terça-feira, 9 de julho de 2013

O Mito da Guarda no Túmulo de Jesus

por Eduardo Galvão

GUARDA, TÚMULO, JESUS, MITO
Quando ouvimos histórias sensacionalistas, é possível observarmos que seus espraiadores costumam incrementar a história de tal forma que parece ser impossível outra explicação, a não ser algo do “além”.

Lembro-me bem de uma história que ouvi quando adolescente de um amigo meu. Por ética, irei chama-lo de André.

Por ser muito religioso, André era também muito supersticioso. Como ele moravam ainda com os pais e os irmãos, decidiu sempre fechar a porta do seu quarto com chave, pois seus irmãos gostavam de aprontar. Certo dia, André chegou em casa, entrou no seu quarto e não conseguiu encontrar certa quantia em dinheiro que havia guardado.

Era um fato tão inegável que seu quarto estava sempre trancado à chave, que seria inimaginável alguém conseguir entrar ali e roubar algo seu. Devido à inconcebibilidade de alguém conseguir entrar em seu quarto e roubar algo, André começou – por incrível que pareça – a atribuir ao sobrenatural. Em outras palavras, “alguma coisa” conseguiu entrar no seu quarto e fez “desaparecer” o dinheiro, asseverava ele.

Quando o mesmo contava o ocorrido, sempre enfatizava o fato de que o quarto estava lacrado, sendo ele o único com condições de acessá-lo.

Tempos depois, fiquei pensando sobre o motivo dele, como alguém ultra religioso, fazer tanta questão de mencionar que o quarto estava trancado à chave. Bom, logo entendi que ressaltar esse fato resultava diretamente em uma conclusão sobrenatural. Em outras palavras, se o quarto estava lacrado, trancado, e algo lá dentro simplesmente desaparece, qual poderia ser a explicação em uma mente supersticiosa, exceto que algo sobrenatural ocorreu?

É com essa ideia que gostaria de introduzir o artigo aqui abordado sobre a guarda no túmulo de Jesus.

§1. Introdução ao Relato


Nosso estudo concentra-se em Mateus 27:62-66 e 28:11-15. Iremos fazer primeiro um apanhado geral dessas duas referências.

O contexto de Mateus 27:62-66 é o registro do sepultamento de Jesus, que cobre os versículos 57-61. Depois que descreve o sepultamento, somos informado que logo “no dia seguinte”, os líderes religiosos dos judeus foram falar com Pilatos. Qual era o motivo dessa conversa? Talvez se pergunte. Eles dizem a Pilatos que, uma vez que Jesus durante seu ministério fez muitas referências à sua morte e ressurreição, principalmente essa última, profetizando que no terceiro dia ele ressuscitaria, seria importante que o governador colocasse uma guarda na frente do sepulcro até o terceiro dia, para não permitir que os seus discípulos viessem à noite, roubassem o corpo de Jesus e saíssem por ai proclamando que ele havia ressuscitado.

Pilatos concede o pedido. O túmulo de Jesus foi “selado com uma pedra” e uma escolta foi colocada para guardar o local até o terceiro dia.

§2. A Ressurreição e a Guarda Romana


Apesar de toda essa segurança por parte dos líderes religiosos, algo surpreendente aconteceu. Em Mateus 28:1-4 nos diz que um anjo desceu do céu, rolou a pedra, cujo ato indicava que Jesus havia ressuscitado. (Veja Como a Pedra foi Removida?) Argui claramente no artigo O Evangelho de Mateus e a Lenda da Ressurreição que esse relato é um mito cristão tardio, e no artigo Aparição dos Anjos no Túmulo de Jesus comentei sobre as contradições do encontro do anjo com as mulheres. No entanto, não entraremos aqui nesses detalhes, pois nosso foco é outro.

Ao observar esse evento sobrenatural, os guardas ficam “espavoridos” (RA), “assombrados” (ARC) “em pânico” (BARCLAY) e paralisam diante de tamanha visão. A expressão grega usada para descrever o estado deles é εγενηθησαν ως νεκροι [ficaram como que mortos], expressão essa parecida com a encontrada em Apocalipse 1:17a, onde lemos o estado que João ficou quando viu Jesus numa visão; ele επεσα προς τους ποδας αυτου ως νεκρος [caiu diante dos seus pés como que morto].

