quarta-feira, 3 de julho de 2013

Jesus Cristo como Mito Judaico

por Eduardo Galvão

Jesus como Personagem Mitológico Judaico
Jesus Cristo é apenas um personagem fictício ou ele realmente existiu? O Jesus que encontramos nos Evangelhos canônicos – Mateus, Marcos, Lucas e João – foi alguém histórico que realmente cumpriu profecias, realizou curas e ressuscitou ao terceiro dia, ou toda essa caracterização que encontramos nos Evangelhos é apenas uma coleção de mitos e lendas sobre algum personagem real do passado?

Não vou tratar nesse artigo sobre a historicidade da pessoa de Jesus, assunto bem longo que tratarei posteriormente, mas sim sobre o problema do Jesus Bíblico.

§1. Jesus Bíblico vs Jesus Histórico


De maneira simples, podemos afirmar que Jesus, como pessoa física, realmente existiu como líder sócio-político, religioso e apocalipsista no século 1 de nossa era. No entanto, as coisas que o Novo Testamento – em especial os Evangelhos – relata sobre ele é que não existiram. Em outras palavras, Jesus de Nazaré existiu, mas não podemos dizer o mesmo do Jesus Cristo.

Mas, como chegamos à essa conclusão? Bom, comentei no artigo Cristianismo e os Mitos: Apenas Coincidência? que quando criamos literatura, moldamos nossos conceitos baseados em informações que obtivemos durante a vida, ou seja, somos seres influenciáveis culturalmente, cujo trabalho artístico e ideológico exprime-se através dessa influência. Podemos dizer que é muito difícil, até, quem sabe, impossível, que alguém crie algo cem por cento original, pois nenhum ser humano é um vácuo existencial.

Dessa forma, os evangelistas foram culturalmente influenciados na sua visão de quem era Jesus, com base no que eles sabiam da religião e literatura judaica. Por isso que os quatro Evangelhos pintam a imagem de Jesus de forma tão diferente uns dos outros, pois dependia do seu enfoque teológico, bem como de outras coisas mais na mente do escritor. (STRUASS, 2007) Com base nisso, cada escritor evangelístico buscou formas linguísticas para apresentar Jesus dentro de sua própria visão teológica.

Analogia: Durante a noite, três homens, um ufólogo, um astrônomo e um aviador – mesmo sem estarem próximos – veem um ponto brilhante no céu se movendo. Como cada um desses homens iria interpretar esse fenômeno? Obvio que cada qual iria chegar à conclusões diferentes, pois interpretariam a mesma coisa com base em suas visões diferentes de mundo e com base em suas formações particulares. O ufólogo interpretaria como um OVNI, o astrônomo como um astro celeste e o aviador como qualquer objeto feito pelo homem e capaz de se locomover sobre o céu noturno.

Da mesma forma, ao olhar para o Jesus histórico, o rabino revolucionário, várias pessoas no passado tiravam suas conclusões sobre QUEM era ele, tendo como base as informações sobre a religião judaica que professavam, que também, por sua vez, já havia sido misturada com o paganismo. Podemos ver claramente isso no Evangelho de Marcos.

É consenso entre os estudiosos do Novo Testamento que o Evangelho de Marcos foi o primeiro evangelho “oficializado”. Encontramos algo interessante sobre o que estamos tratando no capítulo 8 e versículos 27 ao 29, onde lemos:

“E saiu Jesus e os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? E eles responderam: João Batista; e outros, Elias; mas outros, um dos profetas. E ele lhes disse: Mas vós quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo.”

Perceberam? Quando Jesus perguntou quem as pessoas achavam que ele era, cada qual deu sua resposta, segundo sua própria interpretação. Alguns achavam que Jesus era a reencarnação de João Batista, outro de Elias, famoso profeta do Antigo Testamento, e outros achavam que ele era apenas um grande e novo profeta; por último, Pedro deu a interpretação dele, que, em sua opinião, Jesus era o Messias, o Cristo.

Dessa forma, se cada uma dessas pessoas tivesse escrito um evangelho, cada um iria descrever Jesus nesses termos e iria criar as histórias com base nisso. Ehrman (2012) disse que isso acontece porque “as histórias são sempre moldadas, não apenas pelos autores bíblicos, mais por todos que as contavam.” No artigo A Ressurreição de Jesus - Mito ou Fato? argui com base em Atos 14:8-13 (leia) o seguinte:

Os gentios moldaram aquele evento nos termos que eles conheciam; eles não sabia quem eram Yahweh, Jesus, Moisés e os apóstolos, etc. Eles conheciam apenas seus mitos com deuses, deusas, semideuses e heróis  Portanto, moldaram e entenderam as figuras do Cristianismo dentro de seus conceitos religiosos.

