segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Preconceito Cristão
Essa semana assisti, bem atrasado, diga-se de passagem, ao programa Na Moral exibido pela rede Globo há algum tempo, onde Pedro Bial convidou ao palco quatro líderes para debaterem sobre o assunto Religião: o Pastor Silas Malafaia, o Padre Jorjão, babalorixá Ivanir e o presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), Daniel Sotto-Mayor.

Em um dado momento, o representante das religiões africanas tocou no assunto em relação ao preconceito lançado pelos evangélicos sobre os ditos “macumbeiros”. Silas Malafaia disse que a Igreja não aprova isso e que está errado o crente discriminar, ou isolar, alguma pessoa que pratique o espiritismo ou candomblé. Achei uma grande desonestidade essa afirmação do pastor, mas infelizmente ninguém teve a coragem de levantar o questionamento: Como o Silas Malafaia pode dizer que a Igreja Evangélica não aprova esse comportamento discriminatório, uma vez que a Igreja, com base na Bíblia, ensina que as divindades africanas são demônios?

Ora, a Igreja Evangélica, que alega representar o Cristianismo, ensina abertamente que Jesus é o único caminho para Deus e que os praticamente de umbanda, bem como os espíritas, são devotos de demônios, adoradores do diabo e assim por diante. Como pode a Igreja Evangélica ensinar abertamente isso e, ao mesmo tempo, enviar um representante dela na TV para dizer que a Igreja não descrimina as religiões afrodescendentes?

O líder das religiões afro até convidou o Silas para uma caminhada a favor da tolerância religiosa, o mesmo, depois de um grande arrodeio, disse que iria, dependendo de algumas condições. Seria bom, no entanto, se o babalorixá tivesse chamado o Silas para um culto em um terreiro, porque com certeza o pastor negaria e isso em rede nacional, mas infelizmente ninguém fez o convite.

Esse é o grande problema do Cristianismo, ao meu ver: Dizer que todos estão errados, que são a única religião certa. Nada pode ser mais ridículo e perigoso do que isso. Há alguns meses atrás, comprei o livro Evidências da Ressurreição de Josh e Sean Mcdowell. Em um dos trechos, Josh diz:

“Está claro, o cristianismo está incomensuravelmente acima de todas as religiões. É a única religião que nos oferece a satisfação para os mais profundos desejos de nosso coração. Na verdade, é a única religião verdadeira em existência. Todas as demais são pobres tentativas de apresentar uma solução para o nosso problema, são corrupções do cristianismo ou religiões incompletas que não oferecem nenhuma esperança verdadeira.” (p. 120)

Forte demais essas palavras, não?! Agora, pensem: Um jovem, adolescente, quando exposto a esse tipo de doutrina, terá ou não, por natureza, uma inclinação de preconceito para com as demais religiões? Não verá a si mesmo como superior e os demais como meras criaturas ignorantes que adoram forças demoníacas? Infelizmente, esse é, de fato, o pensamento bíblico. O apóstolo Paulo disse que os ritos religiosos alheios ao Cristianismo são cultos aos demônios. – Cf. 1 Cor. 10.20.

Essa ideologia está longe de ser inócua e receber esse ensino nas Igrejas polui o pensamento das pessoas, ensinando-as, sorrateira e tacitamente, a serem preconceituosas, agressivas e intolerantes. Olhar para as pessoas como adoradoras do diabo é muito forte! Mas é exatamente assim que os evangélicos são ensinados, incluindo outras denominações como Testemunhas de Jeová e Mórmons.

Não acho que uma perseguição deva ser a forma de militar contra esse pensamento doentio, é claro, mas expor a malignidade da doutrina cristã e sua hipocrisia, quando dizem que os evangélicos não têm preconceito, que não são intolerantes, mas entram na igreja e ensinam que todas as religiões são demoníacas, terá um dia mais resultado do que uma perseguição romana.

Perseguição ao Cristianismo tem resultado contrário, é como tentar apagar um fogo com líquido inflamável, a desgraça é pior, porque os cristãos olham as perseguições como provações divinas, ou coisa do diabo para destruir a fé que sustentam. A melhor forma é a distribuição do conhecimento, a exposição da informação, pois tenho certeza que, das centenas de pessoas que leem artigos como esse, lá no fundo, lá no íntimo, pensam se essas coisas estão realmente corretas, se é assim que devem ser.