§2.a Complô com os Judeus


Depois desse assombroso encontro angélico, os guardas vão ao encontro dos líderes religiosos e dizem tudo o que viram, inclusive o fato do túmulo estar vazio, sem o corpo de Jesus, conforme podemos observar em Mateus 28:11-15. Os judeus, sendo corruptos e iníquos, logo subornam os guardas e propõem uma nova versão. Eles compelem os guardas a falarem que os cristãos roubaram o corpo à noite enquanto eles dormiam, versão essa que se perpetua entre os judeus.

§3. Argumento Cristão da Guarda Romana


Os cristãos fundamentalistas apontam para Mateus 27:62-66 e 28:11-15 como provas históricas da ressurreição de Jesus. Sean McDowell (2012) diz:

Tanto a narrativa bíblica como a história independente nos dizem que a unidade militar que protegia o sepulcro de Jesus era um número significativo de homens, todos altamente treinados e disciplinados. (p. 191)

Em outras palavras, se uma guarda assim tão ‘altamente treinada e disciplinada’ é posta no sepulcro e mesmo assim o corpo desaparece é porque Jesus, de fato, ressuscitou. Mais à frente McDowell diz:

A história da disciplina e segurança romanas testifica o fato de que se o sepulcro não estivesse vazio, os soldados nunca teriam deixado sua posição. (p. 203)

§4. O Mito da Guarda Romana


Em termos simples, podemos afirmar que o relato da guarda romana no sepulcro de Jesus em Mateus 27:62-66 e depois 28:11-15 é uma lenda cristã tardia com objetivos apologéticos. O que isso quer dizer? E o que nos leva a afirmar tal coisa?

Precisamos analisar textualmente o relato para provermos os motivos pelos quais chegamos à essa conclusão.

4.a Refutando Mateus 27:62-66 e 28:11-15.


Ao analisarmos o relato sobre a guarda, observamos alguns traços linguísticos próprios de lenda. Queiram ler em suas Bíblias primeiro o relato de Mateus 27:62-66. Agora, pedimos, por gentileza, que consultem Mateus 28:11-15. Depois de lido, perguntamos:

1. Por que, dos quatro Evangelhos, somente Mateus menciona a guarda e o suborno?

2. Os Evangelhos apócrifos são usados pelos apologistas cristãos em passagens que corroboram o relato da ressurreição, como no caso da grande pedra que é rolada do sepulcro, algo também mencionado no Evangelho de Pedro. Nesse mesmo Evangelho de Pedro, a guarda também é mencionada e isso é usado pelos apologistas cristãos para arguir que isso é prova da historicidade da mesma. No entanto, nenhum cristão crê na autenticidade do Evangelho de Pedro, sendo o mesmo considerado repleto de lendas, então por que aceitar o relato da guarda como histórico nesse Evangelhos? Por que, nesse caso, os outros evangelhos apócrifos também não mencionam uma guarda no sepulcro de Jesus para garantia?

3. Por que a versão do “corpo roubado” que supostamente circulava entre os judeus não é mencionada no Evangelho de João, que é justamente o livro que mais menciona os costumes judaicos, com sua tradição e o que mais coloca os judeus como “iníquos” e “desonesto”?

4. Gostaria que voltasse mais uma vez sua atenção para Mateus 27:62-66. Agora leiam precisamente o versículo 63 e 64. Qual o objetivo dos judeus pedirem uma guarda no sepulcro de Jesus? Exatamente isso! Os fariseus dizem que Jesus “vivia” dizendo que iria morrer e ressuscitaria ao terceiro dia. Então, com base nesse conhecimento, os sacerdotes e fariseus decidiram se precaver e colocar a guarda lá por três dias, para garantir que Jesus continuaria morto. No entanto, pergunto: Como os fariseus poderia mencionar que ‘enquanto Jesus vivia, disse: depois de três dias ressuscitarei’, se nem os apóstolos, os discípulos mais íntimos de Jesus, entendiam as declarações que Ele fazia da sua ressurreição?

Jesus, em seu ministério, fez algumas referências proféticas. No entanto, como de costume, os seus discípulos nunca conseguiam discernir e entender suas palavras. (Lucas 2:49-50; 18:31-34; João 25:25-27) Na grande maioria das vezes, os ouvintes de Jesus entendiam suas palavras literalmente, enquanto que o significado estava numa aplicação simbólica, como pode ser visto na conversa de Nicodemos em João cap. 3.

