segunda-feira, 24 de junho de 2013

Exemplos Bíblicos da Influência Pagã em Israel

por Eduardo Galvão

PAGANISMO, ISRAEL, BÍBLIA, JUDEUS
Dentro do criticismo bíblico abordamos não apenas os problemas intrinsecamente bíblicos, contradições, problemas textuais, ideológicos, etc, mas também o fato de as origens judaicas, bem como cristãs, estarem fundamentadas em influência pagã.

Em muitos dos artigos que tenho escrito, tenho observado a influência direta dos mitos conhecidos como pagãs, em relação com os mitos judaico-cristãos. Gostaria, nessa curta postagem, argumentar como é cristalinamente visível, dentro do próprio texto e história da Bíblia, que os judeus foram profundamente influenciados pelos povos ao seu redor. Nisso, gostaria de abordar pelo menos dois relatos bíblicos: Êxodo 32:1-5 e Ezequiel 8:4

Nesse primeiro relato, Êxodo 32:1-5, observamos que os israelitas, quando saíra pelo mítico Êxodo do Egito, ficaram impacientes com a demora de Moisés no Monte. Por causa disso, fizeram um bezerro de ouro e disseram que esse bezerro era Javé. Por que, de tantos artifícios religiosos, os israelitas fizeram exatamente um bezerro de ouro? Simples. Todos nós sabemos que os israelitas, como tribo, ficaram no Egito por muito tempo. Além disso, é de conhecimento geral que o antigos egípcios eram zoólatras, ou seja, eles adoravam animais, inclusive os bezerros. (Sohistoria.com.br) Interessante que os israelitas chamaram o bezerro de Javé (YHWH, Jeová, etc) o que prova algo que já havia comentado aqui em outra postagem. (Cristologia Primitiva e a Ressurreição), que nós moldamos nossos conceitos do divino com base em nossa formação cultural. 


Dessa forma, quando os críticos afirmam que o deus bíblico é um mosaico teológico de inúmeros deuses pagãos, deveríamos dar mais crédito. No exemplo acima, observamos um relato tido como inspirado por Deus, em que claramente os israelitas fundem as crenças egípcias com suas crenças pré-existentes em Javé. Se isso ocorreu com o bezerro e Javé, não me seria surpresa de ter ocorrido uma influência egípcia na redação dos Evangelhos e na criação da figura mitológica de Jesus, diferenciando-o grandemente do Jesus histórico.

Um outro exemplo da influência pagã no judaísmo sócio-religioso está no calendário, conforme visto em Ezequiel 8:4. Quando eu era cristão, sempre achei estranho o fato de os israelitas terem um mês em seu calendário cujo nome é de um deus pagão babilônico patrono, chamado de Tamuz. (Wikipédia) Isso aconteceu pelo fato dos judeus terem ficado cerca de 70 anos no exílio babilônico, tendo assim incorporado conceitos sócio-religiosos.

Quis usar esses dois exemplos para mostrar pelo próprio texto bíblico, sem qualquer uso de outras fontes, que os judeus, como povo nômade que passou a maior parte de sua história nacional pulando de nação em nação, preservaram dentro de suas crenças e costumes muito da herança sócio-religiosa das antigas nações da Mesopotâmia.

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