Para quem não assistiu ao programa Na Moral, aqui vai o link: Jesus Maneiro



24 comentários:

  1. Kkk! Não, eles, os africanos, adoram os seres bons! Kkkk!

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    1. uhum assim como o teu Ser bom que mandava matar toda as nações e preservar só as virgens hahaha... só faltou dizer que você pensa isso porque eles são negros.

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  2. "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios". 1 Coríntios 10:20

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    1. Esse texto foi citado no artigo, nada novo em você mencioná-lo, exceto o fato de provar como é podre essa religião que você pratica.

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  3. Excelente Texto. Interessante destacar que o meio evangélico é muito mais preconceituoso que o Católico. Eu, por exemplo, era ensinado desde criança que o cristianismo/protestantismo era de fato a única fé verdadeira e todas as outras eram manifestações do diabo. Somente quando houver uma percepção diferente dos dogmas e da interpretação literal da bíblia que se poderá chegar ao fim de too preconceito. Isso vale também a questão da diversidade sexual.

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    1. Verdade Vinicius... bom te ver de novo aqui no blog.

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  4. Vinícius, falou tudo...A intolerância é uma mera consequência da ignorância...A religião se opõe ao exercício da livre consciência, pois quer dominar os ignaros para obter dinheiro e poder...Mas quem sabe um as pessoas despertarão e perceberão q a Bíblia ñ foi escrita por Deus, mas, tão-somente, inspirada nas experiências pessoais se seus escritores (2 Timóteo 3:16), carecendo, portanto, de contextualização temporal, social e individual.

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  5. Você, vocês defendem o quê? Se vocês não são intolerantes, não sei qual o conceito de intolerância que você, vocês usam, nos chamam de intolerantes e praticam a intolerância "podre essa religião que você pratica", na realidade o que vejo é que você, vocês são mais intolerantes que nós. Agora defender a verdade que professamos é algo que faz parte de nossa alma, nossa vida, disso depende nossa eternidade em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador: E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12 em Cristo somos exclusivista, pois, salvação só existe nEle. Um abraço.

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    1. Não existe "vocês" aqui, só há um administrador. Bom, me aponte onde é que fui intolerante. Você se diz tolerante, mas no final diz que só há salvação em Jesus, então você consequentemente não tolera que haja salvação em outra figura religiosa e por este motivo conversa com outras pessoas tentando convertê-las.

      Mas de certo que não tolero muitas coisas, entre elas a ignorância, a falta de educação, o autoritarismo, o fanatismo, crimes contra a humanidade, coisas presentes nas religiões institucionalizadas.

      Como você disse, "somos exclusivistas", assim era Hitler também. Obrigado pela visita.

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  6. Na verdade as religiões são intolerantes em princípio. A tolerância foi uma conquista pela longa luta da revolução inglesa, americana e francesa. Quando o babalorixá Ivanir cobra isto, ele cobra como uma minoria. A virtude está na situação de maioria. E esta é garantido pelo estado laico.
    Por outro lado se cria coisas esdrúxulas como considerar a pratica de sacrifício de seres vivos ou o consumo de droga como religião (religação). Uma das metas da religião é manter as coisas imutáveis dentro da sua verdade estagnando o homem.

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  7. "Como o Silas Malafaia pode dizer que a Igreja Evangélica não aprova esse comportamento discriminatório, uma vez que a Igreja, com base na Bíblia, ensina que as divindades africanas são demônios?"
    .
    Eu acho que não há nenhuma diferença com a posição divulgada neste SITE de que Cristo não é o demônio porque não existiu. Se Malafaia não pode achar que as divindades africanas são demônios, você não poderia também expressar que Cristo não é Deus. Você aceitaria ir a um culto do babalorixá Ivanir sacrificar animais como sendo parte da verdade? Que você aceita como forma legítima de adorar se você não adora?

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    1. OLá Mordaz, obrigado pelo comentário...


      Eu te respondi em outro post sobre o livro, espero que tenhas visto. Sobre o acima: "Se Malafaia não pode achar que as divindades africanas são demônios, você não poderia também expressar que Cristo não é Deus."