No que diz respeito à ressurreição, encontramos a mesma coisa. Ao relembrar o episódio de Jonas, Jesus disse: “pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra.” (Mat 12:40) Em sua visita ao Templo, Jesus havia dito: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” (Jo. 2:19) Os judeus não entenderam o significado profético, conforme o versículo 20 e 21.

Durante toda a vida e ministério de Jesus, os judeus, incluindo seus discípulos, bem como seus opositores, entendiam que ele iria literalmente destruir o Templo e reconstruí-lo em três dias. No período do seu julgamento, ainda encontramos essa interpretação sendo usada como acusação contra ele: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas, por fim, chegaram duas e disseram: Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. (Mateus 26:59-61)

Até durante a crucificação vemos ainda essa não compreensão da ressurreição ao terceiro dia: “ Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz.” (Mat 27:40) Os discípulos, lógico, foram os primeiros a compreenderem, conforme ensina crono-teologicamente o Novo Testamento, que Jesus deveria ressuscitar ao terceiro dia. Mas, quando, exatamente, veio esse entendimento?

João 2:22 responde: “Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito.”

Esse entendimento só veio depois ‘quando Jesus ressuscitou dos mortos’. Depois do evento, eles ‘lembram-se de que Jesus dizia isso.’ Perceba que aqui existe uma semelhança na fraseologia com Mateus 27:63, onde a atenção está na lembrança das palavras de Jesus enquanto em vida. Isso é mais uma prova que a conversa dos fariseus falando da ressurreição ao terceiro dia é nada mais que palavras de um cristão sendo colocadas na boca dos fariseus para criar o mito da guarda no sepulcro!

Assim, voltamos a perguntar: Como os fariseus poderiam dizer o que está em Mateus 27:63 sobre a ressurreição ao terceiro dia, se esse entendimento só veio a existir depois da ressurreição e primeiramente entre os discípulos? De forma bem HONESTA, um dos maiores defensores do Cristianismo na atualidade, William Lane Graig, admite, embora acredite na historicidade do relato evangelístico, que o Evangelho de Mateus ressaltar que os fariseus sabiam da ressurreição ao terceiro dia...

[...] sugere que o relato é uma lenda posterior, refletindo anos da polêmica judaico-cristã. A designação de Jesus como impostor é, de fato, marca da polêmica judaica contra o Cristianismo (Diálogo com Trifão 208, de Justino; Testamento dos Doze Patriarcas (Levi) 16.3). (Reasonablefaith.org)

5. A guarda foi posta no sepulcro para justamente, segundo creem, impedir dos discípulos roubarem o corpo e, no entanto, posteriormente, os Judeus subornam os guardas para mentirem dizendo que teria acontecido justamente o que não poderia ter acontecido, já que esse foi exatamente o motivo da própria presença deles lá. Como pode isso fazer sentido?

6. Imagine que você fosse um soldado romano. Se, por um segundo, tudo aquilo fosse verdade, se você tivesse testemunhado a descida de um anjo, na sua frente, abrindo o sepulcro, Jesus sendo ressuscitado, o que você teria feito? Teria ido aos judeus para receber suborno e daria as costas para tudo aquilo? O mais provavelmente seria que você se tornasse cristão, ao invés de entrar em suborno com os judeus, não acha?

7. A versão supostamente criada pelos fariseus não teria sido crida pelas pessoas por vários motivos. Além dos pontos mencionados no 5 e 6, as pessoas poderiam ter arguido: “Os guardas ficaram 3 dias em frente ao sepulcro e vieram a dormir justamente no terceiro dia? Dia que estava predita a suposta ressurreição?”. Seria meio suspeito, não acha?

8. O versículo 11 diz que “alguns dos guardas” foram à cidade para falar com os líderes religiosos. Foi para esses “alguns” que a versão teria sido propagada, e para esses alguns que o dinheiro teria sido dado. Não obstante, o testemunho dos “outros” que estavam juntos desses “alguns” poderia desmentir facilmente essa “versão” do roubo do corpo enquanto eles dormiam, coisa que, supostamente, não teria ocorrido, pois “esta versão divulgou-se entre os judeus até o dia de hoje”, segundo o escritor do Evangelho. Não é estranho que os “outros” tenham ficado calado enquanto os “alguns” circulassem essa versão?

