C3%25A3o+do+reino.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Para os que não estão familiarizados com a obra das &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunhas_de_jeov%C3%A1" title="Wikipédia: Testemunhas de Jeová"&gt;Testemunhas de Jeová&lt;/a&gt; (TJs), estes mesmos têm um programa de construção de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sal%C3%A3o_do_Reino" title="Wikipédia: salões do reino"&gt;salões do reino&lt;/a&gt; – o local de reunião religiosa – onde se constrói um prédio para uso religioso em um período recorde de um mês ou, às vezes, até mesmo em menos tempo. Estes são assessorados pelas Comissões Regionais de Construção (CRCs) das TJs.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os 12 anos em que fui Testemunha de Jeová, tive o “privilégio” de participar na construção de várias congregações em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal_(Rio_Grande_do_Norte)" title="Wikipédia: Natal (Rio Grande do Norte)"&gt;Natal&lt;/a&gt; (RN) e nos interiores. Por meio da educação religiosa, me foi ensinado que, desde o antigo Israel, os judeus sempre se empenharam na construção da “casa de Jeová” (2Sm 7; 1Rs 5.3-5; 8.17; 1Cr 22; 28.11 a 29.9) e o mesmo deveria ser feito hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um jovem cristão, na época eu era &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Servo_ministerial" title="Wikipédia: servo ministerial"&gt;servo ministerial&lt;/a&gt; (diácono) e pioneiro regular (pregador “especial”), me dedicava de corpo e alma, pois sabia que tudo que eu fazia era para o reino de Deus (Mt. 6:33). Eu podia abrir mão de tudo, casa, trabalho, família e me dedicar exclusivamente a esta obra, tanto da pregação de casa em casa, como na construção de salões do reino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recordo de uma construção em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B4nio_(Rio_Grande_do_Norte)" title="Wikipédia: Santo Antônio do Salto da Onça"&gt;Santo Antônio do Salto da Onça&lt;/a&gt; (RN) onde havia mais de 400 irmãos dentro de um pequeno terreno, todos “felizes” se ocupando em alguma coisa para ajudar a construção do salão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho dessas TJs, inclusive o meu, era totalmente voluntário, assinávamos um contrato de prestação de serviço voluntário, recebíamos todo o material da construção de Betel – a Sede das TJs no Brasil – e assim dávamos início às obras de construção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, o terreno tinha sido comprado com o dinheiro de contribuições voluntárias dos membros da congregação que estava sendo construída. Assim, para a construção chegar à sua conclusão, deveria seguir essa sequência: terreno [comprado pelos membros] + material [emprestado por Betel] + mão de obra [voluntária das TJs] = salão construído em 1 mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tinha uma pequena coisa que eu nunca havia parado para pensar. Vou tentar explicar por meio de uma comparação: Imagine que você quer construir uma casa bem confortável. Sendo que, ao final da obra, ao invés de você pagar aos trabalhadores, são eles que lhe pagam o valor da casa, ou seja, no final você teria uma casa confortável para morar e o valor da casa em dinheiro na sua conta. Se você quisesse repetir isso, poderia construir uma cidade inteiramente sua sem gastar um tostão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente isso que ocorre entre as TJs. Os membros doam a alimentação, doam o terreno, doam o trabalho voluntário, mas, no final, o prédio vira patrimônio da Organização Mundial das Testemunhas de Jeová, e, além disso, os membros têm que reembolsar o valor do prédio integralmente em algumas parcelas mensais para a organização religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro é usado para se financiar o material de outras congregações ao redor do mundo, sendo usado o mesmo processo de voluntariedade e devolução do dinheiro. Isso sim é golpe de mestre! Pois, no final, a Organização das Testemunhas de Jeová já conseguiu construir mais de 100.000 congregações ao redor do mundo sem gastar 1 real, porque todo o trabalho é voluntário e o dinheiro é devolvido por cada um dos voluntários trabalhadores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo um incentivo publicado em uma das literaturas das TJs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nos últimos cinco anos de serviço, 1.411 Salões do Reino foram construídos ou reformados, e centenas de outros passaram por reparos no Brasil. Somos muito gratos pelo esforço árduo das Comissões Regionais de Construção (CRCs), dos Grupos de Construção e de todas as outras pessoas que ajudaram. Embora uma enorme atividade já tenha sido realizada, ainda há muito a ser feito na área de construção de Salões do Reino. Como todos nós podemos apoiar essa parte importante do serviço sagrado que prestamos a Jeová? — Rev. 7:15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereça-se: Se você é publicador batizado, está convidado a colocar-se à disposição para apoiar o programa de construção. Poderá apoiar as construções em sua região ou preencher a Petição para o Serviço Voluntário em Construções de Salões do Reino (A-25-T). (Sal. 110:3) Todos os que se oferecem devem ser voluntários dispostos e ter espírito de equipe. (Sal. 133:1) Mesmo que você não tenha habilidade nessa área, pode contribuir muito para o sucesso duma construção. Também pode receber treinamento que permitirá que você seja mais usado no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não pode se oferecer, talvez possa dar apoio encorajando quem tem condições de participar em construções. Pode ajudar cumprindo as designações congregacionais de quem está servindo numa construção. Fazendo planos com a devida antecedência, os anciãos podem garantir que a congregação não fique desamparada quando alguns estão apoiando a construção de um Salão do Reino. Jeová sem dúvida se agrada quando servimos em união para promover os interesses do Reino. — Heb. 13:16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja positivo: Construir locais de adoração exige muito tempo e esforço árduo. Assim, é compreensível que os convidados a ajudar em construções se ausentem de suas congregações de origem de vez em quando. É bom elogiar e encorajar esses voluntários, que fazem sacrifícios para cuidar dessa “incumbência necessária”. — Atos 6:3; Rom. 14:19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja equilibrado: Pregar o Reino de Deus é nossa principal atividade teocrática. (Mar. 13:10) Com isso em mente, as construções são programadas de modo que os voluntários não precisem ficar longe de sua congregação desnecessariamente. Os voluntários também se esforçam em ser equilibrados ao cuidar de todas as suas responsabilidades. Providenciam que alguém cumpra suas designações congregacionais quando estão fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo descreveu os membros da congregação como cooperando em união para “o desenvolvimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor”. (Efé. 4:16) Nosso amor a Jeová e à adoração verdadeira nos motiva a servir juntos na pregação das boas novas e a apoiar a construção de Salões do Reino. (Nosso Ministério do Reino 4/07 p. 6 pars. 1-6 Construção de Salões do Reino — parte importante do serviço sagrado)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Desse estudo eu me lembrei da música &lt;a href="http://letras.terra.com.br/ze-ramalho/75861/" title="Wikipédia: Cidadão"&gt;Cidadão&lt;/a&gt; de Zé Ramalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Tá vendo aquele edifício moço&lt;br /&gt;Ajudei a levantar&lt;br /&gt;Foi um tempo de aflição&lt;br /&gt;Eram quatro condução&lt;br /&gt;Duas prá ir, duas prá voltar&lt;br /&gt;Hoje depois dele pronto&lt;br /&gt;Olho prá cima e fico tonto&lt;br /&gt;Mas me vem um cidadão&lt;br /&gt;E me diz desconfiado&lt;br /&gt;"Tu tá aí admirado?&lt;br /&gt;Ou tá querendo roubar?"&lt;br /&gt;Meu domingo tá perdido&lt;br /&gt;Vou prá casa entristecido&lt;br /&gt;Dá vontade de beber&lt;br /&gt;E prá aumentar meu tédio&lt;br /&gt;Eu nem posso olhar pro prédio&lt;br /&gt;Que eu ajudei a fazer...&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Organização Mundial das Testemunhas de Jeová enriquece no mundo inteiro, com seus milhares de templos confortáveis e Betéis que mais parecem hotéis de 5 estrelas, a maioria dos irmãos que participa das construções mora de aluguel; eles constroem voluntariamente prédios enquanto mal têm onde morar. Bem que essa organização religiosa poderia fazer esse mesmo projeto para se construir casas para os irmãos que não têm nem um teto sobre suas cabeças, ao invés de seus prédios luxuosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino, assim, com uma rima de cordel que fiz especialmente para essa postagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Vejam o que é o poder do discurso, e a força que a fé tem&lt;br /&gt;Você é feliz sendo enrolado e ainda diz obrigado praqueles que mentem bem&lt;br /&gt;Na hora é só alegria e só depois vem a melancolia de ter sido enganado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou coisa triste é perder e não ter a quem culpar&lt;br /&gt;Você não foi forçado e a agora, o que vai falar?&lt;br /&gt;Mas eu sei que o mundo gira, e pra minha alegria sei que não vão escapar&lt;br /&gt;Pois quem usa muitas máscaras e se vangloria da desgraça um dia vai se ferrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Escravo é muito inteligente, mente pra muita gente e desses eu fui também&lt;br /&gt;Não sou estraga prazer, eu vivo pra aprender e pra esses não digo amém&lt;br /&gt;Eu quero a sua felicidade pois aquilo tudo é insanidade e disso eu sei bem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo isso pra você refletir que a pior coisa é mentir pra quem confia em você&lt;br /&gt;Mas decisão é sua e a verdade nua e crua é que o pior cego é o que não quer ver!&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6178100849029867457?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6178100849029867457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/construcoes-saloes-reino-testemunhas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6178100849029867457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6178100849029867457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/construcoes-saloes-reino-testemunhas.html' title='Construções de Salões do Reino das Testemunhas de Jeová'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yO6wtw-TN5Y/TtAFJ6bZ7LI/AAAAAAAAEv4/igOvSOuuws8/s72-c/sal%25C3%25A3o+do+reino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-4398214323002328050</id><published>2011-11-25T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T09:20:44.531-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etimologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><title type='text'>Porneia — Fundo Histórico do Novo Testamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Esse estudo serve como complemento da postagem: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/sexo-testemunhas-jeova.html" alt="JEOVÁ, TESTEMUNHAS, SEXO" title="Sexo Entre as Testemunhas de Jeová"&gt;Sexo Entre as Testemunhas de Jeová&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8eKm5Ewnk-I/Ts-nM3iOOMI/AAAAAAAAEvo/gWKWLnsKhTs/s1600/prostitui%25C3%25A7%25C3%25A3o+na+antiguidade.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="FONICAÇÃO, PORNEIA, GREGO, SIGNIFICADO, NOVO TESTAMENTO" title="Porneia — Fundo Histórico do Novo Testamento" border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-8eKm5Ewnk-I/Ts-nM3iOOMI/AAAAAAAAEvo/gWKWLnsKhTs/s200/prostitui%25C3%25A7%25C3%25A3o+na+antiguidade.jpg" width="84" /&gt;&lt;/a&gt;Para os que não estão muito familiarizados com os estudos teológicos do NT, William Barclay (5 de dezembro de 1907, Wick – 24 de janeiro de 1978, Glasgow) foi um escritor, apresentador de rádio e televisão, pastor da Igreja da Escócia e professor de divindade e crítica bíblica na Universidade de Glasgow. Era um grande especialista do grego do Novo Testamento, dando excelentes contribuições escolásticas aos vocábulos gregos junto com seu fundo histórico. Logo abaixo temos uma citação de um dos seus livros mais famosos, &lt;em&gt;As Obras da Carne e os Frutos do Espírito&lt;/em&gt;, onde ele comenta sobre a palavra grega PORNEIA. Perceba como em todo o contexto histórico essa palavra estava relacionada apenas com PROSTITUIÇÃO e PROMISCUIDADE. Abaixo segue a explicação histórica de W. Barclay da palavra grega&amp;nbsp;&lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PORNEIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;B, BJ, Mar: fornicação; ARC, ARA: prostituição; P: imoralidade sexual; BLH: imoralidade; BV: pensamentos impuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porneia&lt;/em&gt; é usada aqui como uma palavra bem geral para as relações e relacionamento sexuais ilícitos e imorais. A derivação provável da palavra lança raios relevantes de luz sobre a atitude mental por trás dela. &lt;em&gt;Porneia&lt;/em&gt; é a prostituição, e &lt;em&gt;pornê&lt;/em&gt; é uma prostituta. Há probabilidade de que todas estas palavras tenham ligação com o verbo &lt;em&gt;pernumi&lt;/em&gt;, que significa “vender.” Essencialmente, &lt;em&gt;Porneia&lt;/em&gt; é o amor que é comprado e vendido — o que não é amor de modo algum. O erro grande e básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não é realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas. O amor verdadeiro é a união total entre duas personalidades de modo que se tornam uma só pessoa, e que cada uma acha sua própria realização na união com a outra. &lt;em&gt;Porneia&lt;/em&gt; descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;significativo o fato de que é com este pecado que Paulo começa. A vida sexual do mundo greco-romano nos tempos do NT era um caos sem lei. J. J. Chapman, descrevendo os tempos em que vivia Luciano, na primeira metade do século II, escreve: “Luciano vivia numa época em que a vergonha parecia ter sumido da terra.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grécia, nunca tinha havido qualquer vergonha nas relações antes do casamento ou fora dele. Demóstenes escreve como se fosse uma coisa comum, como de fato o era: “Mantemos amantes para nosso prazer, concubinas para as necessidades diárias do corpo, mas temos esposas a fim de produzir filhos de modo legítimo e de ter uma guardiã fidedigna dos nossos lares” (Contra Neera, citado por Ateneo: Deipnosophistae 573 B). Nos dias primitivos de Roma as coisas tinham sido muito diferentes, e a pureza era a regra. Mas nisto, os vencidos tinham conquistado os vencedores, e Roma aprendeu a pecar com a Grécia. “Vejo Roma,” disse Lívio, o historiador, “a Roma orgulhosa, perecendo como vítima da sua própria prosperidade” (3.13). Dificilmente é possível mencionar uma grande personagem grega que não tivesse sua hetaira, sua amante, e freqüentemente estas amantes eram as mulheres mais belas e cultas da sua época. Alexandre Magno tinha sua Tais, que depois da morte deste casou-se com Ptolomeu do Egito e tornou-se mãe de reis; Aristóteles tinha sua Herpília; Platão, sua Arquenessa; Péricles, sua Aspásia que, segundo se dizia, até mesmo escrevia seus discursos para ele; Sófocles, sua Arquipe, a quem deixou como herdeira; Isócrates, sua Metaneira, Frine, a mais famosa das cortesãs, era tão rica que se ofereceu a edificar um muro em derredor de Tebas, se os cidadãos aceitassem fazer nele a seguinte inscrição: “Embora Alexandre o tenha destruído, Frine, a cortesã, o restaurou” (Ateneu: Deipnosophistae 576-592). A atitude grega dificilmente pode ser melhor demonstrada do que pelo fato de que, quando Sólon foi o primeiro a legalizar a prostituição e a abrir prostíbulos do Estado, os lucros destes eram usados para erigir templos aos deuses (Ateneu: Deipnosophistae 569 D).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a frouxidão moral grega invadiu Roma, tornou-se tristemente mais grosseira. Hiberina, diz Juvenal, não se sente mais satisfeita com um só homem, do que se sentiria com um só olho (Juvenal-.Sátiras 6.55). As mulheres romanas, diz Sêneca, casavam-se para serem repudiadas, e divorciavam-se para casar-se de novo. Algumas delas distingüiam entre os anos, não pelos nomes dos cônsules, mas pelos nomes dos seus maridos. “A castidade é mera prova da feldade” (Sêneca:Dos Benefícios 3.16.1-3). A inocência, diz Sêneca, não é rara: é não-existente (Da Ira 2.8). Juvenal pinta o quadro das mulheres romanas passando pelo altar da Modéstia com um sorriso cínico (Juvenal: Sátiras 6.308). “Quanto maior a infâmia, mais desenfreado o deleite,” disse Tácito (Tácito: Anais 11.26). Estava para chegar o dia em que Clemente da Alexandria haveria de falar de certas mulheres como a personificação do adultério, “cingidas como Vênus com um cinto dourado do vício” (Clemente da Alexandria: Paedagogus 3.2.4). Estava para chegar o dia em que Alexandre Severo, um dos grandes e bons imperadores, forneceria ao homem que entrava no governo de uma província “vinte libras de prata, seis mulas, um par de asnos, um par de cavalos, duas vestes para serem usadas no foro, duas para casa, uma para os banhos, cem moedas de ouro, uma cozinheira, um muleteiro, e uma concubina no caso de um homem que não tinha esposa e que não podia viver sem uma mulher” (Scriptores Historiae Augustae, Alexander Severus 42). A classe alta da sociedade romana havia-se tornado grandemente promíscua. Até mesmo Messalina, a imperatriz, esposa de Cláudio, saía às escondidas do palácio real à noite, a fim de servir num prostíbulo público. Ela era a última a sair de lá, e “voltava ao travesseiro imperial com todos os odores dos seus próprios pecados” (Juvenal.Sátiras 6.114-132).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda era a imoralidade desnaturada que grassava. Começou no lar imperial. Calígula vivia conhecidamente em incesto habitual com sua irmã Drúsila, e a concupiscência de Nero nem sequer poupou sua própria mãe, Agripina (Suetônio: Calígula 34; Nero 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade, desde o mais alto escalão até o mais baixo, era cheia de homossexualidade. Este foi um vício que Roma aprendeu da Grécia. J. J. Dõlíinger o chama de “a grande enfermidade nacional da Grécia” (J. J. Döllinger: &lt;em&gt;The Gentile and the Jew&lt;/em&gt;, II, pág. 239). J. J. Chapman diz que na Grécia esta degeneração “não era pessoal, mas racial”, “até se tornar inerente e arraigada”. Assemelha-a a um fungo nojento que se espalha resolutamente pela floresta (J. J. Chapman: &lt;em&gt;Lucian, Plato and Greek Morais&lt;/em&gt;, págs. 132, 133). Num dos seus diálogos, Luciano faz Lícino narrar: “Seria melhor não necessitar do casamento, mas seguir Platão e Sócrates e contentar-se com o amor de meninos” (Luciano: Os Lapitas 39). Em outro diálogo Luciano traz para o palco a figura que representa Sócrates. “Eu sou amante dos meninos,” diz ele, “e sábio em questões do amor.” “Qual é a sua atitude para com meninos bonitos?” perguntam a ele. “Seus beijos,” responde, “serão o galardão para os mais corajosos depois de terem realizado alguma proeza esplêndida e ousada” (Luciano: Filosofias à Venda 15, 17). O Simpósio de Platão é classificado como uma das grandes obras da literatura. Seu assunto é o amor, mas é o amor homossexual. Fedro começa o assunto: “Não conheço,” diz ele, “qualquer bênção maior para um jovem que está principiando a vida do que um amante virtuoso, ou, para o amante, do que um menino querido” (Platão: Simpósio 178 D).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gibbon escreve: “Dos quinze primeiros imperadores, Cláudio foi o único cujo gosto no amor era inteiramente correto.” Júlio César era infame como amante do Rei Nicômedes da Bitínia. “O rival da rainha”, chamavam-no, e sua paixão era o tema dos cânticos grosseiros que os soldados cantavam. Nero “casou-se” com um jovem castrado com o nome de Esporo, e passou com ele por todas as ruas de Roma, em cortejo nupcial, e ele mesmo era “casado” com um liberto chamado Doriforo. Chegou ao ponto de “imitar as lamentações de uma virgem sendo deflorada, e encenar em público os atos mais íntimos desta união indizível” (Suetônio: Nero, 28, 29). O historiador fala de Adriano com sua “paixão pelos homens e os adultérios com mulheres casadas que eram seu vício.” A paixão que Adriano tinha pelo jovem Antinous era notória, e, quando Antinous foi afogado, Adriano chegou a mandar endeusá-lo, e oráculos eram dados em seu nome (Scriptores Historiae Augustae, Adriano 11, 14). Alexandre Severo considerou a promulgação de legislação para proibir essas práticas, mas acabou resolvendo não fazê-lo, porque acreditava que o vício seria apenas transferido para a prática sigilosa, visto que as paixões dos homens tornariam impossível eliminá-lo (&lt;em&gt;Scriptores Historiae Augustae&lt;/em&gt;, Alexandre Severo 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser notado que todas as evidências que aduzimos a respeito da imoralidade sexual indescritível do mundo contemporâneo com o Novo Testamento provêm, não dos escritores cristãos, mas dos pagãos que estavam enojados consigo mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo coloca-se contra essa imoralidade sexual. Espanta-se com o fato de que os Coríntios não estão horrorizados diante do caso do homem que está coabitando com a esposa do seu pai (1 Co 5.1). Deste pecado o homem deve arrepender-se, senão sua chamada vida cristã é uma zombaria (2 Co 12.21). O cristão deve abster-se totalmente de tal coisa (1 Ts 4.3); deve fugir dela (1 Co 6.18); deve mortificar estas atividades (Cl 3.5). É o único pecado em que o homem peca clara e inconfundivelmente contra seu próprio corpo (1 Co 6.18), e o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor (1 Co 6.13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido dito que a castidade era a única virtude completamente nova que o cristianismo introduziu no mundo pagão. E havia três razões porque a tarefa de introduzi-la foi de uma dificuldade extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(i) Não havia uma forte frente de opinião contra a imoralidade. Para o mundo greco-romano a imoralidade nas questões sexuais não era imoralidade; era o costume e a prática estabelecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ii) O prevalecimento das idéias gnósticas era um problema sério. O gnóstico via o espírito como totalmente bom, e a matéria como essencialmente má. Se a matéria é essencialmente má, logo, o corpo é necessariamente maligno. Sendo assim, há duas possibilidades. Em primeiro lugar, há a possibilidade do ascetismo rígido em que todos os desejos do corpo são rígida e vigorosamente negados. Em segundo lugar, há a possibilidade de que um homem argumente que, se o corpo é mau, não importa o que se faz com ele. Pode-se saturar e saciar os seus apetites, e isto não tem importância alguma, porque o corpo é, de qualquer maneira, algo perecível e maligno. Fica claro, portanto, que em certo sentido o gnosticismo poderia ser uma defesa da imoralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa fica clara: nenhum gnóstico poderia dizer, em momento algum que o corpo é para o Senhor (1 Co 6.13). Para o gnóstico, o corpo era a única parte do homem que nunca poderia ser para o Senhor. A mensagem cristã sobre a salvação da pessoa como um todo, do homem total, do corpo, alma e espírito, era uma coisa nova e necessariamente envolvia um evangelho de pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(iii) O cristianismo teve de enfrentar uma situação onde, em muitos casos, a prostituição era vinculada com a religião. Havia muitos templos que tinham suas multidões de prostitutas sagradas. O templo de Afrodite em Corinto tinha milhares delas, e desciam para as ruas da cidade para exercer a sua profissão ao cair da tarde. O costume tem sua origem na glorificação de Deus na força vital que é mais clara no poder do sexo. O cristianismo tinha de enfrentar uma situação em que a religião e a imoralidade sexual andavam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém precisa ficar atônito porque Paulo começa sua lista das obras da carne com os pecados sexuais. Ele vivia num mundo onde tais pecados grassavam, e naquele mundo o cristianismo trouxe aos homens um poder quase milagroso para viver em pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-4398214323002328050?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/4398214323002328050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/porneia-fundo-historico-novo-testamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/4398214323002328050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/4398214323002328050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/porneia-fundo-historico-novo-testamento.html' title='Porneia — Fundo Histórico do Novo Testamento'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8eKm5Ewnk-I/Ts-nM3iOOMI/AAAAAAAAEvo/gWKWLnsKhTs/s72-c/prostitui%25C3%25A7%25C3%25A3o+na+antiguidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-2456361600116412542</id><published>2011-11-20T19:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T07:19:56.901-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Testemunhas de Jeová'/><title type='text'>O Sexo Entre as Testemunhas de Jeová</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Jw0-31mBMAE/TcBGvyznqOI/AAAAAAAAAK0/V9BVbYQhOJc/s1600/namoro-cristao1.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="JEOVÁ, TESTEMUNHAS, SEXO, PORNEIA, FORNICAÇÃO" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Jw0-31mBMAE/TcBGvyznqOI/AAAAAAAAAK0/V9BVbYQhOJc/s1600/namoro-cristao1.gif" title="O Sexo Entre as Testemunhas de Jeová" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;É inegável que o Cristianismo tem impregnado o conceito do Ocidente sobre o sexo. Quem nasceu em um lar cristão sabe o quanto o sexo é visto como uma coisa proibida, vergonhosa e do qual se deve fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os 12 anos em que fui &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunhas_de_Jeov%C3%A1" title="Wikipédia: Testemunha de Jeová"&gt;Testemunha de Jeová&lt;/a&gt; fui doutrinado a “fugi da fornicação” (1 Cor. 6:18). Fui criado no conceito de que, como jovem solteiro, deveria fugir de todo e qualquer contato sexual. Até mesmo meus pensamentos estavam restringidos de pensar em tal “pecado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu tenha citado no título da postagem as Testemunhas de Jeová (TJs), que considero o caso mais grave, o mesmo se aplica ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt; como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de início, quando era adolescente, eu nem ao menos sabia o que significava a palavra &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fornica%C3%A7%C3%A3o" title="Wikipédia: Fornicação"&gt;“fornicação”&lt;/a&gt;. Com o tempo, aprendi que, de forma geral, “fornicação” significava “relação sexual entre pessoas não casadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, para as Testemunhas de Jeová, “fornicação” é bem mais que isso. Segundo suas próprias fontes de estudo, “fornicação” tem a seguinte definição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A palavra grega porneía, traduzida “fornicação”, tem um sentido bastante amplo. Ela se refere às relações sexuais entre os que não são casados e enfoca o uso errado dos órgãos sexuais. Porneía inclui diversos atos como o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sexo oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sexo anal&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;masturbar outra pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; — conduta que costuma ser associada com casas de prostituição... (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;, 2/15/2004 p. 13. par. 15)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Conforme usada na Bíblia, a palavra “fornicação” (em grego, porneía) refere-se a relações sexuais ilícitas fora do casamento biblicamente válido. Inclui adultério, prostituição e relações sexuais entre pessoas não casadas; bem como &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sexo oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;anal&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;acariciar os órgãos genitais de alguém com quem não se está casado&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Inclui também a prática desses atos com alguém do mesmo sexo e a bestialidade. (&lt;em&gt;Amor de Deus&lt;/em&gt;, 2008, p.99)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fornicação (do grego porneía) refere-se a relações sexuais ilícitas fora do casamento aprovado pelas Escrituras. Inclui adultério, prostituição e relações sexuais entre pessoas não-casadas, bem como &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sexo oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;anal&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;manipulação sexual dos órgãos genitais de alguém com quem a pessoa não é casada&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. A pessoa que sem se arrepender pratica a fornicação não tem lugar na congregação cristã. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt; 15/7/2006, p. 29-30)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A palavra grega original para fornicação, porneía, refere-se a todas as atividades sexuais ilícitas que envolvem o uso dos órgãos genitais fora dos laços do matrimônio. Isto inclui o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sexo oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;carícias&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; deliberadas &lt;u&gt;&lt;strong&gt;nos órgãos sexuais&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Diversos jovens cristãos se envolveram em tais práticas, imaginando que realmente não estavam cometendo fornicação... (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt; 1/9/1999, p. 13)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por exemplo, alguns jovens praticam sexo oral, anal ou masturbação mútua alegando que tais atos não são tão maus assim, pois, segundo pensam, tecnicamente não são relações sexuais. Esses jovens se esquecem, ou preferem desconsiderar, que a palavra bíblica para fornicação inclui todas essas práticas. Trata-se de conduta errada pela qual a pessoa pode até ser desassociada... (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt; 15/12/2008 p. 9)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em todas essas citações acima, nós percebemos qual o conceito que as Testemunhas de Jeová têm sobre a &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; (&lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;). Com essa definição da palavra grega, os anciãos, que são os líderes espirituais nas congregações, policiam a vida dos membros da mesma, principalmente dos jovens, para que estes não possam cometer qualquer das modalidades de “fornicação”, conforme eles mesmos ditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas citações mostram que, para as Testemunhas de Jeová, quando casais de namorados, ou noivos, até mesmo tocam nos órgãos sexuais do seu respectivo par, eles estão cometendo&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;. Quando isso se torna de conhecimento dos anciãos da congregação, o casal é disciplinado, ou seja, punido de alguma forma, ou até mesmo expulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive muitos amigos na congregação que passaram por esse problema. Vi como eles sofriam por terem cometido o “pecado” de tocarem no corpo de suas namoradas, ou noivas. Mas, a coisa que eu mais me perguntava era: Como Jeová poderia considerar o toque nos órgãos sexuais algo tão pecaminoso assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, eu ainda acreditava que a Bíblia era literalmente inspirada por Deus. Por causa desses assuntos, resolvi fazer uma pesquisa sobre a palavra grega&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;, que é a palavra normalmente traduzida nas Bíblias em português por “fornicação”. O que eu descobri me levou a perder um pouco de confiança no Cristianismo e nessa religião em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1 Porneia no Novo Testamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Novo Testamento existem várias palavras que estão relacionadas ao sexo. Em praticamente a totalidade dos casos, o sexo é mencionado no NT em forma de proibição. A palavra mais usada é &lt;a href="http://concordances.org/greek/4202.htm" title="Definição"&gt;&lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Gr.: &lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;), ocorrendo cerca de 25 vezes. Ela é constituída da palavra &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνευω&lt;/span&gt; (Gr.: &lt;em&gt;porneuo&lt;/em&gt;) que significa basicamente “vender”. — &lt;em&gt;A Greek and English Lexicon&lt;/em&gt;, Wright, 1861, p. 356; &lt;em&gt;A Lexicon of the Homeric Dialect&lt;/em&gt;, Cunliffe, 1963, pp. 326-327; &lt;em&gt;Greek-English Lexicon: Abridged Edition&lt;/em&gt;, Liddell &amp;amp; Scott, Oxford, 1871, impressão de&amp;nbsp;1994, p. 555; &lt;em&gt;An Intermediate Greek-English Lexicon&lt;/em&gt;, Liddell &amp;amp; Scott, Oxford, 1997 (primeira edição 1889), p. 635. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SnXjvb5FE70/Tsm4UJxqZxI/AAAAAAAAEuU/Gl-svYUn1Iw/s1600/image022_7.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="FORNICAÇÃO, GREGO, SIGNIFICADO" border="0" height="160" src="http://4.bp.blogspot.com/-SnXjvb5FE70/Tsm4UJxqZxI/AAAAAAAAEuU/Gl-svYUn1Iw/s200/image022_7.gif" title="Mercado de Escravos" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Com isso, nós observamos que a ideia original de &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; é de “venda”. Por esse motivo, todo e qualquer dicionário de grego comenta que seu significado exato é de “prostituição”, quando alguém “vende” seu corpo para ser abusado sexualmente.  Um outro motivo é que no mundo Greco-Romano os escravos também serviam para as relações sexuais, haviam mercados de escravos com essa objetividade. (&lt;i&gt;Cf.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/porneia-fundo-historico-novo-testamento.html" title="Porneia - Fundo Histórico do Novo Testamento"&gt;Porneia - Fundo Histórico do Novo Testamento&lt;/a&gt;) Todos os dicionários a seguir  dizem “prostituição” e seus derivados para &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; &lt;b&gt;ao invés de&lt;/b&gt; “fornicação”: &lt;em&gt;An Intermediate Greek-English Lexicon&lt;/em&gt;, Liddell &amp;amp; Scott, Oxford, 1997 (primeira edição&amp;nbsp;1889), p. 662; &lt;em&gt;Hippocrene Standard Dictionary: Greek-English&lt;/em&gt;, 1998, p. 261; &lt;em&gt;NTC’s New College Greek and English Dictionary&lt;/em&gt;, Nathanail, 1990, p. 169; &lt;em&gt;Divry’s English-Greek and Greek-English Desk Dictionary&lt;/em&gt;, 1996, p. 652 (Greek-English), &lt;em&gt;Composition of Scientific Words&lt;/em&gt;: A manual of methods and a lexicon of materials for the practice of logotechnics, Brown, 1956, p. 626; &lt;em&gt;Oxford Greek-English Learner’s Dictionary&lt;/em&gt;, Stavropoulos, 1988, p. 727; &lt;em&gt;The Vocabulary of the Greek Testament&lt;/em&gt;, Moulton / Milligan, 1930 (reimpresso 1949), p. 529.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo site comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;PROSTITUIÇÃO (131): Grego PORNEIA (de PERNHMI: “vender”) – &lt;u&gt;&lt;strong&gt;não significa&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; “fornicação” (relações sexuais fora do casamento sem ser adultério) mas, antes, “prostituição” (culto sexual ou commercial, como na pornografia); veja Mc 7:21, Tom. 105, bem como o artigo de Bruce Malina in the journal Novum Testamentum 1972; proibido de Dt. 23:17  [&lt;a href="http://kuriakon00.tripod.com/gnostic/coptic_philip.htm"&gt;Kuriakon&lt;/a&gt;]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, nos lugares do Novo Testamento em que se diz “fornicação”, o correto seria “prostituição”. &lt;em&gt;The Unvarnished New Testament:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;A New Translation from the Original Greek&lt;/em&gt;, Andy Gaus, 1991, p. 315 diz: “mas com respeito as tentações da &lt;b&gt;&lt;u&gt;prostituição&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;…” (1 Cor. 7:1) Outras versões interlineares do NT grego dizem o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Septuaginta" title="Wikipédia: Septuaginta"&gt;Septuaginta&lt;/a&gt; (LXX), a palavra grega &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια &lt;/span&gt;ocorre 37 vezes e praticamente em todas temos a tradução “prostituição” e seus derivados, até mesmo dentro dos livros &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3crifos" title="Wikipédia: Apócrifos"&gt;Apócrifos&lt;/a&gt; e Pseudo-epígrafos. Embora a prostituição fosse algo comum nos tempos do AT, assim como no NT, houve uma Cristianização do termo grego. Os escritores neotestamentários deram uma nova roupagem à palavra &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus 5:32 a palavra &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; (&lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;) é usada em relação à &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;μοιχαω&lt;/span&gt; (&lt;em&gt;moichao&lt;/em&gt;) que significa “adultério”, mas ao mesmo tempo é diferenciada do último, como em Mateus 15:19. É mencionada em relação a um cristão que vivia sexualmente com a madrasta em 1 Coríntios 5:1; mencionada de forma separada de “impureza” e “conduta desenfreada” em 2 Coríntios 12:21; relacionada com “impureza” e “ganância” em Efésios 5:3; citada em relação a atos pecaminosos bastante sérios, de acordo com o Cristianismo, como “práticas de espiritismo”, “assassinato” e “furto”. Embora o uso de &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; seja simbólico também, como quando um servo de Deus o trai, adorando outros deuses, em Apocalipse 19:3 é mencionado em relação a uma “meretriz”, o que nos remete à “prostituição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ao ler todo e qualquer versículo onde &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; ocorre, em nenhum momento vemos essa palavra ser usada para se referir a “sexo pré-marital” e muito menos ainda “manipulação dos órgãos sexuais”, “sexo anal e oral”, conforme dizem as Testemunhas de Jeová.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dicionários dizem que &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; se refere a vários atos sexuais “ilícitos” (&lt;em&gt;A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature&lt;/em&gt;, Walter Bauer, 1958, revised by Arndt / Gingrich 1979, p. 693) “relação sexual ilícita de modo geral” (&lt;em&gt;The New Unger’s Bible Dictionary&lt;/em&gt;, 1988, p. 441). A palavra “ilícito” significa “aquilo que é contra a lei”. A pergunta é, qual lei? A lei de quem? Ora, se estamos falando do Deus judaico-cristão, então estamos falando da Lei Divina, a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, segundo alguns especialistas em grego, &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; significa todo ato sexual que é contra a lei de Deus. Resta-nos agora, procurar saber qual era a lei de Deus no AT com relação ao sexo e assim definir as coisas que seriam “ilícitas”, ou seja, “contra essa lei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos lei contra adultério (Êx. 20:14), contra o incesto (Dt. 27:22; Lv. 18:6), a bestialidade (Êx. 22:19) e o homosexualismo (Lv. 18:22). No entanto, não há qualquer lei direta de Yahweh no AT ordenando o homem e a mulher a casar virgens. A virgindade é mencionada no judaísmo, mas sempre em relação a mulher, o que mostra que a virgindade era bem vista nos tempos do AT apenas com relação a mulher, o que não pareceria algo justo, se fosse, de fato, uma lei Divina para todo o Israel, homens e mulheres. Isso nos leva a ver que era apenas cultural a mulher ser virgem entre os judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as coisas “ilícitas”, ou contrárias as leis de Yahweh, seriam justamente esses pecados que acabamos de alistar. Isso inclui pecados contrários as leis da natureza de Deus, como bestialidade, necrofilia e pedofilia. Os dicionários podem dizer “todo tipo de relação sexual ilícita”, porque no AT haviam vários detalhes desnaturais no sexo que deveriam ser evitados, como no caso de ter relação com uma mulher mestruada. – Lv. 15:24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a palavra &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;&amp;nbsp; originalmente nada tem a ver com a palavra “fornicação”, ou sexo pré-marital. Seu significado é relacionado a prostituição e outros atos sexuais contra as leis divinas do AT ou da natureza no geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você pesquisar sobre os livros apócrifos do Novo Testamento, escritos por várias seitas cristãs no início de seu advento, observará que se desenvolveu um conceito muito negativo da sexualidade. O NT exalta a virgindade, um contraste do AT que é quase indiferente, principalmente para a figura masculina. Existe, no entanto, uma explicação bem racional para os cristãos primitivos desenvolverem tal repulsa ao sexo. O universo greco-romano era extremamente depravado e, além disso, a promiscuidade estava relacionada à religião pagã. Uma vez que o Cristianismo veio para eradicar o paganismo, eles teriam que militar também contra a promiscuidade, assim a vida “santa” seria uma vida sem sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez unida o desprezo pelo sexo com a exaltação da virgindade, o sexo pré-marital passou a ser condenado, ou seja, ilícito e assim, traduzido como “fornicação” pelos cristãos desde há muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 2 Resultado da Má Tradução de Porneia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo, por meio dessa tradução errada de &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;, introduziu o conceito de “virgindade”, sexo só depois do casamento. As TJs se apropriaram dessa definição e foram ainda mais longe. Dessa forma, para as TJs, &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt;&amp;nbsp;não é apenas sexo pré-marital; se você simplesmente acariciar os órgãos sexuais de seu respectivo par, você já está praticando fornicação, embora eles admitam que é um tipo mais leve de fornicação, embora seja um pecado que possa levar a sua expulsão da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa definição foi inventada pelas Testemunhas de Jeová para que possam policiar em todos os detalhes a vida sexual dos seus integrantes. Podemos dizer que &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; passou por uma Critianização e depois por uma Jeovanização, passando de “prostituição” para “um mero acariciar dos órgão sexuais de outra pessoa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que &lt;span style="font-size: 140%;"&gt;πορνεια&lt;/span&gt; não tem originalmente esse sentido pode até mesmo ser visto no livro &lt;em&gt;Estudo Perspicaz das Escrituras&lt;/em&gt;, publicado pelas próprias Testemunhas de Jeová:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Relações sexuais ilícitas fora do vínculo marital, bíblico. O verbo hebraico &lt;em&gt;zanáh&lt;/em&gt; e suas formas aparentadas transmitem a idéia de libertinagem sexual, relações sexuais imorais, fornicação ou &lt;u&gt;&lt;strong&gt;prostituição&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. (Gên 38:24; Êx 34:16; Os 1:2; Le 19:29) A palavra grega traduzida por “fornicação” é &lt;em&gt;porneía&lt;/em&gt;. A respeito do significado de &lt;em&gt;porneía&lt;/em&gt;, B. F. Westcott diz no seu livro &lt;em&gt;Saint Paul’s Epistle to the Ephesians&lt;/em&gt; (A Epístola de São Paulo aos Efésios; 1906, p. 76): “Este é o termo geral para todas as relações sexuais ilícitas, (I) adultério: Os. ii. 2, 4 (LXX); Mat. v. 32; xix. 9; (2) casamento ilícito, I Cor. v. I; (3) fornicação, o sentido comum, como aqui [Ef 5:3].” O Léxico do Novo Testamento Grego/Português, de F. Wilbur Gingrich (revisado por Frederick W. Danker; tradução de Júlio P. T. Zabatiero; 1986, p. 172) define &lt;em&gt;porneía&lt;/em&gt; como “incastidade, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;prostituição&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, fornicação, de vários tipos de relação sexual ilícita”. Entende-se que pornéia envolve o uso crassamente imoral do(s) órgão(s) genital(is) de pelo menos um humano; também, tem de ter havido dois ou mais entes (inclusive outro humano concordante ou um animal), quer do mesmo sexo, quer do sexo oposto. (Ju 7) O ato ilícito dum estuprador é fornicação, mas, naturalmente, isto não constitui a pessoa estuprada em fornicador. (&lt;em&gt;Estudo Pespicaz das Escrituras&lt;/em&gt;, vol. II, p. 154)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Uma &lt;i&gt;Sentinela&lt;/i&gt; comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O que entendemos aqui por “fornicação”? A palavra grega usada nesse texto é &lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;. Ao considerar o assunto, A Sentinela de 1.° de maio de 1973, páginas 286, 287, mostrou que porneia “vem duma raiz que significa ‘&lt;u&gt;&lt;strong&gt;vender&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;”’. Portanto, está ligada à &lt;u&gt;&lt;strong&gt;prostituição&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, tal como a praticada em muitos templos pagãos do primeiro século e em ‘casas de má fama’ hoje em dia.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;É verdade que porneia é às vezes usada em sentido restrito, como se aplicando às relações sexuais entre pessoas não casadas (solteiras). Um exemplo de tal uso restrito é o de 1 Coríntios 6:9, onde os “fornicadores” são mencionados separadamente e em adição aos que se empenham em outras depravações sexuais, tais como o adultério e o homossexualismo. Mas, pouco antes disso, em 1 Coríntios 5:9-11, Paulo usou a mesma palavra ao aconselhar os cristãos a não se misturarem com “fornicadores”. Será razoável imaginar que ele se referisse aqui apenas a pessoas imorais solteiras? Isso não poderia ser, pois o capítulo 6 apresenta uma ampla gama de práticas sexuais ilícitas que precisam ser evitadas, incluindo o adultério e o homossexualismo. De modo similar, Judas 7 e Revelação 21:8, que mostram que Deus julga os “fornicadores” impenitentes como dignos de destruição eterna, dificilmente poderiam restringir-se apenas a pessoas solteiras que têm relações sexuais. E o decreto do corpo governante de Jerusalém, em Atos 15:29, ‘de abster-se . . . de fornicação’, deve ser entendido como tendo amplo campo de aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, “fornicação”, no sentido amplo e conforme usada em Mateus 5:32 e 19:9, refere-se evidentemente a uma ampla gama de relações sexuais proibidas ou ilícitas fora do casamento. &lt;em&gt;Porneia&lt;/em&gt; envolve o crasso uso imoral do(s) órgão(s) genital(ais) de pelo menos um humano (quer de maneira natural, quer pervertida), também, é preciso haver um parceiro na imoralidade — um humano de qualquer um dos sexos, ou um animal. Assim, a masturbação (imprudente e espiritualmente perigosa como seja) não é &lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;. Mas, até hoje, o termo &lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt; engloba as diversas espécies de atividade sexual que podem ocorrer numa casa de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;prostituição&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, onde favores sexuais são &lt;u&gt;&lt;strong&gt;comprados&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;vendidos&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Alguém que se dirige a uma mulher ou a um homem que se &lt;u&gt;&lt;strong&gt;prostituem&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, a fim de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;comprar&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; alguma espécie de favores sexuais, seria culpado de &lt;em&gt;porneia&lt;/em&gt;. — Veja 1 Coríntios 6:18. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;, 15/9/1983 p. 30)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 3 Regras Sexuais Entre Casados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová tem para dominar a vida de seus membros é tão grande, que, além dessa lei que eles estabeleceram entre os solteiros, existem leis que regulamentam a vida sexual até mesmo dos casados. A primeira citação mostra que até um telefonema pode levar a pessoa a ser expulsa da religião. A segunda citação, como as seguintes, mostram as leis sexuais dentro do casamento para as TJs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A crassa impureza pode também ser uma base apropriada para lidar com o caso de uma pessoa que repetidamente se envolve em &lt;u&gt;&lt;strong&gt;telefonemas de cunho explicitamente sexual&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; com outra pessoa, em especial se ela já foi aconselhada sobre isso. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;, 15/7/2006, p. 30)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O modo natural de um casal ter relações sexuais é bastante evidente da própria constituição dos seus respectivos órgãos por parte do Criador, e não deve ser necessário descrever como estes órgãos se complementam mutuamente nas relações sexuais normais. Cremos que, fora dos que foram doutrinados pelo conceito de que ‘no matrimônio tudo vale’, a grande maioria das pessoas rejeita normalmente como repugnante a prática da &lt;u&gt;&lt;strong&gt;copulação oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, bem como a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;copulação anal&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Se estas formas de relações não são ‘contrárias à natureza’, então o que é? Que os que praticam tais atos o fazem por consentimento mútuo como casados não torna tais atos naturais, nem faz com que não sejam ‘obscenos’. É este nosso modo de pensar ‘tacanho’ ou ‘extremo’?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, visto que o casamento é de origem divina, nossa atitude conscienciosa para com as relações maritais não se funda em conceitos mundanos, nem é governada por eles. Portanto, a anulação de alguma lei estadual e declarar-se ‘legal’ a copulação oral (ou outra copulação desnatural similar) &lt;u&gt;&lt;strong&gt;não altera a nossa atitude baseada na Bíblia&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Num mundo de moral decadente podemos esperar que alguns tribunais sucumbam em diversos graus à crescente tendência para com a perversão sexual, assim como fizeram alguns clérigos e médicos. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;, 1/11/1973 p. 670)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O que se dá no caso de casais, na congregação, que no passado ou mesmo recentemente se entregaram a práticas tais como as que acabamos de descrever [i.e &lt;em&gt;sexo oral e anal&lt;/em&gt;], só agora se dando conta da &lt;u&gt;&lt;strong&gt;gravidade do erro&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;? Podem, então, buscar o perdão de Deus em oração e provar seu arrependimento sincero por desistirem de tais atos flagrantemente &lt;u&gt;&lt;strong&gt;desnaturais&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não é da responsabilidade dos anciãos ou de outros na congregação cristã esquadrinhar a vida particular dos casados. Não obstante, no futuro, se casos de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;flagrante conduta desnatural&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, tais como a prática da &lt;u&gt;&lt;strong&gt;copulação oral&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; ou &lt;u&gt;&lt;strong&gt;anal&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, forem trazidos à sua atenção, os anciãos devem agir para tentar &lt;u&gt;&lt;strong&gt;corrigir a situação&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, antes de resultar dano adicional, do mesmo modo como fazem com qualquer outro &lt;u&gt;&lt;strong&gt;erro sério&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Preocupam-se, naturalmente, em tentar ajudar os que se desencaminham e que são ‘apanhados pelo laço do Diabo’. (2 Tim. 2:26) Mas, se as pessoas mostrarem deliberadamente desrespeito para com os arranjos maritais de Jeová Deus, então se tornará necessário &lt;u&gt;&lt;strong&gt;removê-las da congregação&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; como “fermento” perigoso, que poderia contaminar outros. — 1 Cor. 5:6, 11-13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os casais cristãos podem manter “o leito conjugal imaculado”, não só por se refrearem da fornicação e do adultério, mas também por evitarem práticas &lt;u&gt;&lt;strong&gt;aviltantes&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;desnaturais&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; [&lt;em&gt;i.e&lt;/em&gt; &lt;em&gt;sexo anal e oral&lt;/em&gt;]. (A Sentinela, 1/11/1973, p. 671, &lt;em&gt;itálico meu.&lt;/em&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Como já foi mencionado, não cabe aos anciãos “policiar” os assuntos conjugais particulares dos casais da congregação. Entretanto, se se tornar conhecido que um membro da congregação pratica ou defende abertamente as relações sexuais &lt;u&gt;&lt;strong&gt;pervertidas&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; dentro do vínculo do casamento [&lt;em&gt;ou seja,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;sexo anal e oral&lt;/em&gt;], este certamente deixaria de ser irrepreensível, e, portanto, não estaria apto para privilégios especiais, tais como servir qual ancião, servo ministerial ou pioneiro. Tal prática e promoção poderiam levar até mesmo à expulsão da congregação. (A &lt;em&gt;Sentinela&lt;/em&gt;, 15/9/1983, p. 31, &lt;em&gt;itálico meu&lt;/em&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como podemos observar, o Corpo Governante[1] das Testemunhas de Jeová regulamentaram até mesmo o que João e Maria, que são casados, fazem no quarto. Dá para acreditar nisso? Segundo eles, sexo anal e oral são práticas repugnantes e desnaturais, e se&amp;nbsp;duas TJs fizerem essas coisas, mesmo sendo casadas, poderão ser punidas com a expulsão da religião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mostra como essa religião busca, da forma mais vil possível, dominar sua vida, por isso que os líderes mundiais são chamados de Corpo Governante, porque eles querem governar literalmente a vida das mais de 8 milhões de TJs ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apoio a promiscuidade, acho que o sexo é algo importante, vital, que deve ser feito com responsabilidade, pois o mesmo possui seus efeitos; se não for bem administrado, poderá causar danos. No entanto, é ridículo vermos tantas pessoas sofrendo entre as religiões cristãs, principalmente evangélicas, e mais ainda, entre as Testemunhas de Jeová, por terem cometido o pecado do sexo pré-marital, ou um mero contato íntimo com a(o) namorada(o), ou noiva(o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci moças da Assembléia de Deus que sofreram uma vida inteira de tormentos mentais por acharem que iriam para o inferno porque perderam a virgindade com o parceiro que já fazia 4 anos de namoro, ou até mesmo noivos com casamento marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um absurdo em pleno século XXI, na Era da informação, vermos ainda quanta dor e sofrimento esses conceitos religiosos têm causado na vida das pessoas. Esse tipo de estudo deveria chegar a estes cidadãos o mais rápido possível. Termino com uma frase do fundador do Cristianismo, que, seja como for, foi algo muito bem dito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. – João 8:32.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Corpo Governante é os líderes mundiais entre as Testemunhas de Jeová. São eles que decidem tudo, crença e conduta das TJs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-2456361600116412542?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/2456361600116412542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/sexo-testemunhas-jeova.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/2456361600116412542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/2456361600116412542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/sexo-testemunhas-jeova.html' title='O Sexo Entre as Testemunhas de Jeová'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Jw0-31mBMAE/TcBGvyznqOI/AAAAAAAAAK0/V9BVbYQhOJc/s72-c/namoro-cristao1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-397381667758025527</id><published>2011-11-15T16:56:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T04:49:07.851-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Mateus'/><title type='text'>Evangelho de Mateus — Quem Realmente Escreveu?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.mondaynightslive.com/system/photos/1/medium/matthew_slide.jpg?1294702897" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="MATEUS, EVANGEHO, ESCRITOR, AUTORIA, QUEM FOI" border="0" height="126" src="http://www.mondaynightslive.com/system/photos/1/medium/matthew_slide.jpg?1294702897" title="Evangelho de Mateus — Quem Realmente Escreveu?" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez seja surpresa para muitos saber que os títulos Mateus, Marcos Lucas e João que ficam logo no cabeçalho dos Evangelhos, na verdade, não fazem parte do mesmo, que foram meros títulos acrescentados posteriormente pela Igreja cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma série de postagens, nós buscamos identificar os escritores dos quatro Evangelhos. Nossa primeira postagem sobre o assunto foi em relação ao &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/escritor-do-quarto-evangelho-joao.html" title="Evangelho de João - Quem Realmente Escreveu?"&gt;Evangelho Segundo “João”&lt;/a&gt;. Nessa postagem, iremos abordar o Evangelho Segundo “Mateus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 1 Quem foi Mateus?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o que nos relatam os Evangelhos, Mateus era um judeu, também conhecido como Levi, que se tornou apóstolo de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_cristo" title="Wikipédia: Jesus Cristo"&gt;Jesus Cristo&lt;/a&gt;. Era filho de certo Alfeu e era cobrador de impostos antes de se tornar um dos discípulos de Jesus. (Mt 10:3; Mr 2:14) As Escrituras não revelam se Levi tinha também o nome de Mateus antes de se tornar discípulo de Jesus, se o recebeu naquela ocasião ou se recebeu este nome de Jesus quando foi designado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo" title="Wikipédia: Apóstolo"&gt;apóstolo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que, logo cedo no ministério galileu de Jesus Cristo (30 ou começo de 31 EC), ele chamou Mateus da coletoria em Cafarnaum, ou perto dali. (Mt 9:1, 9; Mr 2:1, 13, 14) ‘Deixando tudo, Mateus levantou-se e seguiu Jesus.’ (Lu 5:27, 28) Mateus, possivelmente para celebrar a chamada para seguir a Cristo, ‘ofereceu uma grande festa de recepção’, na qual estiveram presentes Jesus e seus discípulos, bem como muitos cobradores de impostos e pecadores. Isto perturbou os fariseus e os escribas, fazendo-os murmurar a respeito de Cristo comer e beber com cobradores de impostos e pecadores. — Lu 5:29, 30; Mt 9:10, 11; Mr 2:15, 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, após a Páscoa de 31 EC, Jesus escolheu os &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/numero-12-um-plagio-cristianizado.html" title="Número 12 - Um Plágio Cristianizado"&gt;12 apóstolos&lt;/a&gt;, e Mateus era um deles. (Mr 3:13-19; Lu 6:12-16) Embora a Bíblia faça diversas referências aos apóstolos como grupo, só menciona Mateus novamente por nome depois da ascensão de Cristo ao céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 2 Escritor do Evangelho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você apanhar qualquer obra de referência bíblica, observará que o argumento de que o primeiro evangelho foi escrito por Mateus é unicamente baseado no que os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padres_da_Igreja" title="Wikipédia: Pais Apostólicos"&gt;Pais da Igreja&lt;/a&gt; diziam. Fora o que dizem os Pais da Igreja, não há qualquer evidência interna, ou externa, de que o apóstolo Mateus escreveu esse evangelho. Até mesmo respeitadas obras de teologia cristã confessam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A rigor, o evangelho de Mateus é &lt;u&gt;&lt;strong&gt;anônimo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Os títulos dos evangelhos foram &lt;u&gt;&lt;strong&gt;acrescentados apenas no segundo século&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. A tradição da igreja primitiva, porém, atribui de forma unânime o evangelho a Mateus. Ele também era conhecido como Levi, um dos doze apóstolos de Jesus, um coletor de impostos que se converteu (9:9-13; 10:3) Os estudiosos da nossa época têm &lt;u&gt;&lt;strong&gt;questionado repetidamente essa identificação&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, mas não há razões convincentes para rejeitar essa tradição. (David, 2010, p. 578)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Mateus é &lt;u&gt;&lt;strong&gt;estritamente anônimo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, i.e, derivamos o nome da &lt;u&gt;&lt;strong&gt;antiga tradição cristã&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e do uso dos primeiros cristãos, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;não de uma indicação no próprio evangelho&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. (cf. comentário de 9:10 ad. loc.) Essa tradição é de valor &lt;u&gt;&lt;strong&gt;duvidoso&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, pois, embora fosse firmemente estabelecida no tempo de Irineu (c. 180), parece mesmo remontar a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papias_de_Hier%C3%A1polis" title="Wikipédia: Pápias"&gt;Pápias&lt;/a&gt; (c. 130) (ELLISON, 2009, p. 1553)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Embora o Evangelho atribuído a Mateus &lt;strong&gt;&lt;u&gt;não o mencione como escritor&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, o testemunho sobrepujante dos primitivos historiadores da igreja o qualificam como tal. Talvez não haja livro antigo cujo escritor tenha sido mais clara e unanimemente firmado do que o livro de Mateus. Desde Pápias, de Hierápolis (início do segundo século EC), em diante, temos uma série de testemunhas primitivas de que Mateus escreveu este Evangelho e de que este é parte autêntica da Palavra de Deus. A &lt;i&gt;Cyclopedia de McClintock e Strong&lt;/i&gt; declara: “Passagens de Mateus são citadas por Justino, o Mártir, pelo autor da carta a Diogneto (veja-se Justin Martyr, de Otto, vol. ii), por Hegesipo, Irineu, Taciano, Atenágoras, Teófilo, Clemente, Tertuliano e Orígenes. Não é meramente pelo assunto, mas pela forma das citações, pelo apelo calmo como se fosse à autoridade estabelecida, pela ausência de qualquer sinal de dúvida, que consideramos provado que o livro que possuímos não foi objeto de alguma mudança súbita.” O fato de Mateus ser apóstolo e, como tal, ter o espírito de Deus sobre si, assegura que aquilo que escreveu seria um registro fiel. (Toda Escritura,&amp;nbsp;p. 176 par. 5)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O &lt;u&gt;&lt;strong&gt;anonimato&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; dos Evangelhos canônicos requer forte dependência de elementos externos como ponto de partida para estabelecer a autoria do Evangelho. O testemunho externo a partir do segundo século é praticamente unânime de que o publicano Mateus foi o autor do Evangelho atribuído a ele. (NIV Press Collegue Commentary on the New Testament)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Pápias não identifica seu Mateus, mas, no final do séc. 2 a tradição de Mateus, o cobrador de impostos, tinha se tornado amplamente aceitado, e a linha “O Evangelho Segundo Mateus” começou a ser adicionado nos manuscritos. [Duling, pp. 301–2]&amp;nbsp;Por muitos motivos a maioria dos eruditos hoje duvida disso —&amp;nbsp; por exemplo, o evangelho é baseado em Marcos, e “parece muito improvável que uma testemunha ocular do ministério de Jesus, tal como Mateus, precisaria de basear-se em outros para informações sobre o assunto” [Burkett, p.174] — e acreditam que, ao invés, ele foi escrito entre 80–90 d.C por um judeu altamente instruído (um “Israelita”, na linguagem do próprio evangelho), intimamente familiarizado com os aspectos técnicos da lei judaica...&amp;nbsp;[&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gospel_of_Matthew#cite_note-5" title="Wikipédia: Gospel of Matthew"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Um excelente argumento foi mencionado nesse artigo da Wikipédia. Se Mateus, o apóstolo, foi o escritor do evangelho, ele, como testemunha ocular, não precisaria usar o evangelho de Marcos como fonte para o seu. [1] Logo, quem o escreveu não presenciou os eventos e assim usou o evangelho de Marcos para servir de base e depois deu seus retoques finais para cumprir seu objetivo teológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, se tudo que temos para dizer que Mateus, o apóstolo, escreveu esse evangelho é a tradição cristã, muitos cristãos ficam em maus lençóis. Será que tudo que os Pais da Igreja ensinavam é aceito hoje pelas igrejas cristãs como correto? Se você é cristão, provavelente a sua denominação cristã rejeita muitas das concepções desses Pais da Igreja. Nesse caso, por que os líderes de sua igreja aceitam umas coisas e rejeitam outras? Não parece isso mais um jogo de “vou crer quando me convier”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunhas_de_jeov%C3%A1" title="Wikipédia: Testemunhas de Jeová"&gt;Testemunha de Jeová&lt;/a&gt; vem outro problema. Se o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt; estava corrompido, se a Apostasia já tinha tomado conta da Igreja cristã no sec.&amp;nbsp;II em diante, como ensina a religião, por que devia-se confiar nas afirmações dos Pais da Igreja? Por que o livro &lt;em&gt;Toda Escritura&lt;/em&gt; cita os Pais da Igreja como se fossem autoridades eclesiásticas, quando ao mesmo tempo o Escravo[2] diz que estes mesmos eram apostatas? O próprio Escravo comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No fim do primeiro século, muitos dos chamados cristãos já haviam abandonado os ensinos de Jesus e de seus apóstolos. Em vez de se opor a essa onda crescente de apostasia, os Pais Apostólicos &lt;u&gt;&lt;strong&gt;entraram nela&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Eles &lt;u&gt;&lt;strong&gt;envenenaram a verdade&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; (A Sentinela, 1/7/2009 p. 29)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;No mínimo o Escravo está sendo contraditório. De duas uma, ou eles aceitam de que não há provas de Mateus como escritor do evangelho em questão, uma vez que a única fonte é de um apostata Pai da Igreja, ou eles admitem que são contraditórios, apoiando seus argumentos em ensinos de apostatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema é que, entre os eruditos do Novo Testamento, existem debates acirrados com relação a citação de Pápias, de que Mateus escreveu esse Evangelho e que foi composto originalmente em hebraico. Essa é basicamente a citação mais importante e direta e, ao mesmo tempo, a mais debatida. Tirando essas citações de cristãos do passado, nada, absolutamente, não temos sobre o autor desse Evangelho. Assim, se você acredita que ele foi escrito por Mateus, sua fé está sendo baseada única e exclusivamente nas tradições “católicas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, até mesmo a tradição cristã não revela a origem da atribuição do evangelho a Mateus. Em outras palavras, em determinado tempo no sec. II, os cristãos começaram a dizer que esse evangelho foi escrito por Mateus, que tinha sido apóstolo e que por isso todo mundo podia ler como um livro de autoridade eclesiástica e inspirado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o autor narra como se fosse testemunha ocular, etc, tudo isso pode ser explicado na comparação que fiz em outra postagem com o livro o Caçador de Pipa. Quem quer que tenha escrito esse evangelho tinha como o objetivo popularizar a ideia de que Jesus era o tão aguardado Messias. Uma das frases mais comuns no evangelho é “para que se cumprisse” (Mt. 1:22, 2:15, 2:23, 4:14, 8:17, 12:17, 13:35, 21:4), para mostrar que tudo que ocorria com Jesus tinha sido predito nos profetas do Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica do escritor é que não tinha muito conhecimento do hebraico, o que pode apontar para duas coisas, ou ele não era judeu ou era um judeu helenizado. Suas citações do AT são da Septuaginta (LXX) e em uma das supostas profecias messiânicas,&amp;nbsp;o escritor&amp;nbsp;comete um erro simples de gramática da língua hebraica ao citar o Antigo Testamento&amp;nbsp;(&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. Mt. 21:1-3). No entanto, o grego do livro é avançado, o escritor conseguia traduzir pelo menos alguns termos do hebraico para o grego, como se fossem notas textuais, tinha excelente capacidade de retórica filosófica, conhecia bem os mitos Greco-Romanos, como o caso de nascimentos virginais (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/o-mito-do-nascimento-virginal-de-jesus.html" title="O Mito do Nascimento Virginal de Jesus"&gt;O Mito do Nascimento Virginal de Jesus&lt;/a&gt;), e era perito nas leis e costumes judaicos do séc. I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas características não se encaixam em um cobrador de impostos. Mesmo tendo capacidade de manter registros, as letras não seriam sua prioridade e especialidade. Levando em consideração que&amp;nbsp;menos de 1%&amp;nbsp;das pessoas dos tempos de Jesus podiam ler e muito menos ainda escrever e menos ainda ler, escrever e traduzir para outro idioma (EHRMAN, 2011, p. 72).&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tudo isso mostra que, de forma alguma, Mateus escreveu o evangelho que, tradicionalmente, leva seu nome.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bibliografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EHRMAN, Bart D. &lt;strong&gt;Forged&lt;/strong&gt;, Writing in the Name of God - Why the Bible's Authors Are Not Who They Think They are, 2011, ed. HarperOne.&lt;br /&gt;BRUCE, F. Fyvie, &lt;b&gt;Comentário Bíblico NIV&lt;/b&gt;, 2009, Editora Vida.&lt;br /&gt;DOCKERY, David S., &lt;b&gt;Manual Bíblico Vida Nova&lt;/b&gt;, 2010, Edições Vida Nova.&lt;br /&gt;CHOUINARD, Larry, &lt;b&gt;NIV Press Collegue Commentary on the New Testament&lt;/b&gt;, 1997, College Press Publishing Co. &lt;br /&gt;PFEIFFER, Charles F., VOS, Howard F., REA, John, &lt;b&gt;Wycliffe Bible Dictionary&lt;/b&gt;, Hendrickson, 2001.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wikipédia&lt;/strong&gt; acessado em 15/11/2011&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Toda Escritura&lt;/strong&gt;, publicado pelas Testemunhas de Jeová, ed. 1963&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Sentinela&lt;/strong&gt;, publicada pelas Testemunhas de Jeová, 1/7/2009. &lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] É universalmente aceito que as semelhanças entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas se dá porque Mateus e Lucas usaram o Evangelho curto de Marcos e deram uma engordada na história.&lt;br /&gt;[2] Escravo é o termo que as Testemunhas de Jeová dão para os líderes da religião que ditam as leis, crenças e costumes entre elas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-397381667758025527?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/397381667758025527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/evangelho-mateus-quem-realmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/397381667758025527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/397381667758025527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/evangelho-mateus-quem-realmente.html' title='Evangelho de Mateus — Quem Realmente Escreveu?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-8070288367217047992</id><published>2011-11-11T10:09:00.001-08:00</published><updated>2011-11-14T16:54:32.287-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Árvore da Vida — Origem Mitológica</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;“Em mitos e lendas ao redor do mundo, as árvores aparecem como escadas entre mundos, como fontes de vida e sabedoria e como formas físicas de seres sobrenaturais.” (&lt;a href="http://www.mythencyclopedia.com/Tr-Wa/Trees-in-Mythology.html" title="Enciclopédia de Mitos"&gt;Enciclopédia de Mitos&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.timeinc.net/time/photoessays/2010/top10_trees/tree_knowledge.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="ARVORE, VIDA, CONHECIMENTO, MITO, MITOLOGIA" border="0" height="200" src="http://img.timeinc.net/time/photoessays/2010/top10_trees/tree_knowledge.jpg" title="Árvore da Vida — Origem Mitológica" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;A grande importância que eu dava,&amp;nbsp;quando era&amp;nbsp;cristão, aos relatos bíblicos, provinha principalmente da peculiaridade que eu suponha existir nesses relatos. Quando cristão, acreditei que cada livro, capítulo, versículo, que cada história bíblica havia sido &lt;em&gt;literalmente&lt;/em&gt; inspirada por Deus. Assim, sempre pensei que os relatos bíblicos não tinham paralelo com nada nesse mundo. Quanta infantilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, nós iremos observar um dos termos mais clássicos da Bíblia, que é a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_da_Vida_(B%C3%ADblia)" title="Wikipédia: Árvore da Vida"&gt;Árvore da Vida&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o livro de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnesis" title="Wikipédia: Gênesis"&gt;Gênesis&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yhwh" title="Wikipédia: YHWH"&gt;Yahweh&lt;/a&gt; havia plantado um jardim e nesse jardim tinha colocado duas árvores, uma da vida (eterna) e a outra do conhecimento do bem e do mal (2:7-9).Adão e Eva receberam a ordem de não comer da árvore do conhecimento (2:16-17), no entanto, eles desobedeceram (3:6) e&amp;nbsp;Deus impediu-os de comer da árvore da vida (3:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão “árvore da vida” não ficou em Gênesis apenas.&amp;nbsp;O livro de Provérbios, por exemplo,&amp;nbsp;também usa várias vezes o termo “árvore da vida” com um simbolismo para a vida eterna, uma vida justa diante de Yahweh.Até mesmo no livro de Apocalipse, nós encontramos uma descrição profética depois da batalha de Deus contra o Mal e, depois da vitória contra as trevas, a humanidade volta ao Paraíso que havia sido perdido e Deus permite que seus servos comam da árvore que Adão e Eva foram proibidos de comer, concedendo-os assim vida eterna. Assim lemos no relato apocalíptico:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ap&amp;nbsp;2:7  Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;dar-lhe-ei a comer da árvore da vida&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, que está no meio do paraíso de Deus.&lt;/blockquote&gt;Comentando Apocalipse 2:7, John Gill diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[A árvore da vida] que significa o próprio Jesus Cristo em alusão à árvore da vida no Jardim do Éden; e é assim chamado porque ele é o autor da vida {…} assim, Cristo, debaixo do nome de Sabedoria, é chamado de Árvore da Vida, em Provérbios 3:18, e este é um nome que às vezes é dado pelos Judeus para o Messias.  (Zohar em Gen. fol. 33. 3)&lt;/blockquote&gt;O grupo cristão, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunhas_de_jeov%C3%A1" title="Testemunhas de Jeová"&gt;Testemunhas de Jeová&lt;/a&gt;, explicam o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Revelação (Apocalipse) 2:7 menciona uma “árvore da vida” no “paraíso de Deus” e que comer dela seria privilégio daquele ‘que vencesse’. Visto que outras promessas feitas nesta parte de Revelação a tais vencedores relacionam-se claramente com ganharem uma herança celestial (Ap 2:26-28; 3:12, 21), parece evidente que o “paraíso de Deus”, neste caso, é celestial. A palavra “árvore” aqui traduz o termo grego &lt;em&gt;xýlon&lt;/em&gt;, que literalmente significa “madeiro” ou “madeiramento” e que poderia referir-se a um pomar. No Paraíso terrestre do Éden, comer da árvore da vida teria significado, para o homem, viver para sempre. (Gên 3:22-24) Até mesmo os frutos das outras árvores do jardim teriam servido para sustentar a vida do homem, enquanto ele continuasse obediente. Assim, comer da “árvore [ou árvores] da vida” no “paraíso de Deus” relaciona-se evidentemente com a provisão divina de vida ininterrupta concedida aos vencedores cristãos, e outros textos mostram que eles recebem o prêmio da imortalidade e incorruptibilidade junto com o seu Cabeça e Senhor celestial, Cristo Jesus. — 1Co 15:50-54; 1Pe 1:3, 4. (it-3 pp. 175-176 Paraíso)&lt;/blockquote&gt;Em outra referência, as Testemunhas de Jeová comentam:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Caso se tivesse permitido que Adão e Eva comessem daquela árvore da vida, o que isso teria significado para eles? Ora, o privilégio de viver para sempre no Paraíso! Um erudito bíblico especulou: “A árvore da vida deve ter tido alguma propriedade pela qual a estrutura humana ficaria livre da caducidade da idade, ou da degeneração que acaba na morte.” Ele até mesmo afirmou que “havia no paraíso plantas com propriedades medicinais, capazes de anular os efeitos” do envelhecimento. No entanto, a Bíblia não diz que a árvore da vida em si mesma tinha qualidades vitalizadoras. Antes, a árvore simplesmente representava a garantia de Deus de dar vida eterna a quem se permitisse comer seu fruto. (w99 15/4 p. 8 par. 18 É mesmo possível ter vida eterna?)&lt;/blockquote&gt;Abaixo teremos mais uma citação do livro de Apocalipse e seu respectivo comentário por John Gill.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ap&amp;nbsp;22:2  No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;árvore da vida&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.&lt;/blockquote&gt;John Gill comenta sobre Ap. 22:2 que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os judeus dizem (Yalkut Simeoni, par. 1. fol. 7. 1), que a árvore da vida está no meio do paraíso, e seu corpo cobre todo jardim, e que há nela 500.000 gostos diferentes, e que não há semelhança e cheiro como o dela . Pela árvore da vida é não significado o Evangelho, nem piedade, nem a vida eterna, nem qualquer outra das Pessoas divinas, mas Cristo, que é o autor da vida, natural, espiritual e eterna; Veja Gill em Ap. 2:7, sua localização [é] entre a rua da cidade, onde comungam e conversam os santos, e o rio do amor eterno de Deus, que neste estado irá aparecer em sua plenitude e glória, mostra que Cristo vai ser visto e aprecerá por todos na mais agradável e confortável maneira que pode ser desejado.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Observamos, conforme comentado por um erudito evangélico, que a Árvore da Vida, no Jardim do Éden, apontava para Jesus Cristo, em quem os cristãos têm vida eterna. Um vez que Cristo é a figura principal do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title"Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;, e uma vez que Cristo é tipicamente a Árvore da Vida, então, silogisticamente, a mesma assume tremenda importância na teologia cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a figura da árvore com poderes mágicos, ou como uma fonte de vida eterna, de sabedoria etc, não foi dada por inspiração alguma! Vários povos antigos, mesmo antes da escrita da Bíblia, tinham as árvores de forma sagrada e com essas propriedade especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;Baker’s Evangelical Dictionary of Biblical Theology&lt;/i&gt;, editado por Walter A. Elwell, obra cristã conservadora, reconhece ao dizer:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Salomão compara seus ensinamentos [i.e em Provérbios] a uma árvore da vida (3:18). A literatura religiosa do antigo Oriente Próximo, especialmente o Egito, e Gênesis 2-3  sugerem que a árvore da vida simboliza a vida eterna, no sentido pleno do termo.” (Ed. eletônica)&lt;/blockquote&gt;O que a enciclopédia está dizendo é que a “Árvore da Vida” era uma simbologia mitológica presente no antigo Oriente Próximo. Com isso, fica difícil dizer que existia literalmente uma árvore aqui na terra que dava vida eterna para as pessoas, conforme ensina Gênesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b9/Yggdrasil.jpg/220px-Yggdrasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b9/Yggdrasil.jpg/220px-Yggdrasil.jpg" width="159" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Yggdrasill&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_n%C3%B3rdica" title="Wikipédia: Mitologia Nórdica"&gt;mitologia nórdica&lt;/a&gt;, a Árvore do Mundo chamada &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yggdrasill" title="Wikipédia: Yggdrasill"&gt;Yggdrasill&lt;/a&gt; funcionava como um pólo por este mundo e os reinos acima e abaixo dele. Yggdrasill é um grande &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freixo" title="Wikipédia: freixo"&gt;freixo&lt;/a&gt; que conecta todas as coisas vivas e todas as fases da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos mitos da criação usam árvores como símbolos da vida. Em algumas versões da história da criação na Pérsia, uma enorme árvore cresceu a partir do cadáver em decomposição do primeiro ser humano. O tronco separou-se em um homem e uma mulher, Mashya e Mashyane, [1] e o fruto da árvore tornou-se a várias raças da humanidade. Na mitologia nórdica se diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram formados de uma cinza e&amp;nbsp;receberam vida pelos deuses. O mesmo tema aparece em mitos do povo Algonquian da América do Norte, que dizem que o criador do homem e da cultura Gluskap formaram o homem&amp;nbsp;a partir de um freixo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A árvore da vida, que dá alimentação aos animais sagrados, é uma imagem comum na arte do antigo Oriente Próximo. A árvore foi associada com palácios e realeza, pois o rei era visto como o elo entre os reinos terreno e divino. Através dele, os deuses da terra abençoavam com a fertilidade.” (&lt;a href="http://www.mythencyclopedia.com/Tr-Wa/Trees-in-Mythology.html" title="Enciclopédia de Mitos"&gt;Enciclopédia de Mitos&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;Com base nisso, lemos em Daniel uma retratação do reino de Deus por meio de uma árvore.Em um sonho, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_(profeta)" title="Wikipédia: Profeta Daniel"&gt;profeta Daniel&lt;/a&gt; viu uma grande árvore cujas folhas cobriam o mundo inteiro e onde todas aves e animais buscavam refúgio. — &lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. Daniel 4:10-17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mitos tradicionais Persas e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_eslava" title="Wikipédia: Eslavos"&gt;Eslavos&lt;/a&gt; falam de uma árvore da vida que levava as sementes de todas as plantas do mundo. Esta árvore, que parecia uma árvore comum, era guardada por um dragão invisível que os Persas chamavam &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Simurgh" title="Wikipédia: Simurgh"&gt;Simurgh&lt;/a&gt; e os Eslavos chamavam Simorg.[2] Por medo de cortar a árvore da vida por acaso, os povos Eslavos realizavam cerimônias sagradas antes de derrubar uma árvore. Os Persas não cortavam árvores, mas esperavam que elas caissem naturalmente. Na mitologia dos povos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iorub%C3%A1s" title="Wikipédia: Iorubás"&gt;Iorubás&lt;/a&gt; da África Ocidental, uma palmeira plantada pelo deus Obatala foi o primeiro pedaço de vegetação na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores, ou as frutas que davam, também passaram a ser associadas com sabedoria, conhecimento, ou segredos escondidos. Este significado pode ter vindo da conexão simbólica entre as árvores e os mundos acima e abaixo da experiência humana. A árvore é um símbolo de sabedoria em histórias sobre a vida de &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html" title="Wikipédia: Semelhanças entre Jesus e Buda"&gt;Buda&lt;/a&gt;, que se diz ter ganhado a iluminação espiritual enquanto&amp;nbsp;sentado sob uma árvore &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bodhi" title="Wikipédia: Bodhi"&gt;bodhi&lt;/a&gt;, um tipo de figo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figueira, por sua vez, recebe atenção no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_testamento" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt;, onde Jesus disse a Natanael:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(João 1:48) . . .“Antes de Filipe te chamar, enquanto estavas debaixo da &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, eu te vi.. . .&lt;/blockquote&gt;Contou ilustrações:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Lucas 13:6-9) . . .“Certo homem plantara uma &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; no seu vinhedo e veio procurar fruto nela, mas não achou nenhum. Ele disse então ao vinhateiro: ‘Já faz agora três anos que venho procurar fruto nesta &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, mas não achei nenhum. Corta-a! Realmente, por que devia ela manter o solo inútil?’ Em resposta, este lhe disse: ‘Amo, deixa-a também este ano, até que eu cave em volta dela e lhe ponha estrume; e, se então produzir fruto no futuro, [muito bem]; mas, se não, hás de cortá-la.’”&lt;/blockquote&gt;Deu uma lição espiritual:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Mateus 21:19-22) E avistando uma &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; à beira da estrada, dirigiu-se a ela; mas, não encontrou nela nada, a não ser folhas, e disse-lhe: “Nunca mais venha de ti fruto algum.” E a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; secou-se instantaneamente. 20 Mas, quando os discípulos viram isso, admiraram-se, dizendo: “Como é que a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; se secou instantaneamente?” 21 Em resposta, Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Se somente tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que eu fiz à &lt;u&gt;&lt;strong&gt;figueira&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, mas também, se disserdes a este monte: ‘Sê levantado e lançado no mar’, acontecerá isso. E todas as coisas que pedirdes em oração, tendo fé, recebereis.”&lt;/blockquote&gt;Um mito tradicional da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micron%C3%A9sia" title="Wikipédia: Micronésia"&gt;Micronésia&lt;/a&gt; das &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Gilbert" title="Wikipédia: Ilhas Gilbert"&gt;ilhas Gilbert&lt;/a&gt;, no Oceano Pacífico, é semelhante ao relato bíblico da queda do Éden. No começo do mundo era um jardim, onde duas árvores cresceram, guardadas por um ser original chamado Na Kaa. Os homens viviam sob uma árvore e seus frutos reunidos, enquanto as mulheres viviam separadas dos homens sob a outra árvore. Um dia, quando foi afastado Na Kaa em uma viagem, os homens e mulheres misturaram-se sob uma das árvores. Após seu retorno, Na Kaa lhes disse que eles haviam escolhido a Árvore da Morte, e não a Árvore da Vida, e a partir desse momento todas as pessoas seriam mortais.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último e não menos importante, vem o comentário do Dicionário de Wycliffe (p. 1738), uma das obras evangélicas mais respeitadas e recentemente traduzida para o Português. A mesma comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Plantas cujo fruto conferia vida para aqueles que a comiam era um tema popular na literatura da antiga Mesopotâmia. Gilgamesh conseguiu uma planta do fundo do mar que o dava imortalidade, mas, enquanto ele a levava para casa, uma cobra a roubou dele (ANET, P. 96) No mito de&amp;nbsp;Adapa, há a menção de um mãe e água mágicos que davam imortalidade (ANET, P. 101f.) Na antiga Arte, representação da árvore da vida ou árvore sagrada ladriada cabras são conhecidas da Assíria e Creta. A árvore é normalmente estilizada, às vezes representando uma palmeira, a mais importante planta economicamente&amp;nbsp;cultivada na Mesopotâmia (VBW, I, 21-11).&amp;nbsp;Em Calah no Palácio de Assurbanipal II, duas deusas aladas ficavam em cada lado da árvore sagrada (ANEP 656, 654, 667, 706).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Concluímos assim que a figura de uma árvore da vida é puramente mitológica, de forma alguma foi revelada por inspiração para Moisés e assim incorporada na teologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como considerar o relato de Gênesis e as duas árvores de destaque, i.e do Conhecido e da Vida, como eventos históricos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GILL, John, &lt;strong&gt;Exposition of the Entire Bible&lt;/strong&gt;, Ed. online&lt;br /&gt;Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea, &lt;strong&gt;Wycliffe Bible Dictionary&lt;/strong&gt;, Hendrickson, 2001.&lt;br /&gt;WATCHTOWER, &lt;strong&gt;Estudo Perspicaz das Escrituras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ELWELL, Walter A., &lt;strong&gt;Baker’s Evangelical Dictionary of Biblical Theology&lt;/strong&gt;, ed. online.&lt;br /&gt;WATCHTOWER, &lt;strong&gt;A Sentinela&lt;/strong&gt; 15 de Abril, 1999.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mythencyclopedia.com/Tr-Wa/Trees-in-Mythology.html" title="Enciclopédia de Mitos"&gt;Enciclopédia de Mitos&lt;/a&gt; acessado em 11/11/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 90%;"&gt;[1] Interessante que em hebraico, os nomes de “Adão” e “Eva” seguem a mesma construção. Perceba que no mito persa, os nomes Mashya e Mashyane, homem e mulher, se diferenciam por apenas um acréscimo de “ane”: Mashya e Mashya&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;ne&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. No texto em hebraico de Gênesis, o mesmo ocorre com “Adão” e “Eva”. Em Gênesis 2:23, Adão refere-se a si mesmo&amp;nbsp;pela palavra hebraica Ish e Eva pela palavra Ish&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;u&gt;ah&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 90%;"&gt;[2] No mito bíblico, Yahweh envia dois querubins para tomarem conta da Árvore da Vida. — &lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. Gênesis 3:24.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 90%;"&gt;[3] Na teologia cristã, também, devido a desobediência de Adão e Eva, todos nós viramos mortais. — &lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. Romanos 5:12.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-8070288367217047992?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/8070288367217047992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/arvore-da-vida-origem-mitologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8070288367217047992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8070288367217047992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/arvore-da-vida-origem-mitologica.html' title='Árvore da Vida — Origem Mitológica'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-8327782038553296657</id><published>2011-11-10T08:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T19:20:43.050-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Homens que Subiam aos Céus</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vf5oe6iVEao/TPzUEQvJm1I/AAAAAAAABOc/BrkbMsYJBnc/s1600/o-sonho-de-jaco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="JESUS, MITO, ASCENSÃO, CÉUS, PARAÍSO" border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vf5oe6iVEao/TPzUEQvJm1I/AAAAAAAABOc/BrkbMsYJBnc/s200/o-sonho-de-jaco.jpg" title="Homens que Subiam aos Céus" width="169" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Myths and Legends of the Bantu&lt;/em&gt; é um livro de Alice Werner publicado em 1933. Ele contém lendas e mitos da cultura &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bantos" title="Wikipédia: Bantos"&gt;Bantos&lt;/a&gt; sobre os deuses, a origem da humanidade, a vida após a morte, os heróis e semideuses, várias criaturas, reais e míticas, bem como alguns dos grandes épicos de Bantu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que no capítulo V desse livro, nós encontramos o tema &lt;em&gt;Mortals Who Have Ascended to Heaven&lt;/em&gt; [Os Mortais que Ascenderam aos Céus]. Na introdução do livro são alistados vários mitos e lendas de homens que ascenderam aos céus e entraram&amp;nbsp;na morada dos deuses. Abaixo iremos alistar alguns exemplos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Kimanaweze, quando o tempo veio a ele para escolher uma esposa, declarou que não iria casar com uma mulher da terra, mas que deveria ter a filha do Sol e da Lua. Dessa forma, ele fez uma carta de pedido de casamento e planejou enviar aos céus, mas ele, sendo humano, não poderia entregá-lo. O Sol e a Lua tinham o hábito de enviar suas servas todos os dias para pegar água. Estas ascendiam e desciam dos céus para executar essa atividade. Um sapo entra em um dos jarros e leva a carta de casamento de Kimanaweze. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a filha do sol e da lua recebeu o pedido de casamento, ela desceu&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;terra através de uma forte teia de arranha e se casa com ele. No mito, segundo o livro, também se menciona uma “escada celestial” onde se tem acesso aos Céus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros casos mitológicos da região, nós encontramos pessoas alcançando os Céus por subir em uma árvore, como ocorre no caso da lenda de Yao das “Três Mulheres”. Na história Zulu, “A Garota e os Canibais”, um irmão e uma irmã, escapando dos ogros, subiram em uma árvore e alcançaram os Céus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro mito africano, da região de Kilimanjaro, conta a história de Murile que por meios mágicos teve um filho, mas que esse, por sua vez, foi assassinado. Por causa da dor da perda, ele deseja subir aos Céus e por meio de uma corda ele assim o faz. Quando seus irmãos veem, vão contar a mãe, embora ela, não acreditando, pergunte: &lt;em&gt;Por que vocês me dizem que o irmão mais velho de vocês ascendeu aos céus? Existe alguma estrada em que ele possa subir?&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao ver de fato seu filho ascendendo aos céus, ela grita:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Mrile, wuya na kunu! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wuya na kunu, mwanako! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wuya xa kunu! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;[Murile, volta pra cá! &lt;br /&gt;Volta pra cá, meu filho! &lt;br /&gt;Volta pra cá!]&lt;/blockquote&gt;&lt;/center&gt;  No qual ele responde: “nunca voltarei”. Depois da ascensão, Murile se encontra nos Céus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há uma tradição curiosa entre os Wachaga sobre uma árvore misteriosa. Uma garota chamada Kichalundu saiu um dia para cortar grama. Encontrando gramas&amp;nbsp;exuberantemente belas&amp;nbsp;em um determinado lugar, ela entrou no local e afundou-se num pântano. Seus companheiros agarram as mãos dela e tentaram puxá-la para fora, mas em vão, ela desapareceu da vista deles. Ouviram-na cantando, “os fantasmas têm me levado. Ide contar a meu pai e minha mãe”, e eles correram para chamar os pais. A zona rural inteira se reuniu sobre o lugar, e um adivinho aconselhou o pai a sacrificar uma vaca e uma ovelha. Isso foi feito, e eles ouviram a voz da menina novamente, cada vez mais&amp;nbsp;fraca, até que finalmente ficou em silêncio, e eles lhe deram por perdida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois de um tempo, uma árvore cresceu no local onde ela havia desaparecido. Foi crescendo, até que finalmente chegou ao céu. Os meninos do rebanho, durante o calor do dia, costumavam dirigir o gado em sua sombra, e subiram nos ramos da árvore misteriosa. Um dia, dois deles se aventuraram mais do que o restante, que, por sua vez, gritavam: “Você pode nos ver ainda?” Os outros responderam: “Não!”, mas os dois companheiros ousados recusaram-se a descer. “Estamos indo para o céu sobre a Wuhu, o mundo acima!” Essas foram suas últimas palavras, pois eles nunca mais foram vistos. E a árvore foi chamada Mdi Msumu, “a história da árvore”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma característica mitológica se encontra tanto na teologia judaica como cristã. Assim encontramos no relato sobre Jacó:   &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Gênesis 28:10-12) . . .E Jacó seguiu caminho desde Berseba e dirigiu-se a Harã. Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para pernoitar ali, visto que o sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio para a sua cabeça, e deitou-se naquele lugar. E começou a sonhar, e eis que havia &lt;strong&gt;&lt;u&gt;uma escada&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; posta na terra e &lt;strong&gt;&lt;u&gt;seu topo tocava nos céus&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;; e eis que &lt;strong&gt;&lt;u&gt;anjos de Deus subiam e desciam&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; por ela...&lt;/blockquote&gt;Usando a mesma linguagem teológica, Jesus disse:  &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(João 1:51) . . .“Eu vos digo em toda a verdade: Vereis o céu aberto e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;os anjos de Deus ascendendo e descendo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; para o Filho do homem.”&lt;/blockquote&gt;Mais adiante Jesus disse a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicodemos" title="Wikipédia: Nicodemos"&gt;Nicodemos&lt;/a&gt;:  &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(João 3:13) Ademais, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;nenhum homem ascendeu ao céu&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem...&lt;/blockquote&gt;Os povos antigos tinham fascínio pelos céus, por considerarem estes a moradia dos deuses. Criam que Deus enviava mensageiros para executar alguma atividade entre os humanos. Os mesmos eram retratados subindo e descendo por alguns meios, escada, teia de aranha ou nuvens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos nisso uma característica lendária e obviamente nem de longe consideramos como algo histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-8327782038553296657?