§2 Jesus, um Profeta como Moisés


Há tempos que autoridades no Novo Testamento afirmam que Mateus interpreta e cria seu Jesus bíblico como sendo o “novo Moisés”. Em outras palavras, o escritor do Evangelho Segundo Mateus, quando redigiu sua biografia, criou o personagem Jesus dentro das interpretações de que este era um “segundo Moisés”, por assim dizer.

No Antigo Testamento, temos as seguintes palavras de Yahweh para Moisés:

Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. (Deuteronômio 18:18).

É com base nesse texto que o escritor do Evangelho de Mateus cria o personagem Jesus. Por quais quer que fossem os motivos de “Mateus” acreditar que Jesus era o Messias, o mesmo teria que ser apresentado no evangelho literalmente “semelhante” a Moisés, e, dessa forma, o escritor passa a inventar histórias e a descrever Jesus em seu livro, relacionando sua vida com a de Moisés no Antigo Testamento.

Em relação à essas semelhanças literárias criadas por “Mateus”, Ehrman (2012) comenta:

Tome como exemplo a forma como a história de Jesus é contada nos primeiros capítulos do Evangelho de Mateus. Tem sido reconhecido que Mateus quer retratar Jesus como um “novo Moisés”, e assim não é nenhuma surpresa ao descobrir que as coisas que acontecem com Jesus em Mateus são intimamente um paralelo com as tradições do Antigo Testamento sobre Moisés. Assim como o governador da terra, o faraó egípcio, tentou destruir Moisés quando bebê (Êxodo 1), assim também o soberano da terra, o rei judeu Herodes, procurou matar o menino Jesus (Mateus 2). Jesus e sua família fugiu, indo para o Egito, terra de Moisés. Assim como Moisés tirou os filhos de Israel do Egito, para chegar à Terra Prometida (Êxodo 13-14), assim também Jesus retornou do Egito para Israel. Mateus enfatiza o ponto, citando a declaração do profeta sobre a salvação de Israel em Oseias: “Do Egito chamei o meu filho” (Oseias 11:1, citado em Mateus 2:16), só que agora o “filho” não é a nação de Israel, mas o seu messias, Jesus. Ao escapar do Egito, os israelitas tiveram de atravessar o Mar Vermelho no êxodo. A primeira coisa que aconteceu com o adulto Jesus é que ele também entrou e saiu da água em seu batismo (Mateus 3). Os Israelitas ficaram no deserto por quarenta anos sendo testado por Deus, e assim também Jesus entrou no deserto por quarenta dias para ser tentado (Mateus 4). Os israelitas viajaram para o Monte Sinai, onde eles receberam a Lei de Moisés, Jesus imediatamente foi até uma montanha e fez seu Sermão do Monte, onde ele forneceu uma interpretação das leis de Moisés (Mateus 5-7).

A verdade é que isso não é exclusivo apenas do Evangelho de Mateus. O Novo Testamento inteiro interpreta Jesus dessa forma, pois há tempos que a teologia judaica pensava no Messias como um profeta semelhante a Moisés. Uma vez que algumas pessoas começaram a interpretar Jesus de Nazaré como sendo o Messias, não seria surpresa que as pessoas começassem a contar lendas sobre a vida de Jesus de forma semelhante à vida de Moisés.

Irei alistar abaixo pelo menos 30 semelhanças literariamente criadas por “Mateus” e outros escritores do Novo Testamento para apresentar Jesus como sendo o profeta semelhante a Moisés.

1. Moisés e Jesus viveram em um período onde o povo de Deus estava subjugado a uma nação inimiga. (Ex. 1:11, 14; 5:6-9 compare com Lucas 2:1)

2. Moisés e Jesus realizaram grandes milagres. (Ex. 7-14, Dt. 34:10-12 compare com Jo.15:24)

3. Ambos estavam conectados com o pão do céu. (Ex. 16:8, 15 compare com Jo. 6:32-35)

4. Ambos são instrumentos pelos quais Deus transmitiu sua bondade (Ex. 24:12 compare Jo. 1:17).

5. Ambos selaram um pacto com a casa de Israel através de sangue sacrificial. (Ex. 24:6-8 compare com Mat. 26:28; Luc. 22:20). Veja também Heb. 9:18-23.