      R.: Sinceramente, eu nem consegui entender qual a relação entre uma coisa e outra. Se ele diz que são demônios, ele crê que tais entidades existem, só não são o que as pessoas pensam que são. Eu não creio que Jesus seja deus... qual a relação? Se eu digo que seu deus é um demônio, a pessoa provavelmente sairá ofendida, se eu digo que não acredito que Jesus seja deus - coisa que já disse inúmeras vezes para inúmeras pessoas - ninguém se ofendeu, não que eu saiba.

      Mesmo não crendo na divindade de Jesus, eu já fui para tantos cultos e missas que perdi as contas, não porque acredito, todos ali sabiam que eu não acreditava, mas por respeito ao convite a mim oferecido por amigos e familiares. Estar em um canto não significa necessariamente comunga com a ideia. Paulo mesmo sendo cristão vivia nas sinagogas, devo então supor que ele era hipócrita?

      Muitos ateus, agnósticos, céticos vão a movimentos religiosos como meros expectadores respeitosos, crentes vão à missa, sinagogas, mesquitas, e por que não a um terreiro? Não vão porque pensam de forma ignorante que ali é um centro de adoração demoníaco. Ou seja, tudo parte da ignorância... já meu ceticismo em relação às doutrinas cristãs surge de esclarecimentos literários, históricos, linguísticos, antropológicos, etc.

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  8. Se você acredita no direito da liberdade de pensamento deve acreditar que Malafaia tem o direito de pensar que os espíritos adorados no umbandismo sejam demoníacos. Que matar animais é demoníaco. Desde que ele não queira queimar ou proibir deles pensarem o que quiserem. Ele pensa que é demônio e você (e eu) pensa que eles são tolos. Você (e eu evito) participar de culto dando força a uma farsa, ou outros ateus, não obriga Malafaia ser tolerante ter que fazer o mesmo. Eu respeito a liberdade total dele de se recusar.
    Por sinal o cristianismo possui o reconhecimento de quatro deuses. O pai, o filho e o espírito Santo, e um equivalente ao Pai que não pode ser derrotado por ele. O demônio. Você (e eu) como crítico bíblico pode algar que Malafaia adora os três primeiros, mas não dá para dizer nem de perto que o adorado pelo babalorixá Ivanir tenha relação com eles, com o Deus bíblico ou com Ala.

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    1. Olá Mordaz, obrigado mais uma vez pela contribuição. Irei comentar suas palavras:

      “Se você acredita no direito da liberdade de pensamento deve acreditar que Malafaia tem o direito de pensar que os espíritos adorados no umbandismo sejam demoníacos.”

      R.: Hoje em dia existe muito debate sobre isso de “liberdade de expressão”. Acho, pessoalmente, que se banalizou a ideia. Imagine o seguinte: Um juiz te prejudica em algo te deixando revoltado, você, com razão, poderia dizer na cara dele tudo o que pensa (= liberdade de expressão), o problema e que você seria preso por desacato antes de terminar de dizer o que pensa.

      Existe uma linha muito tênue entre sua liberdade e a minha. Eu posso dizer, de forma ignorante, que os negros são uma raça desprezível, mas me diga quem é que irá ver isso como “liberdade de expressão”; você há de concordar que todos dirão que sou, de fato, um racista.

      Silas e qualquer outro pode falar sua visão das divindades da umbanda, e não vejo onde no texto que escrevi digo o contrário, a questão é que (1) ele está sendo hipócrita ao dizer que iria em uma passeata umbandista e (2) embora no direito de pensar respeitosamente nessas divindades como demônios, este é um conceito doentio como mostrei no texto.

      “Eu respeito a liberdade total dele de se recusar.”

      R.: Não vi onde eu desrespeitei a liberdade dele. Vivemos numa democracia, apenas mostrei que a recusa dele não é filosoficamente plausível, e beira a estupidez.

      “Por sinal o cristianismo possui o reconhecimento de quatro deuses. O pai, o filho e o espírito Santo, e um equivalente ao Pai que não pode ser derrotado por ele. O demônio.”