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/8327782038553296657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/homens-que-subiam-aos-ceus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8327782038553296657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8327782038553296657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/homens-que-subiam-aos-ceus.html' title='Homens que Subiam aos Céus'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vf5oe6iVEao/TPzUEQvJm1I/AAAAAAAABOc/BrkbMsYJBnc/s72-c/o-sonho-de-jaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6604577366219737681</id><published>2011-11-09T08:41:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T08:58:33.095-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contradições'/><title type='text'>O Que Aconteceu Depois do Batismo de Jesus?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_npqCibJGKIw/TA47wcsA_dI/AAAAAAAAAMQ/dsN5_UqL0BE/s1600/pastoral_do_batismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="BATISMO, JESUS, CRISTO, DEPOIS, CONTRADIÇÃO" border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_npqCibJGKIw/TA47wcsA_dI/AAAAAAAAAMQ/dsN5_UqL0BE/s200/pastoral_do_batismo.jpg" title="O Que Aconteceu Depois do Batismo de Jesus?" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;Depois que Jesus foi batizado, se tornando assim o Messias, ou Cristo, ele precisava passar por uma prova de fogo, onde mostraria ser realmente leal à Deus. Em Mt.4:1,2; Mc.1:12,13 nos é dito que “imediatamente” depois do batismo, Jesus foi levado pelo Espírito de Deus para ser tentado, passando 40 dias no deserto (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/duracao-das-tentacoes-de-jesus-cristo.html" title="Duração das Tentações de Jesus"&gt;Duração das Tentações de Jesus&lt;/a&gt;). Conforme podemos analisar abaixo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Então&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; (Mateus 4:1, 2 ACF)&lt;/blockquote&gt;No caso de Mateus 4:1-2 observamos o uso &lt;span style="font-size: large;"&gt;τότε&lt;/span&gt; (Gr.: &lt;em&gt;tote&lt;/em&gt;) um advérbio temporal que conecta o texto ao último versículo do capítulo 3 de Mateus, ou seja, ao batismo de Jesus; tanto que o advérbio pode ser traduzido como “naquele tempo” (GINGRICH e STRONG). O que Mateus está relatando é que “logo após” o batismo de Jesus, ele foi conduzido para o deserto, ficando lá 40 dias e 40 noites. Da mesma forma diz Marcos:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;E &lt;b&gt;&lt;u&gt;imediatamente&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; o Espírito o impeliu para o deserto. E ele estava lá no deserto quarenta dias, tentado por Satanás, e estava com as feras, e os anjos o ministravam. (Marcos 1:11-12 &lt;em&gt;King James Version&lt;/em&gt;)&lt;/blockquote&gt;O relato de Marcos é ainda mais claro ao usar a palavra “imediatamente”, do grego ευθυς (&lt;i&gt;euthus&lt;/i&gt;). Assim como no caso de Mateus, o evangelista Marcos comenta que imediatamente após o batismo, Jesus foi ao deserto passar 40 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema desse relato está no Evangelho de João. Segundo o relato joanino (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/escritor-do-quarto-evangelho-joao.html" title="Escritor do Quarto Evangelho"&gt;Escritor do Quarto Evangelho&lt;/a&gt;), assim se dá o batismo de Jesus:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água. E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus. (João 1:29-34 ACF)&lt;/blockquote&gt;Acontece que, diferente de Mateus e Marcos, no Evangelho de João, Jesus não vai “imediatamente” para o deserto passar 40 dias. João diz que “&lt;u&gt;&lt;strong&gt;no dia seguinte&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; (i.e do batismo) João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.” (Jo. 1:35-36) Depois ainda se diz que “&lt;u&gt;&lt;strong&gt;no dia seguinte&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; (i.e ao dia relatado nos vv. 35-36) quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.” (v. 43) e depois desses dois dias, ou seja, “ao terceiro dia (i.e contando do batismo de Jesus), fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.” (2:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o Evangelho de João ensina que depois do batismo, Jesus continuou seu ministério normalmente. O texto relata pelo menos 3 dias consecutivos após o batismo, onde ele esteve ajuntando discípulos e depois, no terceiro dia, foi à&amp;nbsp;festa de casamento, diferindo substancialmente do que nos relata Mateus e Marcos, onde Cristo, depois do batismo, vai IMEDIATAMENTE para o deserto passar 40 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, o que realmente aconteceu? Foi Jesus imediatamente para o deserto depois do batismo, ou deu início normalmente ao seu ministério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6604577366219737681?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6604577366219737681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/que-aconteceu-depois-batismo-jesus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6604577366219737681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6604577366219737681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/que-aconteceu-depois-batismo-jesus.html' title='O Que Aconteceu Depois do Batismo de Jesus?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_npqCibJGKIw/TA47wcsA_dI/AAAAAAAAAMQ/dsN5_UqL0BE/s72-c/pastoral_do_batismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-4418300842910565301</id><published>2011-11-08T11:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T07:14:52.893-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Numerologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contradições'/><title type='text'>Duração das Tentações de Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bWOjI962Ni0/TrmHMw4ReDI/AAAAAAAAEtQ/rKF43knhYCQ/s1600/jesus_praying_temptation.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="DURAÇÃO, TENTAÇÕES, JESUS, QUARENTA DIAS" border="0" height="227" src="http://2.bp.blogspot.com/-bWOjI962Ni0/TrmHMw4ReDI/AAAAAAAAEtQ/rKF43knhYCQ/s320/jesus_praying_temptation.jpeg" title="Duração das Tentações de Jesus Cristo" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segundo a teologia cristã, depois do batismo, Jesus foi tentado pelo diabo no deserto. Os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelhos_sin%C3%B3pticos" title="Wikipédia: Evangelhos Sinóticos"&gt;Evangelhos Sinóticos&lt;/a&gt; mencionam que houve um período de 40 dias em que Jesus permaneceu no deserto, conforme pode ser analisado logo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Mateus 4:1-2) “...Jesus foi então conduzido pelo espírito ao ermo, para ser tentado pelo Diabo. Depois de ter jejuado &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por quarenta dias e quarenta noites&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, ele teve fome...”&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;(Marcos 1:12-13) “...E o espírito impeliu-o imediatamente a ir para o ermo. Ele continuou assim no ermo &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por quarenta dias&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, sendo tentado por Satanás, e estava com os animais selváticos, mas os anjos lhe ministravam.”&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;(Lucas 4:1-2) “...Ora, Jesus, cheio de espírito santo, afastou-se do Jordão e foi conduzido pelo espírito, lá no ermo, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por quarenta dias&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, sendo tentado pelo Diabo. Outrossim, ele não comeu nada naqueles dias, e por isso, ao terminarem, sentiu fome...”&lt;/blockquote&gt;No entanto, há um pequeno problema desses três relatos. Jesus foi tentado DURANTE 40 dias ou DEPOIS de 40 dias? Observe o que o Evangelho de Mateus diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Mateus 4:1-2) “...Jesus foi então conduzido pelo espírito ao ermo, para ser tentado pelo Diabo.&amp;nbsp;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;DEPOIS&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; de ter jejuado por quarenta dias e quarenta noites, ele teve fome...”&lt;/blockquote&gt;Em Mateus temos a frase &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;νηστευσας ημερας τεσσαρακοντα και νυκτας   τεσσαρακοντα&lt;/span&gt;  [tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites] o que indica que os 40 dias forma apenas jejuando e DEPOIS houve a tentação. Isso fica ainda mais claro com o uso da palavra &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;υστερον&lt;/span&gt; [“depois disso”] seguido de &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;επεινασεν&lt;/span&gt; [“ele teve forme”] e no próximo versículo Jesus sendo tentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus, Jesus fica sem comer durante 40 dias e só DEPOIS, quando sente fome, ele é submetido à tentação.Isso difere consideravelmente do que nos relata Marcos e Lucas. Os respectivos relatos dizem:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Marcos 1:12-13) “...E o espírito impeliu-o imediatamente a ir para o ermo. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Ele continuou assim&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; no ermo &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por quarenta dias&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sendo tentado&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; por Satanás, e estava com os animais selváticos, mas os anjos lhe ministravam.”&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;(Lucas 4:1-2) “...Ora, Jesus, cheio de espírito santo, afastou-se do Jordão e foi conduzido pelo espírito, lá no ermo, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;por quarenta dias&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;sendo tentado&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; pelo Diabo. Outrossim, ele não comeu nada naqueles dias, e por isso, ao terminarem, sentiu fome...”&lt;/blockquote&gt;O relato de Marcos e Lucas, diferente de Mateus, diz que Jesus “continuou assim... por quarenta dias, sendo tentado por satanás.” O verbo grego &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;πειράζω&lt;/span&gt; (Gr.: &lt;em&gt;peirazo&lt;/em&gt;) ocorre 35 vezes no Novo Testamento (Mat. 4:1,3; 16:1; 19:3; 22:18,35; Mc 1:13; 8:11; 10:2; 12:15; Lc 4:2; 11:16; Jo 6:6; 8:6; At 5:9; 9:26; 15:10; 16:7; 24:6; 1Co. 7:5; 10:9,13; 2Co. 13:5; Gal. 6:1; 1Tes. 3:5; Heb. 2:18; 3:9; 4:15; 11:17,37; Tg. 1:13,14; Ap. 2:2,10; 3:10;) No entanto, a exata forma gramatical que temos em Marcos 1:13 “sendo tentado” pode ser encontrada em 4 passagens do Novo Testamento. Isso mostra que o sentido original de Marcos é que Jesus tinha “sido tentado” por 40 dias, que DURANTE 40 dias ele foi tentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;πειραζόμενος&lt;/span&gt; (&lt;em&gt;peirazomenos&lt;/em&gt;) — 4 Ocorrências Presente Particípio Médio ou Passivo, Singular Masculino Nominativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos 1:13 V-PPM/P-NMS&lt;br /&gt;BIB: &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;τεσσεράκοντα ἡμέρας &lt;strong&gt;πειραζόμενος&lt;/strong&gt; ὑπὸ τοῦ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NAS: dias &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;sendo tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; por Satanás;&lt;br /&gt;KJV: quarenta dias, &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; por Satanás;&lt;br /&gt;INT: quarenta dias &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; por &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas 4:2 V-PPM/P-NMS&lt;br /&gt;BIB: &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;ἡμέρας τεσσεράκοντα &lt;strong&gt;πειραζόμενος&lt;/strong&gt; ὑπὸ τοῦ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NAS: dias, &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;sendo tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; pelo diabo.&lt;br /&gt;KJV: quarenta dias, &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; pelo diabo.&lt;br /&gt;INT: quarenta dias &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;em&gt;sendo tentado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; pelo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hebreus 11:17 V-PPM/P-NMS&lt;br /&gt;BIB: &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;τὸν Ἰσαὰκ &lt;strong&gt;πειραζόμενος&lt;/strong&gt; καὶ τὸν&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NAS: Abraham, &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;quando ele foi tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, ofereceu&lt;br /&gt;KJV: Abraham, &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;em&gt;quando ele foi tentado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, ofereceu&lt;br /&gt;INT: Isaac &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;em&gt;sendo testado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; e [seu] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago 1:13 V-PPM/P-NMS&lt;br /&gt;BIB: &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;μηδεὶς &lt;strong&gt;πειραζόμενος&lt;/strong&gt; λεγέτω ὅτι&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NAS: diga &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;quando é tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, Eu estou sendo tentado&lt;br /&gt;KJV: diga, &lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;quando ele é tentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;INT: ninguém &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;em&gt;sendo tentado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; diz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema textual que temos é que em Mateus, Jesus só é tentado DEPOIS dos 40 dias de&amp;nbsp;jejum, ele passa 40 dias sem comer e só depois é que o diabo usa a fome para tentá-lo.Já o registro de Marcos e Lucas, Jesus fica 40 dias &lt;em&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;sendo tentado&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/em&gt; pelo diabo. Assim, fica a pergunta: Jesus foi tentado DURANTE&amp;nbsp;quarenta dias ou DEPOIS de quarenta dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa inconsistência já não fosse o suficiente, devemos lembrar que o número 40 é místico. O período de 40 dias e 40 noite é o mesmo do Dilúvio (Gênesis 7:12), 40 anos os israelitas passaram no deserto (Deuteronômio 2:7), Moisés ficou 40 dias em jejum&amp;nbsp;(Êxodo 34:28), Elias também é mencionado em relação a&amp;nbsp;40 dias e noites (1 Reis 19:8). Enfim, nem de longe esses 40 dias de jejum que Cristo passou pode ser aceito como histórico, ainda por cima tendo em vista essa contradição textual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-4418300842910565301?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/4418300842910565301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/duracao-das-tentacoes-de-jesus-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/4418300842910565301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/4418300842910565301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/duracao-das-tentacoes-de-jesus-cristo.html' title='Duração das Tentações de Jesus Cristo'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bWOjI962Ni0/TrmHMw4ReDI/AAAAAAAAEtQ/rKF43knhYCQ/s72-c/jesus_praying_temptation.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-2910028744165007266</id><published>2011-11-07T11:21:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T19:38:43.314-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de João'/><title type='text'>Evangelho de João — Quem Realmente Escreveu?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://us.123rf.com/400wm/400/400/aandbphotos/aandbphotos0908/aandbphotos090800020/5431649-the-gospel-according-to-john-grungy-background.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="AUTORIA, ESCRITOR, EVANGELHO, JOÃO, QUARTO" border="0" height="151" src="http://us.123rf.com/400wm/400/400/aandbphotos/aandbphotos0908/aandbphotos090800020/5431649-the-gospel-according-to-john-grungy-background.jpg" title="Autoria do Evangelho de João" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Quando as pessoas se referem aos Evangelhos, elas logo associam aos seus respectivos “autores”, Mateus, Marcos, Lucas e João. No entanto, poucas delas sabem que os Evangelhos são anônimos e que os nomes que lhes são atribuídos foram criados pela tradição Católica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo as obras cristãs reconhecem isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O Quarto Evangelho, como os três Evangelhos Sinóticos, é &lt;b&gt;anônimo&lt;/b&gt;: não sustenta o nome de seu autor. O título ‘Segundo João’ é uma etiqueta colocada nele quando os quatro Evangelhos foram reunidos e começaram a circular como uma coleção, com o objetivo de distingui-lo dos seus três companheiros.”  (BRUCE, 1983, p. 1)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“É também verdade que o Evangelho na sua forma é &lt;b&gt;anônimo&lt;/b&gt;”. (MORRIS, 1994,&amp;nbsp; p. 4)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“O Quarto Evangelho &lt;b&gt;não provê evidência&lt;/b&gt; interna explícita com respeito ao seu autor.” (BURGE, 2000)&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“Embora o livro &lt;b&gt;não mencione o nome do autor&lt;/b&gt;, ele é indicado como “o discípulo amado” (21:20, 23, 24)” (HARRISON, 1990, p. 1071)&lt;/blockquote&gt;Tendo isso em mente, nós iremos produzir uma série de postagens que nos responderá a pergunta: &lt;em&gt;Quem escreveu os Evangelhos? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa primeira postagem, nós iremos analisar um dos Evangelhos mais queridos, que, em termos de literatura, também me foi de bastante interesse quando eu era cristão convicto, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Jo%C3%A3o" title="wikipédia: Evangelho Segundo João"&gt;Evangelho Segundo João&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos citar abaixo algumas afirmações de obras teológicas, mostrando os principais argumentos para a autoria joanina de acordo com a corrente ortodoxa cristã. As duas primeiras são publicações das &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunhas_de_jeov%C3%A1" title="Wikipédia: Testemunhas de Jeová"&gt;Testemunhas de Jeová&lt;/a&gt; e as demais de outras denominações evangélicas, todas creem que João escreveu o Evangelho que leva seu nome.  &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os cristãos do princípio do segundo século aceitavam João como o escritor desta narrativa e também consideravam a sua escrita qual parte inquestionável do cânon das Escrituras inspiradas. Clemente de Alexandria, Irineu, Tertuliano e Orígenes, todos do fim do segundo e do princípio do terceiro século, testificam que João é o escritor. Ademais, encontra-se no próprio livro muita evidência interna de que João foi o escritor. Obviamente o escritor era judeu e estava bem familiarizado com os costumes judeus e com o seu país. (2:6; 4:5; 5:2; 10:22, 23) A própria intimidade do relato indica que ele era não só apóstolo, mas um do círculo íntimo de três — Pedro, Tiago e João — que acompanhavam Jesus em ocasiões especiais. (Mat. 17:1; Mar. 5:37; 14:33) Dentre estes, Tiago (filho de Zebedeu) é eliminado, porque foi martirizado por Herodes Agripa I, por volta do ano 44 EC, muito antes de o livro ser escrito. (Atos 12:2) Pedro é eliminado, visto ser mencionado junto com o escritor, em João 21:20-24. (SI p. 194 par. 3 Livro bíblico número 43 — João)&lt;/blockquote&gt;Outra obra de referência diz:  &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Escritor.&lt;/strong&gt; Embora o livro não mencione seu escritor, tem sido quase universalmente reconhecido que foi escrito pela mão do apóstolo João. Desde o começo, nunca foi questionado que ele fosse o escritor, exceto por um pequeno grupo no segundo século, que objetou à base de que considerava os ensinos do livro antiortodoxos, mas não por qualquer evidência relacionada com quem o escreveu. Ser João o escritor só tem sido questionado novamente desde o advento da moderna escola “crítica”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evidência interna, de que o apóstolo João, filho de Zebedeu, foi de fato o escritor, consiste em tal abundância de provas, de diversos ângulos, que sobrepuja qualquer argumento em contrário. Mencionam-se aqui apenas uns poucos pontos, mas o leitor atento, com estes em mente, achará muitíssimos outros. Seguem-se alguns: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;(1) O escritor do livro era evidentemente judeu, conforme indicado por sua familiaridade com as opiniões dos judeus. — Jo 1:21; 6:14; 7:40; 12:34. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Era habitante nativo da terra da Palestina, conforme indicado por seu conhecimento cabal do país. Os pormenores mencionados a respeito dos lugares citados indicam conhecimento pessoal deles. Ele referiu-se a “Betânia, do outro lado do Jordão” (Jo 1:28) e a ‘Betânia, perto de Jerusalém’. (11:18) Escreveu que havia um jardim no lugar onde Cristo foi pregado na estaca, e que nele havia um túmulo memorial novo (19:41), que Jesus falou “na tesouraria, ao estar ensinando no templo” (8:20), e que “era inverno, e Jesus estava andando no templo, na colunata de Salomão” (10:22, 23). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio testemunho do escritor, e a evidência factual mostram que se tratava duma testemunha ocular. Cita o nome das pessoas que disseram ou fizeram certas coisas (Jo 1:40; 6:5, 7; 12:21; 14:5, 8, 22; 18:10); entra em pormenores quanto à hora em que sucederam os eventos (4:6, 52; 6:16; 13:30; 18:28; 19:14; 20:1; 21:4); designa, de modo factual, os números envolvidos em suas descrições, fazendo isso sem ostentação. — 1:35; 2:6; 4:18; 5:5; 6:9, 19; 19:23; 21:8, 11. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor era apóstolo. Ninguém, a não ser um apóstolo, podia ter sido testemunha ocular de tantos eventos ligados ao ministério de Jesus; também, seu conhecimento íntimo da mentalidade, dos sentimentos e das motivações pelos quais Jesus disse ou fez certas coisas, revela que ele era um do grupo dos 12 que acompanhou Jesus em todo o seu ministério. Por exemplo, ele nos conta que Jesus fez a Filipe uma pergunta para prová-lo, “pois ele mesmo sabia o que ia fazer”. (Jo 6:5, 6) Jesus sabia “em si mesmo que seus discípulos estavam resmungando”. (6:61) Ele sabia de ‘todas as coisas que lhe sobreviriam’. (18:4) “Gemeu no espírito e ficou aflito.” (11:33; compare isso com 13:21; 2:24; 4:1, 2; 6:15; 7:1.) O escritor também estava familiarizado com as idéias e as impressões dos apóstolos, algumas das quais eram erradas e foram corrigidas posteriormente. — 2:21, 22; 11:13; 12:16; 13:28; 20:9; 21:4. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o escritor é mencionado como “o discípulo a quem Jesus havia amado”. (Jo 21:20, 24) Ele era, evidentemente, um dos três apóstolos mais íntimos que Jesus mantinha perto de si em várias ocasiões, tais como na transfiguração (Mr 9:2), e na ocasião de sua angústia, no jardim de Getsêmani. (Mt 26:36, 37) Destes três apóstolos, elimina-se Tiago por ter sido morto por volta de 44 EC, por Herodes Agripa I. Não existe nenhuma evidência de uma data tão cedo assim da escrita deste Evangelho. Pedro é excluído por ter o seu nome mencionado junto com “o discípulo a quem Jesus havia amado”. — Jo 21:20, 21. (IT-2 pp. 573-574 João, Boas Novas Segundo)&lt;/blockquote&gt;Outras citações evangélicas dizem que “o Evangelista dá a impressão de pessoalmente conhecer as cenas do ministério de Jesus como ele descreve.” (BRUCE,&amp;nbsp;1983, p. 2) e que “a razão básica para sustentar que o autor foi João, o Apóstolo, é que isso parece ser o ensino do Evangelho em si.” (MORRIS,&amp;nbsp;1994, p. 5) De maneira resumida, os argumentos para a autoria joanina são: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ &lt;/strong&gt;1. Os Pais da Igreja relacionam o Quarto Evangelho com o apóstolo João. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ &lt;/strong&gt;2. As descrições que o Evangelho faz dos eventos é de uma testemunha ocular. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ &lt;/strong&gt;3. A descrição dos lugares é de um nativo, um judeu. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ &lt;/strong&gt;4. A linguagem Aramaica do texto está em harmonia com a teologia judaica dos escritos da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1 Pais da Igreja&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, contra isso podemos dizer que é uma tradição que não se sabe as origens, se o próprio Evangelho não menciona o autor, como fez Paulo nas suas cartas, por exemplo, então qual foi a base para alguns dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padres_Apost%C3%B3licos#Padres_Apost.C3.B3licos" title="Wikipédia: Pais da Igreja"&gt;Pais da Igreja&lt;/a&gt; atribuir a João? Eles não comentam! Fora isso, os próprios cristãos, independente da denominação, sabem que nem tudo que era dito pelos Pais da Igreja era acurado, em outras palavras, eles citam os Pais da Igreja quando se harmoniza com o que eles já pré-estabeleceram como verdade, ou seja, que João foi o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 2 Narrador Homodiegético&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Narrador" title="Wikipédia: Narrador"&gt;narratologia&lt;/a&gt;, nós chamamos “diegese” o universo ficcional criado. Existem vários tipos de narradores e, dentre estes, temos o homodiegético. O narrador homodiegético é aquele que é “co-referêncial com um dos personagens da diegese, participando da história narrada.” (AGUIAR E SILVA, 1988, p. 761) Assim, uma vez que os cristãos argumentam que o escritor do Quarto Evangelho é João, que participa de alguns eventos como testemunha ocular, ele é um narrador homodiegético. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o fato do escritor do Quarto Evangelho ser homodiegético e falar como testemunha ocular, não prova, em hipótese alguma, que o que ele esteja narrando seja verdade histórica ou que ele mesmo seja o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como exemplo o livro &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_ca%C3%A7ador_de_pipas" title="Wikipédia: O Caçador de Pipas"&gt;&lt;em&gt;O Caçador de Pipas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. O narrador é uma subclassificação do homodiegético, ou seja, autodiegético, sendo aquele que narra sua própria história.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, o narrador é o protagonista Amir, um garoto rico de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu criado e melhor amigo, Hassan, filho de Ali, também empregado do seu pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a trama do livro é narrada como testemunha ocular, o próprio Amir está narrando as suas experiências. No entanto, sabemos que ele é um personagem fictício, que o autor do livro é Khaled Hosseini e que os eventos narrados não são históricos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, o fato do narrador “João” descrever os eventos como testemunha ocular não o faz tal, não o faz autor do Evangelho, nem muito menos prova que os eventos são históricos. Os próprios evangelhos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelhos_ap%C3%B3crifos" title="Wikipédia: Apócrifos do Novo Testamento"&gt;apócrifos&lt;/a&gt; narram eventos como se o autor fosse testemunha ocular, nem só por isso são aceitos como tais, como históricos e autênticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 3 Um Judeu Nativo&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;outro argumento é que a forma como o narrador do Quarto Evangelho relata os eventos é de alguém que conhecia bem os lugares. Isso também não caracteriza nenhuma prova de João como autor do Evangelho. Existiam milhares de judeus na palestina do primeiro século, com certeza João não era o único. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 4 Linguagem Socio-religiosa&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, o fato de que a linguagem de João é bem Aramaica, sendo encontrados diversos paralelos com os escritos de &lt;em&gt;Nag Hammadi&lt;/em&gt; é um problema para a inspiração da Bíblia, ao invés de uma solução de autoria joanina. Basicamente, as mesmas expressões encontradas em João são encontradas na literatura judaica, o que mostra que a escrita dessa Evangelho seguia o pensamento teologico judaico comum, o estilo literário próprio da época, ao invés de uma inspiração sobrenatural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão grega &lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: 150%;"&gt;του ιωαννου&lt;/span&gt;, “os judeus”, e a palavra em si &lt;span style="font-family: Times; font-size: 150%;"&gt;ιωαννου&lt;/span&gt;, i.e, “judeus”, ocorre 70 vezes no Evangelho de João, em Mateus 5 vezes, em Marcos 6 vezes e em Lucas 5 vezes.  Observamos que a diferença é &lt;em&gt;gritante&lt;/em&gt;, ao passo que os outros três Evangelhos mencionam entre 5-6 vezes, o Quarto Evangelho usa a palavra “judeus” 70 vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que o narrador do Quarto Evangelho se refere a eles na terceira pessoa, “os judeus”, diferenciando dele mesmo. O Evangelho é extremamente antisemita, sendo que a focalização do uso extremado da palavra “judeus” é fomentar a ideia de quem matou o Salvador do mundo foi “os judeus” e eles devem pagar por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor também traduz as palavras de hebraico para o grego (“que, traduzido, quer dizer: Instrutor,” &lt;strong&gt;1:38&lt;/strong&gt; “que, traduzido, quer dizer: Cristo” &lt;strong&gt;1:41&lt;/strong&gt; “que, traduzido, é Pedro” &lt;strong&gt;1:42&lt;/strong&gt;) explica traços culturais do judaismo (“Porque os judeus não têm tratos com os samaritanos” &lt;strong&gt;4:9&lt;/strong&gt;) tinha conhecimento filosófico dos gregos, de Filo de Alexandria (“O Logos estava com Deus” &lt;strong&gt;1:1&lt;/strong&gt;). A teologia do livro é chamada de “alta” porque retrata abertamente Jesus como divino, algo que não se tinha desenvolvido plenamente no primeiro século (“O Logos era Deus” &lt;strong&gt;1:1&lt;/strong&gt;). A gramática e a sintaxe em grego é de alguém bastante letrado, um verdadeiro acadêmico. (ROBERTSON) Tinha como objetivo colorir os eventos do Jesus histórico, como é o caso da crucificação (&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/crucificacao-jesus-mito.html" title="A Crucificação de Jesus é um Mito?"&gt;A Crucificação de Jesus é um Mito?&lt;/a&gt;). Sua linguagem se assemelha a muitas passagens do Antigo Testamento, ou seja, era alguém com bastante conhecimento do judaismo da época (6:35 e Cap. 15). Quando o escritor disse, &lt;em&gt;“Há, de fato, também muitas outras coisas que Jesus fez, as quais, se alguma vez fossem escritas em todos os pormenores, &lt;u&gt;suponho que o próprio mundo não poderia conter os rolos escritos&lt;/u&gt;”&lt;/em&gt; (21:25) mostra que era exagerado, denotando&amp;nbsp;que é uma relato fabuloso e lendário do um personagem histórico, pois Jesus fez tanta coisa assim que ficaram preservadas em apenas 4 livros escolhidos pela Igreja Católica como sagrados! Nem um único historiador da época comenta essas obras maravilhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que pela palavra “suponho” se indica uma hipérbole, no entanto, por todas as maravilhas e descrições durante o Evangelho, a conclusão aponta para uma narrativa fabulosa e lendária de alguém histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas característica não batem com o apóstolo João descrito na Bíblia como “indouto e comum” (Atos 4:13), sendo pescador. Afinal, menos de 1 por cento da população do tempo de Jesus sabia ler e escrever e&amp;nbsp;essa porcentagem ainda estava entre os filhos de aristocrátas, pessoas de posses e não de pescadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso se refere a ler e escrever a PRÓPRIA LÍNGUA que dirá de escrever em grego! &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bart_D._Ehrman" title="Wikipédia: Bart D. Ehrman"&gt;Bart D. Ehrman&lt;/a&gt; chega até a comentar: “Não estou dizendo que apenas 1 por cento da população podia fazer tal coisa [i.e ler e escrever]. Estou dizendo que &lt;strong&gt;bem menos que&lt;/strong&gt; 1 por cento poderia fazê-lo.” (EHRMAN, 2011, p. 72)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo João, na verdade, é um evangelho segundo uma pessoa que ninguém sabe quem foi. O escritor do Quarto Evangelho era um judeu helenizado, como Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século. Era filosofo familiarizado com as principais escolas filosóficas do seu tempo, era teólogo do Antigo Testamento, assim como conhecedor dos mitos Greco-romanos. Era trilingue, sendo capaz de ler e escrever com profundidade hebraico, aramaico e grego. Possuia grande arte de retórica, sabendo argumentar sabiamente contra os dogmas judaicos da época, sendo o objetivo principal de seu evangelho lutar contra os Ebionitas que negavam a divindade de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de longe qualquer dessas características se enquandram no pescador simples, João, o apóstolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUCE, F. Fyvie, &lt;b&gt;The Gospel of John&lt;/b&gt;, Wm. B. Eerdmans Publishing, 1994.  &lt;br /&gt;PFEIFFER, F. Charles e HARRISON, F. Everett, &lt;b&gt;The Wycliffe Bible Commentary&lt;/b&gt;, Moody Press, 1990.&lt;br /&gt;EHRMAN, Bart D. &lt;strong&gt;Forged&lt;/strong&gt;, Writing in the Name of God - Why the Bible&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;’&lt;/span&gt;s Authors Are Not Who They Think They are, 2011, ed. HarperOne.&lt;br /&gt;MORRIS, Leon, &lt;b&gt;Gospel according to John&lt;/b&gt;, New International Commentary on the New Testament, Wm. B. Eerdmans Publishing, 1995 &lt;br /&gt;BURGE, M. Burge, &lt;strong&gt;The NIV Application Commentary on John&lt;/strong&gt;, Zondervan, 2009  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estudo Perspicaz das Escrituras&lt;/b&gt;, vol. II. publicado pelas Testemunhas de Jeová.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Toda Escritura é Inspirada e Proveitosa&lt;/strong&gt;, ed. 1963, publicado pelas Testemunhas de Jeová.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-2910028744165007266?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/2910028744165007266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/escritor-do-quarto-evangelho-joao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/2910028744165007266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/2910028744165007266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/escritor-do-quarto-evangelho-joao.html' title='Evangelho de João — Quem Realmente Escreveu?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-1380564658388257385</id><published>2011-11-04T09:14:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T10:13:48.060-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruz'/><title type='text'>A Crucificação de Jesus é um Mito?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog diretamente por essa postagem, queira ver o contexto desse estudo em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html" title="Hórus Foi Crucificado?"&gt;Hórus Foi Crucificado?&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://dlibrary.acu.edu.au/staffhome/gehall/images/crucifixion%20copy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="JESUS, CRUCIFICAÇÃO, MITO, ESTUDO" border="0" height="200" src="http://dlibrary.acu.edu.au/staffhome/gehall/images/crucifixion%20copy.jpg" title="A Crucificação de Jesus é um Mito?" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em nossa jornada de estudo observamos que a ideia de um deus crucificado era antiga, sendo a mesma uma representação astroteológica dos deuses solares. Observamos que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus" title="Wikipédia: Hórus"&gt;Hórus&lt;/a&gt; (3.100 a.C), sendo um deus solar, era descrito como crucificado no céu, morrendo e ressuscitando no outro dia. Vimos também que a cruz em si era um objeto muito antigo, sendo este usado nas religiões “pagãs”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estudo concludente, nós iremos observar as razões por trás da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crucifica%C3%A7%C3%A3o#A_crucifica.C3.A7.C3.A3o_de_Jesus_de_Nazar.C3.A9" title="Wikipédia: Crucificação de Jesus"&gt;Crucificação de Jesus Cristo&lt;/a&gt;, vamos entender o que é histórico e o que é lenda e tentar resolver o &lt;i&gt;puzzle&lt;/i&gt; dos motivos da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz" title="Wikipédia: Cruz"&gt;cruz&lt;/a&gt; ser tão presente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 1 Historicidade da Crucificação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto que tanto evangélicos, como cristãos no geral, podem argumentar é que a crucificação era historicamente realizada pelos romanos. Bem, disso não há dúvidas e, na verdade, é disso que faz a história do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt; ser a melhor história já contada, pois ela misturou paganismo, judaísmo, misticismo e historicidade, criando uma lenda vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿﻿&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://biblicalarchaeology.org/wp-content/uploads/heel-bone-260x241.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://biblicalarchaeology.org/wp-content/uploads/heel-bone-260x241.jpg" title="Osso e Prego de uma Pessoa Crucificada" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Prego Usado em uma Crucificação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Não irei detalhar sobre a historicidade da Crucificação, pois já existem muitos sites que abordam o assunto e mostram que a crucificação era uma forma, de fato, de execução realizada pelos romanos desde há muito. &lt;br /&gt;﻿﻿&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://en.allexperts.com/q/Ancient-Classical-History-2715/crucification.htm"&gt;Ancient Classical History Crucification&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://www.roman-colosseum.info/roman-life/roman-crucifixion.htm"&gt;Roman Crucifixion&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://www.bible.ca/d-history-archeology-crucifixion-cross.htm"&gt;History of Crucifixion and Archeological Proof of the Cross&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/crucifixion/roman-crucifixion-methods-reveal-the-history-of-crucifixion/"&gt;Roman Crucifixion Methods Reveal the History of Crucificaxion&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿﻿﻿Nesse contexto, o uso da cruz pelos romanos caiu como uma luva na fabricação do mito cristão, pois, uma vez que os romanos eram adoradores politeístas, sendo o sol um deles, a cruz poderia ser usada e venerada por tais sem problema algum. Nesse caso, não haveria problema de pagãos usarem objetos pagãos até mesmo na execução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 2 O Jesus Histórico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que existiu, de fato, um Jesus histórico, mas que ele nem de longe era alguém parecido com o Jesus retratado nos Evangelhos. Se existiu um Yeshua (i.e Jesus) no primeiro século, que era pregador, um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Messias" title="Wikipédia: Messias"&gt;messias&lt;/a&gt; apocalíptico e se os romanos, por serem adoradores do sol, usavam uma cruz como ferramenta de execução, qual seria o problema desse Jesus histórico ter sido historicamente executado pelos romanos na cruz? O que há de lenda nisso? Não parece tudo muito &lt;i&gt;histórico&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro problema é que existiam vários historiadores naquele tempo, existem vários manuscritos daquela época e embora alguns mencionem o líder do Cristianismo como tendo sido executado, nenhum deles menciona a Crucificação do famoso Jesus de Nazaré DA FORMA MAGNÍFICA como é retratada nos Evangelhos. Isso é digno de nota, porque não apenas ele foi crucificado, mas, segundo os Evangelhos, eventos geológicos e celestiais ocorreram. Vejamos as duas referências:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Mateus 27:51) . . .E eis que a cortina do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo, e a &lt;b&gt;terra tremeu&lt;/b&gt;, e as rochas se fenderam. . .&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;(Lucas 23:44-45) . . . Bem, era então já cerca da sexta hora, contudo, &lt;b&gt;caiu escuridão sobre toda a terra&lt;/b&gt;, até à nona hora, &lt;b&gt;porque a luz do sol falhou&lt;/b&gt;; a cortina do santuário rasgou-se então pelo meio.&lt;/blockquote&gt;O que é interessante é que naquela época haviam historiadores, astrólogos que faziam costumeiramente relatos dos seus respectivos campos de estudo, no entanto, não há nada do primeiro século sobre um eclipse ou terremoto. Se esses eventos tivessem tomado lugar, eles teriam sido relatados oficialmente pelos soldados romanos. Assim, o silêncio escriturístico prova que, mesmo que a Crucificação de Jesus tenha sido histórica, ela foi uma crucificação sem qualquer destaque, ele foi crucificado como qualquer um que estivesse cometido um crime. Quem quer que tenha escrito os dois evangelhos mencionados acima queria apenas colorir a história, pois, para eles, sendo cristãos, a morte de Jesus tinha um significado teológico e estes queriam que seus leitores percebessem nesses eventos que Jesus era, de fato, o Messias, Filho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo problema não é se ele foi historicamente crucificado, a Crucificação em si não é nada, até porque, como os próprios cristãos sabem, Jesus não foi o único a ser crucificado, uma vez que, até mesmo durante sua Crucificação, ele estava ao lado de 2 criminosos que também estavam presos na cruz. Então a questão não é a crucificação em si, mas o conceito teológico atribuído pelos cristãos de um deus crucificado, morrendo pelos pecados da humanidade e ressuscitando ao terceiro dia. —&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cf&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/01/em-que-dia-jesus-ressuscitou.html" title="Em Que Dia Jesus Ressuscitou?"&gt;Em Que Dia Jesus Ressuscitou?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias pessoas foram historicamente crucificadas, enterradas e fim da história. Mas, com Jesus, a coisa foi bem diferente. Ele foi crucificado de livre e espontânea vontade, morreu e ressuscitou no terceiro, vencendo a morte e as trevas. É esse conceito teológico – e não a crucificação em si – que faz da história evangelística algo caracteristicamente similar ao mito de Hórus e de alguns outros deuses solares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo críticos agnósticos, como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bart_D._Ehrman" title="Wikipédia: Bart D. Ehrman"&gt;Bart D. Ehrman&lt;/a&gt;, afirmam a historicidade de Jesus e de sua execução. Existe muito material histórico que menciona um Jesus, líder espiritual, que foi executado. O problema nunca foi esse, o problema está em dizer que tudo estava profetizado, que ele foi um deus crucificado, que sua morte cobriu os pecados da humanidade, que na sua morte Deus enviou sinais celestiais e geológicos de que Jesus era Filho de Deus e, principalmente, que ressuscitou ao terceiro dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha como exemplo os atuais mártires da fé. Para nós, que não compartilhamos de suas crenças, suas mortes não têm qualquer significado, eles apenas e tão somente perderam a vida. Mas, para os compartilham suas crenças, existem vários significados circundantes desse ato martírico. Para um grupo de pessoas sem instrução, profundamente religiosas e vivendo em um momento “pré-histórico”, ver seu líder, salvador, guia espiritual e dador da vida morrer é um choque cognitivo. Por isso, é mais fácil se atribuir um novo valor à morte do guia espiritual do que negar toda anterior crença. As pessoas gostam de acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, os seguidores primitivos de Jesus atribuíram conceitos teológicos e mitológicos à morte histórica de seu líder espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 3 Suposições Motivacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://impact.nbseminary.com/wp-content/uploads/writing_20bible_20scroll_201.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="138" src="http://impact.nbseminary.com/wp-content/uploads/writing_20bible_20scroll_201.jpg" title="Os evangelistas criaram o conceito teológico" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Uma mistura de&amp;nbsp;mito e história?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Existe abundante documentação de que o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_apocal%C3%ADptica" title="Wikipédia: Literatura Apocalíptica"&gt;gênero literário apocalíptico&lt;/a&gt; estava muito presente na palestina. Haviam muitos grupos religiosos que viam nos eventos políticos dos seus dias significados espirituais do fim do mundo. Nesse período surge um judeu comunicativo, carismático e com o “dom da palavra”. Sabemos, pelo ramo científico da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_cr%C3%ADtica_do_discurso" title="Wikipédia: Análise Crítica do Discurso"&gt;Análise Crítica do Discurso&lt;/a&gt;, que as palavras têm imenso poder sobre as pessoas para influenciá-las. Esse judeu cai no gosto do povo, suas palavras dão conforto e esperança para um povo sofrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido o choque entre seus conceitos e dos sistemas políticos e religiosos em que vivia, Jesus é sentenciado à morte. Os romanos, sendo adoradores politeístas, adoravam o sol e, sendo um povo “pagão”, faziam uso de objetos pagãos. Os romanos não tinham medo de importar deuses e mitos, uma vez que tomaram dos gregos suas deidades e fábulas. Dentro das importações religiosas estava a cruz, que era um objeto de destaque desde a mais remota antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os romanos usavam a cruz como instrumento de execução reservada exclusivamente para inimigos do Estado e outros, os judeus, líderes religiosos e políticos, exigiram deles que crucificassem a Jesus. Estes assim o fazem, entregando à morte o líder espiritual da seita apocalíptica judaica. Jesus teria sido apenas mais um que morreu em uma cruz romana e, para mim e você, esse teria sido o &lt;i&gt;grand finale&lt;/i&gt; dessa história, mas não se você fosse cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desilusão é terrível, principalmente quando você tem bastante convicção que algo era verdade. Portanto, era mais fácil atribuir um nosso significado à morte do Jesus histórico do que dizer que tudo que você acreditava e que dava tanto significado para sua vida não era verdade. Assim, para os cristãos, a morte de Jesus devia estar nos planos de Deus, pois como poderia alguém dar vida eterna se ele mesmo morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreveu o primeiro evangelho, influenciando assim os outros, era helenizado, tinha conhecimento da forma literária poética, dos escritos gregos, enfim, de toda cultura grega, o que, obviamente incluía a religião. Diversas fontes apontam para a presença da adoração de Hórus, da deusa virgem Ísis e tantos outros na Grécia e Roma. Esse escritor cristão, tendo recebido profunda educação religiosa nos mitos Greco-romanos, milagres, nascimentos virginais, semi-deuses e ressurreição, atribuiu as mesmas características, dando um significado teológico para a morte histórica de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler os Evangelhos, lendo-os atentamente, observará que o desejo do escritor é que você tenha a mesma crença que ele tinha, que o líder religioso dele foi executado, mas esse não foi o fim da história. Como todo final feliz, ele ressurge depois de três dias. Mostra que morrer estava nos Seus planos, que, na verdade, ele VEIO PARA morrer, que esse era Seu objetivo desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, temos uma obra literária que sustenta a fé de acadêmicos porque é repleta de historicidade, mas, em meio a toda essa historicidade e erudição, ela transmite conceitos místicos e espirituais que devem ser engolidos juntos com a historicidade, como a mãe mistura o remédio na comida da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 4 Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, insistimos em lembrá-los que nosso objetivo não era de dizer que tudo era um mito, que nunca houve crucificação, que nem mesmo Jesus existiu. Não. Existiu um Jesus, ele foi executado por pregar algo diferente do sistema de seus dias. Os romanos, de fato, crucificavam criminosos. Mas, devido às circunstancias da crucificação, do embelezamento literário, das características mitológicas do SIGNIFICADO teológico da Crucificação e não da crucificação em si e de tudo mais que foi visto nas anteriores quatro postagens, concluímos que o CONCEITO TEOLÓGICO da Crucificação tem raízes na mitologia, não é autêntico, nem novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos que deuses solares, muito tempo antes do advento do Cristianismo, foram astroteologicamente crucificados e com essa crucificação deram vida aos seus adoradores, venceram as trevas, morreram e ressurgiram novamente. O Jesus dos Evangelhos, principalmente o da Crucificação, é uma criação literária ficcional baseada na astroteologia solar pagã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt; (Refere às 5 postagens)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THAYER, Joseph Henry, &lt;strong&gt;Greek-English Lexicon of the New Testament&lt;/strong&gt;, ed. eletrônica.