9. As pessoas poderiam também argumentar que seria impossível que tivessem sido os discípulos que roubaram o corpo, uma vez que, na versão supostamente propagada pelos guardas, eles estavam “dormindo”; a menos, é claro, que dormissem de olhos aberto!

Conclusão


O escritor do Evangelho de “Mateus” criou essa lenda com um objetivo específico: Tornar o acesso ao corpo de Jesus algo impossível pelos meios humanos, o que por natureza levava os leitores originais a ficarem impressionados com o poder de Deus, conduzindo-os à conclusão sobrenatural pré-estabelecida de que Jesus, de fato, ressuscitou dentre os mortos. Ora, como o corpo de Jesus poderia ter desaparecido se o sepulcro estava lacrado com uma enorme pedra e vigiado por uma guarda de vários homens bem treinado de Roma, exceto que, de fato, Deus tenha enviado seu anjo, que, diante dos olhos de todos, removeu a pedra e ressuscitou Seu filho, Jesus. ESSA era a intenção do escritor, criar esse impacto na mente dos leitores primitivos.

Lembra daquela história contada no início do artigo sobre André? Esse é o paralelo. Os religiosos e supersticiosos criam e colorem fatos para impressionar seus ouvintes e leva-los à conclusões sobrenaturais. Quanto mais “impossível” for o caso, quanto mais “misterioso” for, melhor!

No caso do meu amigo, apesar de todo o enfeite, foi depois descoberto que, um dia, deixando a chave de bobeira, sua irmã fez uma cópia da mesma, e quando todos se ausentavam da casa, ela entrava no quarto e furtava-o.

Assim como nesse caso, a suposta “ressurreição” de Jesus e seu sepulcro, junto com seu corpo, têm explicações simples e naturalísticas, como veremos em outros artigos.


Bibliografia

McDowell, Josh. McDowell, Sean. Evidências da Ressurreição. Rio de Janeiro. CPAD. 2012.
GEISLER, Norman. Enciclopédia Apologética. São Paulo. Vida. 2002.

28 comentários:

  1. Excelente texto! Impressionante a análise, continue nessa "pegada"!
    Leandro

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  2. Adorei o texto,muito bem explicado e informativo.Parabéns!!

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  3. Olá,

    Seu texto erra em coisas básicas. Pelo menos 27 documentos corroboram com a Ressurreição de Jesus, e com o fato dele ter vencido a morte, essa corroboração,aliás é fato único na História, se você rejeita a história da Ressurreição, você tem que rejeitar tudo mais.

    O Novo testamento foi produzido quando ainda existiam testemunhas oculares vivas, a história poderia ser facilmente desmentida e o cristianismo morto em seu berço.

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    1. Seu comentário é facilmente refutado, até pelo mais simples curioso do assunto. Os "27 documentos" que você se refere provavelmente os 27 livros do NT. Textos cristãos que tentam provar que Jesus ressuscitou é o mesmo que textos islâmicos que tentam provar que Maomé foi arrebatado...

      Me aponte UM só um historiador secular que acredite que os evangelhos são obra de testemunhas oculares... tudo isso que você lê é o que dizem os teólogos evangélicos, só isso. Não confunda afirmação com argumentação... tudo o que você fez acima foi afirmar, só isso.

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    2. OBS: "Narrativa" não tem acento agudo.

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    3. Claro que tem que ser os documentos do Novo Testamento, afinal os documentos foram produzidos pelos povos envolvidos, a não ser que vc queira refutar a história do Brasil com documentos do Texas..Sua idéia de mundo está muito equivocado meu caro.

      Usando os próprios documentos do Alcorão eu posso ver que ele não era era enviado de Deus, e nem atestou a sua mensagem como divina..

      Se vc tiver interesse, e quiser uma busca realmente sincera, você pode ver todas essas explicações no meu blog, no menu do lado direito....

      Abraço.

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    4. "Me aponte UM só um historiador secular que acredite que os evangelhos são obra de testemunhas oculares"

      Só complementando...