      R.: Desculpa, mas esta afirmação não tem nenhum peso acadêmico. Poderia citar suas fontes para afirmar isso? Se for mera opinião a respeito, mas em termos científicos não há como aceitá-la. O Cristianismo ortodoxo é monoteísta, mesmo que o conceito pareça chocar-se com a ideia da Trindade. Algumas fontes eruditas que concordam com o que estou dizendo:

      The Concept of Monotheism in Islam and Christianity, p. 64.
      God as Trinity: Relationality and Temporality in Divine Life, p. 37.
      The Oneness of God and the Doctrine of the Trinity, p. 19.
      Which Trinity? Whose Monotheism? Philosophical..., p. 59.
      Christianity, p. 19.
      The Cambridge Companion to Friedrich Schleiermacher, p. 171.
      Comparative Religion, p. 135

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  9. Pois é, você está negando a liberdade de expressão. Tribunal não é um local onde se exerce isto, como o direito de ir e vir, etc..

    Para você "Charlie Hebdo" não poderia exercer esta liberdade? E se ele pode porque justamente um Evangélico deveria fazer ou dizer o contrário do que pensa?

    Não houve um convite para uma passeata umbandista, mas para "uma caminhada a favor da tolerância religiosa", Não creio que deveria ir a um culto umbandista, a não ser um ecumênico. Assim como eu não iria a um dos dois a não ser sobre liberdade de crença ou descrença. Dizer que tudo é verdade e que todas as religiões são verdadeiras, que todas são iguais é mais falso ainda e hipócrita. Você tem a liberdade de ir ver degola de galos e cabritos, mas eu não participaria de uma coisas animalesca destas. Acho que este é um problema do cristianismo de ter um deus sacrificado em sangue animalescamente. Que deus seria este? O cordeiro de deus retirou os pecados do mundo ou deixou uma grande complexo de culpa?
    .
    Também acho que filosoficamente o cristianismo é muito superior aos demais credos. Aos credos encontrados na África ou nas Américas. Apesar de toda a filosofia greco-romana, ainda faziam sacrifícios animais como forma de relação com a divindade.
    .
    Respeito a opinião dos acadêmicos de que seja monoteísta, mas três é três jamais será um. O cristianismo entrou sozinho neste brete. Ainda mais que isto foi imposto pela espada, não pela verificação in loco a natureza do deus cristão. O pai era incompleto sem um filho e sem um espírito santo. Então são três. Quanto ao diabo, Deus não consegue destruí-lo, apesar de desejar. Se for criado por ele, mas uma prova da falibilidade de Deus que não sabia o que estava criando. Foi um “desenhista incompetente”! Ou anjos possuem livre arbítrio?

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    1. Cara, me desculpa entrar na conversa de vocês, mas duas coisas você errou feio. Primeiro, o texto do Eduardo apenas afirma que quando os evangélicos dizem que "respeitam", e "não discriminam" os umbandistas eles estão sendo hipócritas, porque teologicamente eles são ensinados a fazerem isto, uma vez que Deus não deseja que seus servos participem de coisas demoníacas. Você nunca verá um evangélico amigo de um "macumbeiro". Segundo, como o Eduardo sempre diz, a pessoa passa horas, dias e semanas juntando várias fontes para escrever e provar algo ai chega um visitante e acha que só a opinião dele isolada sem nenhuma referência será a mesma coisa.

      Ele é muito paciente em ainda responder isso sim... diga-se de passagem, sou ateu.

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    2. Obrigado (anônimo?) pela visita e pelos comentários... e para Mordaz:


      “Pois é, você está negando a liberdade de expressão. Tribunal não é um local onde se exerce isto, como o direito de ir e vir, etc..”

      R.: Acho que já respondi a isto, e não precisa ser em tribunal, basta uma conversa na rua que você iria preso do mesmo jeito, além disso, paragonei com o dialogo racista do qual você não mencionou nada. Bom, para mim está claro que há sim respeito da minha parte, mas existem limites.

      “Para você "Charlie Hebdo" não poderia exercer esta liberdade? E se ele pode porque justamente um Evangélico deveria fazer ou dizer o contrário do que pensa?”