&lt;br /&gt;WESTCOTT, Brooke Foss, F. J. Hort, &lt;strong&gt;New Testament in the Original Greek&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;VINE, W.E, &lt;strong&gt;An Expository Dictionary of New Testament Words&lt;/strong&gt;, Londres, 1962&lt;br /&gt;TYACK, G.S. &lt;strong&gt;The Cross in Ritual, Architecture, and Art&lt;/strong&gt;, Londres, 1900.&lt;br /&gt;GARNIER, Coronel J., &lt;strong&gt;The Worship of the Dead&lt;/strong&gt;, Londres, 1904.&lt;br /&gt;SHARPE, Samuel, &lt;strong&gt;Egyptian Antiquities in the British Museum&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;PARSONS, John Denham, &lt;strong&gt;The Non-Christian Cross&lt;/strong&gt;, Bibliobazaar, 2008.&lt;br /&gt;WILKINSON, J.G. &lt;strong&gt;Wilkinson's Egyptians&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;WEIGALL, Arthur, &lt;strong&gt;The Paganism in Our Christianity&lt;/strong&gt;, 1928.&lt;br /&gt;HISLOP, Alexander Hislop, &lt;strong&gt;The Two Babylons&lt;/strong&gt;, 2009, Cosimo Inc.&lt;br /&gt;GRIMM, Jacob &lt;strong&gt;Deutsche Mythologie&lt;/strong&gt;, Bibliobazaar, 2008.&lt;br /&gt;GEFFCKEN, Johannes &lt;strong&gt;The Last Days of Greco-Roman Paganism&lt;/strong&gt;, North Holland Pub. Co., 1978.COOPER, Jean C., &lt;strong&gt;An Illustrated Encyclopedia of Traditional Symbol&lt;/strong&gt;, Thames and Hudson, 1990.&lt;br /&gt;WOODROW, Ralph &lt;strong&gt;The Babylon Mystery Religion&lt;/strong&gt;, Ralph Woodrow Evangelistic Association, 1979.&lt;br /&gt;KILLEN, W.D,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;The Ancient Church&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;MURDOCK, D.M,  &lt;strong&gt;Christ in Egypt&lt;/strong&gt;, Stellar House Publishers, 2009.&lt;br /&gt;METTINGER, Tryggve N. D., &lt;strong&gt;The Riddle of Ressurrection:&lt;/strong&gt; Dying and Rising Gods in the Ancient Near East, Almqvist &amp;amp; Wiksell International, 2001&lt;br /&gt;FAULKNER, Raymond O., &lt;strong&gt;The Ancient Egypt Coffin Texts&lt;/strong&gt;, Aris &amp;amp; Philips, Oxford, 1972&lt;br /&gt;________ &lt;strong&gt;Egyptian Solar Religion in the New Kingdom&lt;/strong&gt;: Re, Amun and the Crisis of Polytheism, Kegan Paul International London/NY, 1995&lt;br /&gt;________ &lt;strong&gt;The Dawn of Astronomy:&lt;/strong&gt; A Study of the Temple Worship and Mythology of the Ancient Egyptians, Cassel and Company, London, 1894&lt;br /&gt;HORNUNG, Herick &lt;strong&gt;Conceptions of God in the Ancient Egypt&lt;/strong&gt;, tr. John Baine, Cornel University Press, NY, 1982&lt;br /&gt;________ &lt;strong&gt;The Valley of the Kings:&lt;/strong&gt; Horizon of Eternity, tr. David Warburton, Timken Publishers, NY, 1990 &lt;br /&gt;FRAZER, James George, &lt;strong&gt;Adonis, Attis, Osiris: Studies in the History of Oriental Religion&lt;/strong&gt;, Macmillan and Co., London, 1906&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Companion Bible&lt;/em&gt;, Apêndice N.° 162 &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Davis Dictionary of the Bible&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Short History of Sex-Worship&lt;/em&gt; (Londres, 1940), H. Cutner&lt;br /&gt;&lt;em&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ROCCO, Sha, &lt;em&gt;The Masculine Cross and Ancient Sex Worship.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;HOWARD, Clifford, &lt;em&gt;Sex Worship: An Exposition of the Phallic Origin of Religion&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Sex Worship and Symbolism of Primitive Races&lt;/em&gt; de Sanger Brown II., M. D&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The New Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;, 15° ed., 1995.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;, 11° ed., 1910&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.watchtower.org/"&gt;Watchtower&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://carm.org/"&gt;Carm.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.gotquestions.org/"&gt;Gotquestions&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/"&gt;Michaelis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-1380564658388257385?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/1380564658388257385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/crucificacao-jesus-mito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1380564658388257385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1380564658388257385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/11/crucificacao-jesus-mito.html' title='A Crucificação de Jesus é um Mito?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-7270509542842170287</id><published>2011-10-24T21:03:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T19:50:09.506-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruz'/><title type='text'>Crucificação na Mitologia Pagã</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog diretamente por essa postagem, queira ver o contexto desse estudo em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html" title="Hórus Foi Crucificado?"&gt;Hórus Foi Crucificado?&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RE2CNse0gTk/TTsdYURpU5I/AAAAAAAAATU/R7WvP_v1Blc/s350/FalconHorus.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="CRUZ, CRUCIFICAÇÃO, MITO, MITOLOGIA" border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/_RE2CNse0gTk/TTsdYURpU5I/AAAAAAAAATU/R7WvP_v1Blc/s200/FalconHorus.jpg" title="Crucificação na Mitologia Pagã" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hórus em Forma de Cruz&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Até agora em nosso estudo sobre a crucificação de Hórus (3.100 a.C), nós observamos que a cruz é de origem pagã, sendo usada na adoração dos deuses solares, e que Hórus é descrito como “crucificado” metaforicamente na astroteologia egípcia (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-de-horus.html" title="A Crucificação de Hórus"&gt;A Crucificação de Hórus&lt;/a&gt;). Nesta postagem, no entanto, observaremos que a descrição de um salvador crucificado não era unicamente de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus" title="Wikipédia: Hórus"&gt;Hórus&lt;/a&gt;, muito menos de Jesus. Observaremos que outros deuses pagãos também são descritos da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 5 Outros Deuses Crucificados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6Osf7ALrgJ4/TqYpt6c7IVI/AAAAAAAAEr0/Dled-LaeHeg/s1600/cruz.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-6Osf7ALrgJ4/TqYpt6c7IVI/AAAAAAAAEr0/Dled-LaeHeg/s200/cruz.png" title="Crucificação de Osíris no Pilar de Djed" width="159" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O Pilar de Djed&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ao comentar sobre o significado do pilar de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Djed" title="Wikipédia: Djed"&gt;Djed&lt;/a&gt; do ponto de vista de um neurocirurgião e antropologista, Dr. Aaron G. Filler comenta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Quando um egípcio era sepultado, os símbolos da coluna vertebral de Osíris eram consideradas fundamentais e oportunas para a ressurreição na vida após a morte. {...} A elevação da coluna djed comemora isso, e como muitas autoridades religiosas têm apontado, a ressurreição de Cristo e a Cruz Romana fazem muito mais sentido quando se reconheçe que há milhares de anos no Oriente Médio, a ereção da cruz djed era o símbolo de Osíris, rei da vida após a morte. (FILLER, p. 73)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Outra autoridade comenta sobre a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crucifix%C3%A3o_de_Jesus" title="Wikipédia: Crucificação de Jesus"&gt;Crucificação de Jesus&lt;/a&gt; e os mitos:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paralelos têm sido feitos entre o levantamento da Coluna de Djed no qual o corpo de Osíris descansava, o encadeamento de Prometeu à um pilar em Cáucaso e a Crucificação de Cristo na cruz de madeira. (Dr. Knapp, p. 375)&lt;/blockquote&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://catholicspiritualmotherhood.com/wp-content/uploads/2011/04/JesusCrucified1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://catholicspiritualmotherhood.com/wp-content/uploads/2011/04/JesusCrucified1.jpg" title="Jesus Crucificado" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jesus Cristo Crucificado&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Havia até mesmo um festival egípcio onde se comemorava a ressurreição de Osíris por erguer o pilar de Djed. Mettinger diz que “a morte e a ressurreição de Osíris são as características mais importantes do festival.” (&lt;i&gt;The Riddle of Ressurrection: Dying and Rising Gods in the Ancient Near East&lt;/i&gt; p. 182)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores especialista em mitologia, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell" title="Wikipédia: Joseph Campbell"&gt;Joseph Campbell&lt;/a&gt;,  comenta que até mesmo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Seth" title="Wikipédia: Seth"&gt;Seth&lt;/a&gt;, o inimigo de Hórus e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris" title="Wikipédia: Osíris"&gt;Osíris&lt;/a&gt;, é descrito como crucificado. J. Campbell comenta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;{...} temos, do Egito, a imagem de Set crucificado. Set não é&amp;nbsp;descrito crucificado exatamente. Ele está amarrado com as mãos para trás no poste de escravo, de joelhos e facas cravadas nele {...} (Campbell, TAT, p. 66)&lt;/blockquote&gt;Com respeito a um pilar do período do faraó Shabataka/Shebitku (fl. 702-690 a.C) agora na Turquia e descrito pelo Dr. William Pleyte, diretor do &lt;i&gt;Museum of Antiquities em Leyden&lt;/i&gt;, Budge diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Esse pilar é uma figura de um deus duplo Horus-Set com os braços estendidos, que parece indicar que um braço especialmente protege os dois personagens&amp;nbsp;da realeza&amp;nbsp;que estavam ligados com o Sul e os outros dois com o Norte. (Budge, ESHM, p. 33)&lt;/blockquote&gt;Massey também menciona um deus indiano:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Vishnu é representado como crucificado no que tem sido nomenclaturado de crucificação no espaço; a crucificação sem uma cruz, no qual o próprio deus é a cruz em forma de homem {...}É verdade que a travessia do sol do Oeste foi considerada o sofrimento e morte do sol. Como Atum, ele foi dito como se pondo na terra da vida. Como Hórus, o Ancião, vemos o deus na cruz, no cruzamento que é representado pela travessa das escalas. Este é Hórus, a Criança, e Hórus o Cordeiro, que foi descrito como a vítima divina que morreu para salvar. (Massey, NG, 441)&lt;/blockquote&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://symboldictionary.net/library/graphics/symbols/azteccross.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://symboldictionary.net/library/graphics/symbols/azteccross.jpg" title="Crucificação de Quetzalcoatl" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Quetzalcoatl Crucificado&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Outra divindade que é descrita crucificada é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quetzalc%C3%B3atl" title="Wikipédia: Quetzalcoatl"&gt;Quetzalcoatl&lt;/a&gt;, divindade cultuada pelos povos mesoamericanos. O erudito cristão Sir. Kingsborough no seu Magnus Opus, &lt;i&gt;Antiquities of Mexico&lt;/i&gt;, comenta que “várias imagens no Códice Borgianus representam, de fato, Quecalcoatle (Quetzalcoatl) crucificado e preso com pregos na cruz.” (Kingsborough VI, p. 166) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8dOTG5SV8SI/TqYtDqovaJI/AAAAAAAAEsE/sqWuLNtGwAk/s1600/shucross.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://1.bp.blogspot.com/-8dOTG5SV8SI/TqYtDqovaJI/AAAAAAAAEsE/sqWuLNtGwAk/s200/shucross.jpg" title="Crucificação de Shun" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Shun Crucificado&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_egito" title="Wikipédia: Antigo Egito"&gt;Antigo Egito&lt;/a&gt;, além de Hórus, Osíris, Seth e Ísis, nós temos a deidade &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shu" title="Wikipédia: Shu"&gt;Shu&lt;/a&gt; filho de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Atum_(mitologia)" title="Wikipédia: Atum"&gt;Atum&lt;/a&gt;. Richard Darlow comenta que “os egípcios se referiam às quatro estrelas brilhantes que formavam uma grande cruz de 'Os Pilares de Shu'.” (Darlow, 144)&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://reverendroc.com/News/wp-content/uploads/2011/08/tammuz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://reverendroc.com/News/wp-content/uploads/2011/08/tammuz.jpg" title="Crucificação de Tamuz" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tamuz e Duas Cruzes&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Outros deuses crucificados&amp;nbsp;são &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamuz" title="Wikipédia: Tamuz"&gt;Tamuz&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Krishna" title="Wikipédia: Khrisna"&gt;Khrisna&lt;/a&gt;.  Para referências desses dois deuses veja &lt;em&gt;Hinduism: The Story Of Indian Thomas Churches&lt;/em&gt; de M. M. Ninan, p. 95; &lt;em&gt;Kingship and the Gods&lt;/em&gt;, de Henri Frankfort, p. 286-288&lt;em&gt; &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Encyclopedia of Psychology and Religion&lt;/em&gt;, de David Adams Leeming &lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;, Volume 2, p. 377-379.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso estudo continua em outras postagens.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-7270509542842170287?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/7270509542842170287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-na-mitologia-paga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7270509542842170287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7270509542842170287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-na-mitologia-paga.html' title='Crucificação na Mitologia Pagã'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RE2CNse0gTk/TTsdYURpU5I/AAAAAAAAATU/R7WvP_v1Blc/s72-c/FalconHorus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-1534539201166318103</id><published>2011-10-24T11:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T19:59:31.378-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruz'/><title type='text'>A Crucificação de Hórus</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog diretamente por essa postagem, queira ver o contexto desse estudo em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html" title="Hórus Foi Crucificado?"&gt;Hórus Foi Crucificado?&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://whatisthepyramid.com/wp-content/uploads/2009/07/HorusPapyrus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="HÓRUS, OSÍRES, JESUS, CRUCIFICAÇÃO" border="0" height="206" src="http://whatisthepyramid.com/wp-content/uploads/2009/07/HorusPapyrus.jpg" title="A Crucificação de Hórus" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No estudo anterior (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/cruz-na-adoracao-do-sol.html" title="A Cruz na Adoração do Sol"&gt;A Cruz na Adoração do Sol&lt;/a&gt;) observamos que a cruz é um sinal astroteológico usado na adoração do sol no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egito" title="Antigo Egito"&gt;Antigo Egito&lt;/a&gt;. Vimos também que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus" title="Wikipédia: Hórus"&gt;Hórus&lt;/a&gt; (3.100 A.C) é descrito cruzando os céus e de braços abertos, sendo essa forma semelhante à cruz. Nessa postagem, observaremos a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crucifica%C3%A7%C3%A3o" title="Wikipédia: Crucificação"&gt;“crucificação”&lt;/a&gt; de Hórus em seu valor astroteológico para os egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 4 Hórus Crucificado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar nessa parte, precisamos explicar o que se entender pela palavra “crucificar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ulHbbXCRCJ4/R77rzIrFWUI/AAAAAAAABGA/hnCpXlRp2Ig/s320/sun_cross-3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="CRUZ, SOL, PAPA, HÓRUS, PAGÃO" border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_ulHbbXCRCJ4/R77rzIrFWUI/AAAAAAAABGA/hnCpXlRp2Ig/s200/sun_cross-3.jpg" title="Cruz com Raios de Sol Usada Pelo Papa nas Missas" width="113" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cruz Solar Católica&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O verbo “crucificar” vem de &lt;i&gt;crucifigere&lt;/i&gt; em latim, que significa simplesmente “fixar a uma cruz” (&lt;i&gt;crux&lt;/i&gt; (cruz) + &lt;i&gt;figere&lt;/i&gt; (prender)) e não significa “ser morto por romanos pendurado em uma cruz com pregos enfiados nas mãos e nos pés” como no caso do que é retratado nos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelhos" title="Wikipédia: Evangelhos"&gt;Evangelhos&lt;/a&gt;. Portanto, ser “crucificado” originalmente se refere à imagem de um deus ou homem, simplesmente fixado a uma cruz, como em um crucifixo, ou em posição de cruz, ereto com os braços abertos. Ao discutir a “crucificação”, então, o ponto a ter em mente é a afirmação de que várias lendas míticas retratam um deus com os braços estendidos, ou o sol com seus raios em uma cruz, muito tempo antes do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;. Novamente, não estamos afirmando que os criadores do mito cristão tenham literal e simplesmente riscando o nome de Osíris, ou o nome de Hórus, e substituído com o nome de Jesus, tendo um mito já pronto, mas estamos afirmando que os criadores do mito cristão combinaram &lt;i&gt;características&lt;/i&gt; judaicas com pagãs ao criar a figura do salvador da humanidade que morre em uma cruz pelos nossos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pecado" title="Wikipédia: Pecado"&gt;pecados&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao nosso sentido de “cruficicação”, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tertuliano" title="Wikipédia: Tertualiano"&gt;Tertuliano&lt;/a&gt; (ca. 160 - ca. 220 d.C), um dos principais Pais da Igreja, comentando sobre a história gnóstica de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_(gnosticismo)" title="Wikipédia: Sophia (Gnosticismo)"&gt;Sofia&lt;/a&gt;, diz que ela [i.e Sofia], foi “crucificada”. (Tertuliano, Against Valentinians, X) Lógico que, ao dizer isso, Tertualiano não queria dizer que Sofia tinha sido uma pessoa histórica, que viveu entre os homens e morreu em uma cruz, mas que sua crucificação é um emblema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 Cristãos Gnósticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais antigas formas do Cristianismo são os chamados cristãos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo" title="Wikipédia: Gnosticismo"&gt;GNÓSTICOS&lt;/a&gt;. O termo “gnóstico” é muito abrangente, incluindo várias denominações cristãs &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo_primitivo" title="Wikipédia: Cristianismo Primitivo"&gt;primitivas&lt;/a&gt;. Entre estes, estavam os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valentianismo" title="Valentinianos"&gt;Valentinianos&lt;/a&gt;, um grupo de cristãos existentes no Egito (200 d.C) que, devido às semelhanças entre Jesus e Hórus, logo associaram os dois deuses. Uma vez que Horus é retratado com a ankh, ou seja, a cruz representativa da vida eterna, Hórus virou sinônimo de Jesus. Para os primitivos cristãos que moravam no Egito as semelhanças Jesus-Hórus eram tão grandes que a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Enciclop%C3%A9dia_Brit%C3%A2nica" title="Wikipédia: Enciclopédia Britânica"&gt;&lt;i&gt;Enciclopédia Britânica&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; comenta que a figura de Hórus “era frequentemente assimilada em dias posteriores ao Redentor Cristão.” (EB, XXVII, 854)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais motivos pelos quais os cristãos egípcios gnósticos terem assimilado Jesus, o Redentor Crucificado, com Hórus é que este último é chamado de “sol da justiça” (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://www.ancient-egypt-online.com/egyptian-god-ra.html" title="Egyptian God Ra"&gt;Egyptian God Ra&lt;/a&gt;), é retratado cruzando os céus (Faulkner, EACT, II, 2), dando vida e luz aos humanos, e logo após a sua “crucificação” (Assman, ESRNK, p. 51, 97), ele morre no horizonte, sendo trazido de volta à vida no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://stellarhousepublishing.com/images/horusarmsoutstretched.gif" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://stellarhousepublishing.com/images/horusarmsoutstretched.gif" title="Hórus em Formato de Cruz" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hórus de Braços Abertos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Hornung comenta que “Hórus se mostra em uma imagem de falcão cujas asas cobrem os céus” (Hornung, CGAE, p. 124) e mais adiante ele diz que Hórus, o Ancião, é “o antigo deus dos céus, cujas asas se estendem para toda a terra.” (Hornung, VK, p. 59) Com essa imagem, observamos Hórus na forma de uma cruz. Acrescentando a isso, no livro &lt;i&gt;Egyptian Antiquities in the British Museum&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Sharpe_(scholar)" title="Wikipédia: Dr. Samuel Sharpe"&gt;Dr. Samuel Sharpe&lt;/a&gt; descreve um papiro com imagens de Hórus na “abóboda do céu” com seus “braços estendidos”. (Sharpe, EA, p. 149) Sharpe ainda descreve uma das imagens de Hórus em cruz da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Encontramos a abóbada do céu representada não pela asas estendidas de qualquer deus que Tebas [Amen / Amun], ou de Neith a rainha da Sais, mas pelos dois braços da Hórus, com a cabeça pendurada para baixo, como o Todo Poderoso é pintado por alguns dos primeiros mestres italianos. (Sharpe, EMEC, 83-84.)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o especialista Sharpe fica impressionado com as similaridades icnográficas de Jesus e Hórus na cruz. Assim, de forma abstrata e teológica, Hórus é visto como o deus sol crucificado. Além disso, William Williamson diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A cruz... é uma símbolo da mais alta antiguidade, mas a representação de uma figura com mãos e pés perfurados com pregos pertencem a um período posterior. A mais antiga descrição da atitude de crucificação é a figura de um deus na abóboda dos céus, com braços estendidos, abençoando o universo. (WILLIAMSON, p. 52)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos principais Pais da Igreja, como Tertuliano, Minucius e Justino, o Mártir (100 - 165 d.C.) , confirmaram que a imagem de um deus “crucificado” estava atrelada a imagem dos deuses solares que eram descritos com os braços estendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse argumento em mente, ou seja, de Hórus com os braços estendidos em forma de cruz sendo simbolicamente “crucificado”, a primeira coisa que um cristão pode argumentar é que o mito de Hórus não ensina que ele morreu crucificado, que Hórus não foi preso literalmente em uma cruz de madeira, morreu e ressuscitou. O próprio livro &lt;i&gt;Christ in Egypt&lt;/i&gt;, de D.M Murdock, comenta que Hórus morreu de uma picada de escorpião e seu pai, Osíris, esquartejado. (p. 335)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos, e cristãos no geral, podem argumentar que, embora a cruz seja literalmente presente em todos os aspectos da adoração de Hórus, seu uso era metafórico e simbólico, quanto o de Cristo é histórico e real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, contra isso argumentamos dois pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Valor Teológico&lt;br /&gt;2. Característica Mitológica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de “valor teológico” queremos dizer que até mesmo dentro da própria teologia cristã a cruz é anunciada metaforicamente em partes do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Testamento" title="Wikipédia: Antigo Testamento"&gt;Antigo Testamento&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos textos são usados pelos cristãos para mostrar que a ideia da crucificação estava presente no AT. No entanto, irei abordar apenas dois Êxodo 17.11-12 e Número 21:9. Veja também baixo alguns sites que mencionam que a metáfora da cruz é encontrada no Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://www.biblelineministries.org/articles/basearch.php3?action=full&amp;amp;mainkey=STORY+OF+THE+CROSS+IN+THE+OLD+TESTAMENT" title="Story of the Cross in the Old Testament"&gt;Story of the Cross in the Old Testament&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://orthodoxyinfo.org/CrossOT2.htm" title="The Cross in the Old Testament"&gt;The Cross in the Old Testament&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://www.christianity.co.nz/cross-3.htm" title="Image of the Cross in the Old Testament"&gt;Image of the Cross in the Old Testament&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://orthodox.net/redeemingthetime/2009/03/27/old-testament-references-to-the-cross-4th-week-of-great-lent-%E2%80%93-friday-matins/" title="Old Testament Reference to the Cross"&gt;Old Testament Reference to the Cross&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teologia existe um termo chamado de “prefiguração”. A prefiguração é quando algo ocorria no AT que tinha um equivalente no NT, assim dizíamos que algo no AT prefigurou alguma coisa no NT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex.: A &lt;b&gt;Arca de Noé&lt;/b&gt; prefigurava a &lt;b&gt;Igreja Cristã&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer isso, queremos dizer que assim como Noé chamava as pessoas para dentro da Arca para ser salvas, os cristãos chamam pessoas para dentro da Igreja simbolicamente, para ter a salvação ao aceitar Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://writingcanvas.files.wordpress.com/2010/08/blog2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="http://writingcanvas.files.wordpress.com/2010/08/blog2.jpg" title="Moisés de Braços Abertos e Forma de Cruz" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Moisés Prefigurando a Cruz&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Tendo isso em mente, em Êxodo 17:11-12 Moisés é descrito com os braços estendidos. Como foi observado anteriormente, a cruz é uma forma antropomórfica, ou seja, se assemelha ao corpo humano com os braços abertos. Dessa forma, os teólogos cristãos desde há muito veem nisso a imagem da cruz. Na Epístola de Barnabé, antigo escrito cristão apócrifo, se diz que Moisés estendeu bem seus braços e Israel começou a conquistar a vitória. (STANIFORD, p. 173) Justino disse em &lt;i&gt;Diálogo com Trífo&lt;/i&gt; (p. 90) que “as mãos esticadas de Moisés significavam a cruz antecipadamente.” (Roberts, A. ANF, I, 244)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Jesus disse que passagens do AT prefiguravam sua Cruz. Em João 3:14 Jesus diz: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, &lt;em&gt;assim importa&lt;/em&gt; que o Filho do homem seja levantado; ” (ACF)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em Números 21:9 Moisés ergue em um poste uma serpente que cura os israelita dos males afligidos à eles. Segundo o próprio Jesus, esse relato prefigurava a crucificação, onde ele seria “erguido” na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, se eventos no AT são aceitos como concepções antecipadas da crucificação, porque todas as características já comentadas de Hórus e a cruz não podem também ser aceitadas como ELEMENTOS característicos de um mesmo mito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://vanderlan.files.wordpress.com/2011/10/03_cristoredentor.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://vanderlan.files.wordpress.com/2011/10/03_cristoredentor.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cristo Redentor - RJ Brasil&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O segundo argumento, chamado de “característica mitológica”, aponta para algumas coisas já mencionadas. Na formação de um mito, algumas características são introduzidas e não uma cópia idêntica é feita.  Os que alegam que o Jesus dos Evangelhos é um mito não estão afirmando que ele nunca existiu, ou que ele é apenas um mito e nada mais, não. O que afirmamos é que as histórias contadas sobre ele nos Evangelhos são um mito que apresenta as mesmas CARACTERÍSTICAS encontradas nos mitos ao redor do mundo, em especial do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na astroteologia dos egípcios, Hórus é descrito em forma de cruz e simbolicamente com seus braços abertos abençoando o universo. Após “cruzar” os céus como um deus solar, ele metaforicamente morre e ressuscita. Estes são CONCEITOS iguais aos acontecimentos que os cristãos creem ser históricos. Afinal, se o próprio Cristo viu nos eventos do AT o CONCEITO da crucificação, sendo a mesma aceita por séculos entre os cristãos, porque a o CONCEITO de crucificação na adoração de Hórus não é tida como similar em CONCEPÇÃO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Esse estudo continua em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-na-mitologia-paga.html" title="Crucificação na Mitologia Pagã"&gt;Crucificação na Mitologia Pagã&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-1534539201166318103?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/1534539201166318103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-de-horus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1534539201166318103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1534539201166318103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-de-horus.html' title='A Crucificação de Hórus'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ulHbbXCRCJ4/R77rzIrFWUI/AAAAAAAABGA/hnCpXlRp2Ig/s72-c/sun_cross-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-5337401022510278404</id><published>2011-10-23T13:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T11:29:48.646-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><title type='text'>A Cruz na Adoração do Sol</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog diretamente por essa postagem, queira ver o contexto desse estudo em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html" title="Hórus Foi Crucificado?"&gt;Hórus Foi Crucificado?&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.love-egypt.com/images/sun-god.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="CRUZ, ASTROLOGIA, DEUS, SOL, PAGÃO, JESUS, HÓRUS" border="0" height="200" src="http://www.love-egypt.com/images/sun-god.jpg" title="A Cruz na Adoração do Sol" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;Como foi observado em nossa última postagem, a cruz é um objeto religioso que já existia séculos antes do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;. Na mitologia egípcia, a cruz era um símbolo religioso que representava, entre outras coisas, a ressurreição e a vida eterna. O estudo anterior era necessário para podermos argumentar que a ideia de um salvador crucificado deriva-se de anteriores mitos, sendo o Cristianismo uma racionalização do mesmo. Tendo feito isso, iremos passar agora para mais outro tópico de suma importância para a ideia da cruficicação de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus" title="Wikipédia: Hórus"&gt;Hórus&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 3 Astroteologia da Cruz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra &lt;a href="http://www.internationalstandardbible.com/C/cross.html"&gt;&lt;i&gt;The International Standard Bible Encyclopedia&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, sendo esta publicada por evangélicos eruditos conservadores, comenta no verbete CRUZ:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O sinal da cruz era bem conhecido nas variações simbólicas das antigas nações. Entre os egípcios, tem sido o símbolo da divindade e da vida eterna, e tem sido encontrado no templo de Serápis. É conhecida sob a forma da cruz grega ou na forma da letra “T”. Os espanhóis sabiam ser bem conhecida, como um símbolo, [bem como] pelos mexicanos e peruanos, talvez significando os quatro elementos, ou as quatro estações, ou os quatro pontos cardeais.&lt;/blockquote&gt;Comentando sobre o significado da cruz e a relação com o sol&amp;nbsp;no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egito" title="Wikipédia: Antigo Egito"&gt;antigo Egito&lt;/a&gt;, Thomas Inman, publicou o seguinte comentário em 1869:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;É pelos egiptólogos chamada de o símbolo da vida. É também chamada de “cruz tratada”, ou &lt;em&gt;crux ansata&lt;/em&gt;. Ela representa a tríade masculina e feminina da unidade, sob uma forma decente. Há poucos símbolos mais comumente encontrados na arte egípcia. Em algumas esculturas notáveis​​, onde os raios do sol são representados como terminando em mãos...&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.institutoayahuasca.com.br/imagens/ioga/exercicio%202.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.institutoayahuasca.com.br/imagens/ioga/exercicio%202.gif" title="A Cruz é o Formato do Corpo Humano" width="176" /&gt;&lt;/a&gt;Uma vez que a cruz se assemelha com uma pessoa de braços abertos, certas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ankh" title="Wikipédia: Ankh"&gt;&lt;i&gt;ankhs&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; aparecem na antiga arte egípcia com braços e mãos segurando objetos. Com isso, queremos dizer que a cruz é um objeto antropoformizado, ou seja, a cruz é a forma (Gr.: &lt;i&gt;morfé&lt;/i&gt;) de um homem (Gr.: &lt;i&gt;anthropos&lt;/i&gt;). Além do mais, na primitiva arte egípcia encontramos imagens de pessoas no formato de crucifixos. No entanto, a cruz não era apenas a forma do corpo humano, mas era também o símbolo solar na astroteologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 Adoração do Sol Entre os Antigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais regridimos no tempo, mais óbvio se torna que o culto religioso principal que é encontrado em todo o mundo tem girado em torno da natureza. Este culto à natureza incluiu reverência não só para a Terra, suas criaturas e sua fecundidade, mas também para o sol, a lua, planetas e estrelas. Para muitos milhares de anos, o homem tem olhado para o céu e ficado impressionado com o que ele tem observado. Este temor levou à reverência e adoração tanto pela noite e dia, como os céus, uma adoração chamado “astroteologia”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5XvBYfxU_dM/SunaxGV66_I/AAAAAAAAEK4/1j1Fk2OvLks/Jesus%20w%20halo-8x6.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_5XvBYfxU_dM/SunaxGV66_I/AAAAAAAAEK4/1j1Fk2OvLks/Jesus%20w%20halo-8x6.jpg" title="O Sol Por Trás da cabeça de Jesus" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;Embora o culto da fertilidade tenha constituído uma parte importante e prevalecente da religião humana, pouco tem surpreendido a humanidade mais do que o céu, com suas enormes e&amp;nbsp;brilhantes orbitas no firmamento azul. Tão fascinado pelo céu, foi o homem, que ele criou religiões inteiras, com sacerdócios organizados, rituais complexos e edifícios enormes, para contar sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos períodos da história romana, a adoração do sol ganhou importância e, finalmente, levou ao que tem sido chamado de “monoteísmo solar.” Quase todos os deuses do período foram dotados de qualidades solares. A festa do Sol Invictus (&lt;i&gt;Unconquered Sun&lt;/i&gt;) em 25 de dezembro foi comemorado com grande alegria, e, eventualmente, esta data foi assumida pelos cristãos como o Natal, o aniversário de Cristo celebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2 O Sol e a Cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já observamos que a cruz entre os egípcios era o símbolo da ressurreição, ou vida eterna. Vimos também que a cruz é um objeto antropoformizado, ou seja, se assemelha ao corpo humano de braços abertos. O que iremos observar agora é que a cruz entre os egípcios era o símbolo do sol na astroteologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ankh" title="Wikipédia: Ankh"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; comenta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O ankh era quase nunca desenhada em prata; como símbolo de um sol, os egípcios, quase invariavelmente, talharam exemplos importantes (para túmulos ou outros fins) do metal que mais associavam com o sol, o ouro. Um metal similar, tais como cobre, polido a um alto brilho, também era usado às vezes.&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://stellarhousepublishing.com/images/osirisdjedcrossmerti.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://stellarhousepublishing.com/images/osirisdjedcrossmerti.gif" title="A Cruz Ankh na Adoração Solar" /&gt;&lt;/a&gt;Não apenas no Egito, mas outras culturas também usavam a cruz como o símbolo de adoração ao sol. (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sun_cross"&gt;Sun Cross&lt;/a&gt;)Outro fator importante na astroteologia, e a cruz como sinal do sol, é a precessão dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Equin%C3%B3cios" title="Wikipédia: Equinócio"&gt;equinócios&lt;/a&gt;, um fenômeno definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste. A luz solar passa a ser distribuida igualmente para ambos os hemisférios. O raios solares nesse período assumem a forma de uma cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por milhares de anos a cruz tem sido um símbolo do sol (LOCKYER, Nature, XXXV, 346) devido a sua jornada ao cruzar os céus, desde o nascer até se pôr, assim como os raios solares do equinócio quando está no horizonte. De fato, em muitos escritos do antigo Egito, o sol é representado como “cruzando” os céus, sendo seu movimento o sinal da cruz. Na realidade, o nascer do sol é o momento onde “Hórus cruza o céu”, como diz o hino egípcio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hórus&amp;nbsp;é chamado de “aquele que cruza os céus e passa para o submundo.” Sendo Onipresente, ele é como uma “luz em cada caminho”. (Assman, ESRNK, p. 15)Dessa forma, a ideia do sol “atravessando” e “cruzando” os céus é encontrada por diversas vezes nos textos egípcios antigos, representando uma forma de “crucificação” (Assman, ESRNK, p. 51, 97) isso porque, após cruzar os céus, o&amp;nbsp;deus solar&amp;nbsp;morria e ressuscitava no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, no &lt;i&gt;Coffin Texts&lt;/i&gt; aparece muitas referencias da “travessia” do sol pelo céu. (CT SP. 57:246; CT SP. 184:83. (Faulkner, AECT, 1, 54, 154)) Junto com essas mesmas linhas, o morto em CT Sp. 357 tem o título de “aquele que cruza o céus”. (Faulkner, EACT, II, 2) O sinal da  cruz é também formada quando o deus sol “cruza as duas Terras, dia e noite...” (Assman, ESRNK, p. 119)&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Este estudo continua em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/crucificacao-de-horus.html" title="A Crucificação de Hórus"&gt;A Crucificação de Hórus&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-5337401022510278404?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/5337401022510278404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/cruz-na-adoracao-do-sol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/5337401022510278404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/5337401022510278404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/cruz-na-adoracao-do-sol.html' title='A Cruz na Adoração do Sol'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5XvBYfxU_dM/SunaxGV66_I/AAAAAAAAEK4/1j1Fk2OvLks/s72-c/Jesus%20w%20halo-8x6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-7608045802464107060</id><published>2011-10-20T13:44:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T20:00:02.333-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><title type='text'>Hórus Foi Crucificado?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cO1eNSOI0vU/TWJsuqL8xdI/AAAAAAAAAUw/DAmkGx2iMWk/s1600/jesus_cristo+crucificado.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="HORUS, MORREU, CRUZ, CRUCIFICADO, JESUS, SIMILARIDADE" border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-cO1eNSOI0vU/TWJsuqL8xdI/AAAAAAAAAUw/DAmkGx2iMWk/s200/jesus_cristo+crucificado.jpg" title="Hórus Foi Crucificado?" width="128" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para respondermos essa pergunta, temos que primeiro entender todo o contexto antropológico e religioso da cruz como objeto. Ao mostrar que Hórus (3.100 a.C) é retratado em uma cruz, nós precisamos entender todo o contexto mítico, teológico e astrológico e&amp;nbsp;compreender as engrenagens que compõem um mito. Dessa forma, iremos dividir nosso estudo nos seguintes pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1 A Palavra Cruz no Novo Testamento&lt;br /&gt;§ 2 Origem Pagã da Cruz&lt;br /&gt;§ 3 Astroteologia da Cruz&lt;br /&gt;§ 4 Hórus Crucificado&lt;br /&gt;§ 5 Outros Deuses Crucificados&lt;br /&gt;§ 6 Por que a Cruz?&lt;br /&gt;§ 7 Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante nosso estudo, em cada um dos seus respectivos tópicos, buscaremos analisar e responder a questão da influência “pagã” na criação do mito cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 1 A Palavra Cruz no Novo Testamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se refere ao objeto de maneira que sustentou o corpo de Cristo, o objeto de execução usado pelos romanos para condenarem Jesus à morte, muito se tem debatido (&lt;i&gt;Cf.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crucifixion_of_Jesus" title="Wikipédia: Crucification of Jesus"&gt;&lt;i&gt;Crucification of Jesus&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;). Isso ocorre por causa do significado original das palavras &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grego_b%C3%ADblico" title="Wikipédia: Grego Bíblico"&gt;gregas&lt;/a&gt; usadas no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt; para se referirem à “cruz”. As duas palavras que os escritores neotestementários usaram foram σταυρος (Gr.: &lt;a href="http://www.logosapostolic.org/greek_word_studies/4716_stauroj_stauros_cross.htm" title="Gr.: stauros"&gt;&lt;em&gt;stauros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;) ocorrendo 28 vezes no NT (Mat. 10:38; 16:24; 27:32,40,42; Marc 8:34; 10:21; 15:21,30,32; Luc 9:23; 14:27; 23:26; Jo 19:17,19,25,31; 1Cor. 1:17,18; Gal. 5:11; 6:12,14; Ef. 2:16; Fil. 2:8; 3:18; Col. 1:20; 2:14; Heb. 12:2) e a palavra  ξύλον (Gr.: &lt;a href="http://studybible.info/strongs/G3586" title="Gr.: xulon"&gt;&lt;em&gt;xulon&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;) que ocorre cerca de 19 vezes no NT (Mat. 26:47,55; Marc 14:43,48; Luc 22:52; 23:31; At 5:30; 10:39; 13:29; 16:24; 1Cor. 3:12; Gal. 3:13; 1Ped. 2:24; Ap. 2:7; 18:12; 22:2,14.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais grupos religiosos que defendem que Jesus não morreu em uma cruz, mas sim atrelado à um poste de madeira, ou estaca, estão as &lt;a href="http://www.watchtower.org/t/200604a/article_01.htm" title="Jesus morreu mesmo numa cruz?"&gt;Testemunhas de Jeová&lt;/a&gt;. Toda essa confusão ocorre por causa das palavras gregas usadas. Existem muitos estudos bem produzidos que abordam isso (&lt;i&gt;Cf.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://carm.org/stake-or-cross" title="Did Jesus die on a stake or a cross?"&gt;&lt;i&gt;Did Jesus die on a stake or a cross?&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.gotquestions.org/cross-pole-stake.html" title="Was Jesus crucified on a cross, pole, or stake?"&gt;&lt;i&gt;Was Jesus crucified on a cross, pole, or stake?&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;), por essa razão não irei me deter nessa questão. No entanto, o que mais importa é que é fato inegavelmente histórico que os romanos crucificavam criminosos, é fato que a cruz desde os primórdios foi adotada como o símbolo do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;; e é com base nessa ideia que iremos basear todo nosso estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§ 2 Origem Pagã da Cruz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, antes de prosseguir, iremos definir a palavra “cruz” conforme é entendida em nosso bom e velho português.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;sf&lt;/em&gt; (lat cruce) 1 Figura formada por duas hastes que se cortam perpendicularmente. 2 Instrumento de suplício formado geralmente de duas peças atravessadas uma sobre a outra e ao qual, na Antiguidade, ligavam os criminosos condenados à morte. 3 O madeiro em que Jesus Cristo foi pregado. [&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=cruz"&gt;Michaelis&lt;/a&gt;]&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;cruz (latim crux, crucis, instrumento de suplício, cruz, forca, tortura, dor) s. f.1. Qualquer sinal ou objecto.objeto formado por duas partes que se cortam. 2. Instrumento de suplício ao qual os padecentes eram fixados com os braços abertos.3. [Religião católica] Instrumento do suplício de Jesus Cristo.[&lt;a href="http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx"&gt;Priberam&lt;/a&gt;]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Com essa definição em mente, observamos o uso e a ideia de “cruz” que iremos seguir em nossa jornada. Uma vez que tudo tem uma origem, poderíamos nos perguntar qual é a origem, ou, pelo menos, qual é o mais antigo uso de que se tem registro da cruz como objeto ou concepção mística. Se você é cristão, mesmo que não-praticante, ficará surpreso em saber que séculos e séculos antes do Cristianismo, a cruz era adorada como um símbolo religioso profundo, sendo a ressurreição o principal significado atribuído à ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos alistar abaixo uma série de referências de obras eruditas que já fizeram estudos profundos sobre essa ideia e das quais servirá de base para nossa argumentação de que o Cristianismo foi criado misturando várias crenças de povos “pagãos” e, no final, mostraremos que a ideia de uma salvador crucificado estava presente em mitos séculos antes do Cristianismo. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.° séc. A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça transversal abaixada um pouco, para representar a cruz de Cristo. — &lt;em&gt;An Expository Dictionary of New Testament Words&lt;/em&gt; (Londres, 1962), W. E. Vine, p. 256.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;É um fato estranho, contudo inquestionável, que nas eras muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então, em terras intatas aos ensinos da Igreja, a Cruz tem sido usada como símbolo sagrado. . . . O Baco grego, o Tamuz tírio, o Bel caldeu e o Odin nórdico foram todos simbolizados pelos seus devotos por um instrumento cruciforme. — &lt;em&gt;The Cross in Ritual, Architecture, and Art&lt;/em&gt; (Londres, 1900), G. S. Tyack, p. 1.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A cruz na forma de ‘Cruz Ansada’ . . . era carregada nas mãos dos sacerdotes e reis-pontífices egípcios como símbolo de sua autoridade como sacerdotes do deus-Sol e era chamada ‘o Sinal da Vida’. — &lt;em&gt;The Worship of the Dead&lt;/em&gt; (Londres, 1904), Coronel J. Garnier, p. 226.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Usavam-se essas cruzes como símbolos do deus-sol babilônico,  e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 a.C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 a.C. Nas moedas de Constantino, é o símbolo mais frequente; mas, o mesmo símbolo é usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais; e este era o símbolo especialmente venerado como a ‘Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não quis entrar na ‘Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois da lenda de ter visto tal cruz nos céus. — &lt;em&gt;The Companion Bible&lt;/em&gt;, Apêndice N.° 162; veja também &lt;em&gt;The Non-Christian Cross&lt;/em&gt;, pp. 133-141.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O antigo símbolo hieroglífico egípcio da vida – o ankh, uma cruz de tau encimada por um laço e conhecida como crux ansata - foi aprovada e amplamente usada em monumentos cristãs copta. — &lt;em&gt;The New Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;, 15° ed., 1995, volume III, page 753.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Um fato ainda mais curioso pode ser mencionado a respeito desta personagem hieróglifa [o Tau], que os primeiros cristãos do Egito adotaram [...] numerosas inscrições dirigidas pelo Tau são preservadas até os dias atuais em monumentos cristãos. — &lt;em&gt;Wilkinson's Egyptians&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;de Sir J. G. Wilkinson, volume 5, p. 283-284.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O uso da cruz como um símbolo religioso em tempos pré-cristãos e entre povos não-cristãos, pode provavelmente ser considerado como quase universal, e em muitos casos ele estava conectado com alguma forma de adoração da natureza. — &lt;em&gt;The Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;, 11° ed., 1910, volume VII, p. 506.