6. Ambos tiveram uma transfiguração em um monte (Ex. 34:29,35 compare com Mat. 17:2)

7. Ambos eram israelita de sangue (Ex. 2:1,2 e Mat. 1:1-17)

8. Ambos de descendência real por adoção (Êx. 1:5, 6 compare com Romanos 1:3, 4)

9. Ambos livraram o povo de Deus da escravidão (Ex. 3-4 compare com Mat. 20:28; Ef. 2:1-8, Rom. 3:28, 4:6)

10. Ambos enfrentaram a ira nacional por meio de tentativas de apedrejamento. (Ex. 17:4 compare com Jo. 8:59)

11. Ambos escolheram doze homens para uma missão importante (Dt. 1:23 compare Mc. 3:14)

12. Ambos designaram 70 homens dentre Israel incumbidos de privilégios (Nm. 11:15 compare com Lc 10:1)

13. O povo de Deus reclamou da demora na volta de ambos (Ex. 32:1 compare com 2 Pet. 3:4)

14. Ambos são servos de Deus (Sl. 105:26 compare com Mat. 12:18).

15. Ambos são profetas (Dt. 18:15-18 compare com Lc 7: 16, Jo. 6: 14).

16. Ambos eram sacerdotes (Sl. 99:6 e Lv. cap. 8, 15:16 e 19:23, compare com Hb. 7:24, 9:14).

17. Ambos eram pastores. (Ex. 3:1 compare com Jo. 10:11, 14).

18. Ambos foram mediadores de um pacto com Deus (Ex. 33:8,9 compare com 1 Tim. 2:5).

19. Ambos eram intercessores junto à Deus (Nm. 21:7 compare com Rm. 8:34).

20. Ambos eram juízes (Ex. 18:13 compare com Jo. 5:27, Mat. 25:31-46, 2 Cor. 5:10).

21. Ambos tiveram a vida em risco na infância, sendo perseguidos por reis (Ex. 1:22 compare com Mat. 2:16)

22. Ambos passaram a infância no Egito (Mt. 2:13-14, compare com Os. 11:1).

23. Ambos negaram sua descendência régia para salvar o povo de seus sofrimentos. (Hb. 11:24-26 compare com Fl. 2:6-7)

24. Ambos foram rejeitados por seus irmãos nacionais (At. 7:26-27 compare com Jo. 1:11).

25. Ambos receberam autoridade de Deus (Nm. 16:3 compare com Mat. 21:23).

26. Ambos proveem água para a sobrevivência do povo de Deus. (Nm 20:11 compare com Jo. 4:14 e 7:37.)

27. Ambos ficaram com fome no deserto. (Ex. 34:28 compare com 4:2.

28. Ambos oraram para o perdão do povo de Israel. (Nm. 14:19 e Lc. 23:34.

29. Ambos morreram pelo bem do povo de Deus (Sl. 106:32 compare com Is. 53:4-6).

30. Ambos designam um sucessor (Dt. 31:23 compare com Jo. 14:16,18).

Com essa ideia em mente, Ehrman (2012) concluiu:

Alguns dos seguidores de Jesus acreditavam que ele era o novo porta-voz de Deus, como Moisés da antiguidade, e por isso contavam histórias sobre ele para tornar as conexões com Moisés óbvias. Muitos outros seguidores o consideravam um profeta de Deus e Filho de Deus. E assim, naturalmente, falavam sobre ele da forma que falavam sobre outros profetas hebreus, como Elias e Eliseu e Jeremias.


§3 Tipologia de Cristo no Antigo Testamento


Como mencionado acima, o Jesus bíblico é um personagem criado tendo como base personagens do Antigo Testamento. É como se em Jesus viessem à existência o tipo perfeito de servo leal à Deus. Lógico que, na Teologia, foi criado um outro método para lidar com isso, chamado de Tipologia.

Bom, de forma simples, tipologia seria quando um servo de Yahweh no Antigo Testamento vivenciava ou fazia algo que servia como modelo profético do que faria ou vivenciaria o Messias, no caso, Jesus Cristo.

É verdade que, para uma teologia positivista, não podemos ver por esse ângulo, pois apela ao sobrenatural, quando, na verdade, temos algo puramente natural que explicaria plenamente as semelhanças entre Jesus e os personagens do Antigo Testamento: Um personagem fictício criado como modelo perfeito de servo de Deus com base na tradição judaica.

