quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quis escrever esse pequeno artigo para esclarecer algumas coisas em relação aos textos que posto no blog e também com respeito às referências que dão base aos estudos, bem como outros pontos que mencionarei.

Alguns religiosos costumam comentar no meu blog perguntando como podem realmente saber se as referências de livros que uso nos meus textos dizem, de fato, o que eu estou citando. Em relação a isso, apenas tenho a dizer que, se você não acredita ou duvida de que as citações que faço são verdadeiras, basta criar coragem, colocar a mão no bolso e comprar o livro que eu citei.

Se o livro tem o título em inglês ou outro idioma, além do português, recomendo comprar os mesmos pelo site Amazon. Se mesmo ao comprar esses livros estrangeiros não conseguir lê-los, um bom tradutor online pode lhe ajudar. Em resumo, a única forma de confirmar se minhas citações dos livros são verdadeiras, ou não, é você indo direto na fonte, lendo o livro na íntegra e daí poderá dizer se o que cito é verdade ou não.

Uma outra nota que gostaria de mencionar é com respeito à isso de verdade inquestionável, etc. Muitos religiosos me criticam dizendo que escrevo meus artigos como se o que eu disesse fosse lei, fosse uma verdade inquestionável, como se eu fosse o Dono da Verdade. Nada pode estar mais longe da realidade.

Eu, de fato, acredito nas coisas que escrevo, elas são minhas conclusões pessoais que ME levaram a abandonar o sistema religioso institucionalizado. Acho que já me bastaram os infindáveis anos que passei como cristão, defendo uma pseudo verdade absoluta, irredutível, inquestionável, imutável e do qual ou se aceita ou se morre.

Já se dizia que o pior inimigo da verdade é a convicção. Se estamos desejosos de buscar a realidade das coisas com respeito a religião, não deveríamos ter medo de cogitar, pelo menos, a possibilidade de estarmos certos ou errados.

Se amanhã me ocorresse algo, ou uma nova informação, não teria vergonha, nem medo, nem permitiria que qualquer orgulho me impedisse de mudar minha posição em relação às coisas escritas aqui no blog.

Relembrando mais uma vez o objetivo dos meus textos, gostaria de dizer que bem antes de criar esse espaço virtual, eu queria ter um lugar onde pudesse como que enumerar os motivos pelos quais abandonei as Testemunhas de Jeová e o Cristianismo como um todo. À princípio seria apenas uma forma de lembrar a mim mesmo os motivos, um local onde poderia guardar todas as pesquisas que havia feito sobre o assunto “fé”. Lógico que, depois, outras pessoas foram se interessando pelos meus textos a ponto de abrir um espaço ao público.

Se você, caro leitor(a), é realmente feliz na sua forma de crença, se as coisas funcionam, se é algo que te faz bem, e mais ainda, faz bem à outras pessoas, por quais motivos eu iria querer que você abandonasse isso?

Sou militante contra o fundamentalismo religioso, a hipocrisia religiosa, o fanatismo e contra aquelas pessoas que estão dispostas a matar seus semelhantes pelo simples fato de que os mesmos escolheram outra religião, outro deus para adorar, outra forma de espiritualidade.

Pessoas da minha família, bem próximas a mim, continuam na religião que eu fazia parte e nem por isso sai querendo desconvertê-las; nunca conversei sobre os assuntos que escrevo aqui no blog com elas e tudo isso pelo simples fato de que estão aparentemente bem ali; elas, especificamente, não estão causando dano à ninguém e por isso não vejo mal algum em continuarem onde estão.

A questão é e sempre foi com os fundamentalistas, pessoas que querem converter o mundo, que não aceitam as diferenças ideológicas e religiosas dos seus semelhantes, semelhantes esses que deveriam amar como a si mesmos.

Achei importante esclarecer esse ponto e espero ter-me feito compreendido.


2 comentários:

  1. A verdade nunca fará mal nenhum, acredito que divulgá-la trará a tona uma luz e um caminho de novas possibilidades- LIBERDADE. A religião, independente de qual seja, quando tenta explicar através de mitos e dogmas, reduz o "universo" do pensamento a um pequeno ponto, que apesar de grande e racional para certos seguidores, jamais saberão o que há além das fronteiras desse. Mostrar uma janela para um novo entendimento significa evolução, aperfeiçoamento em nome da humanidade e porque não em nome do eu individual? Pequenas pitadas de conhecimento que tendem a verdade não mudará o mundo, mas com o passar dos anos fará um efeito positivo. Portanto, ainda precisamos da religião como "instrumento" moral, ético, um "instrumento" bastante defeituoso, mas que ainda funciona em certos casos, não se pode mudar o mundo da noite pro dia. Amanhã este outro "instrumento" (o conhecimento) que é eficiente, guiará o mundo a uma harmonia. Parabéns por contribuir para essa mudança!

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    1. Belas palavras... concordo em absoluto. Seja muito bem-vindo ao meu blog.

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