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A religião popular e difundida de Osíris e Ísis exerceu considerável influência sobre o Cristianismo primitivo, para estas duas grandes divindades egípcias, cujo culto que tinha passado para a Europa era reverenciado em Roma e em vários outros centros, onde as comunidades cristãs estavam crescendo. Osíris e Ísis, assim diz a lenda, eram irmão e irmã e também marido e mulher, mas Osíris foi assassinado, seu corpo no caixão foi lançado ao Nilo, e pouco depois a viúva e exilado Isis deu à luz um filho, Hórus. O caixão, enquanto isso, foi levado até a costa síria, e tornou-se milagrosamente alojado no tronco de uma árvore, de modo que Osíris, como outros deuses sacrificados, poderia ser descrito como tendo sido “morto e pendurado em uma árvore.” — &lt;em&gt;The Paganism in Our Christianity&lt;/em&gt;, Arthur Weigall, 1928, p. 118.&lt;/blockquote&gt;O Rev. Alexander Hislop, no livro &lt;em&gt;The Two Babylons&lt;/em&gt;, pp. 197-205, francamente chama a cruz “este símbolo pagão... o Tau, o sinal da cruz, o sinal indiscutível de Tamuz, o falso Messias... o Tau místico dos caldeus (babilônios) e os egípcios - a verdadeira forma original da letra T - a inicial do nome de Tamuz ... a cruz da Babilônia era o emblema reconhecido de Tamuz”.Já na &lt;em&gt;Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;, 11° edition, vol. 14, p. 273, nós lemos as seguintes palavras: “Nas igrejas egípcia a cruz era um símbolo pagão da vida tomado emprestado pelos cristãos e interpretado da maneira pagã.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacob Grimm, em seu &lt;em&gt;Deutsche Mythologie&lt;/em&gt;, diz que as tribos Teutonic (germânicas) tinham seu ídolo Thor, simbolizado por um martelo, enquanto os cristãos romanos tiveram suas &lt;em&gt;crux&lt;/em&gt; (cross). Foi assim um pouco mais fácil para o Teutões aceitar a cruz romana.Já Johannes Geffcken, em &lt;em&gt;The Last Days of Greco-Roman Paganism&lt;/em&gt;. p. 319, comenta “que mesmo depois de 314 d.C as moedas de Constantino mostram uma cruz igualmente laçada como um símbolo para o deus-Sol.” O erudito J.C. Cooper, na obra&amp;nbsp;&lt;em&gt;An Illustrated Encyclopedia of Traditional Symbol&lt;/em&gt;, aptamente resume que a cruz é “um símbolo universal dos tempos mais remotos; é o símbolo cósmico por excelência.” (p.45)Outras obras dizem também:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Encontraram-se diversos objetos, datando de longos períodos anteriores à Era Cristã, marcados com cruzes de feitios diferentes, em quase cada parte do mundo antigo. A Índia, a Síria, a Pérsia e o Egito produziram todos inúmeros exemplos, ao passo que em quase toda a parte da Europa se encontraram numerosos casos, datando desde a parte posterior da Idade da Pedra até os tempos cristãos. O uso da cruz como símbolo religioso em tempos pré-cristãos e entre povos não-cristãos provavelmente pode ser considerado como quase universal, e em muitíssimos casos ligava-se a alguma forma de culto da natureza. — &lt;em&gt;The Encyclopœdia Britannica&lt;/em&gt; 1946, Vol. 6, página 753.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Há séculos na Itália, antes que o povo soubesse nada das artes da civilização, eles acreditavam na cruz como um símbolo religioso. Foi considerado como um protetor e foi colocada sobre túmulos. Em 46 a.C, moedas romanas mostram Júpiter segurando um cetro longo terminando em uma cruz. As virgens vestais da Roma pagã usavam a cruz suspensa nos seus colares, como as freiras da Igreja Católica Romana fazem agora.&amp;nbsp;— &lt;em&gt;The Babylon Mystery Religion&lt;/em&gt;, p. 51.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A cruz pré-cristã de uma forma ou de outra estava em uso como um símbolo sagrado entre os caldeus, os fenícios, os Egípcios, e muitas outras... nações. Os espanhóis no século 16, encontrado também entre os índios do México e Peru. Mas seu ensinamento simbólico foi bastante diferente daquela que hoje associamos a cruz. — &lt;em&gt;Davis Dictionary of the Bible&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;p. 159&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;As virtudes mágicas atribuídas ao assim chamado sinal da cruz, e o culto que lhe confiaram... foi usado nos mistérios babilônios, e mais tarde foi aplicado pelo paganismo para os mesmos fins mágicos. — &lt;em&gt;The Two Babylons&lt;/em&gt;; Alexander Hislop &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Vocês que adoram deuses de madeira, são as pessoas mais propensas a adorar cruzes de madeira — Minucius Felix, Cristão do séc. III &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Desde a antiguidade mais remota - a cruz era venerada no Egito e Síria, e foi realizada em honra iguais pelos budistas do Oriente. Os pagãos estavam acostumados a fazer o sinal da cruz sobre a testa na celebração de alguns de seus mistérios sagrados. — &lt;em&gt;The Ancient Church&lt;/em&gt;; de W. D. Killen.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como visto em outros comentários, a cruz também era um símbolo fálico, sendo usado nos rituais antigos envolvendo sexo. No livro, &lt;em&gt;The Masculine Cross and Ancient Sex Worship&lt;/em&gt;, Sha Rocco, diz que&amp;nbsp;“todas as coisas indicam que a adoração do sexo é muito anterior à adoração do sol. E, ainda assim, a adoração do sexo e adoração do sol se misturaram com os outros. Eles foram princípios que se misturaram com a mesma fé.” Outras obras dizem em harmonia com Sha Rocco:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Diversas gravuras de cruzes se acham em toda a parte nos monumentos e túmulos egípcios, e são consideradas por muitas autoridades símbolo ou do falo [uma representação do órgão sexual masculino] ou do coito. . . . Nos túmulos egípcios, a cruz ansada [cruz com um círculo ou uma asa em cima] se acha lado a lado com o falo. — &lt;em&gt;A Short History of Sex-Worship&lt;/em&gt; (Londres, 1940), H. Cutner, pp. 16, 17; veja também &lt;em&gt;The Non-Christian Cross&lt;/em&gt;, p. 183.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Desde tempos imemoriais a cruz tem sido usada como um símbolo religioso. Não há nenhuma parte da terra habitada pelo homem e nenhum tempo na história do mundo – que ela [i.e a cruz] não foi encontrado. A cruz principalmente representou a divina união dos sexos. Num primeiro momento, no entanto, o uso da cruz de qualquer forma não foi permitido pela Igreja cristã primitiva, porque era um símbolo pagão, e sua introdução em celebração cristã era considerada como grande profanação, e severamente proibida —  &lt;em&gt;Sex Worship: An Exposition of the Phallic Origin of Religion&lt;/em&gt; de Clifford Howard, pg 154-170.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A&amp;nbsp;cruz ansata dos egípcios, pode ser mostrada sendo um símbolo sexual, a união do oval com a posição vertical sendo de significado simbólico. A cruz ansata é encontrada na mão da maioria das divindades egípcias. Pode ser encontrada nos templos Assírios e em todos os templos da Índia também. Os monumentos pré-históricos da Irlanda têm a mesma concepção. Os sacerdotes são retratados em adoração da cruz ansata diante de monumentos fálicos. Este símbolo, a partir do qual a nossa cruz moderna é derivada, originou-se com as religiões da antiguidade — &lt;em&gt;The Sex Worship and Symbolism of Primitive Races&lt;/em&gt; de Sanger Brown II., M. D.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A&amp;nbsp;cruz é o símbolo da antiga fertilidade, combinando o macho vertical e horizontal princípios do sexo feminino, especialmente no Egito — &lt;em&gt;An Illustrated Encyclopedia of Traditional Symbols&lt;/em&gt;, J.C. Cooper,  p.45.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O símbolo de culto fálico, a cruz, tornou-se o emblema do Cristianismo. Encontramos a cruz na Índia, Egito, Tibet, e no Japão. A cruz era usada pelas mulheres que foram colocadas nos templos como prostitutas sagradas, como símbolo de sua “vocação” religiosa. A cruz é, de fato, o falo, e na religião cristã é um emblema significativo de sua origem pagã. A cruz era adorada, esculpida em templos, e usada como um emblema sagrado pelos adoradores do sol e da natureza, muito antes de existirem quaisquer cristãos para adorar,... e usá-la —  &lt;em&gt;The Christ&lt;/em&gt; de John Remsburg, Prometheus Books, 1994. (&lt;a href="http://www.positiveatheism.org/hist/rmsbrg10.htm" title="Leia o livro The Christ online"&gt;Leia online&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;Um dos Pais da Igreja, Tertuliano, faz a seguinte afirmação: “Em todas as nossas viagens e movimentos”, diz ele, “em todas as nossas entradas e saídas, em colocar os nossos sapatos, no banho (De cor Mil, iii..), à mesa, na iluminação de nossas velas, para deitar, ao sentar-se, qualquer que seja o emprego que ocupa-nos, marcamos nossas testas com o sinal da cruz.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que Tertuliano reconhecia que Jesus morreu numa cruz, mas rejeitava cruzes de madeira. No entanto, ele disse claramente que o Cristianismo tomou emprestado a cruz no conceito de “morrer pelos pecados da humanidade”. Portanto, o Cristianismo é uma renovação pagã e o Novo Testamento é um mero mito reciclado e misturado com algo histórico!Nós dizemos isso porque é bem sabido que os seguidores de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamuz" title="Wikipédia: Tamuz"&gt;Tamuz&lt;/a&gt; também marcavam suas testas com o sinal da cruz, uma vez que o T, que se assemelha a uma cruz, era o sinal da deidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sinal pagão do místico Tau dos caldeus e dos egípcios, sendo a cruz um símbolo do deus romano Mitras e o Attis grego, e seu precursor Tamuz, o deus sumério solar, consorte da deusa Ishtar. Convenientemente, a forma original da letra ‘T’ era a letra inicial do deus Tamuz. Durante as cerimônias do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batismo" title="Wikipédia: Batismo"&gt;batismo&lt;/a&gt;, esta cruz era marcada na testa pelo sacerdote pagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estudos exaustivos já foram feitos sobre a origem da cruz, sendo já bem estabelecido entre os estudiosos da área que a cruz é totalmente de origem mística, ou pagã. Com isso, podemos agora passar para outros pontos do nosso estudo ao mostrar que Hórus, divindade da mitologia egípcia, também é descrito cruficicado, assim como outros deuses e heróis mitológicos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Esse estudo continua em &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/cruz-na-adoracao-do-sol.html" title="A Cruz na Adoração do Sol"&gt;A Cruz na Adoração do Sol&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-7608045802464107060?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/7608045802464107060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7608045802464107060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7608045802464107060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/horus-foi-crucificado.html' title='Hórus Foi Crucificado?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cO1eNSOI0vU/TWJsuqL8xdI/AAAAAAAAAUw/DAmkGx2iMWk/s72-c/jesus_cristo+crucificado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-7937866557212102921</id><published>2011-10-14T11:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T07:42:02.222-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Mateus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profecias'/><title type='text'>O Mito do Nascimento Virginal de Jesus</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog direto por essa postagem, queira ver o contexto deste estudo, começando com: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html" title="“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14"&gt;“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyxVNAVW6WA/Sf6Wnh7p-4I/AAAAAAAAAZ0/T8M7eB4jAv8/s320/isismarie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="JESUS, NASCIMENTO, VIRGINAL, MARIA, MITO, MITOLOGIA, ESTUDO, PAGANISMO" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyxVNAVW6WA/Sf6Wnh7p-4I/AAAAAAAAAZ0/T8M7eB4jAv8/s320/isismarie.jpg" title="O Mito do Nascimento Virginal" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É sabido entre o meio teológico que cada evangelista tinha um objetivo ao escrever seu respectivo evangelho. Apenas Mateus e Lucas mencionam o nascimento virginal.  Por que isso? Bem, Lucas, por exemplo, estava escrevendo para cristãos gentílicos. E entre os gentios, principalmente os de nacionalidade Greco-Romana, era muito comum as histórias de deuses que engravidavam virgens e estas davam luz à semi-deuses, meio homem e meio deus, assim como Jesus que era humano e divino ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=_qSWLVIi2xwC&amp;amp;pg=PR27&amp;amp;dq=Jewish+Commentary+on+the+New+Testament&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=yH2YTtjxAsLf0QGD-8yyBA&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CC8Q6AEwAA#v=onepage&amp;amp;q=Jewish%20Commentary%20on%20the%20New%20Testament&amp;amp;f=false" title="Rabbinic Commentary on the New Testament"&gt;&lt;em&gt;Rabbinic Commentary on the New Testament&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; diz:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A genealogia foi destinada para os judeus, enfatizando a linhagem davídica de Jesus, enquanto a história do Nascimento Virginal foi destinada para o mundo greco-romano, onde histórias ou contos de nascimento virginal e de impregnação divina de mulheres mortais eram bem conhecidas. (LANCHS, 1987)&lt;/blockquote&gt;O livro &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=usGxKc9gMNwC&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Christianity+and+Mythology&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=F36YTrn1E4Th0QGtrcn9BQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CC0Q6AEwAA#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false"&gt;&lt;em&gt;Christianity and Mythology&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; comenta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Agora, o mito da Virgem-Mãe é universal no Paganismo e que certamente não tem nenhum lugar reconhecido no Judaísmo Ortodoxo antes do período jesuíta. A assim chamada profecia de Isaías (vii.14) nunca poderia ter sido lida como um anunciamento de um Parthenogenesis distante no tempo pelo mais insano Talmudista caso o mito da Virgem-Mãe não viesse do lado Pagão. (ROBERTSON, 2004)&lt;/blockquote&gt;Quem estuda mitologia comparada sabe que, quem quer que tenha criado a mitologia cristã, eram pessoas cultas e helenizadas. Os criadores do mito cristão conheciam muito bem essas histórias, estes&amp;nbsp;mitos sobre nascimentos virginais, pois essa ideia estava presente no mito de Horus, Mitra, Buda e tanto outros. O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nascimento_virginal_de_Jesus" title="Wikipédia: Nascimento Virginal"&gt;nascimento virginal&lt;/a&gt;, segundo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell" title="Wikipédia: Joseph Campbell"&gt;Joseph Campbell&lt;/a&gt;, é um clássico da literatura mitológica. A presença é tão forte que poderíamos dizer que um mito só é verdadeiramente mito se tiver um nascimento virginal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pais_da_Igreja" title="Wikipédia: Os Pais da Igreja"&gt;Pais da Igreja&lt;/a&gt; assumiam abertamente que o nascimento virginal era uma ideia presente em várias lendas antes do Cristianismo. Veja as citações baixo e investigue você mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Or%C3%ADgenes" title="Wikipédia: Origines"&gt;Origines&lt;/a&gt; (c. 185 — 253 d.C): &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ele enumera uma série de Deuses Pagãos nascidos de virgens: Danae, Melanippe, Auge e Antíope. As histórias sobre esses deuses são "antigas", diz Orígines, mas ao contrário da história do nascimento virginal de Jesus, apenas fábulas [Origin, &lt;i&gt;Against Celsus&lt;/i&gt; 1, 37] &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Nós [os cristãos] não somos as únicas pessoas que recorrem a narrativas milagrosas desse tipo. [Origines, &lt;em&gt;Against Celsus&lt;/em&gt; 1, 37]&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Justino" title="Wikipédia: Justino"&gt;Justino&lt;/a&gt; (100 - 165 d.C.) :&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por que esses deuses nasceram de virgens vieram antes de Jesus? {...} demônios.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Ele nasceu de uma virgem, aceite isto em comum com o que você acredita de Perseus. [&lt;em&gt;First Apology&lt;/em&gt;, 22] &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Os demônios ... astuciosamente fingiram que Minerva era filha de Júpiter não pela união sexual. [&lt;em&gt;First Apology&lt;/em&gt;, 64] &lt;/blockquote&gt;Outras citações:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Uma filha do rio Sangarius, dizem eles, tomou do fruto e o deitou no seu seio, quando ele desapareceu de uma só vez, ela estava grávida. Um menino nasceu, e exposto, mas foi cuidado por um bode. [Pausanias, &lt;i&gt;Description of Greece&lt;/i&gt; 7.17.9-11]&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Augusto veio de uma concepção milagrosa pela&amp;nbsp;união divina e humana do [Deus] Apolo e [sua mãe] Atia. Como o historiador responder a essa história? Há algum que o tomam literalmente? ... Essa divergência levanta um problema ético para mim. Ou todas essas concepções divinas, de Alexander à Augusto e do Cristo a Buda, devem ser aceitas literal e milagrosamente ou todas elas devem ser aceitas metaforica e teologicamente. Não é moralmente aceitável dizer {...} nossa história é verdade, mas o seu é mito; nossa é história, mas o seu é uma mentira. É ainda menos moralmente aceitável dizer isso de forma indireta e encoberta pela fabricação de estratégias defensivas ou de proteção que se aplicam apenas para a própria história. [John Crosssan, &lt;em&gt;The Birth of Christianity&lt;/em&gt;, 1998, pg 28 - 29.]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Essas citações mostram que os primeiros cristãos, quando defendiam o Cristianismo diante dos pagãos, admitiam que outros mitos relatavam nascimentos milagrosos da parte de seus respectivos deuses e heróis. No entanto, para esses cristãos, todo e qualquer relato de um deus, ou semi-deus, que viesse a nascer de uma virgem não passava de lenda, apenas o de Cristo foi verdade histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos com base em todos os estudos que fizemos sobre o assunto, até essa última postagem, que não existe no Antigo Testamento qualquer referência ao nascimento virginal messiânico.&amp;nbsp;Quem quer que tenha escrito o Evangelho de Mateus, tentou achar no Antigo Testamento alguma referência a um nascimento virginal e o&amp;nbsp;texto de Isaías 7:14 caiu como um luva para a fabricação cristã-mitológica, levando em conta o uso dessa característica mítica ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao que dissemos no início desse estudo, seria ridículo ouvir uma pessoa que apareceu grávida do nada, dizer que está grávida de uma força sobrenatural. Quais seriam as probabilidades de isso ocorrer hoje? Porcentagem nula! Isso seria uma desculpa esfarrapada. Se a probabilidade de isso ocorrer hoje é nula é porque também é nula ter ocorrido no primeiro século. Além de não fazer sentido, podemos compreender porque os Judeus acham essa ideia&amp;nbsp;tão absurda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria interpretação cristã no Antigo Testamento é falaciosa. O nascimento virginal nada mais é que a continuação de antigos mitos, sendo racionalizado por eruditos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/b&gt; (Referente às 5 postagens)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAKE, Finnis Jennings, &lt;em&gt;Bíblia de Estudo Dake&lt;/em&gt;, 1° edição, Belo Horizonte, Brasil, 2010.&lt;br /&gt;BRUCE, F.F, &lt;em&gt;Comentário Bíblico NVI&lt;/em&gt;, Antigo e Novo Testamento, 1° ed., São Paulo, SP, Brasil. &lt;br /&gt;ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA, &lt;em&gt;Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas&lt;/em&gt;, ed. 1986, Cesário Lange, SP, Brasil.&lt;br /&gt;GILL, &lt;em&gt;John, Exposition of the Entire Bible&lt;/em&gt;. ed. eletrônica.&lt;br /&gt;THAYER, Joseph Henry, &lt;em&gt;Greek-English Lexicon of the New Testament&lt;/em&gt;, ed. eletrônica.&lt;br /&gt;LOUW, E. e NIDA, Eugene A. &lt;em&gt;Greek-English Lexicon of the New Testament Based on Semantic Domains&lt;/em&gt;, ed. eletrônica, EUA, 1989.&lt;br /&gt;LACHS, Samuel Tobias,  &lt;i&gt;Habbinic Commentary on the New Testament&lt;/i&gt;, EUA, 1987.&lt;br /&gt;ROBERTSON, John M. &lt;i&gt;Christianity and Mythology&lt;/i&gt; ed. 2004&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jewsforjesus.org/"&gt;Jewsforjesus.Org&lt;/a&gt; acessado no dia 12 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dicio.com.br/"&gt;Dicio.com&lt;/a&gt; acessado no dia 12 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jewishroots.net/"&gt;Jewishroots.Net&lt;/a&gt; acessado no dia 13 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.carm.org/"&gt;Carm.Org&lt;/a&gt; acessado em 13 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; acessado no dia 14 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.entheology.org/pocm/pagan_origins_virgin_birth.html"&gt;Enthology.Org&lt;/a&gt; acessado no dia 14 de Outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-7937866557212102921?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/7937866557212102921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/o-mito-do-nascimento-virginal-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7937866557212102921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7937866557212102921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/o-mito-do-nascimento-virginal-de-jesus.html' title='O Mito do Nascimento Virginal de Jesus'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyxVNAVW6WA/Sf6Wnh7p-4I/AAAAAAAAAZ0/T8M7eB4jAv8/s72-c/isismarie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-8388601881223557678</id><published>2011-10-14T09:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T08:40:56.374-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro de Isaías'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Mateus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profecias'/><title type='text'>Profecia de Isaías 7:14 — Contexto Histórico</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog direto por essa postagem, queira ver o contexto deste estudo, começando com: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html" title="“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14"&gt;“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;Todo exegeta sabe que não se pode entender um texto à parte de seu contexto. Levando isso em conta, os judeus atuais também argumentam que o contexto histórico de Isaías 7:14 nada tem a ver com um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nascimento_virginal_de_Jesus" title="Wikipédia: Nascimento Virginal"&gt;nascimento virginal&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Messias" title="Wikipédia: Messias"&gt;Messias&lt;/a&gt;. Preste atenção a este comentário feito por um erudito cristão de renome sobre o vocabulário usado em Isaías 7:14:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;b) a palavra “sinal” (hebr. &lt;em&gt;’ôt&lt;/em&gt;) requer um cumprimento razoavelmente próximo; uma predição pode ser feita para o longo prazo, mas um sinal é por definição um sinalizador na situação contemporânea que aponta para um evento mais distante” “Nenhuma exegese natural pode aplicar o v. 16 a um futuro muito distante”“Parece provável, embora não certo, que a construção hebraica sugira que Isaías estava se referindo primeiramente &lt;b&gt;a uma jovem já grávida&lt;/b&gt;; praticamente a mesma construção ocorre em Gn 16.11.(PAYNE 2010)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vBQVD3n59mo/Sgdn4VvtUUI/AAAAAAAABbE/pvF9mAQTk-8/s400/esbo%C3%A7o+da+biblia+carta+de+primeira+de+jo%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="CONTEXTO HISTÓRICO, PROFECIA, NASCIMENTO VIRGINAL, ISAÍAS" border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_vBQVD3n59mo/Sgdn4VvtUUI/AAAAAAAABbE/pvF9mAQTk-8/s200/esbo%C3%A7o+da+biblia+carta+de+primeira+de+jo%C3%A3o.jpg" title="Profecia de Isaías 7:14 — Contexto Histórico" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;Agora, vamos tentar entender o contexto histórico de Isaías 7:14. Os capítulos 7 e 8 de Isaías revelam um contraste espiritual. Tanto Isaías como Acaz pertenciam a uma nação dedicada a Yahweh; ambos haviam recebido designações de Deus, um como profeta, o outro como rei de Judá; e ambos enfrentavam a mesma ameaça — a invasão de Judá por forças inimigas superiores. Isaías, no entanto, enfrentou a ameaça com confiança em Deus, ao passo que Acaz cedeu ao medo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A face de Acaz talvez estampasse descrença, pois &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tetragrama_YHVH" title="Wikipédia: YHWH Tetragrama"&gt;Yahweh&lt;/a&gt; disse, por meio de Isaías: &lt;em&gt;“A menos que tenhais fé, então não sereis de longa duração.”&lt;/em&gt; Pacientemente, Yahweh &lt;em&gt;“prosseguiu falando mais a Acaz”&lt;/em&gt; . (Isaías 7:9, 10) A seguir, Yahweh diz a Acaz: &lt;em&gt;“Pede para ti um sinal da parte de Yahweh, teu Deus, fazendo-o tão profundo como o Seol ou fazendo-o tão alto como as regiões superiores.”&lt;/em&gt; (Isaías 7:11) Acaz podia pedir um sinal, e Yahweh o daria como garantia de que protegeria a casa de Davi. Acaz responde desafiadoramente: &lt;em&gt;“Não o pedirei, nem porei Yahweh à prova.”&lt;/em&gt; (Isaías 7:12) No caso de Acaz, porém, Deus o convidava a voltar à adoração verdadeira e oferecia-se para fortalecer a fé de Acaz por realizar um sinal. No entanto, Acaz preferia buscar proteção em outro lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;essa altura o rei enviou, provavelmente,&amp;nbsp;uma grande quantia em dinheiro à Assíria, buscando ajuda contra seus inimigos do norte. (2 Reis 16:7, 8) No ínterim, o exército siro-israelita cercava Jerusalém e iniciava o sítio. Com a falta de fé do rei em mente, Isaías diz: &lt;em&gt;“Escutai-me, por favor, ó casa de Davi. É para vós algo de somenos importância fatigardes os homens, que deveis também fatigar o meu Deus?”&lt;/em&gt; (Isaías 7:13) É nesse contexto, que os versículos seguintes entram: Yahweh permanecia fiel a seu pacto com Davi. Um sinal fora oferecido, um sinal seria dado! Isaías continua: &lt;em&gt;“O próprio Yahweh vos dará um sinal: Eis que a própria donzela ficará realmente grávida e dará à luz um filho, e ela há de chamá-lo pelo nome de Emanuel...”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O versículo é tão exclusivo para aquele tempo, que não há qualquer pista que se deveria esperar um outro Emanuel que nasceria de uma virgem. Em que parte desses textos de Isaías seria possível observar uma “dica” para se identificar o Messias? Nada nos versículos demonstra o profeta apontando para a identidade de qualquer redentor universal. Observa-se uma linguagem bem geográfica e limitada, algo que se referia apenas àquele povo e tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que argumentam que os verbos estão no futuro como “dará um sinal”, “ficará... grávida” e “dará à luz”, podemos dizer que existe o futuro imediato. Podemos falar usando os verbos no futuro para algo que vai ocorrer amanhã, uma semana depois, um mês depois. Será que toda vez que usamos os verbos no futuro queremos dizer que é algo que ocorrerá séculos depois? Será que toda vez que usamos os verbos no futuro estamos fazendo uma profecia? Isaías usa os verbos no futuro porque em pouco tempo a jovem judia iria ter uma criança que desenpenharia uma papel no seu ministério. Isso é algo tão claro em suas palavras e intencionalidades que os versículos seguintes dizem:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ele comerá manteiga e mel pelo tempo em que &lt;b&gt;souber rejeitar o mau e escolher o bom&lt;/b&gt;. Pois antes que o rapaz &lt;b&gt;saiba rejeitar o mau e escolher o bom&lt;/b&gt;, o solo dos dois reis de que tens um pavor mórbido ficará completamente abandonado. Yahweh fará vir contra ti, e contra teu povo, e contra a casa de teu pai, dias tais como nunca vieram desde o dia em que Efraim se afastou de junto de Judá, a saber, o rei da Assíria. (Isaías 7:16, 17)&lt;/blockquote&gt;Se a criança da profecia era Jesus, como essas palavras se aplicariam à um Ser perfeito, filho de Deus: “{...} antes que o rapaz saiba rejeitar o mau e escolher o bom”? A palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;נער&lt;/span&gt; (hebr.: &lt;i&gt;na'ar&lt;/i&gt;) usada na profecia de Isaías ocorre cerca de 239 vezes no Antigo Testamento. Ela significa “garoto”, “jovem” e “servo” (TWOT). Segundo o &lt;i&gt;Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon&lt;/i&gt; a palavra hebraica pode se referir desde uma criança por nascer até um jovem com 17 anos de idade. O único relato que temos de Jesus jovem é com 12 anos, onde ele já dava aula sobre a lei de Deus no templo. (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. Lucas 3:46) Dessa forma, as expressões que são usadas para se referir ao menino da profecia não se enquadram no jovem Jesus, pois o mesmo era um Ser perfeito, celestial e filho de Deus, segundo o mito bíblico, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logos depois de descrever o nascimento e as características do menino, o profeta diz que “{...} o solo dos dois reis de que tens um pavor mórbido ficará completamente abandonado. Yahweh fará vir contra ti, e contra teu povo, e contra a casa de teu pai, dias tais como nunca vieram desde o dia em que Efraim se afastou de junto de Judá, a saber, o rei da Assíria.” Isso é o contexto da profecia de Isaías 7:14. Não fica claro, então, que nada tem a ver com o Jesus de séculos depois? O próprio contexto social descrito aqui na profecia e totalmente diferente do contexto em que Jesus nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se Isaías 7:14 está se referindo&amp;nbsp;à uma virgem que dará luz, e uma vez que os cristão, em geral, concordam que essa profecia teve um cumprimento naquele tempo em Israel, isso faria da esposa de Isaías uma virgem, o que não seria conveniente para o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;. Além disso, Jesus não teria sido&amp;nbsp;o único nascido de uma virgem, assim como sem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pecado_original" title="Wikipédia: Pecado Original"&gt;pecado&lt;/a&gt;. Historicamente, o texto diz que uma &lt;em&gt;jovem judia&lt;/em&gt; daria luz à uma criança que seria um sinal profetico para o Israel daquele tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É visivelmente claro que o&amp;nbsp;escritor do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Mateus" title="Wikipédia: Evangelho de Mateus"&gt;Evangelho de Mateus&lt;/a&gt;, na tentavia de criar um mito sobre uma pessoa histórica, i.e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus" title="Wikipédia: Jesus Cristo"&gt;Jesus&lt;/a&gt;, quis encaixar o nascimento virginal, característica sempre presente em mitos de heróis, nas profecias do Antigo Testamento. Como o mito cristão deveria estar em harmonia com os textos do&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Testamento" title="Wikipédia: Antigo Testamento"&gt;A.T&lt;/a&gt;, o escritor tentou harmoniar Isaías 7:14 com a ideia mitológica do nascimento virginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos assim, que Isaías não tinha em mente nenhuma profecia que se cumpriria no Messias por meio de um nascimento milagroso.&amp;nbsp;Em nossa última postagem sobre o assunto,&amp;nbsp;veremos mais argumentos que&amp;nbsp;confirmam isso.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Última parte desse estudo: &lt;em&gt;Cf.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/o-mito-do-nascimento-virginal-de-jesus.html" title="O Mito do Nascimento Virginal"&gt;O Mito do Nascimento Virginal&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-8388601881223557678?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/8388601881223557678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/profecia-de-isaias-714-contexto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8388601881223557678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8388601881223557678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/profecia-de-isaias-714-contexto.html' title='Profecia de Isaías 7:14 — Contexto Histórico'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vBQVD3n59mo/Sgdn4VvtUUI/AAAAAAAABbE/pvF9mAQTk-8/s72-c/esbo%C3%A7o+da+biblia+carta+de+primeira+de+jo%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-757529539757766611</id><published>2011-10-13T09:27:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T10:35:34.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Septuaginta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Mateus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profecias'/><title type='text'>Tradução de “Almah” para “Parthenos” na Septuaginta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog direto por essa postagem, queira ver o contexto deste estudo, começando com: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html" title="“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14"&gt;“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mibe.com.br/imagens/bibliasagrada/Septuaginta_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://www.mibe.com.br/imagens/bibliasagrada/Septuaginta_small.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um argumento muito usado pelos cristãos para defender a profecia do nascimento virginal é que a Septuaginta&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/traducao-de-almah-para-parthenos-na.html#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; traduziu a palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה &lt;/span&gt; (hebr.: &lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;) por &lt;span style="font-family: GARAMOND; font-size: 150%;"&gt;παρθενος&lt;/span&gt; [Gr.: &lt;i&gt;parthenos&lt;/i&gt;] que significa literalmente “virgem”. Assim, eles dizem que, uma vez que os judeus tradutores da LXX traduziram o vocábulo hebraico pela palavra grega oficial para “virgem”, então era porque a mesma era vista assim, essa era a ideia de Isaías ao escrever a profecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site apologético cristão &lt;a href="http://carm.org/isaiah-7-14-virgin" title="Carm.org"&gt;Carm.org&lt;/a&gt; comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Isaías 7:14 diz que uma virgem dará à luz um filho. O problema é lidar com a palavra hebraica para virgem, que é “almah.” De acordo com a Concordância de Strong, significa, “virgem, jovem mulher 1a) com idade para casar 1b) escrava ou recém-casada.” Portanto, a palavra “almah” &lt;b&gt;nem sempre significa virgem&lt;/b&gt;. A palavra ocorre em outras partes do Antigo Testamento apenas em Gênesis 24:43 (“donzela”); Êxodo 02:08 (“menina”), Salmo 68:25 ("donzelas"); Provérbios 30:19 ("donzela"); Cântico dos Cânticos 1:3 (“donzelas”); 06:08 (“virgens”)". Além disso, há uma palavra hebraica para virgem: bethulah. Se Isaías 7:14 devesse dizer virgem, em vez de jovem donzela, então por que não foi a palavra usada aqui? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LXX é uma tradução das escrituras hebraicas para o grego. Esta tradução foi feita por volta de 200 aC por 70 eruditos hebraicos. Em Isaías 7:14, eles traduziram a palavra “almah” pela palavra grega “parthenos”. De acordo com &lt;i&gt;A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;parthenos&lt;/i&gt; significa "virgem". Esta palavra é usada no Novo Testamento para a Virgem Maria (Mt 1:23, Lucas 1:27) e das dez virgens da parábola (Mateus 25:1, 7, 11). Se os hebreus traduziram a palavra hebraica “almah” para a palavra grega para virgem, então eles entenderam o que o texto hebraico queria dizer aqui.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do próprio site cristão reconhecer que &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;) “nem sempre significa virgem”, podemos argumentar 3 pontos contra a afirmação de que a LXX usa a palavra grega oficial para virgem:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;A LXX foi traduzida por judeus, mas apenas o Pentateuco. O restante da Bíblia hebraica foi vertida posteriormente, e nem sabemos quem foram e qual o conhecimento que tinham do hebraico bíblico. O que sabemos hoje da Septuaginta é mais lenda do que fato histórico, isso pode ser confirmado em qualquer obra que trate sobre o tópico.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: “O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido”. Se a tradução grega de Isaías é a pior, na opinião dos especialistas, então não podemos confiar na tradução da palavra &lt;i&gt;parthenos&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Na própria &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Septuaginta" title="Wikipédia: Septuaginta"&gt;Septuaginta&lt;/a&gt;, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra “parthenos” foi traduzida pelos sábios como uma referência a não-virgens, a uma “jovem mulher” que tinha sido estuprada. Isso mostra que, ao contrário do que dizem, os antigos judeus helênicos entendiam que &lt;span style="font-family: GARAMOND; font-size: 150%;"&gt;παρθενος&lt;/span&gt;, mesma palavra de Isaías 7:14, como se referindo a uma mulher não mais virgem, desde que fosse jovem. Usamos um exemplo da Septuaginta no livro de Gênesis, sendo este parte do Pentateuco, é certeza ter sido traduzido verdadeiramente pelos judeus no período alexandrino.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;E se isso ainda não fosse o suficiente, poderemos consultar obras de lexicografia de grego e hebraico para termos mais insights sobre essas palavras. Interessante que até mesmo obras de lexicografia editadas por cristãos comentam que não tem como se confiar 100% em Isaías 7:14 na LXX como significando “virgem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Henry Thayer, especialista do grego do NT, comenta sobre a palavra &lt;span style="font-family: GARAMOND; font-size: 150%;"&gt;παρθενος&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; Uma virgem:  Mat. 1:23 (de Isa. 7:14); 25:1,7,11; Lucas 1:27; Atos 21:9; 1 Cor. 7:25,28,33(34) (de Homero em diante; a Septuaginta principalmente por &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;בּתוּלה&lt;/span&gt;, várias vezes por &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;נערה&lt;/span&gt;; duas vezes por &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה &lt;/span&gt;; i. e. tanto de uma donzela com idade para se casar, ou uma jovem mulher (casada), Gen 24:43; Isa. 7:14, no qual a (última) palavra cf., além disso Gesenius, Thesaurus, p. 1037, Credner, Beiträge como acima com ii., p. 197ff; {...} de uma noiva jovem, uma mulher recém casada, Homero, Ilíade 2, 514) (&lt;i&gt;Greek-English Lexicon of the New Testament&lt;/i&gt;, ed. eletrônica)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;Greek-English Lexicon of the New Testament Based on Semantic Domains&lt;/i&gt; comenta algo muito interessante sobre a palavra “virgem” usada em Isaías 7:14 na Septuaginta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;{...} uma pessoa do sexo feminino depois da puberdade, mas que ainda não se casou e uma virgem (embora em alguns contextos a virgindade &lt;b&gt;não seja um componente focal de significado&lt;/b&gt;) {...} Na obtenção de um termo satisfatório para “virgem”, muitas vezes há uma série de dificuldades. Por exemplo, um termo que designa uma virgem pode também implicar a participação em um conjunto específico de rituais ou práticas de culto constituído por ritos da puberdade, em que um ritual com relação sexual é um elemento integral. Em algumas linguagens de um termo que significa tecnicamente “virgem” também é empregado com conotações inaceitável na medida em que pode sugerir que a mulher em questão tem uma personalidade estranha ou aparência pouco atraente e, portanto, é ser sexualmente evitada. Em alguns casos, um termo que em alguns contextos pode ser equivalente a “virgem” também pode se referir a uma mulher homossexual que não teve relações com um homem, mas que se envolve em relações sexuais com mulheres.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O que observamos é que mesmo os dicionário e léxicos cristãos confirmam que as palavras tanto em grego (LXX) como em hebraico (Tanakh) não se referem diretamente à uma virgem. Além disso, as palavras nos originais grego e hebraico são muito ambíguas, nos possibilitando apenas uma aproximação. Agora, imagine que Deus fosse inspirar algo tão importante para a humanidade, não poderia, sendo Ele Todo-Poderoso, formular uma língua, frase, etc, que deixasse certo, além de qualquer dúvida, o significado da Sua Palavra? O que observamos ao redor do mundo, entre judeus e cristãos, judeus e mulçumanos, mulçumanos e cristãos, é uma luta interminável para entender palavras e textos escritos á milênios atrás em línguas extremamente difíceis de entender. Só nisso vemos que há algo de errado.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Continuação desse estudo: &lt;i&gt;Cf.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/profecia-de-isaias-714-contexto.html" title="Profecia de Isaías 7:14 — Fundo Histórico"&gt;Profecia de Isaías 7:14 — Fundo Histórico&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/traducao-de-almah-para-parthenos-na.html#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A Septuaginta, também conhecida apenas por LXX, é a primeira tradução do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Testamento" title="Wikipédia: Antigo Testamento"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antigo Testamento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; que se tem notícia. Cerca de 70 judeus participaram da tradução, vertendo o texto do hebraico para o grego, o mesmo grego usado no Novo Testamento. Por esse motivo, é muito usado nos estudos bíblicos, uma vez que os próprios escritos do NT faziam uso da LXX para fazer referências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-757529539757766611?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/757529539757766611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/traducao-de-almah-para-parthenos-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/757529539757766611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/757529539757766611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/traducao-de-almah-para-parthenos-na.html' title='Tradução de “Almah” para “Parthenos” na Septuaginta'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-1210849195928074449</id><published>2011-10-12T09:46:00.000-07:00</published><updated>2012-02-10T05:38:05.590-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profecias'/><title type='text'>“Almah” e “Bethulah” — Qual o Significado Original em Hebraico?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;Se você chegou nesse blog direto por essa postagem, queira ver o contexto deste estudo, começando com: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html" title="“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14"&gt;“Virgem” ou “Jovem”: Um estudo de Isaías 7:14&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dfZrKuCHgmw/THiDuVTSnmI/AAAAAAAABug/MVW_xiHh83E/s1600/clip_image001.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="TRADUÇÃO, SIGNIFICADO, HEBRAICO, ISAÍAS 7:14, ALMAH, BETHULAH" border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_dfZrKuCHgmw/THiDuVTSnmI/AAAAAAAABug/MVW_xiHh83E/s200/clip_image001.jpg" title="“Almah” e “Betulah” — Qual o Significado Original em Hebraico?" width="166" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Como nós vimos em nosso estudo anterior, a questão relativa ao problema do nascimento virginal se centraliza no fato do texto de Isaías 7:14 ser uma má tradução do texto original. Desde os primórdios do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo" title="Wikipédia: Cristianismo"&gt;Cristianismo&lt;/a&gt;, os judeus têm batalhado contra a doutrina do nascimento messiânico virginal, pois, segundo os judeus, não existe no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Testamento" title="Wikipédia: Antigo Testamento"&gt;Antigo Testamento&lt;/a&gt; nenhuma profecia com essa ideia. De acordo com a corrente ortodoxa judaica, Isaías 7:14 diz que “uma jovem” dará luz à um filho e que essa profecia teve um cumprimento histórico em Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hebraico_b%C3%ADblico" title="Wikipédia: Hebraico Bíblico"&gt;hebraico&lt;/a&gt;, existiam várias palavras que denotavam “virgem” e “virgindade”. No entanto, para nosso estudo, iremos nos encarregar de apenas duas, &lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;. A grande questão está no uso e significado delas dentro do Antigo Testamento e de como os judeus as entendiam e consequentemente usavam-nas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre estes termos traduzidos por “virgem”, a Bíblia de Estudo Dake comenta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“&lt;i&gt;Almah&lt;/i&gt; denota uma jovem solteira com idade para se casar, e, portanto, uma verdadeira virgem. &lt;i&gt;Bethulah&lt;/i&gt; refere-se a uma jovem solteira e expressa uma virgindade de uma noiva ou uma comprometida... Nenhum desses termos originais é usado em relação a uma mulher casada. Alguns sustentam que tais termos simplesmente significam uma jovem, mais isso não é verdade; significam apenas uma virgem que é pura e imaculada – qualquer donzela que nunca conheceu um homem.” (DAKE, 2010)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O ponto em que os judeus chamam atenção é bem interessante e difere do que Dake comenta nas notas de sua Bíblia de estudo. Resumidamente, os judeus dizem que a palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה &lt;/span&gt; (hebr.: &lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;), traduzida por “virgem” em Isaías 7:14, não é a ideia original do versículo. Eles dizem que o sentido da palavra é de “juventude” e não “virgindade” (&lt;i&gt;Cf&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Theological Dictionary of the New Testament&lt;/i&gt;), contrariando o que ensinam os cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;) vem de &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלם&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;‘elem&lt;/i&gt;) que significa “esconder”, “ocultar”. Nos tempos bíblicos as moças eram mantidas cobertas, escondidas aos olhos dos homens. Algumas ficavam até mesmo enclausuradas. No Total, essa palavra hebraica ocorre apenas 7 vezes; no entanto, ela aparece apenas uma vez no livro de Isaías: Gen. 24:43; Exo. 2:8; Sal. 68:25; Pro. 30:19; Cân. 1:3; 6:8; Isa. 7:14. Temos boas razões para concluir que a palavra hebraica usada por Isaías não significava “virgem” por definição, mas sim por &lt;b&gt;implicação&lt;/b&gt;, ou seja, a palavra significa “moça”, “jovem”, mas como normalmente uma jovem, ou moça, é virgem, se atribui esse sentido à palavra pelos cristãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um site apologético de judeus messiânicos admite: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Embora &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt; &lt;b&gt;não denote implicitamente a virgindade&lt;/b&gt;, nunca é usada nas Escrituras para descrever uma “mulher jovem, atualmente casada.” É importante lembrar que na Bíblia, uma jovem judia da idade núbil se presumia ser casta. O profeta poderia ter escolhido uma palavra diferente &lt;b&gt;quisesse ele descrever a mãe de Emanuel como uma virgem&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;Betulah&lt;/i&gt; é uma maneira mais comum para se referir a uma mulher que nunca esteve com um homem (tanto no hebraico bíblico e moderno). (&lt;a href="http://jewsforjesus.org/publications/issues/9_1/almah" title="Jewsforjesus.Org"&gt;Jewsforjesus.Org&lt;/a&gt;, os destaques são meus)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Agora, por que dizemos que Isaías não tinha o sentido de “virgem” na mente ao compor esse versículo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentamos o seguinte: A palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;), que as Bíblias cristãs traduzem por “virgem”, ocorre apenas 1 vez no livro de Isaías. No entanto, é curioso que se você fizer uma busca rápida em alguma concordância do Antigo Testamento, perceberá que a palavra “virgem” ocorre cerca de 6 vezes no livro de Isaías. Veja as ocorrências baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Isaías 7:14 Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a &lt;b&gt;virgem&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;ha-alma&lt;/i&gt;] conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaías 23:4 “Envergonha-te, ó Sidom; porque o mar falou, a fortaleza do mar disse: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei mancebos, nem eduquei &lt;b&gt;virgens&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;].” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaías 23:12: E disse: Não continuarás mais a te regozijar, ó oprimida &lt;b&gt;virgem&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;], filha de Sidom; levanta-te, passa a Chipre, e ainda ali não terás descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaías 37:22 diz: “A &lt;b&gt;virgem&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;] filha de Sião te desprezou, caçoou de ti. Atrás de ti, a filha de Jerusalém meneou a cabeça.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaías 47:1 “...Desce e senta-te no pó, ó &lt;b&gt;virgem&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;] filha de Babilônia. Senta-te no chão, onde não há trono, ó filha dos caldeus. Pois não mais terás a experiência de pessoas te chamarem de delicada e mimosa...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaías 62:5 “...Pois assim como o jovem toma posse duma &lt;b&gt;virgem&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;] como sua esposa, teus filhos tomarão posse de ti como esposa. E teu Deus exultará sobre ti com a exultação de um noivo sobre a noiva.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 6 versículos que contém a palavra “virgem”, 5 deles Isaías usou a palavra padrão que é &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;בּתוּלה&lt;/span&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bethûlâh&lt;/i&gt;]. Até hoje essa palavra é a padrão para “virgem”, tanto que, se usarmos o tradutor do Google (português-hebraico), ele traduzirá “virgem” pela palavra hebraica acima citada. Se usarmos a palavra &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;עלמה&lt;/span&gt; (hebr.: &lt;i&gt;‘almah&lt;/i&gt;) o Google traduz por “donzela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;Tradução do Novo Mundo&lt;/i&gt; das Testemunhas de Jeová traduz honestamente a palavra hebraica por “donzela” e não “virgem”. Isso é digno de nota, uma vez que, segundo os dicionários da língua portuguesa, uma donzela pode também se referir a uma “mulher que, mesmo casada e mãe, guarda o viço e beleza.” — &lt;i&gt;Cf.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.dicio.com.br/donzela/"&gt;Dicio.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, note bem: Toda vez que Isaías diz a palavra “virgem”, ele usa o termo padrão [hebr.: &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;]. Entretanto, no exato momento em que estaria supostamente escrevendo uma profecia sobre o nascimento do Messias por meio de uma virgem, o profeta muda o vocabulário, usando uma palavra que não era tida comumente por “virgem”, ou seja, &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt;. Essa mudança de palavra só ocorreria caso ele tivesse outra coisa em mente quando escreveu Isaías 7:14, pois, se ele usou a palavra padrão para “virgem” 5 vezes no livro, o que lhe impediria de usar a sexta vez? O mais sensato é ver que ele usou uma palavra diferente porque desejava expressar uma ideia diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site &lt;a href="http://jewishroots.net/library/prophecy/isaiah/isaiah-7-14/common-objections-to-isaiah-7-14.html"&gt;Jewishroots.Net&lt;/a&gt; faz uma lista de resposta a várias objeções contra Isaías 7:14, entre ela, temos a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Objeção: A pergunta foi feita por que não escolheu Isaías o substantivo comum &lt;i&gt;“bethulah”&lt;/i&gt; para virgem, em vez de &lt;i&gt;“almah”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta: O termo &lt;i&gt;“bethulah”&lt;/i&gt; é usado no Antigo Testamento no sentido de “uma virgem”. Às vezes se refere a “uma mulher casada,” por exemplo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamenta como “uma virgem” (&lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;) cingida de saco, pelo marido da sua mocidade (Joel 1:8). (Viúvas não são virgens). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; nesta passagem era uma mulher casada, que perdeu o marido e, portanto, não era virgem. Por outro lado &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt; sempre se refere a uma mulher solteira.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Vemos a falácia desse argumento de maneira bem simples. Em Joel 1:8 usa-se de fato &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; para se referir a uma viúva que chora a perda do marido. Mas, é digno de nota que a maioria esmagadora das versões da Bíblia diz que essa viúva era “virgem”, diz que “uma virgem” chora a morte do marido. Daí, o site diz: “Viúvas não são virgens”. Essa afirmação vem da pobreza de interpretação bíblica. Por que o texto diz que “uma virgem” chora a perda de seu marido? Deixarei que um erudito cristão refute o próprio site evangélico. Segundo John Gill, o texto diz que uma virgem chora a perda de seu marido porque ela... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“tinha sido prometida em casamento a um homem jovem, mas não se casou, ele, morrendo {...} antes do casamento, o que deve ser muito angustiante para aquela que o amava apaixonadamente e, por isso, em vez de suas vestes nupciais, preparadas para atender ele e se casar com ele, cingiu-se de saco, uma espécie de pano grosso felpudo, como era de costume, nos países Orientais, para colocar-se em sinal de luto”. (&lt;i&gt;John Gill’s Exposition of the Entire Bible&lt;/i&gt;, Ed. eletrônica)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A moça é chamada de “virgem” porque o marido morreu antes dele ter relações sexuais com ela, morrendo antes da noite de núpcias. Assim, a mulher era virgem e viúva ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Da mesma forma, em Deuteronômio 22:19, uma mulher casada, após a noite de núpcias é descrita como &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; - um termo que, supostamente, aplica-se exclusivamente a uma virgem. Portanto, podemos concluir que de todos os termos possíveis que Isaías poderia ter usado para descrever uma virgem &lt;i&gt;“almah”&lt;/i&gt; foi o melhor e menos ambíguo. (3)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;De todos os argumentos, esse foi o que eu achei pior e cheio de má fé, pois quem não tiver acesso aos originais tomará as palavras do autor como verdade. Primeiro, Deuteronômio 22:19 tem um contexto. Os versículos anteriores falam de um homem que tomou um virgem (&lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;) em casamento e que depois devolveu a mulher alegando que a mesma não era virgem. No entanto, o versículo 19 diz que o homem acusou falsamente a moça de não ser virgem e que, por isso, terá que indenizar o pai da moça, pois “divulgou má fama sobre uma virgem de Israel.” Em outras palavras, ao contrário do que diz o site, a mulher era VERDADEIRAMENTE virgem, podendo ser descrita como &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;, tanto que o pai diz: “porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha,” e, segundo o texto, convence os anciãos de Israel de que ela era realmente virgem e que o homem estava mentindo. Além disso, ela não é descrita por &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; DEPOIS da noite de núpcias, a palavra que o texto usa para descrevê-la depois da noite de núpcias é &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;נערה&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;na‛ărâh&lt;/i&gt;). O texto hebraico diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 160%;"&gt;ואמר אבי &lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;הנער&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; אל־הזקנים את־בתי נתתי לאישׁ הזה לאשׁה וישׂנאה׃&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O site continua a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Acredita-se que, num contexto legal, &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; é muitas vezes interpretado como “virgem”. No entanto, em Ester 2:17-19, as mulheres jovens que são escolhidas para passar a noite com o rei são referidas como &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt; antes e depois de terem relações sexuais com o rei (4).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Citaremos o trecho mencionado de Ester 2:17-19 que nos diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as &lt;b&gt;virgens&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;habbəṯūlōṯ&lt;/i&gt;]; e pós a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.  Então o rei deu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos seus servos; era o banquete de Ester; e deu alívio às províncias, e fez presentes segundo a generosidade do rei. E reunindo-se segunda vez as &lt;b&gt;virgens&lt;/b&gt; [hebr.: &lt;i&gt;bəṯūlōwṯ&lt;/i&gt;], Mardoqueu estava assentado à porta do rei.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Caro leitor(a), o site disse que a palavra “virgem” é aplicada à todas as mulheres antes e depois de passar  noite com o rei. Vemos quão errada é essa afirmação! O texto mostra que, de todas as virgens que estavam disponíveis para o rei, Ester foi escolhida, e depois se menciona que o rei deu uma festa e que as virgens que não foram escolhidas pelo rei foram novamente chamadas a comparecerem. E nenhuma parte está escrito que todas essas mulheres virgens dormiram com o rei e que depois elas aparecem diante do rei e são descritas depois por “virgens”. Com toda a sinceridade, fica claro que os argumentos do site são fracos e desonestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na citação de Dake, já mencionada no início, ele diz que nenhum dos termos, ou seja, tanto &lt;i&gt;“almah”&lt;/i&gt; como &lt;i&gt;“bethulah”&lt;/i&gt; se referem a uma mulher que não é mais virgem. Embora isso seja verdade quando se trata da palavra &lt;i&gt;bethulah&lt;/i&gt;, o mesmo não pode ser dito de &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Continuação desse estudo: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/traducao-de-almah-para-parthenos-na.html" title="Tradução de “Almah” e “Parthenos” na Septuaginta"&gt;Tradução de “Almah” e “Parthenos” na Septuaginta&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-1210849195928074449?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/1210849195928074449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/almah-e-betulah-qual-o-significado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1210849195928074449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/1210849195928074449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/almah-e-betulah-qual-o-significado.html' title='“Almah” e “Bethulah” — Qual o Significado Original em Hebraico?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dfZrKuCHgmw/THiDuVTSnmI/AAAAAAAABug/MVW_xiHh83E/s72-c/clip_image001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6232322963110458933</id><published>2011-10-12T07:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T22:30:02.415-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Mateus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profecias'/><title type='text'>“Virgem” ou “Jovem” — Um Estudo sobre Isaías 7:14</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MEmJDG_Go4g/TABRmm_QMsI/AAAAAAAAACQ/V1JXU8yCfwI/s1600/imaculado.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="VIRGEM, JOVEM, ISAÍAS, ESTUDO, 7:14, TRADUÇÃO" title="“Virgem” ou “Jovem” — Um Estudo sobre Isaías 7:14" border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_MEmJDG_Go4g/TABRmm_QMsI/AAAAAAAAACQ/V1JXU8yCfwI/s200/imaculado.gif" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Imagine-se na seguinte situação: Você está noivo. A mulher que você está comprometido é virgem. De repente, ela lhe informa que está grávida. Você furiosamente pergunta como isso aconteceu e ela se defende dizendo que não o traiu, que foi o espírito santo que a engravidou. Você acreditaria nessa história? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história dessa não apenas parece mera ilusão, mero&amp;nbsp;delírio, mas ela é acreditada por milhares de pessoas ao redor do mundo. Por muito tempo pensei que os judeus não aceitavam o cristianismo por serem pessoas de coração duro, verdadeiros iníquos. Mas, a verdade é que existem motivos bem fundados para eles não abraçarem o Evangelho. Entre estes motivos está o nascimento virginal e mais adiante entenderemos o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas já ouviu sobre a história do nascimento virginal do menino Jesus. Tudo começou quando Maria estava prometida a José. Ela era virgem. Deus a escolheu como um vaso para levar em seu ventre o seu filho que viria a ser Jesus. No entanto, o fato de Maria ser virgem não era coincidência. De acordo com o Evangelho de Mateus, nós lemos as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;1:22&lt;/strong&gt;  Tudo isto aconteceu para que &lt;u&gt;&lt;strong&gt;se cumprisse o que foi dito&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; da parte do Senhor, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;pelo profeta&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, que diz; &lt;strong&gt;1:23&lt;/strong&gt;  Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chama-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como mencionei anteriormente, a virgindade de Maria não era pura coincidência, o apóstolo Mateus disse que o nascimento virginal “aconteceu para que se cumprisse o que foi dito... pelo profeta [Isaías]”. Em que parte do livro de Isaías é predito o nascimento do Messias por meio de uma virgem? Segundo os cristãos, a resposta está em Isaías 7:14, onde nós lemos: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem [hebr.: &lt;em&gt;‘almah&lt;/em&gt;] conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (ACF). Sobre o versículo em questão, pode-se dizer que “dificilmente há outro versículo na Bíblia que tenha sido mais debatido e discutido do que Isaías 7:14”. (PAYNE, 2009) Por que se diz isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Mateus cita essa passagem de Isaías dizendo que ela se cumpriu quando a virgem Maria deu à luz Jesus, o Cristo. Mostraremos em nosso estudo que Isaías 7:14 não é uma profecia&amp;nbsp;sobre uma virgem que dá a luz ao Messias, sendo esse exatamente um dos motivos dos judeus não aceitarem o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Continuação do estudo: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/almah-e-betulah-qual-o-significado.html" title="“Almah” e “bethulah” — Qual o Significado nos Originais em Hebraico"&gt;“Almah” e “bethulah” — Qual o Significado nos Originais em Hebraico?&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6232322963110458933?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6232322963110458933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6232322963110458933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6232322963110458933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/10/virgem-ou-jovem-um-estudo-sobre-isaias.html' title='“Virgem” ou “Jovem” — Um Estudo sobre Isaías 7:14'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MEmJDG_Go4g/TABRmm_QMsI/AAAAAAAAACQ/V1JXU8yCfwI/s72-c/imaculado.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-8516816650197335575</id><published>2011-07-27T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T10:06:11.017-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buda'/><title type='text'>Buda,  “o Caminho, e a Verdade, e a Vida.” — Evangelho de Buda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.casabartira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/buddha.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img alt="BUDA, JESUS, CAMINHO, VIDA, VERDADE, SEMELHANÇAS, COMPARAÇÃO" title="Buda,  “o Caminho, e a Verdade, e a Vida.” — Evangelho de Buda" border="0" height="258" width="180" src="http://www.casabartira.com.br/wp-content/uploads/2010/10/buddha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm"&gt;Evangelho de Buda&lt;/a&gt;, que é uma coletânea de várias histórias originais agrupadas para a introdução do Budismo no Ocidente, nós encontramos várias citações descritivas de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Siddhartha_Gautama" title="Wikipédia: Siddhartha Gautama"&gt;Siddhartha Gautama&lt;/a&gt; que se assemelham teologicamente com Jesus nos Evangelhos e nos outros textos do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt;. Como esse estudo está sendo feito em seguência (cf. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html"&gt;Jesus e Buda - Semelhanças no Nascimento&lt;/a&gt;), vamos iniciar diretamente e sem formalidades com o seguinte verso:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Bem-aventurado aquele que atingiu o estado sagrado de Buda, pois ele está apto para produzir a salvação de seus semelhantes. A verdade tomou a sua morada nele. Perfeita sabedoria ilumina seu entendimento, e a justiça anima o fim de todas as suas ações. (&lt;a href="http://oll.libertyfund.org/?option=com_staticxt&amp;staticfile=show.php%3Ftitle=2268&amp;chapter=213318&amp;layout=html&amp;Itemid=27"&gt;O Evangelho de Buda cap. III, § 15&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Depois que Siddharta atingiu “o estado de Buda”, por ter passado por todos os sofrimentos, ele passou a estar “apto para produzir a salvação de seus &lt;b&gt;semelhantes&lt;/b&gt;”. Jesus é descrito em Hebreus:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;...Porque era próprio que aquele, para quem são todas as coisas e por intermédio de quem são todas as coisas, &lt;b&gt;trazendo muitos filhos à glória&lt;/b&gt;, aperfeiçoasse por sofrimentos o Príncipe da salvação deles. Porque tanto aquele que santifica como os que estão sendo santificados [provêm] todos de um só, e por esta causa ele não se envergonha de chamá-los irmãos,... (Hebreus 2:10-11)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Jesus, o Príncipe da Salvação, foi “aperfeiçoado pelos sofrimentos”, para poder estar apto para “trazer muitos filhos (i.e os cristãos) à glória”. Jesus foi purificado pelos sofrimentos e assim está em melhor posição de ajudar a santificar seus seguidores. Mais uma vez em Hebreus:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;...Conseqüentemente, ele estava obrigado a tornar-se &lt;b&gt;igual&lt;/b&gt; [ou “semelhante” (ARC)] aos seus irmãos em todos os sentidos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, a fim de oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo. Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, &lt;b&gt;pode vir em auxílio&lt;/b&gt; daqueles que estão sendo postos à prova. (Hebreus 2:17-18)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Para que Jesus sentisse 100% os sofrimentos humanos, era necessário que ele se tornasse semelhante, ou “igual aos seus irmãos em todos os sentidos”, por meio da encarnação, quando ele deixou o reino celestial e assumiu a forma humana, pois Deus enviou “seu Filho em semelhança da carne do pecado”. (Romanos 8:3 ACF) Isso foi necessário para que Jesus, depois de ser aperfeiçoado e iluminado no mais elevado grau dos filhos de Deus, pudesse “vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” (Hebreus 2:18b) O escritor de Hebreus continua:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;...Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, depois de ter sido aperfeiçoado, &lt;b&gt;veio a ser a causa da eterna salvação&lt;/b&gt; para todos os que lhe obedecem; porque ele tem sido chamado especificamente por Deus como sumo sacerdote à maneira de Melquisedeque. (Hebreus 5:8-10)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nesses versículos vemos precisamente a mesma ideia de auxílio que existe no Evangelho de Buda. Jesus foi aperfeiçoado pelos sofrimentos, foi elevado novamente ao reino de Deus e assim “veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”, sendo agora “apto para produzir a salvação de seus semelhantes” (Evangelho de Buda). Compare isso com a descrição de Buda: “Bem-aventurado aquele que atingiu o estado sagrado de Buda, pois ele está apto para produzir a salvação de seus semelhantes.” Quando eu usei o trecho “apto para produzir a salvação de seus semelhantes” do Evangelho de Buda aplicando a Jesus, nós observamos que a ideia se encaixa perfeitamente, é como se fosse um versículo do próprio livro de Hebreus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto búdico continua a nos ensinar:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A verdade tomou a sua morada nele. Perfeita sabedoria ilumina seu entendimento, e a justiça anima o fim de todas as suas ações. A verdade é uma força viva para sempre, indestrutível e invencível! Produzi a verdade em sua mente, e espalhe-a entre os homens, pois a verdade é o único salvador do mal e da miséria. O Buda encontrou a verdade e a verdade tem sido proclamado pelo Buda! Bendito seja o Buda! (&lt;a href="http://oll.libertyfund.org/?option=com_staticxt&amp;staticfile=show.php%3Ftitle=2268&amp;chapter=213318&amp;layout=html&amp;Itemid=27"&gt;O Evangelho de Buda cap. III, § 16&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nos é dito que “a verdade tomou morada em Buda”.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-o-caminho-e-verdade-e-vida.html#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Nesse sentido, Buda seria a própria verdade, uma vez que a verdade foi encarnada nele. Visto que “a verdade é uma &lt;b&gt;força viva&lt;/b&gt; para sempre”, Buda seria a própria essência da vida. E visto que a verdade é “o único meio salvador do mal e da miséria”, sendo o Buda a própria verdade, então, silogisticamente, Buda seria o único salvador e o único caminho para a salvação de todo mal e miséria. Quando se diz que Buda “encontrou a verdade”, significa apenas que ele entrou em sintonia consigo mesmo, pois, como dito no inicio, a própria verdade habitava no corpo de Siddharta Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todas essas descrições nos lembram as palavras de Jesus em João 14:6, que diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” Em outras palavras, se juntarmos todas as ideias mencionadas sobre a verdade salvífica de Buda, poderíamos dizer que o texto está nos dizendo que Buda é o Caminho, a Verdade e a Vida. O único problema é que isso é dito 500 antes de Jesus nascer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm"&gt;The Gospel of Buddha&lt;/a&gt;. Copilado de Antigos Registros por Paul Carus. (Chicago and London: The Open Court Publishing Company, 1915).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-o-caminho-e-verdade-e-vida.html#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Em João 1:14 nós temos uma linguagem bem parecida de teofania, onde nos diz: “A Palavra se fez carne e fez sua habitação entre nós. Nós vimos a sua glória, a glória do Filho único, que veio do Pai, cheio de graça e de verdade.” (&lt;a href="http://www.biblegateway.com/passage/?search=John%201:14&amp;version=NIV"&gt;New International Version&lt;/a&gt;) A palavra traduzida por “fez sua habitação”, ou “habitou”, é σκηνοω (gr.: &lt;i&gt;skenoo&lt;/i&gt;), usada 5 vezes no NT (Jo 1:14; Ap. 7:15; 12:12; 13:6; 21:3;) sendo essa a única ocorrência no Evangelho de João. Visto que Jesus é a Verdade, por silogia, podemos dizer que “a verdade tomou morada em Jesus”, assim como no Evangelho de Buda nos é dito que “a verdade tomou morada em Buda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-8516816650197335575?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/8516816650197335575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-o-caminho-e-verdade-e-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8516816650197335575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/8516816650197335575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-o-caminho-e-verdade-e-vida.html' title='Buda,  “o Caminho, e a Verdade, e a Vida.” — Evangelho de Buda'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-3343073953843817659</id><published>2011-07-27T12:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T08:26:35.139-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho de Buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buda'/><title type='text'>Descrições de Buda e Jesus Cristo — Evangelho de Buda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X0Tuo09vpnA/TZU9cB9xurI/AAAAAAAAA_0/I688B38zaq8/s1600/buda.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img alt="BUDA, JESUS, SEMELHANÇAS, EVANGELHO, ESTUDO" title="Descrições de Buda e Jesus Cristo — Evangelho de Buda" border="0" height="258" width="180" src="http://1.bp.blogspot.com/-X0Tuo09vpnA/TZU9cB9xurI/AAAAAAAAA_0/I688B38zaq8/s1600/buda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um dos textos búdicos bem conhecido é o &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/btg/index.htm"&gt;Evangelho de Buda&lt;/a&gt;. Dentre vários ensinamentos e declarações de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Siddhartha_Gautama" title="Wikipédia: Siddhartha Gautama"&gt;Siddhartha Gautama&lt;/a&gt;, nós encontramos um capítulo intitulado: &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/btg/btg04.htm"&gt;A Verdade e o Salvador.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No Capítulo III desse Evangelho, nós temos várias declarações sobre a natureza da verdade, como fugir da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samsara" title="Wikipédia: Samsara"&gt;Samsara&lt;/a&gt; e qual a natureza do mal e o meio de sairmos dela. Nos é dito que o “ego”, o “eu”, é a raiz de tudo que é mal. Nesse contexto, o evangelista faz a seguinte pergunta e asserções que veremos logo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Quem nos livrará o poder do ego? Quem nos salvará da miséria? Quem deve devolver-nos a uma vida de bem-aventurança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há miséria no mundo do Samsara, há muita miséria e dor. Mas maior do que toda a miséria é a felicidade de verdade. Verdade dá paz à mente ansiosa; vence o erro; extingue as chamas dos desejos; leva ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nirvana" title="Wikipédia: Nirvana"&gt;Nirvana&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-aventurado é aquele que encontrou a paz do Nirvana. Ele está em repouso das lutas e tribulações da vida, ele está acima de todas as mudanças, ele está acima de nascimento e morte, ele permanece inalterado pelos males da vida.” (&lt;a href="http://oll.libertyfund.org/?option=com_staticxt&amp;staticfile=show.php%3Ftitle=2268&amp;chapter=213318&amp;layout=html&amp;Itemid=27"&gt;Evangelho de Buda cap. III, § 11-13&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aqui o evangelista comenta os males do mundo, nossos sofrimentos e aponta para a “verdade” como a chave que nos livra de todos os infortúnios.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O “bem-aventurado”,&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftn2" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn2;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que, como será visto mais adiante, se refere ao Buda Siddhartha, “repousa das lutas e tribulações da vida”, “está acima de todas as mudanças”, “está acima do nascimento e da morte” e “permanece inalterado pelos males da vida”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alguns versículos bíblicos retratam Jesus da mesma forma que o Buda bem-aventurado. Jesus é descrito como “bem-aventurado”, assim como Siddhartha. (1 Timóteo 6:15)&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, está “acima de todas as mudanças”, porque ele é “o mesmo hoje, amanhã e sempre” (Hebreus 13:8). Jesus também permanece “inalterado pelos males da vida” e “está acima do nascimento e da morte”, pois em Hebreus temos descrições cristológicas que o descrevem dessa mesma forma. Jesus morreu “uma vez para sempre” (Hebreus 7:27; 9:26-28; Romanos 6:10) estando assim acima da vida e da morte. Na introdução de Hebreus lemos a seguinte descrição: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão.” (1:10-12)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O versículo acima mostra que Jesus está acima do mundo físico, não sendo afetado por ele, o que difere em muito dos demais seres humanos. Enquanto existia em forma humana, Jesus poderia sofrer e morrer, como, de fato, aconteceu. Ao voltar aos domínios espirituais, ele permaneceria “inalterado pelos males da vida”, assim como Buda é descrito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Continuando com o Evangelho de Buda, nos temos as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Bem-aventurado é aquele que encontrou a iluminação. Ele vence, embora ele possa ser ferido, ele é glorioso e feliz, embora ele possa sofrer, ele é forte, embora ele possa quebrar sob o peso de seu trabalho; ele é imortal, apesar disso ele morrerá. A essência do seu ser é pureza e bondade. (&lt;a href="http://oll.libertyfund.org/?option=com_staticxt&amp;staticfile=show.php%3Ftitle=2268&amp;chapter=213318&amp;layout=html&amp;Itemid=27"&gt;Evangelho de Buda, cap. III, § 13&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O escritor passa a descrever que qualquer pessoa que ande nos caminhos de Buda encontrará a mesma realização. Uma vez que Siddhartha Gautama realizou todos os caminhos do Iluminado e da Verdade, ele “atingiu o estado do sagrado Buda”, ou seja, para se alcançar esse estágio, a pessoa passa por todos os sofrimentos para o refinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Buda “vence, embora possa ser ferido”, é “glorioso e feliz, embora possa sofrer”, ele é “forte, embora possa quebrar sob o peso do seu trabalho; ele é imortal, apesar disso ele morrerá”. Essas são as descrições búdicas de Siddhartha. Jesus também é descrito no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt; com esses mesmos atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;As profecias Messiânicas diziam que Cristo esmagaria a cabeça da serpente, o diabo, mas também sofreria quando a serpente mordesse seu calcanhar. (Gênesis 3:15) Embora o Messias seja descrito com grande glória nos Evangelhos e nas Epístolas Paulinas, ele “sofreu” (Isaías cap. 53, Hebreus 13:12b). Jesus, mesmo sendo descrito como “Deus poderoso” (Isaías 9:6) podia também “quebrar sob o peso do seu trabalho”, assim como Buda. Isaías, apesar de chamá-lo de “Deus poderoso” o descreve como “aflito”, “golpeado”, “atribulado”, “traspassado” e “esmigalhado”. (Isaías 53:3-7) Apesar dos seus sofrientos, O Novo Testamento nos conta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Apocalipse 5:5) “...“Pára de chorar. Eis que o Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi, &lt;b&gt;venceu&lt;/b&gt; de modo a abrir o rolo e os seus sete selos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(João 16:33) “...No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu &lt;b&gt;venci o mundo&lt;/b&gt;.””&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Apocalipse 3:21) “...Àquele que vencer, concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu &lt;b&gt;venci&lt;/b&gt; e me assentei com o meu Pai no seu trono.” &lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vemos ai que Jesus cumpre a mesma descrição de Buda de alguém que “vence, embora possa sofrer”. E para a maioria dos cristãos que consideram Jesus como Deus, Habacuque 1:12 diz sobre a divindade: “tu não morres”. No entanto, “Cristo, enquanto ainda éramos fracos, &lt;b&gt;morreu&lt;/b&gt; por homens ímpios, no tempo designado” (Romanos 5:6), sendo essa a mesma descrição de Buda, de alguém que “morre mesmo sendo imortal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com base nisso, como poderíamos dizer que o Cristianismo contém ideias superiores ao Budismo? Como poderíamos dizer que o Cristianismo é a verdade suprema, a religião verdadeira, acima de todas as demais, uma vez que o Budismo é 500 anos mais antiga que Jesus Cristo e possui as mesmas ideias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber mais sobre o que o Evangelho de Buda nos trás de semelhante com o Novo Testamento? Aguardemos as próximas postagens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FONTE:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/bud/btg/btg04.htm"&gt;Buddha, The Gospel de Paul Carus,&lt;/a&gt; Chicago, The Open Court Publishing Company,1894. Novo Testamento Grego de Westcott e Hort.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; João 8:32 diz: “...conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará...”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Em Mateus cap. 5 temos uma série de bem-aventuransas ensinadas por Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A mesma palavra grega μακαριος (&lt;i&gt;makarios&lt;/i&gt;) traduzida em Mateus 5:3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-3343073953843817659?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/3343073953843817659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/3343073953843817659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/3343073953843817659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/descricoes-de-buda-e-jesus-cristo.html' title='Descrições de Buda e Jesus Cristo — Evangelho de Buda'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X0Tuo09vpnA/TZU9cB9xurI/AAAAAAAAA_0/I688B38zaq8/s72-c/buda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-7399189788604166709</id><published>2011-07-26T18:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T09:07:21.700-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monomito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Buda Tinha 12 Discípulos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.visithainan.com.au/images/stories/articles/enlightenment-under-a-coconut-tree/nanshan-buddha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="DISCÍPULOS, 12, DOZE, JESUS, BUDA, SEMELHANÇAS" border="0" height="200" src="http://www.visithainan.com.au/images/stories/articles/enlightenment-under-a-coconut-tree/nanshan-buddha.jpg" title="Buda Tinha 12 Discípulos?" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ele foi um grande sábio, viveu a mais de 2 mil anos atrás, iluminou o mundo e teve 12 principais discípulos. Estou falando de...? Isso mesmo, de Buda, para a tristeza de quem achava que eu iria dizer Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nós vimos em outro artigo aqui no &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/"&gt;Por Que Não Creio&lt;/a&gt; que o próprio número doze é um número místico, usado por religiões pagãs antes do cristianismo e judaísmo. Falamos também sobre Hórus e seus 12 discípulos,&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; tentando expurgar de vez essa ideia mal concebida de que não existem similaridades entre Jesus com outras divindades pagãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No entanto, quando se trata de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Siddhartha_Gautama"&gt;Siddharta Gautama&lt;/a&gt;, as fontes que nós temos de sua vida são mmuito divergentes, a ponto de muitos, antes de grandes descobertas arqueológicas que provaram sua existência histórica, o acharem mero produto da imaginação humana, um mero mito. Atualmente, existe uma variação no número dos principais discípulos do grande Iluminado. Essa variação não se restringe apenas ao número, mas também aos nomes dos mesmos. Nas escolas búdicas é ensinado que Buda teve pelo menos 10-12 principais discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas, sempre é bom lembrar que as características do monomito, como chamava &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell"&gt;Joseph Campbell&lt;/a&gt;, não são encontradas como uma foto cópia umas das outras. Antes, o que observamos são SIMILARIDADES entre ideologias, acontecimentos e desenvovimentos teobiográficos na forma dos principais líderes espirituais. Em outras palavras, para se dizer que outra deidade tinha doze discípulos, assim como no caso de Jesus, não é necessário encontrar um manuscrito antigo que use o termoo “12 apóstolos”, ou que os retrate com o mesmo comportamento com os dos Evangelhos canônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No contexto sócio-religioso para o desenvolvimento da religião e do mito, dentro do escopo antropológico dinâmico, o que importa na investigação são as similaridades nas raízes e não nos frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Apesar de alguns dos escritos não falaram exatamente que Buda andava para cima e para baixo acompanhado de 12 discípulos, traços dessa ideia estão presentes nos ensinos búdicos e em algumas de suas biografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;1. Número Doze no Budismo&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Como mencionado no início desse artigo, nós observamos em outra postagem que o número 12 está presente em praticamente todos os sistemas das religiões pagãs anteriores ao cristianismo e judaísmo. E mesmo nos ensinos búdicos, nós observamos o uso contínuo desse número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No post &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/numero-12-um-plagio-cristianizado.html"&gt;12 - Um Plágio Cristianizado&lt;/a&gt; comentei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Assim como o mundo divino tinha 12 seções, nos quais se baseavam a utilidade estelar do número, as religiões também dividiam a própria existência humana mística em 12 partes. O budismo, por exemplo, sustenta que a vida é composta de 12 partes, que juntas, mantém o círculo da vida girando, enlaçando toda a vida em uma samsaric, forma de existência do qual é difícil de escapar.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um outra fonte nos informava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O ensino do budismo na existência do samsaric [...] é descrita na Roda do Tornar-se. [...] O aro da roda é dividida em doze segmentos e cenas. Estes mostram como os seres passam de um reino para outro, e são chamadas de nidanas. [...] Essas cenas retratam o ensinamento budista sobre a Origem Dependente: a cadeia causal que assegura a Roda da Samara continuamente girando.” &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;center&gt;&lt;b&gt;2. Buda e Seus Doze Discípulos&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Embora, como dito no início, as informações sobre Gautama sejam divergentes, temos boas citações de literatura búdica onde o mesmo é mencionado junto com 12 seguidores, conforme podemos ver abaixo sobre os 12 generais no budismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Os 12 Generais Celestiais protegem e servem o Yakushi Nyorai (O Buda da Medicina). Os Doze são Hindu Yasha 夜叉 que foram mais tarde incorporados no Budismo como guerreiros protetores. Na escultura e arte japonesa, eles são quase sempre agrupados em um círculo protetor em torno do Nyorai Yakushi - eles raramente são mostrados de forma independente. Muitos dizem que representam os doze votos de Yakushi, outros dizem que os 12 estavam presentes quando o Buda histórico introduziu o “Sutra da Cura”; outros ainda que eles oferecem proteção durante as 12 horas do dia, ou que representam os 12 meses e 12 direções cósmicas , ou os 12 animais do zodíaco chinês de 12 anos. O Jūni Shinshō são também membros do Tenbu (Sanscrito: Deva), um grupo maior de deidades protegendo o reino budista.”&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O ponto que deixa visivelmente claro o ensino búdico sendo passado para doze de seus seguidores se encontra em um enorme monumento chamado de Templo do Buda Deitado que fica a cerca de 20 km (12 milhas) de Pequim e está perto do Templo das Núvens Azure no sopé norte da Xishan. O Templo do Buda Deitado é um templo budista e um dos famosos templos antigos, em Pequim. Abaixo temos uma imagem que nos ajudará a ilustrar o ponto em questão.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[4].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ckq46ctZGTo/Ti9zzRgG91I/AAAAAAAAEp0/VuuQ11eMzsI/s1600/2253356822_4cb5134a1c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ckq46ctZGTo/Ti9zzRgG91I/AAAAAAAAEp0/VuuQ11eMzsI/s1600/2253356822_4cb5134a1c.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se observar na parte superior, verá que acima do Buda existem 12 rostos que seria de seus principais 12 discípulos, ou em outra interpretação, seriam as 12 fazes de iluminação de Siddharta Gautama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O mesmo número é mencionado ainda em outras fontes literárias budistas, conforme pode ser analisadas abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O Buda da Cura tinha 12 assistêntes conhecidos como os 12 Generais Yaksha... Penso que o Cristo com seus 12 discípulos e o Buda da Cura e seus 12 Generais são “lados opostos da mesma moeda”.” &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“Quando os Doze discípulos permanecendo como coordenadas no círculo... tiverem seguido, como Sumedha, as Dez Perfeições da Lei, eu virei de novo...” &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Tratando de assuntos religiosos, Buda havia dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Exceto em minha religião, os doze grandes discípulos que praticam as mais elevadas virtudes e agitam o mundo para livrá-los de seu estado de indiferença, não serão encontrados.” &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Como foi possível observarmos, Buda, de uma forma ou de outra, é retratado com o número de 12 discípulos, assim como posteriormente Jesus foi retratado nos Evangelhos. Poderia criar outras postagens apenas comentando essas citações acima, mas isso é apenas o início em nossa jornada de estudo, veremos muitas outras similaridades que deram vida ao mito chamado Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/horus-tinha-12-discipulos-part-i.html"&gt;Hórus Tinha 12 Discípulos?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Buddhism de Clive Erricker (1995)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.onmarkproductions.com/html/12-generals.shtml"&gt;Jūni Shinshō, Juni Shinsho, Twelve Heavenly Generals of Yakushi Buddha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_ten_principal_disciples"&gt;The Ten Principal Disciples&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Reiki and the Healing Buddha&lt;/em&gt; de Maureen J. Kelly, pg. 25, Lotus Press (September 12, 2000)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Quietly Comes the Buddha: Awakening Your Inner Buddha-Nature&lt;/em&gt;, pg. 172, de Elizabeth Clare Prophet, Kessinger Publishing (August 2003)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;The life, or legend, of Guadama, the Buddha of the Burmese&lt;/em&gt;: With annotations, Pg. 314, de Paul Ambroise Bigandet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.onmarkproductions.com/"&gt;On Mark Productions&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.travelchinaguide.com/attraction/beijing/wofo.htm"&gt;Travel China Guide&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;KELLY, Maureen J. &lt;strong&gt;Reiki and the Healing Buddha&lt;/strong&gt;, Lotus Press (September 12, 2000)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;PROPHET, Elizabeth Care, &lt;strong&gt;Quietly Comes the Buddha:&lt;/strong&gt; Awakening Your Inner Buddha-Nature, Kessinger Publishing (August 2003)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BIGANDET, Paul Ambroise, &lt;strong&gt;The life, or legend, of Guadama, the Buddha of the Burmese:&lt;/strong&gt; With annotations.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-7399189788604166709?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/7399189788604166709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7399189788604166709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7399189788604166709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/buda-tinha-12-discipulos.html' title='Buda Tinha 12 Discípulos?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ckq46ctZGTo/Ti9zzRgG91I/AAAAAAAAEp0/VuuQ11eMzsI/s72-c/2253356822_4cb5134a1c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6818032308502814852</id><published>2011-07-25T08:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T11:18:48.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Jesus e Buda — Similaridades no Nascimento (Part. I)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/files/Q7NOO3MOSMgC5wh8-4m4Os7xuKnCHr3u*JImoxS3BriTLi*zAPqCCsxK0wFpHbToW78M5SjQ6AyBhLG31-n6Gmq6VlUAzdsE/BJ6.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="BUDA, JESUS, SEMELHANÇAS, NASCIMENTO, ESTUDO" border="0" height="107" src="http://api.ning.com/files/Q7NOO3MOSMgC5wh8-4m4Os7xuKnCHr3u*JImoxS3BriTLi*zAPqCCsxK0wFpHbToW78M5SjQ6AyBhLG31-n6Gmq6VlUAzdsE/BJ6.jpg" title="Jesus e Buda — Similaridades no Nascimento (Part. I)" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspHoje nós iremos analisar uma série de semelhanças entre o nascimento de Jesus com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Siddhartha_Gautama"&gt;Siddharta Gautama&lt;/a&gt;, Buda para os íntimos.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title="Clique para ver uma nota explicativa"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Em meus primeiros anos como cristão, pensei que os relatos evangelísticos sobre o nascimento, vida e morte de Jesus fossem únicos, peculiares, pois o Cristo era único e não havia comparação do Salvador com quaisquer outros &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Messias" target="_blank" title="Wikipédia: Messias"&gt;Messias&lt;/a&gt; espirituais no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspEu lhes aconselharia a ler diretamente a biografia de Buda,&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; mas irei colocar diretamente as citações traduzidas do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A2nscrito" target="_blank" title="Wikipédia: Sânscrito"&gt;sânscrito&lt;/a&gt;, língua usada para escrever sua biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspAntes de iniciarmos, gostaria de mencionar uma semelhança digna de nota. É de conhecimento geral entre os teólogos que os títulos no início dos Evangelhos do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Testamento" target="_blank" title="Wikipédia: Novo Testamento"&gt;Novo Testamento&lt;/a&gt; que temos hoje (i.e “Evangelho Segundo Mateus”, “Evangelho Segundo João”, etc) não existiam nos originais em grego. Isso mesmo, os evangelhos são anônimos. A tradição Católica foi quem atribuiu os livros aos seus respectivos nomes (Mateus, Marcos, Lucas e João)&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspA principal obra que nos conta o nascimento de Siddharta Gautama (Buda) é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buddhacarita" target="_blank" title="Wikipédia: Buddhacarita"&gt;Buddhacarita&lt;/a&gt;. Interessante que no prefácio do livro I, temos o seguinte título “O Nascimento do Santo”, se referindo a Buda na versão de Johnston em inglês. No entanto, na versão de Cowell existe uma nota explicativa dizendo que esse título não está presente nos originais em  sânscrito. Assim, tanto os Evangelhos, como o Buddhacarita não possuem títulos originalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspAbaixo segue os versículos de Buddhacarita livro I e, em seguida, os meus comentários com os respectivos paralelos do nascimento no menino Jesus de acordo com os Evangelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Para ele havia uma rainha, de nome Màyà, como se fosse livre de todo o engano (màyà), uma refulgência proveniente de seu esplendor, como o esplendor do sol, quando se está livre de toda a influência das trevas, uma rainha-chefe na assembléia unida de todas as rainhas.” (Livro 1 Versículo 15)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspA Primeira semelhança é com os nomes das respectivas mães. A mãe de Buda se chamava Maya e a de Jesus, Maria. (Mateus 1.18) Para introduzir o nascimento do grande Iluminado, o escritor exalta sobremaneira a rainha que se tornou mãe de Buda. Aqui o texto a descreve como “livre de todo o engano” (biblicamente as mulheres são relacionadas com engano por causa de Eva, veja 1 Timóteo 2:14), como o “esplendor do sol” (em Apocalipse 12:1 temos “uma mulher vestida de sol”), “livre de todo a influência das trevas”, mostrando que Maya era um vaso sagrado para levar em seu ventre a criança que se tornaria Buda, assim como Maria era devota e virgem, alguém que tinha “favor aos olhos de Deus” (Lucas 1:30). Maya é descrita como “rainha-chefe” de todas as rainhas, assim como de todas as virgens e devotas na nação de Israel, Yahweh havia escolhido Maria para levar o Messias no ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Em seguinda, descendo do exército dos seres do céu Tushita e iluminando os três mundos, o mais excelente dos Bodhisattvas de repente entrou em um pensamento dentro do ventre dela, assim como o rei Nàga entrou na caverna de Nandà.” (Livro 1, v. 19)&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspDepois da declaração majestosa sobre a rainha, nos é relatado que&amp;nbsp;Siddharta Gautama não era apenas um ser humano, ele fazia parte do “exército de seres no céu” de Tushita.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[4].