      Historiador tem para todos os gostos amigo, assim como teólogo..não acredite cegamente nesses livros, não seja refém do apelo a autoridade...Não vivemos num mundo nonsense, alguns autores dos documentos confirmam que foram testemunhas oculares, e mesmo estudiosos seculares aceitam que a produção dos documentos ocorreram poucas décadas depois da morte de Jesus, ou seja, quando testemunhas oculares ainda estavam vivas, a arqueologia já mostrou evidencias dos primeiros cristãos no século 1...o fato é que o cristianismo poderia ser facilmente desmentido, e não foi! Imagine tentando imitar Jesus e todo o seu efeito ao redor, e verá que é impossível...

      mas como falei, se quiser uma busca sincera, pode visitar meu blog...


      Abraço,

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    5. "Claro que tem que ser os documentos do Novo Testamento, afinal os documentos foram produzidos pelos povos envolvidos, a não ser que vc queira refutar a história do Brasil com documentos do Texas..Sua idéia de mundo está muito equivocado meu caro."

      R.: Sua analogia é falha, até porque podemos falar da história do brasil com documentos portugueses ;-) Aqui estamos falando de religião... tudo que você tem são documentos cristãos, tendencioso, no mínimo.


      "Usando os próprios documentos do Alcorão eu posso ver que ele não era era enviado de Deus, e nem atestou a sua mensagem como divina.."

      R.: A lógica está invertida amado, não foi este meu argumento. Mas seguindo seu raciocínio, eu também provo só com a literatura do NT que o Cristianismo é FALSO... e estou fazendo isso com meu livro que irei lançar este ano.


      "Historiador tem para todos os gostos amigo, assim como teólogo..não acredite cegamente nesses livros, não seja refém do apelo a autoridade..."

      R.: Não sou, na verdade, você é que é... mas refém apenas das autoridades cristãs. Pegue qualquer livro de Norman Geisler e outro apologista, Lee Strobel e verá que tudo que eles argumentam é usando títulos acadêmicos de crentes PH.D tudo para impressionar os tolos.

      Eu escrevi muita coisa no meu artigo... seu dever seria refutar AQUILO que eu escrevi, coisa de não fez nem de longe, escrevendo apenas 4 linhas afirmando uma coisa qualquer... tocando em outros assuntos, dando golpes no espantalho.

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    6. Nossa kkkk Eduardo você está equivocado e muito meu caro...só lamento...

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    7. Nossa cara que ARGUMENTO, só lamento kkkk...

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  4. O túmulo se contradiz quando não era costume enterrar crucificados. Eram deixados na cruz para apodrecer e serem devorados pelos abutres.
    .
    Guardas romanos não se dirigiam a líderes religiosos judeus mas aos seus superiores militares. Ainda mais num fato extraordinário destes.
    .
    Ela não ressuscitou mas foi alegada pelos seus discípulos, que vivam ($$$) da pregação, que ele ressuscitara. Jesus nunca mais foi visto, nunca mais pregou, nunca mais visitou as comunidades. Se comportou como qualquer morto até hoje em dia. Por isto a "Bem-aventurados os que não viram e creram!" Até hoje eles esperam a volta de um dos deuses do cristianismo, o filho.

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  5. Não consigo me cadastrar no site da venda do livro e o mesmo não tem lugar para pedir ajuda. Já tentei três vezes e depois de preenchido o formulário volta ao zero.

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    1. Olá Mordaz,

      Eu mandei um email pro suporte. Quando você se cadastra precisa de um tempo até conseguir logar, que é um deficiência deles, mas depois funciona. O email do suporte é este: atendimento@clubedeautores.com.br

      Obrigado pelo contato.

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    2. Eu comprei o livro do Eduardo e estou adorando! Recomendo!
      Leandro

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  6. Meu amigo me desculpe más,dentre os muitos erros doutrinários que vc comete eu vou falar só um ,só Mateus relata este acontecido,porque ele escreveu para os judeus que a raça mais incredula quanto a ressurreição de Cristo.

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  7. Refutando Mateus 27:62-66 e 28:11-15

    Ao analisarmos o relato sobre a guarda, observamos alguns traços linguísticos próprios de lenda. Queiram ler em suas Bíblias primeiro o relato de Mateus 27:62-66. Agora, pedimos, por gentileza, que consultem Mateus 28:11-15.