      R.: Não, não acho. Religião pode não ser sagrada para mim, mas é para outros, zombar pornograficamente de líderes religiosos é passar dos limites. Quando era criança dizia-se que mãe é sagrada, e assim vemos nossa genitora, mas não enxergamos da mesma forma a mãe alheia, mas respeitamos pelo senso comum. As religiões não são sagradas, mas eu as respeito dentro do que é aceitável na MINHA visão. Eu brinco também com alguns conceitos religiosos, às vezes uso de sarcasmo, mas nunca ofendi desnecessariamente a alguém por isso. Retratar Pai, Filho e Espírito Santo em uma orgia como Charlie Hebdo já fez não prova em nada que o Cristianismo está errado, só aumenta a ira dos religiosos.

      “Não houve um convite para uma passeata umbandista, mas para "uma caminhada a favor da tolerância religiosa",”

      R.: Eu disse dentro de uma hipótese. Ele se coloca como alguém que tolera a umbanda, então disse: “O líder das religiões afro até convidou o Silas para uma caminhada a favor da tolerância religiosa, o mesmo, depois de um grande arrodeio, disse que iria, dependendo de algumas condições. Seria bom, no entanto, se o babalorixá tivesse chamado o Silas para um culto em um terreiro, porque com certeza o pastor negaria e isso em rede nacional, mas infelizmente ninguém fez o convite”. A expressão “seria bom... se...” indica uma hipótese, e claro que ele iria negar a ida pois não iria compactuar com demônios; ele pode fazer isso? SIM! Então o que tem de errado? Minha crítica é que sua rejeição a ida em um terreiro vai de encontro direito com sua ida em uma passeata de tolerância religiosa. Se ele não vai para um terreiro é porque não tolera se não tolera não pode fazer parte de uma passeata sobre tolerância.

      “Respeito a opinião dos acadêmicos de que seja monoteísta, mas três é três jamais será um.”

      R.: Como o blog é destinado a conhecimento científico do assunto e não opiniões soltas, eu divulgo só aquilo que é aceito academicamente e, como mostrei, o que você afirmou não possui base histórica, literária nem teológica. Dizer “três é três jamais será um” é está muito longe do que se entende por Trindade na filosofia e na Teologia.

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  10. Agora chegamos ao ponto. Você não é Charlie. Neste caso te entendo.Está como o Papa que defendeu, em vez de dar a outra face, dar um soco na cara do Charlie.

    Quanto a hipótese de deus científica ou filosófica não existe base. Kant demoliu as cinco provas de Santo Thomas. O resto é desejo, não evidência. Discutir textos mitológicos não é ciência. Não é examinar o objeto de estudo ou, indiretamente, as sua evidencias.

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    1. “Está como o Papa que defendeu, em vez de dar a outra face, dar um soco na cara do Charlie.”

      R.: Agora você é meu juiz moral para ditar como devo agir? Acho que estamos saindo da proposta do blog Mordaz.

      “Quanto a hipótese de deus científica ou filosófica não existe base. Kant demoliu as cinco provas de Santo Thomas”.

      R.: O que isso tem a ver com o assunto? Já passamos agora para debater a existência de Deus? Bom, de qualquer forma, acho que você precisa ler mais sobre Kant. Ele era cético sobre religião e escreveu vários argumentos a favor da existência de Deus, alguns autores o colocam como agnóstico no final da vida (Edward J. Verstraete (2008). Ed Hindson; Ergun Caner, eds. The Popular Encyclopedia of Apologetics: Surveying the Evidence for the Truth of Christianity. Harvest House Publishers. p. 82. Norman L. Geisler; Frank Turek (2004). "Kant's Agnosticism: Should We Be Agnostic About It?". I Don't Have Enough Faith to Be an Atheist. Crossway. pp. 59–60. Why I Am a Christian: Leading Thinkers Explain Why They Believe. Baker Books. p. 45. Frank K. Flinn (2007). Encyclopedia of Catholicism. Infobase Publishing. p. 10.), mas até isso é bastante debatido. Alisto abaixo as fontes sobre a posição de Kant a favor de Deus:

      Kant and Theology at the Boundaries of Reason, p. 42
      Dr Chris L Firestone - 2013

      Kant's Moral Metaphysics: God, Freedom, and Immortality
      Benjamin J. Bruxvoort Lipscomb, ‎James Krueger - 2010

      Kant on God
      Professor Peter Byrne – 2013

      The Philosophy of Kant: Lectures, p. 165
      Victor Cousin, ‎A. G. Henderson - 1854

      In Defense of Kant's Religion, p. 106
      Chris L. Firestone, ‎Nathan Jacobs - 200

      Socrates Meets Kant: The Father of Philosophy Meets His.. p. 305
      Peter Kreeft - 2009

      Este você pode ler online:
      https://www.academia.edu/200399/Kants_Religious_Argument_for_the_Existence_of_God_The_Ultimate_Dependence_of_Human_Destiny_on_Divine_Assistance

      “O resto é desejo, não evidência. Discutir textos mitológicos não é ciência. Não é examinar o objeto de estudo ou, indiretamente, as sua evidencias.”