Podemos afirmar com segurança que, se juntarmos todos os servos de Yahweh no Antigo Testamento e juntarmos algumas de suas características, conseguimos reconstituir toda a imagem do Jesus bíblico no Novo Testamento! Vejamos alguns deles:

Jesus e Adão eram filhos de Deus, perfeitos, em carne e sangue, tentados pelo diabo, e condenados à morte. No entanto, Jesus é superior porque permaneceu leal à Yahweh e foi condenado à morte sendo inocente e como sacrifício para desfazer o erro de Adão.[1]

O nome de Melquisedeque significa o “rei de justiça”, e ele era rei de Salém, cujo nome significa paz: Jesus Cristo é um rei com maior senso de justiça, Príncipe da paz que comprou para nós a paz eterna. Melquisedeque não era apenas um rei, mas também um sacerdote, Jesus Cristo é o nosso rei soberano e sacerdote. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Deus como um sacrifício; Jesus Cristo ofereceu a si mesmo ao Pai Eterno na Última Ceia, sob a forma de pão e vinho, e continua a fazê-lo na Santa Missa.[2]

O nascimento de Isaque foi prometido várias vezes, assim foi a vinda de Jesus Cristo. Isaque era o único e amado filho de seu pai, Jesus Cristo é o Filho unigênito e amado de Deus, em quem o Pai se compraz. Isaque foi obediente ao seu pai, e estava disposto, por obediência, a dar a sua vida, deixando-se obrigado, e esperando pacientemente por sua morte, Jesus Cristo foi obediente ao Pai Celestial até a morte, morte na cruz. “Como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como um cordeiro sem voz diante do seu tosquiador, assim não abriu a sua boca”. (Is. 53:7b) O próprio Isaque foi até a montanha com a madeira em que ele devia ser abatido; Jesus Cristo levou ao Calvário a cruz em que Ele devia morrer.[3]

José, o amado obediente, e inocente filho de seu pai, era invejado por seus irmãos, mal-tratado por eles, vendido e entregue aos gentios, assim também Jesus. José foi falsamente acusado e condenado injustamente; Jesus sofreu com paciência e resignação entre dois malfeitores. José foi libertado da prisão, e fez reinar sobre toda a terra, Jesus foi ressuscitado da prisão do túmulo, e está assentado à direita de seu pai. José foi chamado o salvador do mundo, porque salvou os egípcios da fome, Jesus é o verdadeiramente Salvador do mundo, porque Ele redimiu o mundo inteiro do pecado e do inferno. Como José perdoou e desculpou seus irmãos, assim nosso Senhor, pendurado na cruz, perdoou os seus inimigos e orou por eles: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!”[4]

Josué estava presente, na medida em que conduziu os israelitas na Terra da Promessa, e triunfantemente a conquistou. Jesus Cristo, pela sua morte e ressurreição, venceu o pecado, Satanás e a morte, e abriu para nós o reino dos céus. Ele nos leva até lá por Sua doutrina, Seu exemplo e Sua graça e, especialmente, pelo santo batismo.[5]

§4 Tipologia e a Historicidade de Jesus


Alguns especialistas, no entanto, vão longe demais, ao ponto de dizer que isso prova que Jesus sequer existiu. Um desses casos é o renomado Robert M. Price, de cuja erudição não me atreveria a questionar. Suas contribuições sobre o Jesus histórico e Novo Testamento são indispensáveis, leitura obrigatória, mas, lendo outros autores com igual importância, conclui algo que chamo de meio-termo. Ehrman (2012) sabiamente disse:

O fato de que uma história sobre uma pessoa foi moldada de acordo com o molde das histórias mais antigas e tradições não prova que o núcleo da história não seja histórico. Simplesmente mostra como a história veio a tomar sua forma.

Tome, como exemplo, Alexandre o Grande. Havia inúmeras lendas sobre ele, mesmo em vida. Em uma delas foi predito ao seu pai, Felipe, que a pessoa que conseguisse montar no cavalo Bucéfalos iria ser o rei do mundo, coisa que Alexandre o fez posteriormente. Quem hoje iria desacreditar na historicidade de Alexandre, o Grande, só por causa das lendas que orbitam sua existência histórica? O mesmo se dá com Jesus de Nazaré.

Conclusão


Jesus, como pessoa, existiu. No entanto, as coisas que se fala sobre ele no Novo Testamento, em especial nos Evangelhos, são uma porção de lendas e mitos de interpretação pessoal do Antigo Testamento por parte de um pequeno grupo apocalíptico de judeus pescadores no primeiro século de nossa era.

A imagem de Jesus criada ao longo do Novo Testamento é uma colcha de retalhos dos mitos judaico-pagãos sobre personagens importantes na tradição do Antigo Testamento. Em outras postagens, observaremos outros mecanismos e influências que moldaram a imagem de Jesus de Nazaré e sua mensagem para o mundo.