    RESPOSTA:

    Vamos ler os textos em questão:

    “E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.” (Mateus 27:62-66)

    “E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: ‘Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram’. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje.” (Mateus 18:11-15)

    Depois de lido, perguntamos:

    1. Por que, dos quatro Evangelhos, somente Mateus menciona a guarda e o suborno?

    RESPOSTA:

    Esta é uma pergunta estúpida, que pressupõe que esse fato não aconteceu simplesmente porque Mateus foi o único a falar disso. Ora, isso é simplesmente uma falácia non sequitur.

    Analogamente, poderíamos considerar o seguinte: Quatro pessoas assistiram a um mesmo filme e o narraram a uma pessoa que não o assistiu. As quatro narraram os mesmos fatos. Porém, somente uma delas narrou um dos acontecimentos. O que deveríamos concluir: Que esta pessoa simplesmente inventou isso só porque as outras três não o narraram? Ora, isso não seria prudente!

    O autor da pergunta pressupõe que não havia nenhuma guarda vigiando o sepulcro só porque Mateus foi o único a narrar isso. Ora, seguindo esse princípio, deveríamos concluir que tudo o que foi narrado exclusivamente por um dos quatro evangelistas não aconteceu de fato. Sendo assim, tomaríamos por verdade somente aquilo que os quatro narraram. Então que necessidade teríamos de quatro evangelhos? Apenas um bastaria!

    Obviamente, se os quatro evangelistas tivessem narrado exatamente os mesmos acontecimentos seriam acusados de complô. Deus é tão perfeito que não os inspirou a narrarem os mesmos acontecimentos, mas coisas diferentes, que não se contradizem, mas se complementam.

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  8. 2. Os Evangelhos apócrifos são usados pelos apologistas cristãos em passagens que corroboram o relato da ressurreição, como no caso da grande pedra que é rolada do sepulcro, algo também mencionado no Evangelho de Pedro. Nesse mesmo Evangelho de Pedro, a guarda também é mencionada e isso é usado pelos apologistas cristãos para arguir que isso é prova da historicidade da mesma. No entanto, nenhum cristão crê na autenticidade do Evangelho de Pedro, sendo o mesmo considerado repleto de lendas, então por que aceitar o relato da guarda como histórico nesse Evangelho? Por que, nesse caso, os outros evangelhos apócrifos também não mencionam uma guarda no sepulcro de Jesus para garantia?

    RESPOSTA:

    Os apologistas cristãos aceitam o Evangelho de Pedro (bem como os demais livros apócrifos) como documento histórico, que pode ser útil para pesquisas e estudos. Isso não implica que tudo que está relatado neste evangelho é verídico; se fosse, ele estaria no cânon do Novo Testamento com certeza. A verdade é que ele não é autêntico, não provém de inspiração divina; como disse o ateu, está repleto de lendas.

    Então por que aceitar o relato da guarda como histórico no Evangelho de Pedro? Simplesmente pelo motivo óbvio: porque ele corrobora com o relato de Mateus, que é um evangelho autêntico. Agora, isso não significa que podemos formular doutrinas em cima de textos apócrifos. Também não implica que por que um texto é apócrifo tudo nele é falso. Ora, da mesma forma que um mentiroso pode falar a verdade de vez em quando, um texto falso pode conter relatos verídicos.

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  9. 3. Por que a versão do “corpo roubado” que supostamente circulava entre os judeus não é mencionada no Evangelho de João, que é justamente o livro que mais menciona os costumes judaicos, com sua tradição e o que mais coloca os judeus como “iníquos” e “desonesto”?

    RESPOSTA:

    O fato de João mostrar os judeus como pessoas extremamente resistentes a pregação de Jesus não implica que ele devesse narrar tudo o que eles faziam, afinal sua intenção era revelar Jesus como o Messias, e não a iniquidade e desonestidade dos judeus.

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  10. Gostaria que voltasse mais uma vez sua atenção para Mateus 27:62-66. Agora leiam precisamente o versículo 63 e 64. Qual o objetivo dos judeus pedirem uma guarda no sepulcro de Jesus? Exatamente isso! Os fariseus dizem que Jesus “vivia” dizendo que iria morrer e ressuscitaria ao terceiro dia. Então, com base nesse conhecimento, os sacerdotes e fariseus decidiram se precaver e colocar a guarda lá por três dias, para garantir que Jesus continuaria morto.[...]