      R.: Desculpa, mas com todo respeito, sua assertiva apenas mostra a falta de conhecimento no assunto. Usamos a palavra “ciência” com dois valores semânticos. O primeiro uso se refere àquilo que podemos reproduzir em laboratório e que terá o mesmo resultado, e assim dizemos que é científico. Por exemplo, não posso dizer que a ressurreição pode ser provada cientificamente porque não podemos reproduzir isto em laboratório. O segundo uso possui um valor semântico diferente e é usado em todos os centros de ensino superior para se referir ao conhecimento metodológico. Todo neófito em uma universidade, de qualquer curso, pagará a matéria “metodologia cientifica” onde aprenderá a fazer pesquisas. (Dica de leitura: Fundamentos da Metodologia Cientifica (2010) de Eva Maria Lakatos e Marina de Andrade, veja também Metodologia e Epistemologia na Produção Cientifica (2005) de Eliseu Diógenes) Portanto, as universidades estudam a religião, a mitologia, a história, a sociedade, a língua, de forma cientifica, seguindo metodologias rigorosas, baseados em extensos campos de pesquisa e acorda por uma gama de autoridade no assunto. Assim, sua afirmação não possui o menor sentido.


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    2. No entanto, eu entendo seu desejo de dizer que isso não é cientifico, porque isso banaliza o assunto, banaliza minha abordagem, meu trabalho, como se tudo isso não fosse assim importante e portanto tanto faz uma pesquisa extensa ou a opinião de uma pessoa sem formação na área. Sempre aparece aqui uma enxurrada de debatedores que querem impor a opinião mas sem trazer nenhuma pesquisa séria e toda vezes que refuto mostrando uma lista de fontes ou a pessoa desaparece, ou tenta desqualificar meu trabalho. Você entrou aqui no blog tecendo vários comentários e me elogiando e agora adota outra posição, se esse blog não possui nada de cientifico nem de credibilidade, não vejo por que pareceu gostar tanto, poderia apenas fechar a aba do navegador e ler outra coisa.

      Tenho tentado te responder pacientemente, mas agora não vejo mais onde você quer chegar com estes comentários.

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  11. Antes pelo contrário. Adorei o seu blog e estou tentando conseguir o seu livro. No entanto, toda esta "ciência humana" não substitui as ciências de verdade. Afirmações extraordinárias requerem provas do mesmo nível. O que estamos discutindo no seu blog são as falhas das escrituras e as suas incoerências. Elas jamais provariam a existência de Deus ou a sua intervenção verdadeira. O que estava discutindo é se a luta pela liberdade de pensamento e expressão deve ser seguida de abstenção de crítica ou condenação intelectual.

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    1. "No entanto, toda esta "ciência humana" não substitui as ciências de verdade."

      R.: Nunca vi nas Ciências Humanas alguma tentativa de suplantar as Ciências Exatas, então não sei de onde saiu sua afirmação. E chamar Ciências Exatas de "ciência de verdade" é solapá-la na essência, pois elas surgiram da Humanas com a filosofia grega.

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  12. Você tirou a frase do contexto e deixou o objetivo de fora. As escrituras não provam a ressuscitação pois uma afirmação extraordinária precisaria de provas extraordinária. E mitologia está muito longe disto. Mesmo se os evangelhos fossem coerentes, ainda assim não seriam provas. Que o testemunho apenas não seria suficiente.
    Assim como o respeito por crenças absurdas não ajuda a percepção das pessoas dos absurdos. “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá.” Mas não sou obrigado a acatá-las como certas. Não devo me calar de que matar animais é animalesco e não adoração de entidades superiores.

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