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ele foi enviado espiritualmente do domínio espiritual para dentro do ventre de sua mãe, sendo seu nascimento algo milagroso e sem qualquer processo sexual. Da mesma forma, Jesus teve uma existência pré-humana. Antes de ele existir como ser humano, e andar entre nós como Cristo, Jesus habitava os céus (João 8:58), ele estava com Deus quando a Terra foi criada (João 1:1, Prov. Cap. 8:1). Albert Barnes, erudito evangélico do século XVIII, comenta sobre João 1:14a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A palavra “carne”, aqui, é evidentemente utilizada para designar a “natureza humana” ou “homem”. Ver Mat 16:17; 19: 5; 24:22; Luc 3:6; Rom 1:3; 9:5. A “Palavra” foi feita um “homem”. Isso é normalmente expresso por dizer que ele se tornou “encarnado”. Quando dizemos que um ser torna-se “encarnado”, queremos dizer que alguém de uma ordem superior do que a do homem, e de natureza diferente, assume a aparência do homem ou se tornar um homem. Aqui, se entende que “o Verbo”, ou a segunda pessoa da Santíssima Trindade, a quem João acabara de revelar ser ele igual a Deus, que se tornou um homem, ou foi unido com o homem Jesus de Nazaré, a fim de que se dizer que ele “se fez carne.”” (&lt;i&gt;&lt;a href="http://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/05/comentario-biblico-de-albert-barnes_14.html"&gt;Albert Barnes Notes on the Bible&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;)&lt;/blockquote&gt;Assim como Buda, Jesus também é mencionado em relação a um exército (1 Samuel 1:3)&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Como a palavra “Buda” significa “Iluminado”, o escritor comenta que a própria essência do Buda era iluminar e ele faz isso nos “três mundos”. De maneira semelhante, Jesus se colocou como “a luz do mundo” (João 8:12)&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, João diz que a vida e a luz “veio à existência por meio”&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Jesus e comenta que “a Luz (i.e Jesus Cristo) está brilhando na escuridão”&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn8" name="_ftnref8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Jo. 1:3-4) No budismo, um Bodhisattva significa tanto “uma vida iluminada”, ou um “ser iluminado” (&lt;i&gt;Wikipédia&lt;/i&gt;). O autor do livro 1 Buddhacarita, que é o livro que estamos considerando, considera Siddharta Gautama o mais iluminado de todos os Budas anteriores a ele. O mesmo ocorre com Jesus Cristo. Como assim? Talvez poucos saibam, mas a palavra “Cristo” não é um sobrenome, como se a mãe de Jesus fosse Maria Cristo e o pai adotivo, José Cristo. No primeiro século, período onde o Jesus histórico viveu, os nomes eram quase sempre parecidos e, para distingui-los, se usava o nome da localidade.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn9" name="_ftnref9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A palavra “Cristo” &lt;span style="font-family: GARAMOND; font-size: 150%;"&gt;χριστος&lt;/span&gt; (Gr.: &lt;i&gt;khristós&lt;/i&gt;) significa “ungido”, pois ela vem do verbo &lt;span style="font-family: GARAMOND; font-size: 150%;"&gt;χριω&lt;/span&gt;, que significa “ungir”. Essa palavra é equivalente ao hebraico &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 150%;"&gt;משׁיח&lt;/span&gt; (mâshıyach), de onde se deriva a nossa palavra “messias”. Assim, a mesma passou a ter a ideia de “escolhido”, pois, toda vez que em Israel alguém era “escolhido” como rei da nação, ele era ungido como símbolo da escolha divina (1 Samuel 10:1; 16:13; 2 Samuel 2:7; 1 Reis 1:39). Portanto, todo rei de Israel, sendo escolhido divinamente por Yahweh, era considerado um “ungido de Yahweh”.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn10" name="_ftnref10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (1 Samuel 24:6) Em outras palavras, os reis escolhidos e ungidos para ser reis da nação de Israel eram “cristos”. (Salmos 2:2) No entanto, de todos os “cristos”, ou “ungidos”, de Yahweh, Jesus foi o mais excelente. Em Hebreus 1:4, o escritor diz: “...De modo que ele se tornou &lt;u&gt;melhor do que os anjos&lt;/u&gt;, a ponto de ter herdado um nome &lt;u&gt;mais excelente do que o deles&lt;/u&gt;.” Por essa razão, o Novo Testamento se refere a Jesus como “O Cristo”,&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn11" name="_ftnref11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; pois Jesus foi o mais excelente de todos os reis, profetas, escolhidos e messias que a nação judaica poderia ter. Vamos analisar pelo menos duas semelhanças teológicas entre Buda e Jesus de acordo com essa parte do texto. Aqui nos é informado que Siddharta Gautama, como ser de existência pré-humana, iria entrar no ventre de sua mãe, sendo gerado sem o ato sexual natural, assim como Jesus.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn12" name="_ftnref11" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Segundo, Siddharta Gautama ‘entra em um &lt;u&gt;pensamento’&lt;/u&gt; no ventre de Maya. A introdução espiritual do Buda como “um pensamento” é digno de nota. Quando o anjo Gabriel anunciou, ele diz a Maria: &lt;i&gt;“...e eis que conceberás na tua madre e darás à luz um filho, e deves dar-lhe o nome de Jesus.”&lt;/i&gt; (Lucas 1:31) Quando João descreve a existência pré-humana de Jesus, ele o chama de “logos” em João 1:1 e 14. Um dos principais significados de “logos” em grego é “pensamento”.&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftn13" name="_ftnref13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Buda e Jesus são descritos como existindo pré-humanamente e ambos foram introduzidos nos ventres de suas respectivas mães como “logos”, ou pensamento divino. Por último, o relato que descreve a encarnação do Buda, diz que sua entrada nesse mundo foi como o rei Nàga entrando na caverna de Nandà. Essa é uma comparação da introdução espiritual de Buda com um evento histórico anterior. Esse tipo de comparação também é comum no sentido bíblico. Jesus disse se referindo a sua ressurreição: “...Porque, &lt;u&gt;assim como&lt;/u&gt; Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, &lt;u&gt;assim&lt;/u&gt; estará &lt;u&gt;também&lt;/u&gt; o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40) O estilo literário é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbspObservou quantas similaridades teológicas entre a concepção de Jesus e Buda? Isso foi observado em apenas dois versos. Iremos abordar toda a vida de Buda e seus ensinos paragonando-os com os de Jesus. Não deixe de acompanhar as próximas postagens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Iremos fazer uma série de artigos com esse mesmo tema.&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ancient-buddhist-texts.net/Texts-and-Translations/Buddhacarita/index.htm"&gt;The Buddha-Carita&lt;/a&gt; ou A Vida de Buda, de Aèvaghoùa, editado e traduzido por E. B. Cowell.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; EHRMAN, Bart D., &lt;b&gt;Forged&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;Writing in the Name of God – Why the Bible’s Authors Are Not Who They Think They Are&lt;/i&gt;, 2011, HarperOne, New York, NY.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Tushita foi o último lugar onde o Buda estava antes de encarnar como Siddharta Gautama. Tushita, no budismo, se refere ao reino dos deuses. Tomando essa ideia, vemos que a deidade Buda desce do reino celestial e se torna carne, ou seja, encarna, na pessoa de Siddharta. O mesmo acontece com Jesus. Em João 1:14 diz que “A Palavra (i.e Jesus Cristo) se tornou carne e habitou entre nós”. Assim como Jesus, Siddhardta Gautama era um deus encarnado que viera com o objetivo de iluminar e salvar a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Essa é a primeira vez que ocorre a expressão em hebraico, &lt;i&gt;Yhwáh tseva’óhth&lt;/i&gt;. Para a ramificação cristã que acredita que Jesus não é Yahweh e sim o Arcanjo Miguel, nós temos 2 Tessalonicenses 1:7-8 assim como Mateus 26:53, onde Jesus comenda um exército celestial.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Gr.: το φως του κοσμου&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Gr.: παντα δι αυτου εγενετο&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref8" name="_ftn8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Gr.: και το φως εν τη σκοτια φαινει&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref9" name="_ftn9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Cf. Mateus 21:11.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref10" name="_ftn10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Hebr.: &lt;i&gt;la’dhoní limshíahh&lt;/i&gt;; gr.: &lt;i&gt;toi kyríoi mou toi khristoí&lt;/i&gt;; sir.: &lt;i&gt;lemari lamshihheh&lt;/i&gt;; lat.: &lt;i&gt;dómino méo chrísto&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref11" name="_ftn11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Mateus 2:4 nós temos “O Cristo.” Gr.: ὁ χριστός (&lt;i&gt;ho Khristós&lt;/i&gt;); os manuscritos do NT em hebraico tais como J&lt;sup&gt;1-14,16-18,22&lt;/sup&gt;, nós temos: &lt;span style="font-family: CARDO; font-size: 140%;"&gt;המשיח&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;hammashíahh&lt;/i&gt;, “O Messias; o Ungido”).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref12" name="_ftn12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Maria perguntou ao anjo Gabriel: “Como se há de dar isso, visto que não tenho relações com um homem?” O anjo disse-lhe, em resposta: “Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus.” (Lucas 1:34-35)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#_ftnref13" name="_ftn13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; M. Vincent, um dos principais especialistas do grego do Novo Testamento, comenta sobre a palavra logos: “Esta expressão é a palavra chave e o tema de todo o evangelho. Λογος vem da raiz λεγ , aparecendo em λεγω, o significado primitivo do qual é assentar: então, escolher entre vários, reunir: daí recolher ou juntar as palavras, e assim, falar. Daí λογος é, antes de tudo, uma coleta ou recolha de ambas as coisas na mente, e das palavras que são expressas. Ela, portanto, significa tanto a forma exterior pelo qual o pensamento interior é expresso, e do pensamento interior em si, a latina &lt;i&gt;oratio&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt;: compare com o italiano &lt;i&gt;ragionare&lt;/i&gt;, “pensar” e “falar”.” A.T Robertson, em &lt;i&gt;Words Studies&lt;/i&gt;, diz que a palavra também denota “razão como discurso”, ou “algo dito (incluindo o pensamento)”, “raciocínio (faculdade mental)” (&lt;i&gt;Strong&lt;/i&gt;), “logos é uma palavra falada com referência geralmente aquilo que está na mente do falante” (&lt;i&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.ancient-buddhist-texts.net/Texts-and-Translations/Buddhacarita/index.htm"&gt;Ancient Duddhist Texts&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.ccel.org/ccel/westcott/gnt/files/toc.htm"&gt;Texto Grego do Novo Testamento de Wescott e Hort&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;EHRMAN, Bart D., &lt;b&gt;Forged&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;Writing in the Name of God – Why the Bible’s Authors Are Not Who They Think They Are&lt;/i&gt;, 2011, HarperOne, New York, NY.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ORR, James &lt;i&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/i&gt; M.A., D.D., General Editor&lt;/li&gt;&lt;li&gt;VINCENT, Marvin R.&lt;i&gt;Vincent's Word Studies&lt;/i&gt;, D.D. Baldwin Professor de Literatura Sagrada no Union Theological Seminary, NY.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;THAYER, Joseph Henry &lt;i&gt;A Greek-English Lexicon of the New Testament&lt;/i&gt;, D.D. 1889.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;HARRIS, R. Laird&lt;i&gt;Theological Wordbook of the Old Testament&lt;/i&gt;, Volumes 1 &amp;amp; 2, Editor Gleason L. Archer, Jr., Associate Editor, Bruce K. Waltke, Editor Associado, 1980, THE MOODY BIBLE INSTITUTE OF CHICAGO.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6818032308502814852?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6818032308502814852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6818032308502814852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6818032308502814852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/jesus-e-buda-similaridades-no.html' title='Jesus e Buda — Similaridades no Nascimento (Part. I)'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-5258883315516795114</id><published>2011-07-18T10:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T16:21:25.095-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refutações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='William Lane Craig'/><title type='text'>Refutando W.L Craig — Matança dos Cananitas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I5yCXPgbSKE/TiTLPK7YEOI/AAAAAAAAEpM/yty_WTrULl0/s1600/DEUS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="MATANÇA, CANANITAS, REFUTAÇÃO, ESTUDO" title="Refutando W.L Craig — Matança dos Cananitas" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-I5yCXPgbSKE/TiTLPK7YEOI/AAAAAAAAEpM/yty_WTrULl0/s1600/DEUS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;O texto abaixo se refere a um email que eu troquei com um amigo cristão. Se você chegou ao blog direto por essa postagem, queira ver o contexto no link: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/matanca-dos-cananitas.html"&gt;Matança dos Cananitas&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Agradeço pelo email e por dedicar seu tempo para me ajudar a compreender alguns pontos teológicos. Conheço as palestras e os livros de Craig, mas essa resposta dele não me era novidade. Selecionei algumas partes do texto para argumentar alguns pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Craig diz durante o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Eu penso que um bom começo para este problema é enunciar nossa teoria ética que fundamenta nossos julgamentos morais. De acordo com a versão do mandamento divino ético que eu defendo, nossas obrigações morais são constituídas pelos mandamentos de um santo e amoroso Deus. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Uma vez que Deus não emite ordens a si mesmo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, Ele não tem obrigações morais para cumprir. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Ele certamente não esta sujeito às mesmas obrigações e proibições a que nós estamos&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Por exemplo, eu não tenho nenhum direito de tirar a vida de um inocente. Para mim, fazer isto me tornaria um assassino. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Mas Deus não tem tal proibição&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Ele pode dar e tirar a vida como Ele decidir. Nós todos reconhecemos isto quando censuramos alguma autoridade que presume tirar vidas como “brincar de Deus”. Autoridades humanas arrogam a si mesmas direitos os quais cabem somente a Deus. Deus não está sob qualquer obrigação para estender minha vida por mais um segundo. Se Ele quiser me desferir a morte agora, esta é Sua prerrogativa.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é o problema disso? É que, ao meu ver, isso faz do Deus judaico-cristão um criminoso eternamente impune, uma vez que Ele não aplica leis à Si mesmo, então Ele poderia, não apenas matar, mas também mentir, roubar, enganar, defraudar, fornicar, e tantas outras peripécias. Se matar não faz dEle um assassino, cometer fornicação não faria dEle fornicador, mentir não faria dEle mentiroso, enganar, enganador. No entanto, todos os cristãos concordariam que não caberia a Deus fazer estas coisas, da mesma forma que não Lhe caberia assassinar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é por isso que o mitológico diabo quer tanto o lugar de Deus? Para justamente poder matar e cometer tantas outras atrocidades sem ter qualquer Lei que o impeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é que, mesmo quando eu era cristão, eu não pensavam assim como Lane Craig – diga-se de passagem que devemos ter personalidade e fazer nossa própria concepção intelectual argumentativa, e não dizer apenas o que outros dizem – e assim parece que o que ele diz está de encontro com o próprio ensino da Bíblia sobre a divindade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia diz em Tito 1:2b que “Deus &lt;u&gt;&lt;b&gt;não pode&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; mentir” (Gr.: ο αψευδης θεος), ao usar a palavra grega αψευδης (que é uma junção do prefixo de negação “α” mais ψευδος “pseudo”, que significa &lt;em&gt;mentir&lt;/em&gt;) a ideia de “não poder” fica implícito, o texto mostrar que a própria divindade cristã &lt;u&gt;&lt;b&gt;se autolimita moralmente&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;. Biblicamente, não existe isso de que, sendo Ele Deus, poderá mentir, roubar e fazer tantas outras coisas que muitos humanos imperfeitos não têm coragem de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a Bíblia ensina que Ele, sendo Juíz da Terra, não pode cometer injustiças, o que engloba todo tipo de crime. E o contexto dessas palavras foi o julgamento de Sodoma, quando Abraão disse que Yahweh não poderia destruir justos e injustos igualmente, pois isso seria inadequado para um Juíz Universal. (Gênesis 18:25) Mas, pelo que Craig falou, “Deus pode tudo”, então, bastaria Ele querer, podendo assim sair matando indiscriminadamente Ló e toda a sua família em Sodoma, bastava apenas Ele &lt;u&gt;&lt;strong&gt;querer&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;. Além disso, a partir do momento que os cristãos dizem que Ele pode&amp;nbsp;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;querer&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; fazer isso, fica claro que a divindade cristã está suscetível&amp;nbsp;aos desejos impróprios, que seria matar pessoas inocentes, o que não seria típico de alguém divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, do fundo do meu coração, isso me parece não apenas incoerente com a razão e a lógica, como com o que a própria Bíblia ensina em algumas passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Craig escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O que isto implica é que Deus tem o direito de tomar as vidas dos cananitas quando Ele achar melhor. Quanto tempo eles vivem e quando eles morrem é decisão Dele.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Para nós é fácil dizer que Deus pode. Agora imagine que você fosse um cananita, e visse os Judeus exterminarem seus pais, irmãos, seus filhos, &lt;b&gt;ao fio da espada&lt;/b&gt;, apenas porque você, por questões religiosas e culturais, adora outro deus. Não parece isso ordem de um Hitler divino? Pimenta nos olhos dos outros é refresco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Craig argumenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Então o problema não é que Deus terminou com a vida dos cananitas. O problema é que Deus mandou os exércitos israelenses acabarem com elas. Não é como mandar alguém cometer assassinato? Não, não é. Antes, uma vez que nossas obrigações morais são determinadas pelos mandamentos de Deus, Ele está mandando fazer algo que, na ausência da ordem divina, poderia ser assassinato. O ato era moralmente obrigatório para os soldados israelitas em virtude do mandamento divino, ainda que, tivessem eles o tratado em sua própria iniciativa, eles estivessem errados.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, em outras palavras, matar, roubar, mentirar, fornicar, tudo é errado, mas se Deus nos ordenar fazê-los, então passa a ser certo? Em Oséias 1:2 o profeta é ordenado por Yahweh a cometer prostituição para dar uma lição espiritual à Israel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W.L. Craig:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A matança das crianças cananitas não apenas serviu para prevenir uma assimilação da identidade cananita, mas também serviu como uma ilustração tangível e detalhada da separação de Israel como um povo exclusivo de Deus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se nós acreditarmos, como eu acredito, que a graça de Deus é estendida para aqueles que morreram na infância ou como pequenas crianças, a morte destas crianças era verdadeiramente sua salvação. Nós somos tão apegados à perspectiva naturalista terrena, que nós esquecemos que aqueles que morrem estão felizes por deixar esta terra pela alegria incomparável do paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que Deus faz de errado ao comandar a destruição dos cananitas? Não os cananitas adultos, porque eles eram corruptos e mereciam o julgamento. Não as crianças, porque eles herdaram a vida eterna.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, eu prefiro achar que não estou “ouvindo” isso, pois acharia melhor uma resposta do tipo, &lt;i&gt;“não sei como responder, apenas creio que Ele fez o que foi certo”&lt;/i&gt;, porque é absurdo até onde a apologia teológica pode levar um ser humano a argumentar com o objetivo de justificar o assassinato de pessoas, cujo o único crime foi ter uma religião diferente, ou pior, assassinas crianças que nem entendiam direito o que estava acontecendo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar o exercito israelita cravar a lâmina da espada em uma criança, um bebê — como a palavra em hebraico &lt;span style="font-family: cardo; font-size: 150%;"&gt;&lt;strong&gt;טף&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (taph) significa — dizendo ainda que eles estava dando a salvação para as crianças é ridículo! Se o filho de um cristão hoje for assassinado, poderia o assassino alegar ao juíz que estava dando a salvação ao pequenino, visto que, sendo esse argumento, as crianças quando morrem vão direto para o céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que os judeus matasse à espada a esposa de Craig e o filho recém nascido, você acha que ele aceitaria isso? Que ele acharia que tudo aquilo é bom porque resultou na salvação e vida eterna de sua família? Inaceitável isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“O problema com o Islamismo, então, não é que ele tem a teoria moral errada; é que ele tem o Deus errado. Se os muçulmanos pensam que nossas obrigações morais são constituídas de mandamentos de Deus, então eu concordo com eles. Mas os muçulmanos e os cristãos diferem radicalmente sobre a natureza de Deus. Os cristãos crêem que Deus é um Deus amoroso, enquanto os muçulmanos acreditam que Deus ama somente os muçulmanos. Alá não tem amor pelos incrédulos e pecadores. Então, eles podem ser mortos indiscriminadamente. Além do mais, no Islamismo, a onipotência de Deus supera tudo, inclusive sua própria natureza. Ele é então absolutamente arbitrário na sua conduta com a humanidade. Em contraste, os cristãos sustentam que a natureza santa e amorosa de Deus determina seus mandamentos.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Essa informação não é acurada. Jesus disse: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que &lt;u&gt;&lt;b&gt;todo aquele que nele crer&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) A teologia cristã ensina que “todo aquele” que crer em Cristo, i.e os cristãos, terá vida eterna, portanto, assim como os mulçumanos, os cristãos também querem monopolizar a verdade e salvação eterna, se você não for cristão irá para o inferno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus vai destruir todos os que não são cristãos, mesmo Ele amando-os! Vai entender esse amor! Em João 3:36 nos é ensinado que se você tiver fé em Jesus então você terá a vida eterna (i.e a salvação) e quem não tiver fé em Jesus e não obedecer aos ensinos cristãos, o versículo diz que “o furor de Deus permanece sobre” essa pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, Deus só lhe ama se você for cristão. Se você não compartilha a fé cristã, não apenas Deus não lhe ama, como “o furor” (muito mais do que raiva, “o furor”) de Deus permanece sobre sua cabeçinha linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-5258883315516795114?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/5258883315516795114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/refutando-william-lane-craig-matanca.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/5258883315516795114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/5258883315516795114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/refutando-william-lane-craig-matanca.html' title='Refutando W.L Craig — Matança dos Cananitas'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-I5yCXPgbSKE/TiTLPK7YEOI/AAAAAAAAEpM/yty_WTrULl0/s72-c/DEUS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-952959167070406729</id><published>2011-07-18T09:37:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T16:01:19.802-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='William Lane Craig'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A Matança dos Cananitas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.wikia.com/teonismo/images/b/bc/William_Lane_Craig4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="CANANITAS, MATANÇA, DEUS" title="A Matança dos Cananitas" border="0" height="181" src="http://images.wikia.com/teonismo/images/b/bc/William_Lane_Craig4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por William Lane Craig&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido e adaptado por Leandro Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 1: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nos fóruns, tem havido muitas boas questões levantadas acerca do assunto da ordem de Deus para os judeus cometerem “genocídio” às pessoas da terra prometida. Como você tem colocado em alguns de seus trabalhos escritos que estes atos não se ajustam com o conceito ocidental de Deus sendo um doce papai no céu. Agora nós certamente podemos encontrar justificativas para aquelas pessoas ficarem debaixo do julgamento de Deus por causa dos seus pecados, idolatria, sacrifício de suas crianças, etc. Mas uma difícil questão é a matança de crianças e bebês. Se as crianças são jovens o suficiente juntamente com os bebês são inocentes dos pecados que a sua comunidade tinha cometido. Como nós reconciliaremos esta ordem de Deus para matar as crianças com o conceito de Sua Santidade? – Obrigado, Steven Shea.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Questão 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eu tenho ouvido você justificar a violência do AT com a base de que Deus usou o exército Israelita para julgar os cananitas e a eliminação deles pelos israelitas é moralmente correta por que eles estavam obedecendo a uma ordem de Deus (devia ser errado se eles não tivessem obedecido a Deus na ordem de eliminar os cananitas). Isto se assemelha um pouco em como os Muçulmanos definem moralidade e justificam a violência de Maomé e outras questões morais questionáveis (os muçulmanos definem moralidade como o cumprimento da vontade de Deus). Você pode ver alguma diferença entre a sua justificativa da violência no AT e a justificação islâmica de Maomé e os versículos violentos do Alcorão? São a violência e as ações questionáveis de moralidade e os versículos do Alcorão bons argumentos ao falar com os muçulmanos? – Anônimo&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Dr. William Lane Craig responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento), quando Deus tirou seu povo da escravidão do Egito e os fez voltar para a terra dos seus antepassados, Ele os direcionou para matar todo o povo cananita que estavam vivendo na terra (Dt. 7:1-2; 20:16-18). A destruição seria completa: cada homem, mulher e criança seriam mortos. O livro de Josué conta a história dos israelitas levando a cabo a ordem de Deus cidade após cidade do começo ao fim de Canaã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história ofende nossa sensibilidade moral. Ironicamente, contudo, nossa sensibilidade moral no Ocidente foi basicamente, e para muitas pessoas inconscientemente, formada por nossa herança judaico-cristã, a qual nos ensinou os valores intrínsecos dos seres humanos, a importância da conduta justa mais que caprichosamente, e a necessidade da adequada punição para o crime. A Bíblia mesma inculca os valores os quais estas histórias parecem violar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem para matar as pessoas cananitas está discordante precisamente porque ela parece tão em desacordo com o retrato de Javé, o Deus de Israel, como Ele é pintado nas Escrituras Hebraicas. Contrariamente à retórica vituperante de alguns como Richard Dawkins, o Deus das Escrituras hebraicas é um Deus de justiça, que sofre e de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não pode ler os profetas do Antigo Testamento sem um senso de profundo cuidado de Deus pelos pobres, oprimidos, humilhados, órfãos e outros. Deus demanda justas leis e justas regras. Ele literalmente suplica às pessoas que se arrependam de seus caminhos errados que Ele poderia não julgá-los. “Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ez. 33:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele enviou um profeta até mesmo para a cidade pagã de Nínive por causa da Sua compaixão pelos habitantes, “homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda” (Jn 4:11). O próprio Pentateuco contém os 10 mandamentos, um dos maiores códigos morais da antiguidade, os quais moldaram a sociedade ocidental. Até mesmo o severo “olho por olho, dente por dente” não foi uma descrição de vingança, mas uma verificação na punição excessiva para cada crime, servindo para moderar a violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O julgamento de Deus é qualquer coisa, menos caprichoso. Quando o Senhor anunciou de julgar Sodoma e Gomorra pelos seus pecados, Abraão corajosamente perguntou,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? (Gn 18:25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o negociante do Oriente Médio pechincha em uma barganha, Abraão continuadamente diminuiu o preço, e a cada vez Deus se comprometeu, sem nenhuma hesitação, garantindo a Abraão que se houvesse até mesmo 10 pessoas corretas na cidade, Ele não a destruiria por causa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que é que Javé está fazendo comandando o exército judeu para exterminar o povo cananita? É precisamente porque nós esperamos que Javé agisse justamente e com compaixão que nós achamos estas histórias tão difíceis de compreender. Como pode Ele comandar soldados para matar crianças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, antes de tentar dizer algo em forma de responda para esta difícil questão, nós devemos por bem primeiramente parar e perguntar a nós mesmos o que está em jogo aqui. Suponha que nós concordemos que se Deus (que é perfeitamente bom) existe, Ele não poderia ter emitido semelhante ordem. O que se segue? Que Jesus não ressuscitou dos mortos? Que Deus não existe? Dificilmente! Então qual é o suposto problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho freqüentemente ouvido populares levantarem esta ordem como uma refutação do argumento moral para a existência de Deus. Mas eles estão obviamente enganados. A afirmação de que Deus não pode ter emitido tal ordem não falsifica ou diminui qualquer das duas premissas no argumento moral que eu defendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Se Deus não existe, valores morais objetivos não existem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Valores morais objetivos existem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Então, Deus existe.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;De fato, à medida que os ateus pensam que Deus fez algo moralmente errado na ordenação do extermínio dos cananitas, eles afirmam a premissa (2). Então, qual é o suposto problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, parece-me, é que se Deus não emitiu tal ordem, então a história bíblica deve ser falsa. Qualquer um dos incidentes nunca realmente aconteceu, mas é apenas folclore israelita; ou senão, se elas aconteceram então Israel, cheio de um completo fervor nacionalista, pensando que Deus estivesse do lado dele, afirmou que Deus os comandou para cometer estas atrocidades, quando de fato Ele não os comandou. Em outras palavras, este problema realmente é uma objeção à inerrância bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, ironicamente, muitos críticos do Antigo Testamento são céticos que os eventos da conquista de Canaã ocorreram. Eles tomam estas histórias como parte da lenda da fundação de Israel, de forma semelhante ao mito de Rômulo e Remo e a fundação de Roma. Para tais críticos o problema das ordenações de Deus desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos colocar esta ordem em uma perspectiva totalmente diferente! A questão da inerrância bíblica é importante, mas não é como a existência de Deus ou a deidade de Cristo! Se os cristãos não podem encontrar uma boa resposta para a questão antes de nós e estão, além disso, convencidos que tal comando é inconsistente com a natureza de Deus, então nós teremos que desistir da inerrância bíblica. Mas nós não devemos deixar um descrente levantar esta questão enganando-se pensando que ele implica mais do que ele realmente faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que um bom começo para este problema é enunciar nossa teoria ética que fundamenta nossos julgamentos morais. De acordo com a versão do mandamento divino ético que eu defendo, nossas obrigações morais são constituídas pelos mandamentos de um santo e amoroso Deus. Uma vez que Deus não emite ordens a si mesmo, Ele não tem obrigações morais para cumprir. Ele certamente não esta sujeito às mesmas obrigações e proibições a que nós estamos. Por exemplo, eu não tenho nenhum direito de tirar a vida de um inocente. Para mim, fazer isto me tornaria um assassino. Mas Deus não tem tal proibição. Ele pode dar e tirar a vida como Ele decidir. Nós todos reconhecemos isto quando censuramos alguma autoridade que presume tirar vidas como “brincar de Deus”. Autoridades humanas arrogam a si mesmas direitos os quais cabem somente a Deus. Deus não está sob qualquer obrigação para estender minha vida por mais um segundo. Se Ele quiser me desferir a morte agora, esta é Sua prerrogativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isto implica é que Deus tem o direito de tomar as vidas dos cananitas quando Ele achar melhor. Quanto tempo eles vivem e quando eles morrem é decisão Dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o problema não é que Deus terminou com a vida dos cananitas. O problema é que Deus mandou os exércitos israelenses acabarem com elas. Não é como mandar alguém cometer assassinato? Não, não é. Antes, uma vez que nossas obrigações morais são determinadas pelos mandamentos de Deus, Ele está mandando fazer algo que, na ausência da ordem divina, poderia ser assassinato. O ato era moralmente obrigatório para os soldados israelitas em virtude do mandamento divino, ainda que, tivessem eles o tratado em sua própria iniciativa, eles estivessem errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria do mandamento divino, então, Deus tem o direito de ordenar uma ação, a qual, ausente de um mandamento divino, seria pecado, mas a qual é moralmente obrigatória em virtude deste mandamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem; mas tal ordem não é contrária à natureza de Deus? Vamos olhar este caso mais de perto. É talvez significativo que a história da destruição de Sodoma por Javé – juntamente com Suas sérias garantias a Abraão que se houvessem tantas quanto até mesmo 10 pessoas retas em Sodoma, a cidade não seria destruída – dá forma a parte do fundo para a conquista de Canaã e ao mandamento de Javé de destruir as cidades lá. A implicação é que os cananitas não são pessoas retas, mas estão sob o julgamento de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, antes da escravidão no Egito, Deus falou a Abraão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos… e a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.” (Gn. 15:13,16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense nisto! Deus suspende seu julgamento aos cananitas por 400 anos porque sua perversidade ainda não tinha atingido o ponto de intolerabilidade! Este é o Deus que suporta a dor que nós conhecemos das Escrituras hebraicas. Ele até mesmo permite que Seu povo escolhido definhe na escravidão por 4 séculos antes de determinar que o povo cananita esteja pronto para o julgamento e tirar o Seu povo do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de sua destruição, a cultura cananita era, de fato, devassa e cruel, abraçando práticas tais como prostituição cultual e até mesmo sacrifício de crianças. Os cananitas estão para ser destruídos “Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus.” (Dt 20:18). Deus tinha razões moralmente suficientes para Seu julgamento sobre Canaã, e Israel era meramente o instrumento da Sua justiça, da mesma fora que centenas de anos depois Deus usaria as nações pagãs da Assíria e Babilônia para julgar Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tirar a vida de crianças inocentes? A terrível totalidade da destruição foi incontestavelmente à proibição da assimilação de nações pagãs. No ordenamento da destruição completa dos cananitas, o Senhor falou: “Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.” (Dt 7:3-4). Este mandamento é parte e parcela de toda a estrutura da complexa e característica lei judia de práticas puras e impuras. Para a contemporânea mente ocidental muitas das regras da lei do Antigo Testamento parecem absolutamente bizarras e sem sentido: não misturar linho com lã, não usar os mesmos recipientes para carnes e laticínios, etc. O impulso que sobrepujava estas regras é a proibição de vários tipos de mistura. Linhas claras de distinção são esboçadas: isto e não aquilo. Isto serviu como um tangível e diário lembrete que Israel é um conjunto especial de pessoas separado para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falei uma vez com um missionário indiano que me contou que a mente oriental tem uma tendência inveterada com respeito à amalgamação (fusão). Ele falou que os Hindus ouvem o evangelho sorrindo e dizem “Sub ehki eh, sahib, sub ehki eh!” (Tudo é Um, sahib, Tudo é Um!). Faz quase o impossível para alcançá-los por causa até mesmo das contradições lógicas incluídas no todo. Ele disse que ele pensa que a razão de que Deus deu a Israel tantas ordens arbitrárias sobre pureza e impureza era para ensiná-los a Lei da Contradição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por definição em tal grau forte, severa dicotomia Deus ensinou Israel que qualquer assimilação com a idolatria pagã era intolerável. Era Sua forma de preservar a saúde e posteridade espiritual de Israel. A matança das crianças cananitas não apenas serviu para prevenir uma assimilação da identidade cananita, mas também serviu como uma ilustração tangível e detalhada da separação de Israel como um povo exclusivo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se nós acreditarmos, como eu acredito, que a graça de Deus é estendida para aqueles que morreram na infância ou como pequenas crianças, a morte destas crianças era verdadeiramente sua salvação. Nós somos tão apegados à perspectiva naturalista terrena, que nós esquecemos que aqueles que morrem estão felizes por deixar esta terra pela alegria incomparável do paraíso. Então, Deus não faz nada errado ao tomar suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que Deus faz de errado ao comandar a destruição dos cananitas? Não os cananitas adultos, porque eles eram corruptos e mereciam o julgamento. Não as crianças, porque eles herdaram a vida eterna. Então quem é o transgressor? Ironicamente, eu penso que a maior dificuldade de todo este debate é o aparente erro que os soldados israelenses fizeram a si mesmos. Você pode imaginar que seria como ter que invadir uma casa e matar uma mulher aterrorizada e seus filhos? O efeito brutal nestes soldados israelenses são perturbadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, novamente, nós estamos pensando de um ponto de vista ocidental cristianizado. Para as pessoas do mundo antigo, a vida já era brutal. Violência e guerra eram fatos da vida na vivência das pessoas no oriente antigo. Evidências deste fato é que as pessoas que contam estas histórias aparentemente não pensam nada do que os soldados israelenses estavam ordenados a fazer (especialmente se estas são lendas da fundação de uma nação). Ninguém estava com peso na consciência pelos soldados terem matado os cananitas; aqueles que o fizeram se tornaram heróis nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, meu ponto acima retorna. Nada podia ilustrar para os israelitas a seriedade de sua chamada como povo escolhido de Deus somente. Javé não estava brincando com eles. Ele estava falando sério, e se Israel apostatasse, a mesma coisa aconteceria com eles. Como C. S. Lewis colocou, “Aslan não é um leão manso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como relacionar tudo isto a Jihad Islâmica? O islamismo vê a violência como um meio para propagar a fé muçulmana. O Islamismo divide o mundo em duas partes: a dar al-Islam (Casa da Submissão) e a dar al-harb (Casa da Guerra). A primeira são aquelas terras as quais têm sido adquiridas em submissão ao Islamismo; a última são aquelas nações que ainda não se submeteram. Assim é como o Islamismo verdadeiramente vê o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste, a conquista de Canaã representa o justo julgamento de Deus sobre aquelas pessoas. O propósito não era fazê-los se converterem ao judaísmo! A guerra não foi usado como um instrumento de propagação da fé judaica. Além do mais, o extermínio dos cananitas representou uma circunstância histórica incomum, não uma habitual forma de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema com o Islamismo, então, não é que ele tem a teoria moral errada; é que ele tem o Deus errado. Se os muçulmanos pensam que nossas obrigações morais são constituídas de mandamentos de Deus, então eu concordo com eles. Mas os muçulmanos e os cristãos diferem radicalmente sobre a natureza de Deus. Os cristãos crêem que Deus é um Deus amoroso, enquanto os muçulmanos acreditam que Deus ama somente os muçulmanos. Alá não tem amor pelos incrédulos e pecadores. Então, eles podem ser mortos indiscriminadamente. Além do mais, no Islamismo, a onipotência de Deus supera tudo, inclusive sua própria natureza. Ele é então absolutamente arbitrário na sua conduta com a humanidade. Em contraste, os cristãos sustentam que a natureza santa e amorosa de Deus determina seus mandamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é, então, de qual a teoria moral está correta, mas qual é o verdadeiro Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Veja a refutação desse texto nesse link: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/refutando-william-lane-craig-matanca.html"&gt;Refutando William Lane Craig.&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-952959167070406729?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/952959167070406729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/matanca-dos-cananitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/952959167070406729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/952959167070406729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/07/matanca-dos-cananitas.html' title='A Matança dos Cananitas'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-6118289087854542078</id><published>2011-06-27T17:10:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T10:43:46.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refutações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>Por Que os Animais Sofrem?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lionconservation.org/dead-lion.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="Por Que os Animais Sofrem?" title="Por Que os Animais Sofrem? " border="0" height="133" i$="true" src="http://www.lionconservation.org/dead-lion.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Visitando o blog &lt;a href="http://descontradizendocontradicoes.blogspot.com/2011/06/por-que-os-animais-sofrem.html" title="Descontradizendo Contradições"&gt;Descontradizendo Contradições&lt;/a&gt; me deparei com o artigo “Porque os animais sofrem?” Considerei muito interessante a resposta dada pelo autor do artigo. Claro que, para uma pessoa religiosa, uma resposta baseada na palavra de Deus, a Bíblia, é muito convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzo aqui a pergunta e a resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Diego perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Romanos 3: 23 Paulo declara “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Romanos 5: 12 ele parece explicar o porque da afirmação: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se todos morrem porque pecam, qual a explicação pra morte de animais e qualquer outro ser vivo que não tem o pecado original em si?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Pipe respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. (Rm 8:19-22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso esteja ligado a isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”. (Gn 1:28)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão era o responsável pela criação. E foi ele que a sujeitou debaixo de sua escolha.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;A Bíblia não responde o motivo&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Abrindo um parêntese neste ponto, qual cristão não se sente bem quando pesquisando as Escrituras, vasculha a procura de respostas para perguntas profundas como essa e encontra aquele versículo que depois de interpretado e comparado com outro versículo que também precisa ser interpretado conduz a uma explicação satisfatória? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, durante mais de doze anos pesquisando a Bíblia, encontrei respostas que considerei muito satisfatórias. No entanto, observando mais de perto, grande parte das respostas que encontrava ali precisavam de uma boa dose de interpretação. No final, o que tinha era toda uma teoria baseada em uns poucos versículos e grande força de vontade de acreditar que os escritores da Bíblia queriam me dizer realmente aquilo. Aliás, aquilo que os versículos diziam era, na verdade, eu que estava dizendo. Como em minha mente já tinha a Bíblia como grande oráculo da sabedoria, eu certamente poderia, inocentemente levado pela fé, forjar uma boa reposta caso encontrasse os versículos certos. Não duvido que muitos, em toda candura religiosa, busquem paz, através das respostas bíblicas. Eu admiro muito tal anseio e essa sinceridade, mas admito que, motivações sinceras não farão as nossas respostas bíblicas serem satisfatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a pergunta do por que os animais sofrem; o que gerou a controvérsia no blog citado foram os versículos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Romanos 3: 23: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romanos 5: 12: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Os versículos deixam claro que o pecado é a fonte da morte e, consequentemente, do sofrimento. De acordo com as Escrituras, Adão e Eva, o primeiro casal humano, desobedeceram a ordem direta de não comer do fruto que estava no meio do jardim [Gen .....], assim seu descendentes herdaram uma maldição, morrer. Foi esse o resultado para a deslealdade do ser humano. Repetindo, DESLEALDADE DO SER HUMANO, as outras criaturas do jardim do Éden não se envolveram no problema (exceto a serpente, que segundo a Bíblia foi usada pelo Diabo), Então, como os versículos mostram, a culpa pelo sofrimento humano é inteiramente do homem. E, quanto aos animais, por que sofrem e partilham das dores que estão fadadas aos humanos se não cometeram pecado algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do Blog consultou as Escrituras em busca de ajuda e apontou os versículos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. (Rom 8:19-22)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”. (Gen 1:28)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A explicação dele é clara: Deus sujeitou os animais ao homem, que por sua vez pecou, infligindo toda raça humana e animais ao sofrimento. Ponto final. Assim foi rapidamente respondida a pergunta. Qualquer cristão pode se contentar com essa resposta porque, do ponto vista bíblico, sendo Adão o responsável pelos animais, qualquer ato do homem resulta em causas nos seres submissos. Reforçando a resposta dado por editor do blog cristão, podemos comparar um rei e seus súditos. Se um rei é mau, trará sofrimento aos súditos por causa da sua má gestão. Você se sente satisfeito com uma resposta assim? Já avaliou essa pergunta de uma ótica mais ampla?