    RESPOSTA:

    Realmente Mateus 27:62-66 diz que o objetivo dos judeus ao pedirem uma guarda no sepulcro de Jesus era que Este vivia dizendo que iria morrer e que ressuscitaria ao terceiro dia. O que isso implica é que os judeus compreenderam uma profecia que nem mesmo os discípulos compreenderam, afinal, como ressaltou o ateu, os discípulos só entenderam tal profecia depois de esta estar cumprida:

    João 2:22: “Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito.”

    Porém, o ateu falhou em todo o restante de sua argumentação. Ele fez um verdadeiro malabarismo com os textos bíblicos, tirando-os do contexto para dar a entender o que lhe é conveniente. Ele citou Mateus 26:59-61 para dizer que as pessoas que testemunharam contra Jesus entenderam literalmente as Suas palavras. Porém, o texto não diz que essas pessoas entenderam literalmente as palavras dEle. Elas poderiam ter entendido o real significado delas, mas preferiram fingir não ter compreendido, para que assim Jesus fosse condenado.

    Ademais, o ateu diz: “Até durante a crucificação vemos ainda essa não compreensão [da parte dos judeus] da ressurreição ao terceiro dia: ‘Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz.’” (Mat 27:40)”

    Perceba que ele descontextualizou esse verso para dar a entender que os mesmos judeus que pediram a guarda para o sepulcro não entenderam as profecias de Jesus. Porém, essas palavras de Mateus 27:40 foram proferidas pelas pessoas que passavam por ali, e não pelos líderes judeus que pediram a guarda. Veja: “E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças, e dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz” (Mateus 27:39-40).

    É claro que os príncipes dos sacerdotes, os escribas, os anciãos e os fariseus também zombavam Dele, mas diziam outras coisas. Suas palavras foram relatas por Mateus nos versos imediatamente seguintes. Veja:

    “E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus” (Mateus 27:41-43).

    Assim sendo, vemos que realmente o autor do texto foi muito desonesto. Aliás, ainda que aquelas palavras tivessem sido proferidas pelos mesmos judeus que foram pedir a guarda do sepulcro, eles poderiam ter entendido as palavras de Jesus depois. Afinal, supondo que eles ainda estivessem na ignorância até o momento da morte de Jesus, Mateus não diz que eles tinham compreendido as profecias naquele momento ou antes disso. Mateus só diz que eles entenderam as profecias quando foram falar com Pilatos no “dia seguinte, que é o dia depois da Preparação”.

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  11. Assim, voltamos a perguntar: Como os fariseus poderiam dizer o que está em Mateus 27:63 sobre a ressurreição ao terceiro dia, se esse entendimento só veio a existir depois da ressurreição e primeiramente entre os discípulos?

    RESPOSTA:

    A Bíblia não diz que os primeiros a compreender o sentido das palavras de Jesus foram os Seus discípulos. Isso é inferência do ateu. A Bíblia diz claramente que os primeiros a compreender as profecias sobre a morte e ressurreição foram os líderes religiosos que pediram a guarda para o sepulcro. Isso pode soar estanho, mas uma provável explicação é o fato de que os discípulos não queriam que Jesus morresse, pois não pensavam que Ele fosse ressuscitar, visto que não entendiam as Suas profecias sobre a ressurreição (Marcos 9:32; Lucas 18:34; João 12:16). Ademais, eles acreditavam que Jesus fosse o Messias. Como seria possível o Messias que deveria libertá-los acabar morrendo na cruz? Eles estavam desolados e não tinham qualquer predisposição a crer numa ressurreição (tanto é que não acreditaram nem no testemunho das mulheres de que Jesus havia ressuscitado; eles só acreditaram depois que O viram). Ao passo que os líderes religiosos, sem lamentos pela morte de Jesus e sem acreditar que Ele era o Messias, tiveram mais facilidade de compreender as Suas profecias.

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    1. "Isso pode soar estanho, mas uma provável explicação é o fato de que os discípulos não queriam que Jesus morresse, pois não pensavam que Ele fosse ressuscitar, visto que não entendiam as Suas profecias sobre a ressurreição".

      RESPOSTA: Aham, é estranho mesmo, muito estranho por sinal, na verdade, essa resposta é tão estranha a ponto de não fazer qualquer sentido, exceto para alguém que é leal ao texto que defende.