_______________
Notas

[1] Lucas 3:38 e Romanos 1:4. Gêneses cap. 3 e Mateus cap. 4. Romanos 5:14, 1 Coríntios 15:22, 45.
[2] Heb 5:6 “Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.” Heb 5:10 “[...] chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” Heb 6:20 “onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” Heb 7:1 “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou.” Heb 7:10 “Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.” Heb 7:11 “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” Heb 7:15 “E muito mais manifesto é ainda se, à semelhança de Melquisedeque, se levantar outro sacerdote,...” Heb 7:17 “Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.” Heb 7:21 “mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.);”
[3] Gênesis 17:19, Lucas 1:35.
[4] Gênesis cap. 22 e Tiago 2:21.
[5] Gênesis cap. 37, 39. Marcos 3:17, 15:10.
[6] Hebreus 4:8-10.


Estudos relacionados:

Cf. Exemplos Bíblicos da Influência Pagã em Israel
Cf. A Crucificação de Hórus
Cf. Por Que Existem Quatro Evangelhos?
Cf. O Carvalho de Mambré

Bibliografia de sites:

Cf. Types of Christ in the Old Testament, acessado em 02/03/2013
Cf. Alexander the Great in legend, acessado em 02/03/2013
Cf. The Parallel Between Isaac and Jesus, acessado em 02/03/2013
Cf. A Comparison between Joseph and Jesus, acessado em 02/03/2013

Bibliografia de livros:

EHRMAN, Bart D. Did Jesus Exist?: The Historical Argument for Jesus of Nazareth. Nova Iorque. HarperCollins. 2012.
GRONINGEN, Gerard Van. Revelação Messiânica no Velho Testamento. Campinas, SP. Luz para o Caminho. 1995.
STRAUSS, Mark L. Four Portraits, One Jesus: A Survey of Jesus and the Gospels. Michigan. Zondervan. 2007.

11 comentários:

  1. Eduardo, sua perspicácia é admirável! Continue a nos presentear com esses textos!
    Leandro

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    1. Poxa Leandro, muito obg. Você não tem ideia de como seus comentários me animam, pode ter certeza!

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  2. Mais importante do que se explicar o mito Jesus Cristo é conhecer o motivo da sua criação. É uma grande ingenuidade imaginar que o cristianismo tenha surgido de uma grande necessidade religiosa que acometeu o mundo antigo. Claro que não foi assim. A causa foi política e muito simples, podem jogar a hermenêutica e a exegese no lixo. Aqui vão dois textos complementares a respeito. Boa leitura.
    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/a-antiga-dec-ncia-crist
    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/e-o-mundo-ocidental-quase-foi-judeu

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    1. Gostei dos textos, Ivani Medina. Política disfarçada de religião foi e é uma mistura explosiva e eficaz! Política para a liderança com a desculpa da religião para o povão.
      Abraço
      Leandro

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  3. Seu blog é simplesmente excelente!!! Descobri hoje e já tem mais de duas horas que leio os posts!

    Parabéns, excelente trabalho!

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    1. Obg amigo... seja sempre bem vindo! Parei com as postagens porque estou trabalhando na produção de livros sobre estes e outros assuntos que serão publicados ainda este ano. Recomende o blog a outros... abraço!

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  4. Olá Eduardo. Uma dúvida: como podem então ocorrer curas "em nome de Jesus"? Obrigado.

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    1. Podem ocorrer curas em nome de qual coisa ou pessoa desde que aquele que evoca acredite. A pessoa SE cura inconscientemente, ela não é curada... isso me referindo a curas genuínas.

      Desde a antiguidade, em várias partes do mundo, havia homens, lugares e porções mágicas das quais se acreditava que curavam as pessoas. No NT fala-se de uma poço onde as pessoas criam conter poderes medicinais... (João 5:1-7) agora te pergunto, se ninguém jamais foi curado ao entrar nesse poço, por que as pessoas desenvolveram essa forte crença? Provavelmente eles deviam ter alguma "prova" disso. Assim, curas ocorrem no mundo inteiro, e não apenas em nome de Jesus.

      Sim, podem existir curas em nome de Jesus, assim como em nome de inúmeros santos católicos, umbandistas, espíritas, lugares milagrosos, porções mágicas e até mesmo comprimido de farinha... o importante é que as pessoas que se submetem possam acredita de coração ser possível e isso é que faz a diferença.

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  5. Nossa maravilhoso, não consigo mais parar de ler !
    Há dias que eu estou me questionando sobre a bíblia , igreja e religiões porque não estava mais conseguindo engolir tudo, e estou a procura de resposta para minhas inúmeras duvidas , e aqui você esta me respondendo... eu acredito em Deus, com base em tudo que ja vivi , mas agr o vejo de outra maneira , nao como os religiosos falam..
    Mas queria saber de você , qual é o seu parecer sobre Deus?

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