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um cristão resolve cavar mais fundo na grandiosa pergunta do porquê os animais sofrem, ele observa que essa resposta não é suficiente, pois não explica tudo. Note que o autor fornece a resposta com dois versículos, interpretando pessoalmente ambos, ainda dizendo que talvez um versículo se relacione com o outro. Em minha opinião, ele não respondeu. A questão merece uma melhor análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o texto de Rom 5:12 estende sua aplicação além dos ser humano, chegando ao animal, fazendo com que o pecado do homem resulte em morte até mesmo para as mais variadas espécies do planeta, o que aconteceria se Adão e Eva não tivessem pecado? Vida Eterna pra todos os seres de boa vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S4LZTQq4RCI/AAAAAAAADVs/pz8NcDTGs7w/s320/coelhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S4LZTQq4RCI/AAAAAAAADVs/pz8NcDTGs7w/s320/coelhos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Raciocinemos com um breve exemplo: sabemos que o coelho se reproduz rapidamente, o período de gestação dura pouco menos de seis semanas e em cada uma das quatro e seis ninhadas anuais nasce de quatro a oito filhotes. Os filhotes também terão outros filhotes, imagine no final quantos coelhos existiriam na terra hoje, um só casal coelhos com vida eterna seria capaz de produzir aproximadamente 4800 coelhinhos em uns 100 anos. Levando em consideração mais casais de coelhos e os 6000 anos de história humana (Tempo estimado desde Adão até os dias atuais, de acordo com a Bíblia), o número será ainda maior. Imagine a terra cheia de coelhinhos, que bonitinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo foi com coelhos, mas podemos pensar em diversas outras espécies (só o Brasil tem cerca 1,5 milhões de espécies catalogadas pelos cientistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a seriedade do assunto, a quem cabe a maior responsabilidade pelo sofrimento dos animais? A resposta do blogueiro foi o domínio do homem. Até que ponto vai nosso domínio sobre as outras criaturas? Se observarmos em nossa volta, nosso domínio é muito amplo, como exatamente a Bíblia disse. Mas, não é algo surpreendente dizer que dominamos sobre os animais, qualquer um poderia ter dito isso. Basta observar o óbvio, qualquer criatura com maior poder domina sobre a de menor poder. Escrever que os animais são submissos ao homem é mais do que óbvio e não diz nada de tão notável. Mas esse domínio não é de proporções tão amplas como a Bíblia descreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ter as criaturas inferiores a nós em sujeição envolve responsabilidade sobre a sua integridade física. Somo responsáveis pelas extinções de espécies, maus tratos, desmatamentos e poluições. Logo desse ponto de vista também somos os culpados pelo sofrimento humano, então neste ponto "a criação geme", não pelo pecado original segundo as escrituras, mas por causa da má gestão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que somos os maiores culpados mesmo? O homem é responsável pela sua posição como ser principal da terra, mas onde estava o homem quando os dinossauros sofreram extinção? Ou quantos animais morreram numa grande inundação (Dilúvio)? Desastres ecológicos ocorreram e ocorrerá no planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuvas, vulcões, meteoros, terremotos, etc. São causas naturais, e para muitas civilizações são causados pela ira divina. Se de acordo com a Bíblia, nenhum pardal cai ao chão se não for pelo consentimento de Deus, logo, quem seria o maior responsável pelo sofrimento dos animais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentando mais lenha na fogueira, podemos falar sobre os instintos assassinos dos predadores. Observamos vez por outra na TV, uma zebra virar almoço de leões. Que maldade deixar filhotes de zebra órfãos, mas os leões também têm que alimentar suas crias. Quem introduziu no leão o nos demais predadores esse instinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadeia alimentar por si só é muito cruel. Mas é necessária para o equilíbrio do sistema ecológico, a terra foi projetada dessa maneira, um ciclo de vida e morte. Desde uma planta que sufoca a outra com suas raízes, até uma bactéria parasita que pra viver faz um ser adoecer. Mas como disse anteriormente, é uma cadeia alimentar que causa dor e sofrimento, mas que é necessária pra equilibrar os parâmetros do sistema biológico do planeta, como uma equação matemática se equilibrando através da subtração e adição de termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós seres humanos fazemos parte dessa mesma cadeia. No entanto, o incrível é que somos os únicos seres, no planeta, com desejo de preservar as outras espécies, e olha que, de acordo com a Bíblia, nem fomos nós que as criamos. Ajudamos tartarugas a nascerem e a chegarem em segurança no mar, baleias encalhadas, macacos, onças, tigres bengala, elefantes, e assim vai. Lamentamos o lixo que produzimos, e tentamos eliminar a sujeira. Mas, depois de todos os esforços, ainda não é suficientes para salvar todos. Além disso, vem um terremoto e varre várias espécies, uma enchente e mata mais um monte de animais. O que você acha se alguém deixasse um carro para você cuidar, mas de vez em quando jogasse uma pedra no mesmo, e depois você recebesse a culpa pelo prejuízo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os desastres naturais são necessários para o equilíbrio natural. Uma floresta precisa de incêndios eventuais de causas naturais para manter a vida. Árvores de Eucalipto são por natureza inflamáveis para facilitar a propagação das chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando por esse ponto de vista temos que admitir que o cruel ciclo de vida e morte é um mal necessário. Por que é assim, não sabemos. Poderia não ser cruel? Talvez sim, talvez não. Em conclusão desta análise, uma questão tão profunda como essa de por que os animais sofrem devem entrar para o livro das questões que tão cedo encontraremos uma resposta satisfatória. É uma questão muito complicada para ser descomplicada com dois meros textos bíblicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autor:&lt;/b&gt; Odailson Cavalcante de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-6118289087854542078?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/6118289087854542078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/06/por-que-os-animais-sofrem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6118289087854542078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/6118289087854542078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/06/por-que-os-animais-sofrem.html' title='Por Que os Animais Sofrem?'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S4LZTQq4RCI/AAAAAAAADVs/pz8NcDTGs7w/s72-c/coelhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-7232773687775156622</id><published>2011-05-25T17:42:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T22:04:23.479-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Osíris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Numerologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. II)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Esse estudo é a segunda parte de um anterior. Para entender o contexto, queira ler primeiro: &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/horus-tinha-12-discipulos-part-i.html" title="Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. I)"&gt;Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. I)&lt;/a&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PjTaPvbv0oo/S5cXFhkWmAI/AAAAAAAAANc/nofXP57JpzA/s400/didaque.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="HÓRUS, JESUS, OSÍRIS, SIMILARIDADES, APÓSTOLOS, DOZE, 12, DISCÍPULOS" border="0" height="258" src="http://2.bp.blogspot.com/_PjTaPvbv0oo/S5cXFhkWmAI/AAAAAAAAANc/nofXP57JpzA/s400/didaque.jpg" title="Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. I)" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;§ 2. Análise Crítica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como desassociarmos a imagem de Jesus com os seus Doze apóstolos. A seleção, ou escolha, que Cristo fez por esses 12 discípulos especiais pode ser lido em Lucas 6:12-16 e Mateus 10:1-3. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo anteriormente cristão praticamente, eu realmente acreditava que Jesus, como pessoa histórica, teve 12 apóstolos, ou discípulos especiais, que lhe auxiliavam em suas atividades ministeriais. A primeira desilusão religiosa vem quando aprendemos que o uso do número doze, ao invés de inspiração divina, é puramente plágio humano de outras religiões anteriores ao judaísmo ou cristianismo. (Cf. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/numero-12-um-plagio-cristianizado.html" title="Número 12 — Um Plágio Cristianizado"&gt;Número 12 — Um Plágio Cristianizado&lt;/a&gt;) A segunda desilusão é quando aprendemos que Hórus-Osíris também tinha 12 discípulos, sendo ele assim um arcabouço do que, no futuro, se tornaria a história evangelística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hórus-Osíris, em muitos dos seus textos, são retratados como sendo acompanhados por doze deidades. F. Lenormant comenta o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“... O sol do hemisfério baixo tomou mais especialmente o nome de Osíris. Seus &lt;b&gt;companheiros&lt;/b&gt; [...] eram as &lt;b&gt;doze horas da noite personificadas&lt;/b&gt; como muitos deuses, acima do qual era colocado &lt;b&gt;Hórus&lt;/b&gt;, o próprio sol nascente...” – &lt;em&gt;Chaldean Magic: Its Origins and Development&lt;/em&gt;, pg. 83.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O egiptólogo James Bonwick também diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Os doze companheiros [de Osíris] deviam ser os doze signos do zodíaco; como os doze homens que sustentaram sua arca, ou os doze que conspiraram, e o mesmo número dos que levaram seu corpo.” – &lt;em&gt;Egyptian Belief and Modern Thought&lt;/em&gt;, pg. 175.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O mesmo nos diz Gerald Massey:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Os doze com Hórus em Amenta são os que trabalham na colheita e coletam o milho (ou seja, as almas) para Hórus.” — &lt;em&gt;Ancient Egypt: Light of the World&lt;/em&gt;, vol. I, pg. 864.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Com respeito aos vários grupos de deuses, Budget comenta que o Texto da Pirâmide de Pepi II menciona a presença de nove deuses, como o Grande Comando de Annu, grupo este que recebe o nome de Ennead. Depois, no mesmo texto, aparece um grupo – ou &lt;i&gt;paut&lt;/i&gt; em egípcio – no qual são mencionados doze deuses conforme alistados abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“...Tem, Shu, Tefnut, Seb, , Nut, Osíris, Osíris-Khent-Amenti, Set de Ombos, Heru de Edfu, Ra, Khent-Maati, o Uatchet; portanto a Grande Companhia dos deuses de Heliopolis pode conter tanto nove quanto &lt;b&gt;doze deuses&lt;/b&gt;.” — BUDGE, GE, I, pg. 87&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Que o número 12 girava em torno de Hórus-Osíris pode ser visto nas seguintes citações por especialistas em egiptologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;‘...O templo de Hórus foi erigido com 12 colunas...’&lt;/i&gt; (BARD, 1999, pg. 270) Levando em consideração a influência zodíaca, teríamos nesse contexto egípcio os 12 signos, junto com os 12 meses do ano, com as 12 horas do dia, como da noite, e a &lt;i&gt;paut&lt;/i&gt;, ou companhia, de 12 deuses. Jesus, em seus ensinos, fez a mesma menção de horas, ele disse aos seus 12 discípulos: &lt;i&gt;“...Não há doze horas de luz no dia?...”&lt;/i&gt; (João 11:9) Jesus disse isso para ilustrar o período onde a luz, conseguentemente o SOL, reina sobre as trevas, assim como Hórus reinava glorioso sobre Seth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os doze deuses que remetiam as doze constelações do zodíaco eram tidos como “ajudantes”, ou “companheiros”, pela razão de ser através deles que as estações solares (no caso, Hórus) viajam anualmente. Em &lt;i&gt;Egyptian Belief and Modern Thought&lt;/i&gt;, James Bonwick afima que &lt;i&gt;“os doze deuses podem ser rapidamente indentificados com Mazzaroth, ou os doze signos do Zodíaco, através do qual o sol passava todo ano.”&lt;/i&gt; (BONWICK, 99) Como nas doze obras de Hércules, quando o deus solar egípcio entrava no céu nortuno, ele era cercado por provações. No Livro de Amtuat/Amuat se descreve &lt;i&gt;“a jornada do deus sol através das doze horas da noite.”&lt;/i&gt; (HORNUNG, AEBA, pg. 33) Mas, onde entra os doze deuses que eram “ajudantes”, “companheiros” e “seguidores” de Horus-Osíris? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando o texto achado na tumba de Seti/Sety/Sethos I sec. 13 AEC em Thebes, Budge comenta que &lt;i&gt;“à direita do barco de AFU-RA, e de frente pra ele, está HÓRUS, e os doze deuses das horas, que protegiam a tumba de Osíris e ajudam RA em sua jornada...”&lt;/i&gt;. Ao colocar os Doze Deuses como guardiões da tumba de Osíris, podemos ver mais uma similaridade, quando os apóstolos guardavam o túmulo de Jesus, uma forma de dar assistência à divindade. – Lucas 14:1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo a trajetória no submundo, descrito no mesmo texto egípcio citado anteriormente, vemos &lt;i&gt;“Hórus, diante do qual estão os doze deuses-estelares que conduzem o sol à noite.”&lt;/i&gt; (BAEDEKER, pg. 275) Isso implica justamente na ajuda que esses &lt;em&gt;“doze deuses-estelares”&lt;/em&gt; davam a Hórus para que ele fizesse sua viagem de forma bem-sucedida. Veja a imagem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZDtFdtHJBFc/Td2fuCEThcI/AAAAAAAAEm0/rNSOy58O4B4/s1600/12%2BDISCIPULOS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="127" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZDtFdtHJBFc/Td2fuCEThcI/AAAAAAAAEm0/rNSOy58O4B4/s400/12%2BDISCIPULOS.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 3. Testemunho Bíblico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de Apocalipse 21:1 temos a mesma ideia dos 12 apóstolos desempenhando um papel no combate entre a luz e as trevas, auxiliando a deidade cristã. Vemos a seguinte representação:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Yjscf_3VU5c/Td2fZwMs5kI/AAAAAAAAEms/c6DRL1b6jvs/s1600/ESTRELAS.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-Yjscf_3VU5c/Td2fZwMs5kI/AAAAAAAAEms/c6DRL1b6jvs/s400/ESTRELAS.bmp" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher adornada do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia uma coroa de doze estrelas.” – Tradução Minha, &lt;i&gt;New Testament in the Original Greek&lt;/i&gt; de Westcott e Hort.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eruditos entre as Testemunhas de Jeová dão o seguinte entendimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Note que ela está coroada com 12 estrelas. O número 12 é associado com inteireza no que se refere a organização. Portanto, estas 12 estrelas parecem indicar que ela é um arranjo organizacional no céu, assim como a antiga Jerusalém era na Terra. [...] João vê esta mulher vestida do sol e que tem a lua debaixo dos pés. Quando acrescentamos a isso a coroa de estrelas, ela está completamente cercada de luzes celestiais.” — Re cap. 27 p. 178 pars. 5-6 Nasce o Reino de Deus!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O erudito batista do século XVIII, John Gill, nos diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Por “estrelas” entendemos os ministros do Evangelho, que Cristo segura em sua mão direita, e a igreja aqui sustentada em sua cabeça, Rev 1:20. E esses “doze” dizem respeito aos &lt;b&gt;doze apóstolos&lt;/b&gt; de Cristo.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O estudioso presbiteriano, o Dr. Albert Barnes, também do sec. XVIII, comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Se a mulher aqui é projetada para simbolizar a igreja, então o número doze tem, com toda a probabilidade, alguma alusão às doze tribos de Israel como sendo um número em que alguém que nasceu e foi educado como judeu, seria susceptível de usar (Compare com Tg 1:1), ou &lt;b&gt;os doze apóstolos&lt;/b&gt; - uma alusão que, pode-se supor, um apóstolo seria mais propenso a fazer. Compare Mat 19:28; Rev 21:14”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O Dr. W. Barclay, especialista do Novo Testamento e cultura helenística, diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Mas ele acrescentou de sua própria colheita algo que todos os pagãos da Ásia Menor eram capazes de reconhecer como parte da antiga representação babilônica da divindade. Muito freqüentemente representavam a seus deuses com uma coroa na qual eram representados os doze signos do zodíaco. É como se João tivesse tomado todos os símbolos da divindade e da beleza que conhecia e os tivesse reunido nesta descrição.” – Comentário do Novo Testamento, Ed. Eletrônica.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O uso das doze estrelas com importância teológica para os judeus pode ser visto no sonho de José em Gênesis 37:9. Para esse uso temos a seguinte citação: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Se percebermos que os hebreus estavam bastante familiarizados com as mesmas características da constelação que herdamos através dos gregos, várias alusões indiretas a eles lhe acrescentavam um significado. Assim, José sonhou que “estrelas do sol e da lua e onze faziam reverência” a ele (Gn 37:9). As doze constelações do zodíaco são doze dentre os quais o sol e a lua se movem e, portanto, constituem, por assim dizer, a sua família. Onze deles, por conseguinte, representando os onze filhos de Jacó, José sendo, naturalmente, o décimo segundo. Há alguma evidência de que quando o tempo veio para o cumprimento desse sonho, este foi atendido na medida em que algumas das tribos aprovaram algumas das figuras da constelação por meio da crista ou com armorial. Em Nu afirma-se que cada um dos quatro acampamentos em que o exército de Israel foi dividido tinha seu próprio padrão. — ORR, 1915, Ed. eletrônica.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Qual seria o significado dessas doze estrelas? Ora, o próprio Jacó comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.theplaintruth.com/.a/6a00e554d79b0288330120a646f68a970c-800wi" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.theplaintruth.com/.a/6a00e554d79b0288330120a646f68a970c-800wi" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;“E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?” (Gen 37:10)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Quando Jacó diz &lt;i&gt;“eu e sua mãe”&lt;/i&gt;, ele está se referindo aos maiores corpos celestes, para um observador terreno, ou seja, o sol e a lua. Ao dizer, &lt;i&gt;“teus irmãos”&lt;/i&gt;, que são onze, seriam as &lt;i&gt;“onze estrelas”&lt;/i&gt; que se inclinavam diante dele, sendo ele mesmo, José, a décima segunda, formando os doze do zodíaco. Estes doze filhos de José depois dariam origem a doze tribos de Israel. E é ai onde entre os 12 apóstolos de Jesus Cristo, uma vez que esse, além de ser o exato número das doze tribos de Israel, eles mesmos são descritos em relação a essas doze tribos que por sua vez remetia as doze constelações do zodíaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada cultura, ambos estavam relacionados aos 12 signos do zodíaco, e isso faz de tanto os doze companheiros de Hórus, como os 12 discípulos de Jesus, representações do zodíaco. Dessa forma, tanto os 12 companheiros de Hórus e os 12 discípulos de Jesus, tem a mesma representação astrológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas citações bíblicas deixam isso claro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Mateus 19:28) . . .também estareis sentados em &lt;b&gt;doze tronos&lt;/b&gt;, julgando as &lt;b&gt;doze tribos de Israel&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Apocalipse 21:12-14) . . .Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das &lt;b&gt;doze tribos dos filhos de Israel&lt;/b&gt;. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas &lt;b&gt;os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O pensamento resumido e o raciocínio silogístico que quero traçar é o seguinte: Os doze apóstolos estão relacionados às doze tribos de Israel, as doze tribos de Israel aos doze filhos de Jacó e os doze filhos de Jacó as doze constelações do zodíaco, dessa forma, os doze apóstolos, assim como mencionado em Apocalipse 12:1, são a própria representação das doze constelações do zodíaco. Se os 12 do zodíaco estão silogisticamente relacionados com os apóstolos, então podemos enxergar os doze deuses zodiacais que auxiliavam Hórus como doze apóstolos, ou discípulos. Simplificando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os 12 signos do Zodíaco = 12 companheiros de Hórus, assim como os 12 filhos de José = 12 tribos de Israel = 12 apóstolos. (O sinal de = quer dizer “representa/foi representado”)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que o sol faz uma trajetória anual entre essas estrelas zodiacais, conhecida como eclíptica, as doze constelações eram vistas como “ajudantes”, “companheiras” e “seguidoras” do sol, Hórus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RPcXqJnHL5o/Td2gNXpB0yI/AAAAAAAAEm8/jbO3Lbg_nV4/s1600/osirisand12stars.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://2.bp.blogspot.com/-RPcXqJnHL5o/Td2gNXpB0yI/AAAAAAAAEm8/jbO3Lbg_nV4/s200/osirisand12stars.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Assim, quando lembramos que os &lt;em&gt;“doze deuses-estelares”&lt;/em&gt; auxiliavam Hórus-Osíris no submundo durante sua travessia, podemos entender e interpretar esses “doze deuses” como sendo “seguidores”, “discípulos” de Hórus-Osíris, pois estes o auxiliavam para que este cumprisse seu ministério contra as trevas noturnas, da mesma forma que Jesus juntou doze seguidores especiais que o “seguiam”, o “serviam” e lhe “auxiliavam” no seu ministério de salvação para combater as forças do mal/trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras imagens obtidas dos livros egípcios descrevem também Hórus como &lt;i&gt;“Antigo de Dias” (cf. Daniel 7:9)&lt;/i&gt;, se apoiando em seu cajado conduzindo os 12 &lt;em&gt;“afogados”&lt;/em&gt;, ou almas perdidas, levando-os à salvação nos “Campos dos Abençoados.” (HORNUNG, VK, 138, 144, AEBA, 40, 50) Compare isso ao que é descrito no Salmos 23, onde Yahweh conduz os justos em pastos abençoados. Os 12 mortos, de acordo com o especialista Hornung, &lt;i&gt;“são salvos da decadência e da decomposição por Hórus, que os guia para a existência pós-humana...”&lt;/i&gt;. (AEBA, pg. 40) Dessa forma, os discípulos, ou seguidores de Hórus, estavam destinados a segui-lo e por serem salvos por ele, estes também usufruiriam uma mudança de natureza, passando da mortalidade para a imortalidade, passando do corruptível para o incorruptível, se tornando, em plenitude, tudo o que Hórus era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o mesmo pensamento na teologia neotestamentária cristã. Na Primeira Epístola aos Coríntios, cap. 15:53-57, Paulo diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pois isto que é corruptível tem de revestir-se de incorrupção e isto que é mortal tem de revestir-se de imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir de incorrupção e isto que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória.” “Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” O aguilhão que produz a morte é o pecado, mas o poder para o pecado é a Lei. Graças a Deus, porém, pois ele nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo! — Tradução Minha, WH&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Perceba que na teologia paulina, os seguidores de Jesus recebem imortalidade graças a atuação da divinadade, o mesmo que ocorre com os seguidores de Hórus. Hórus ao salvar seus seguidores, as almas perdidas, os reveste de imortalidade também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras imagens são obtidas dos textos egípcios de Hórus e seus Doze discípulos, como no Livro de Hades, ou Livro dos Portões, onde os doze discípulos de Hórus são visto como &lt;em&gt;“ceifeiros”&lt;/em&gt; (ROPT, X, 119) a mesma representação cristã encontrada em Mateus 9:37-38. M.D Murdock explica que Hórus é o &lt;i&gt;“cabeça dessa procissão”&lt;/i&gt; (CIE, pg. 275), sendo Hórus o &lt;i&gt;“cabeça dos doze companheiros de seu pai.”&lt;/i&gt; (Smith, P., pg. 127) No Livro dos Mortos cap. 64, os doze companheiros de Osíris são representados pelas doze horas do dia, que está &lt;i&gt;‘girando, de mãos dadas, uns com os outros’&lt;/i&gt;. (Renouf, EBD, pg. 119) Existem algumas variações devido a dificuldade de tradução desses hieróglifos em específico, como pode ser visto mais duas outras por especialistas no assunto, que é Dr. Allen (T., BD, pg. 57) e Faulkner (EBD, pg. 106). Allen confirma a ideia e chama os doze pintados na cena como sendo “assistentes”, formando uma “unidade de doze”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse último deus &lt;em&gt;“apoiado no cajado”&lt;/em&gt; e, como em outras cenas nos hieróglifos, Hórus, o Ancião, o Antigo de Dias, termos usados para descrevê-lo, conforme considera o especialista Budge. Com respeito a essas imagens, Massey nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Essa imagem mostra os filhos de RA tanto como grupo de doze e também como os doze com Hórus. Em uma cena Hórus é descrito se apoiando em seu cajado e onze deuses estão andando em direção à Osíris. Esses são os doze ao todo, do qual Hórus está na presença do Pai. Mas, na tumba de Ramesés, o Sexto, os doze aparecem, precedidos por Hórus, o mestre da alegria, apoiando-se em seu cajado. Esses são os da colheita. Sete deles são ceifeiros e os outros cinco são coletores de milho.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 3. Pescadores de Homens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse a um dos seus apóstolos: &lt;i&gt;“Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”&lt;/i&gt; (Mateus 4:19) Essa mesma imagem também estava presente nos doze discípulos de Hórus. Alguns textos descobertos do antigo Egito mencionam os 12 discípulos/seguidores de Hórus como sendo &lt;i&gt;“pescadores de Osíris”&lt;/i&gt; (CT SP. 229), assim como existia os &lt;i&gt;“senhores da pesca”&lt;/i&gt; (CT SP. 473), sendo estas atividades realizadas &lt;i&gt;“na jornada da outra vida”&lt;/i&gt; (FAULKNER, AECT, II, 112-114) &lt;i&gt;“Os pescadores que pescam... do Abydos”&lt;/i&gt; são também mencionados em CT SP. 477 (FAULKNER, AECT, II, 119). Em CT SP. 703, Osíris pesca &lt;i&gt;“nas águas do Abismo”&lt;/i&gt; (FAULKNER, AECT, II, 265) e muitos feitiços para se escapar das redes, como em CT SP. 479, são mencionados para se proteger dos &lt;i&gt;“pescadores de homens”&lt;/i&gt; que são &lt;i&gt;“pescadores de homens dos deuses”&lt;/i&gt;. (FAULKNER, AECT, II, 123) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a ideia de pescadores, e, consequentemente, o peixe como símbolo cristão, temos as seguintes palavras de John P. Lundy: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A palavra Peixe é uma apreviação desse título inteiro, Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador e Cruz; ou, como St. Augustinho expressa-o ‘se você juntar as letras iniciais das cinco palavras em Grego, Ἰησοῦς Χριστος Θεου Υιὸσ Σωτήρ, que significam Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador, eles formaram ΙΧΘΥΣ, Peixe, em cujas palavras Cristo é misticamente entendido, porque ele era capaz de viver no abismo de sua mortalidade como nas profundezas das águas, ou seja, sem pecado’” — &lt;i&gt;Monumental Christianity&lt;/i&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O peixe tem sido, desde então, usado como um dos símbolos do Cristianismo, como pode ser visto na imagem abaixo. (&lt;a href="http://www.sacred-texts.com/eso/sta/sta12.htm"&gt;Sacred-Texts&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6ITtD4HxRD0/Td2lYa1hqTI/AAAAAAAAEnE/s7HvFqAKZmc/s1600/peixe.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://2.bp.blogspot.com/-6ITtD4HxRD0/Td2lYa1hqTI/AAAAAAAAEnE/s7HvFqAKZmc/s320/peixe.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 4. Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo que aprendemos nos evangelhos vem por revelação divina (2 Pedro 1:21), se o cristianismo se considera a única religião verdadeira, por que traços de seus ensinos são encontrados em outros povos/religião? Eles também foram inspirados por Deus? Por que existe essa similaridade cultural e religiosa, quando eu devia crer que o cristianismo foi revelado e produzido por um Ser transcendente, fora do escopo material? Por que exatamente 12, e não 4, ou 6 apóstolos? Por que tem que ser exatamente um número místico, que era cultuado milênios antes do cristianismo? Não é mais fácil e lógico vermos que foi uma influêcia cultural e religiosa, do que uma revelação peculiar para um grupo pequeno de judeus apocalíptico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Jesus e seus 12 discípulos não é única, nem histórica, muito menos uma ideia peculiar vinda como revelação divina. A ideia dos doze discípulos é baseada nas culturas e religiões existentes ao redor do Mediterraneo por milhares de anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que cristãos dizem, principalmente os do meio evangélico, que autoridades em egiptologia não apoiam isso, que isso não existe no mito de Hórus, vemos várias fontes históricas e acadêmicas que confirmam a ideia de 12 seguidores de Hórus. Alguns dos textos citados nessa matéria vieram diretamente dos textos egípcios. Portanto, julgue você mesmo. Se os textos mencionavam DOZE seguidores de Hórus, o que mais poderíamos entender? Sei que a fé move montanhas, mas não deixe que essa mesma fé REMOVA o seu cérebro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais do que profundas provas de que as ideias religiosas no Egito antigo serviram como molde para futuras religiões, entre elas o Cristianismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;blockquote&gt;OBS: Por coincidência, essa é minha 12º postagem!&lt;/blockquote&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol style="text-align: left;"&gt;&lt;li&gt;Site &lt;a href="http://www.sacred-texts.com/"&gt;Sacred-Texts&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;LENORMANT, François, &lt;i&gt;Chaldean Magic: Its Origins and Development&lt;/i&gt;, kessinger, 1994&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BONWINK, James, &lt;i&gt;Egyptian Belief and Modern Thought&lt;/i&gt;, Falcon Wig Press, Colorado, 1956&lt;/li&gt;&lt;li&gt;MASSEY, Gerald, &lt;i&gt;Ancient Egypt: Light of the World&lt;/i&gt;, vol. I, Kessinger 2002.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BUDGE, E. A. Wallis, &lt;i&gt;The Gods of the Egyptians&lt;/i&gt;, Dover Publications, 1969, Volume 1.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BARNDE, Kathryn A., ed., &lt;i&gt;Encyclopedia of the Achaeology of Ancient Egypt&lt;/i&gt;, Routledge, 1999&lt;/li&gt;&lt;li&gt;HORNUNG, Erik &lt;i&gt;The Ancient Egypt Book of Afterlife&lt;/i&gt;, trd. David Lorton, Cornel University Press, NY, 1999&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BAEDEKER, karl, &lt;i&gt;Egypt: A Handbook for travelers&lt;/i&gt;, Karl Baedeker, Leipsic, 1902&lt;/li&gt;&lt;li&gt;GILL, John, &lt;i&gt;Exposition of the Entire Bible&lt;/i&gt;, ed eletrônica.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BARNES, Albert, &lt;i&gt;Notes on the Bible&lt;/i&gt; ed. Eletrônica.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;BARCLAY, William, &lt;i&gt;Comentário do Novo Testamento&lt;/i&gt;, ed. Eletrônica.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;FAULKNER, Raymond O., &lt;i&gt;Ancient Egypt Coffin Texts&lt;/i&gt;, Aris &amp;amp; Philips, Oxford, 1973.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ORR, James, John Nuelsen, Edgar Mullins et al., &lt;i&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/i&gt;, 1915.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;WESTCOTT, Brooke Foss e Hort &lt;i&gt;The New Testament in the Original Greek&lt;/i&gt;, 1881.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891950258572085081-7232773687775156622?l=porquenaocreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/feeds/7232773687775156622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/horus-tinha-12-discipulos-part-ii.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7232773687775156622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891950258572085081/posts/default/7232773687775156622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/horus-tinha-12-discipulos-part-ii.html' title='Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. II)'/><author><name>Administrador</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-L8Nn_mjQNU8/TZoJrb5YbpI/AAAAAAAAEco/JpyhBmjR__8/s220/dudu2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PjTaPvbv0oo/S5cXFhkWmAI/AAAAAAAAANc/nofXP57JpzA/s72-c/didaque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891950258572085081.post-4046400208555322005</id><published>2011-05-25T12:42:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T06:17:26.033-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hórus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Osíris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Numerologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia'/><title type='text'>Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. I)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PjTaPvbv0oo/S5cXFhkWmAI/AAAAAAAAANc/nofXP57JpzA/s400/didaque.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img alt="HÓRUS, JESUS, OSÍRIS, SIMILARIDADES, APÓSTOLOS, DOZE, 12, DISCÍPULOS" title="Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. I)" border="0" height="258" width="180" src="http://2.bp.blogspot.com/_PjTaPvbv0oo/S5cXFhkWmAI/AAAAAAAAANc/nofXP57JpzA/s400/didaque.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se digitar no google “Hórus vs Jesus” verá uma enxurrada de páginas, muitas delas do &lt;a href="http://br.answers.yahoo.com/" title="Yahoo! Respostas"&gt;Yahoo Respostas&lt;/a&gt;, onde muitos curiosos desconhecidos afirmam e negam conexões entre Jesus e o deus-sol egípcio. Uma das similaridades que muitos alegam existir entre os dois é o fato de que, assim como Jesus Cristo, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus"&gt;Hórus&lt;/a&gt; também tinha 12 discípulos, ou apóstolos. No entanto, o que infelizmente vemos nestes sites em português é a pobreza de referências, tanto para se afirmar como para se negar a existência dessa ideia no antigo Egito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de, nessa postagem, suprir essa deficiência. Coletei em várias fontes provas incontestáveis de que na mitologia egípcia, o deus Hórus-Osíris REALMENTE tinha 12 discípulos/ajudantes, assim como no caso do mito Jesus. Devido ao tamanho da pesquisa, eu dividi em duas postagens sucessivas, esta sendo a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§1. Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de iniciarmos essa análise, gostaria que você, caro leitor(a), pudesse ler outra postagem anterior a esta, onde eu comentei o fato de que a Bíblia faz uso do número doze por ter sido influenciada por religiões pagãs. Isso é importante para esse estudo, pois isso, em si mesmo, já mostra que o número 12 é naturalmente pagão, não tendo em nada marcas de revelação divina. — Cf. &lt;a href="http://porquenaocreio.blogspot.com/2011/05/numero-12-um-plagio-cristianizado.html" title="Número 12 — Um Plágio Cristianizado"&gt;Número 12 — Um Plágio Cristianizado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem mais três coisas que gostaria de comentar antes de passarmos para nossos estudo. 1) As alegações dos evangélicos contra o mito Hórus, 2) quem são as autoridades no assunto de egiptologia e 3) a interpretação dos textos egípcios &lt;i&gt;por nós mesmos&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1.1 Alegações dos Evangélicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.a. No fórum &lt;a href="http://adventista.forumbrasil.net/t705-sera-o-senhor-jesus-uma-copia-de-horus"&gt;Adventista.Fórum.Brasil&lt;/a&gt; e no &lt;a href="http://darwinismo.wordpress.com/2010/05/30/sera-o-senhor-jesus-uma-copia-de-horus/" title="Darwinismo"&gt;Darwinismo&lt;/a&gt; temos a seguinte afirmação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;6) Ele teve 12 discípulos, dois dos quais eram suas “testemunhas” e eram chamados de “Anup” e “Aan” (os dois “João”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horus teve 4 discípulos (chamados de ‘Heru-Shemsu’). Há outra referência para 16 seguidores e um grupo de seguidores chamados de ‘mesnui’ (ferreiros) que se juntaram a Horus em batalha, mas eles nunca são numerados. Não há nenhuma referência aos 12 discípulos ou referência a algum deles ser chamado de “Anup” ou “Aan”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;1.1.b No site &lt;a href="http://www.webartigos.com/articles/17276/1/Desmascarando-Horus/pagina1.html#ixzz1NNg5H8AG" title="Webartigos"&gt;Webartigos&lt;/a&gt; temos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Como disse, não existe sequer uma confirmação história ou fonte segura, que essa informação supracitada tenha sequer um resquício de verdade [sobre a conexão entre Jesus e Hórus].”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;1.1.c O site &lt;a href="http://www.tektonics.org/harpur01.html" title="Tekonics"&gt;Tekonics&lt;/a&gt; lemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Mais uma vez, esta é uma admissão de derrota disfarçada com um equívoco velado. Ambos, Mitra e Hórus, são associados com os signos do zodíaco, então, os signos zodiacais não têm uma relação professor-aluno com Mitra ou Hórus [...]. Nem há qualquer prova de que qualquer um dos signos do zodíaco eram “pescadores”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;1.1.d O portal &lt;a href="http://www.canadianchristianity.com/cgi-bin/na.cgi?missionfields05/11pagan" title="Canadian Christianity"&gt;Canadian Christianity&lt;/a&gt; comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eu consultei 10 egiptólogos peritos, e o consenso foi de opinião que não há nenhuma evidência [...] para a idéia de que Horus era “um pescador de homens” ou que os seus seguidores, os funcionários do rei, fossem em número 12.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;1.1.e O website apologético &lt;a href="http://www.philvaz.com/apologetics/HORUS.htm" title="Philvaz"&gt;Philvaz&lt;/a&gt; afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Gasque enviou um email para “vinte principais egiptólogos - no Canadá, EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Áustria”, a fim de examinar as seguintes reivindicações: que Hórus também “teve um nascimento virginal, e que em uma de suas funções, ele era “pescador de homens com doze seguidores.” [...] Não há nenhuma evidência para a idéia de que Hórus era um "pescador de homens” ou que seus seguidores (os funcionários do Rei, eram chamados de &lt;b&gt;“Seguidores de Hórus”&lt;/b&gt;) nunca foram em &lt;b&gt;número de doze&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1.1.a Refutação (1.a e 1.b)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro leitor(a), nos sites em português (1.a e 1.b) observe que não existe qualquer fonte ou citação, direta ou indireta, de qualquer especialista em mitologia ou egiptologia. No final do site há alguns links de supostas referências, mas é uma coisa solta, sem mencionar nem capítulo, nem página, se assemelhando mais com algo posto apenas para impressionar os leigos, como se o escritor do site quisesse passar a seguinte mensagem: &lt;i&gt;“eu li tudo o que se pode ler sobre o assunto, então confie em mim quando digo que a conexão entre Hórus e Jesus &lt;b&gt;não existe&lt;/b&gt;”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser engraçado, uma vez que os redatores dos respectivos sites colocam a questão em negrito e como resposta apenas negam por dizer, “isso não existia no mito de Hórus”, como se a palavra dele(s) fosse lei dentro do assunto. Isso agrada a quem NÃO QUER CRER que existem semelhanças entre os dois deuses míticos, como pode ser visto no seguinte comentário feito por um leitor crédulo do site (1.a):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-I_Fgj25vCfU/Td2BhS2_VuI/AAAAAAAAEmk/JolvHbl0dpw/s1600/COMENTARIO.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="207" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-I_Fgj25vCfU/Td2BhS2_VuI/AAAAAAAAEmk/JolvHbl0dpw/s400/COMENTARIO.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Veja que ele aceita o que está escrito nesse site evangélico (1.a) como algo incontestável, como se ele tivesse ouvido isso do próprio Deus. Wallace comenta que os estudiosos estão apenas querendo ENGANAR os evangélicos. Note que para quem NÃO QUER crer, basta um pastor desconhecido dizer que isso não é verdade, que é coisa do demônio, para uma ovelhinha dessas não dar atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1.1.b Refutação (1.c e 1.d)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o site em inglês (1.c) observamos o seguinte defeito no argumento de que Horus &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; tinha 12 discípulos. Eles comentam que “os signos dos zodíacos não tinham uma relação de professor-estudante com Mitra ou Hórus”. Qual o defeito desse argumento? Primeiro, eles mesmo reconhecem que o número 12 é pagão e que Hórus estava relacionado aos doze signos dos zodíacos. Por que então a Bíblia TAMBÉM usa o número doze pra tudo? segundo, eles criam uma resposta mas, no entanto, não mencionam nenhuma autoridade para apoiar a afirmação deles; terceiro, quando dizemos que a figura de Jesus no cristianismo tem &lt;i&gt;elementos&lt;/i&gt; de outras religiões anteriores a ela, nós não queremos dizer que é &lt;i&gt;uma cópia idêntica&lt;/i&gt;. Para isso, precisamos entender COMO um mito, ou uma cultura, influencia outra. No livro do maior especialista em mitologia, Joseph Campbell, &lt;i&gt;The Hero with a Thousand Faces&lt;/i&gt;, ele comenta que existem CARACTERÍSTICAS, traços, ideologias que se repetem em todos os mitos ao redor do mundo. Para dizer que Hórus tinha 12 discípulos não temos que achar um texto egípcio dizendo: &lt;i&gt;“Então Hórus chamou seus 12 discípulos e ensinou maravilhas sobre o reino de Deus.”&lt;/i&gt; Estes pensamentos foram &lt;i&gt;desenvolvidos&lt;/i&gt; muitos séculos depois, unindo vários traços de outros mitos, dando um toque de historicidade de racionalidade peculiares do helenismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que devemos lembrar é que, a ideia de um deus que é “assistido”, é “auxiliado” e “seguido” por 12 entidades, personagens, é encontrada nos textos do Egito antigo relacionados à Hórus-Osíris. Não serei eu que direi, mas egiptólogos especialistas que traduziram muitos desses textos do antigo Egito assim que foram descobertos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima declaração apologética, a de W. Ward Gasque (1.d), comenta que ele perguntou a 10 egiptólogos se Horús realmente tinha 12 discípulos e estes teriam negado a história. Primeiro erro: Caro leitor(a), quantos egiptólogos devem existir no mundo? Quantos mais estão se formando academicamente sobre o assunto todos os anos? Você acha que só porque 10 egiptólogos, que por sinal são anônimos — ele não revela seus nomes — negam o assunto, isso já quer dizer que o caso está resolvido? Os outros milhares que existem não têm direito a opinião também? Além do mais, eu acredito na SUA própria inteligência ao ler os textos egípcios e você perceberá, por você mesmo, as 12 entidades relacionadas com o deus sol, Hórus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por último, mas não menos importante, temos a declaração de PhilVaz (1.e), dizendo que enviou um email para 20 pioneiros em egiptologia no Canadá, EUA, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Áustria. Todos estes teriam negado a conexão de Hórus com 12 discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1.1.c Refutação (1.e).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.a.1 Assim como mencionado no caso anterior, são poucos os “especialistas” aos quais estes cristãos SUPOSTAMENTE manteve contato. Juntando todos esses países, ele coletou apenas 20. Só nos EUA devem existir centenas de egiptólogos que poderiam sabiamente comentar sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.b.2 Os egiptólogos mencionados por ele são &lt;i&gt;anônimos&lt;/i&gt;, ele não menciona os nomes. Isso é curioso porque ele os chama de “pioneiros em egiptologia”. Estes são os primeiros “pioneiros” em algo que ficaram no anonimato, devem realmente ser muito bons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.c.3 Suponhamos que realmente fossem excelentes, os melhores dos melhores, onde estão os emails? Ele deveria ter reproduzido no site para analisarmos, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.d.4 No final do artigo, ele coloca as fontes CONFIÁVEIS e HISTÓRICAS, segundo ele, e depois as NÃO CONFIÁVEIS E NÃO HISTÓRICAS, chamando-as de pseudo-egiptologia. O que achei interessante é que muitos dos livros de referência egiptológicas que ele aponta, CONCORDAM com a visão de Hórus ter 12 discípulos, como é o caso do livro &lt;i&gt;The gods of the Egyptians&lt;/i&gt; de E. A. Wallis Budge (Dover Publications, 1969), 2 volumes, &lt;i&gt;The Ancient Egyptian Coffin Texts em 3 volumes&lt;/i&gt;, editado por R.O. Faulkner (Aris and Phillips, 1973, 1978) e &lt;i&gt;Myth and Symbol in Ancient Egypt&lt;/i&gt; de R.T. Rundle Clark (Thames &amp;amp; Hudson, paperback 1978, 1993) dentre oturos, dos quais citarei várias vezes no próximo estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;§ 1.2. Quem são as autoridades sobre o assunto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos desses sites que negam a conexão entre Hórus e Jesus dizem que todos os 123.654.4523.000 milhões &lt;b&gt;[Nota: 1]&lt;/b&gt; de “especialistas” em egiptologia negam a existência de QUALQUER SIMILARIDADE entre Jesus e Hórus. Isso realmente me deixou e deixa muito contristado, pois, no início da minha investigação, eu tive que gastar muito tempo e dinheiro para comprar e ler livros sobre o assunto, para no final, AO CONTRÁRIO do que dizem os cristãos, existir SIM uma enorme analogia entre Hórus e Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar aqui o nome de apenas três, cuja autoridade é incontestável, verificável e notória. Eles são Dr. Joseph Campbell, Dr. E. A Wallis Budge e o Dr. R.O. Faulkner. Eles não eram anti-cristãos ou, de uma forma ou de outra, perseguiam o cristianismo; nada disso. Eram eruditos que formaram uma carreira de autoridade nesses campos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Joseph Campbell&lt;/b&gt; (1904-1987)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderíamos dizer desse homem? Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento sobre a história da religião e mitologia já leu, pelo menos, um livro dele. Joseph Campbell foi o maior especialista erudito de mitologia que já se teve notícia. Ele mesmo, certa vez, chamou a ideologia dos evangelhos de o “mito cristão” e disse que apenas cristãos posteriores é que começaram a insistir na “historicidade de todos esses eventos” narrados nos evangelhos. (CAMPBELL, 1990, pg. 77)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E. A Wallis Budge&lt;/b&gt; (1857-1934) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre este grande egiptólogo, a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/E._A._Wallis_Budge" title="Wikipédia: E. A Wallis Budge"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sir Ernest Alfred Thompson Wallis Budge (27 julho de 1857 - 23 de Novembro de 1934) foi um egiptólogo Inglês, Orientalista, e Filólogo que trabalhou para o Museu Britânico e publicou várias obras sobre o antigo Oriente Próximo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Este mesmo foi responsável pela tradução do Livro dos Mortos. Acha pouco? Veja abaixo quantos livros esse renomado egiptólogo escreveu sobre o Egito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: left;"&gt;&lt;li&gt;1885. &lt;i&gt;The Dwellers On The Nile: Chapters on the Life, Literature, History and Customs of the Ancient Egyptians&lt;/i&gt; (The Religious Tract Society)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1885. &lt;i&gt;The Sarcophagus of Ānchnesrāneferȧb, Queen of Ȧḥmes II, King of Egypt&lt;/i&gt;. Whiting and Co., London&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1888. &lt;i&gt;The Martyrdom and Miracles of St. George of Cappodocia: The Coptic Texts&lt;/i&gt;, D. Nutt, London&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1889. &lt;i&gt;Easy Lessons in Egyptian Hieroglyphics with Sign List&lt;/i&gt;, London; 2nd ed. c. 1910. &lt;i&gt;Egyptian Language: Easy Lessons in Egyptian Hieroglyphics with Sign List&lt;/i&gt;. London: Kegan Paul, Trench, Trübner &amp;amp; Company, Limited. (Republicado em London: Routledge e Kegan Paul Limited, 1966; Republicado em New York: Dover Publications, 1983)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1893. &lt;i&gt;The Book of Governors: The Historia Monastica of Thomas, Bishop of Margâ&lt;/i&gt;, A. D. 840; Editado de manuscritos Siríacos no Museu Britânico e muitas outras biblioteca, Volume I and II. London: Kegan Paul, Trench, Trübner &amp;amp; Company.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1894. &lt;i&gt;The Mummy: A Handbook of Egyptian Funerary Archaeology&lt;/i&gt;. 2nd ed. Cambridge: Cambridge University Press. (Republicado em New York: Dover Publications, 1989)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1895. &lt;i&gt;The Book of the Dead: The Papyrus of Ani in the British Museum; the Egyptian Text with Interlinear Transliteration and Translation, a Running Translation, Introduction&lt;/i&gt;, etc. [London]: British Museum. (Republicado New York: Dover Publications, 1967)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1897. &lt;i&gt;The Laughable Stories Collected&lt;/i&gt; by Mar Gregory John Bar-Hebraeus, Republicado por Gorgias Press, 2004, ISBN 1-59333-123-1&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1899. &lt;i&gt;Egyptian Magic&lt;/i&gt;. London, Kegan Paul. (Republicado em New York, Citadel Press, 1997)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;19