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  12. De forma bem HONESTA, um dos maiores defensores do Cristianismo na atualidade, William Lane Graig, admite, embora acredite na historicidade do relato evangelístico, que o Evangelho de Mateus ressaltar que os fariseus sabiam da ressurreição ao terceiro dia…

    […] sugere que o relato é uma lenda posterior, refletindo anos da polêmica judaico-cristã. A designação de Jesus como impostor é, de fato, marca da polêmica judaica contra o Cristianismo (Diálogo com Trifão 208, de Justino; Testamento dos Doze Patriarcas (Levi) 16.3). (Reasonablefaith.org)

    RESPOSTA:

    O ateu está descaradamente descontextualizando as palavras do Dr. William Lane Craig (sim, é “Craig”, e não “Graig”!).

    Craig fez tal declaração em alusão ao pensamento dos céticos sobre os guardas do túmulo; ele não disse que essa era sua opinião ou que isso era verídico. Ele fez suas ponderações. Veja:

    “Muito pelo contrário, as dificuldades mais sérias desta história são duas: (1) não é relatada na história pré-marcana da paixão, nem nos outros Evangelhos e (2) pressupõe não somente que Jesus tenha predito sua ressurreição ao terceiro dia, mas também que os judeus entenderam isso claramente, enquanto os discípulos permaneceram na ignorância. Em relação à primeira, é excessivamente estranho que os outros Evangelhos nada soubessem de tão importante evento como a colocação de uma guarda ao redor do túmulo. Isso sugere que o relato é uma lenda posterior, refletindo anos da polêmica judaico-cristã. A designação de Jesus como impostor é, de fato, marca da polêmica judaica contra o Cristianismo (Diálogo com Trifão 208, de Justino; Testamento dos Doze Patriarcas (Levi) 16.3). Mas, talvez, esse polêmico interesse fornece a própria razão de por que esse evento, mesmo se histórico, não foi incluído na história pré-marcana da paixão. Pois a história pré- marcana da paixão surgiu na vida da Urgemeinde [comunidade], antes da Auseinandersetzung [disputa] com o Judaísmo e, assim, antedata a polêmica judaico-cristã. Já que os guardas desempenharam virtualmente nenhum papel nos eventos da descoberta do túmulo vazio — na realidade, o relato mateano não exclui que a guarda já havia partido antes de as mulheres chegarem — a história pré-marcana da paixão pode simplesmente omiti-los. Se a calúnia segundo a qual os discípulos roubaram o corpo estava restrita a certos grupos (“essa história tem-se divulgado entre os judeus [para Ioudaiois] até os dias de hoje”), não se pode, então, excluir que Lucas ou João poderiam não ter essas tradições. E os evangelistas, com frequência, inexplicavelmente omitem o que parecem ser incidentes importantes que podem lhes ter sido conhecidos (por exemplo, a grande omissão de Lucas, de Mc. 6.45 — 8.26), de modo que é perigoso usar uma omissão como teste para historicidade.”

    Que resposta maravilhosa deu o Dr. Craig!

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    1. "ateu está descaradamente descontextualizando as palavras do Dr. William Lane Craig."

      Essa foi a parte que que me tirou muitas gargalhadas! Quem é ateu? Desculpa, mas você caiu de paraquedas e não sabe nem do que está falando. Se informe, que um pouco de conhecimento não faz mal a ninguém.

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    2. Quando eu li seus comentários defeituosos e de uma tremenda pobreza interpretativa, comecei a selecionar trechos e tentar te dar uma resposta, mas dai pensei: "Por que dedicaria tempo para responder a um mal educado que, embora veja meu nome no artigo, se refere a mim como "ateu", sendo que nem ateu sou?", depois pensei, "por que iria responder a um cara que nem se deu o trabalho de ler os demais artigos para primeiro saber o que o autor pensa por completo ao invés de atacá-lo pessoalmente expurgando-o da honradez do nome próprio, chamando-o pelo termo "ateu"?" e por último, "qual seria o benefício de explicar algo para um cidadão que reverencia um texto espúrio e contraditório e está disposto a morrer por isso?"

      Acho que o melhor que posso fazer é te deixar acreditando nessa utopia que se estende por dois mil anos e se estenderá por mais dois mil.

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  13. Flavio Josefo historiador Judeu citou da existencia de Jesus

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