sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


O Messianismo Judaico Primitivo e a Ressurreição

por Eduardo Galvão

RESSURREIÇÃO, JESUS, MESSIAS, MORTE
Alguns eruditos religiosos, valendo-se de seus títulos acadêmicos para propagar e difundir a fé cristã, costumam dizer que nenhum judeu, quer antes ou durante o século I, esperava um messias sofredor que seria, por último, executado; pelo contrário, propagam que eles esperavam um messias político que iria expulsar os romanos e que iria permanecer para sempre. (POPKIN, 1994, p. 62) Dessa forma, concluem que o Cristianismo foi por completo peculiar ao engendrar a ideia de um Messias sofredor e morredouro e que é vitorioso justamente por esse motivo sacrificial, pois ele veio com esse objetivo específico de morrer como sacrifício pelos justos. Não obstante, essa concepção é completamente falsa. Alguns judeus, de fato, já antes, bem como no início do séc. I, esperavam um messias sofredor e que morreria para a salvação do povo de Deus.[1]

Na antiguidade judaica, nós temos provas literárias históricas mostrando que os judeus tinham a crença em dois tipos de Messias, um, que seria “Cristo ben José”, ou seja, o Messias filho de José, que iria reunir seu povo para reavivar o fogo do espírito de Israel e que então seria morto por forças malignas – que seria Roma – e assim outro Messias iria vir depois dele, o chamado “Cristo ben David”, o Messias filho de Davi que ressuscitaria o anterior e restabeleceria toda a ordem em Israel. (Cf. Revelação de Gabriel) O inimigo que assassinaria o primeiro Messias seria alguém chamado de Armillus, que acredita-se ser uma forma de Hebraísmo para Romulo, simbolicamente qualquer líder romano. Essa crença pode ser encontrada claramente no Talmude (b.Sukkah 52a-b). Segundo R. Carrier, “alguns eruditos encontram evidências para essa crença já nos Rolos do Mar Morto, onde também parece que dois messias são mencionados, um “de Davi” e um “de Araão”, mas o material está muito fragmentado para tirarmos conclusões definitivas...”. [2] O que iremos mostrar nessa postagem, que está intimamente relacionada com outro artigo que escrevi, citado acima, é que existem provas conclusivas que alguns judeus já tinham um conceito estabelecido de um messias sofredor e que seria executado, tudo isso muito antes do surgimento do Cristianismo.

Quando analisamos já em Daniel 9 (tanto em hebraico, mas especificamente em grego) é explicitamente dito que um messias seria morto apesar de ser inocente (em outras palavras, sendo executado por um crime que não cometeu) e assim o fim do mundo viria, seguida pela Ressurreição geral dos justos (que pode ser encontrada detalhadamente em Daniel 12). Essas descrições claramente messiânicas não param por ai. A ideia de um justo (“filho de Deus”) sofredor, que seria acusado por um crime que não cometeu e que seria executado pelos seus inimigos judeus, mas posteriormente enaltecido por Deus, pode ser encontrada no livro apócrifo de Sabedoria de Salomão,[3][4] bem como no canônico Salmos. Muitas fontes extras, não apenas Flávio Josefo, confirmam que a profecia de Daniel, mencionada acima, incendiou o coração dos judeus para começarem a Guerra Judaica. Além do profeta Daniel, sabemos muito bem que Isaias 52-53 contém nitidamente a ideia de um justo, escolhido de Deus, que traria o evangelho da Salvação, sendo executado injustamente e cuja morte seria expiatória para os pecados do povo de Israel.

Em termos literários, não se precisaria ser versado nas letras para que um judeu, ou escola judaica, analisasse Isaías 52-53 e relacionasse-os com Daniel 9 como descrições proféticas de um futuro messias sofredor. Outra passagem substancial para a concepção judaica de um messias sofredor que morre e é reerguido encontra-se nos Salmos 89:38-52, que descreve o “messias” sendo humilhado pelos seus inimigos, que, por sua vez, é identificado como sendo “o servo de Deus”. Essa passagem pode ter sido facilmente relacionada com o “escolhido” de Isaías 52:7, bem como Daniel 9.

O que os fundamentalistas pensam é que esses textos messiânicos só teriam sido entendidos depois pelos cristãos e que, até então, nenhum judeu entendia esses versículos por essa ótica. Quando eu era cristão, me pegava várias vezes refletindo sobre essa temática. Ora, razoava eu, os textos que descrevem a morte e enaltecimento do Messias são muito claros. Por que os judeus, mesmo sendo tão minuciosos no escrutínio das Escrituras, não conseguiram ver ali tão claramente que o Messias seria humilhado, rejeitado, morto e exaltado? A verdade é que “é impossível para qualquer cristão ler essa passagem [i.e de Isaías 53] sem pensar imediatamente no seu cumprimento em Cristo muitos séculos mais tarde.” (PAYNE, p. 1048, colchetes meu.)

Nos anos iniciais da minha vida adulta, e a pouca bibliografia que eu tinha, mas muita fé, acreditava que os Judeus não tinham conseguido entender os textos do A.T. descritivos do Messias porque eles eram pessoas de coração ruim e por isso Deus não desvelava seus corações para a compreensão, uma vez que é justamente isso o que prega o N.T. Leve em consideração o registro de Atos 8:26-35.


Um anjo do Senhor disse a Filipe: “Vá para o sul, para a estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza”. Ele se levantou e partiu. No caminho encontrou um eunuco etíope, um oficial importante, encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e, de volta para casa, sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaías. E o Espírito disse a Filipe: “Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a”. Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: “O senhor entende o que está lendo?” Ele respondeu: “Como posso entender se alguém não me explicar?” Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado. O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: “Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e, como cordeiro mudo diante do tosquiador, ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação foi privado de justiça. Quem pode falar dos seus descendentes? Pois a sua vida foi tirada da terra”. O eunuco perguntou a Filipe: “Diga-me, por favor: de quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro?” Então Filipe, começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas-novas de Jesus.

Nesse registro, vemos um prosélito judaico lendo justamente a passagem de Isaías 53, sobre o Servo de Yahweh, mas ele não consegue entender, fica na dúvida se Isaías está falando dele mesmo ou de outra pessoa. Nesse caso, o cristão Felipe explica que essas palavras se aplicavam à Jesus, seu sofrimento, morte e ressurreição. Nesse caso, fica nítido que o objetivo do escritor era mostrar que uma nova luz foi lançada sobre as profecias messiânicas, que as coisas que ocorreram com Jesus assim ocorreram porque estava profetizadas nesses textos. Em outras palavras, somente os cristãos tiveram a perspicácia de entender aquilo que o restante da nação judaica não pôde entender. Mas, como observamos, e ainda observaremos, isso é absolutamente falso. O conceito do Messias Sofredor e Morredouro já estava pronto, só ganhou força através de algum evento natural que os seguidores de Jesus achavam ser a ressurreição do seu mestre.

Assim como hoje é claramente perceptível que esses textos do A.T. fala explicitamente sobre o Messias, Salvador do povo de Deus, da mesma forma ocorria entre os círculos eruditos judaicos; eles entendiam muito bem esses versículos. Além disso, é verdade que não sabemos, nem tem como saber, o que cada judeu, em cada época de sua conturbada história nacional, realmente entendia sobre o Messias. Por exemplo, muitos judeus, até hoje, negam que o servo sofredor de Isaías se refira ao Messias. (PAYNE, p. 992) Dessa forma, não há como sabermos em absoluta certeza. No entanto, o que podemos dizer com razoável segurança é que, mesmo que restrito a pequenos grupos, mesmo que não fosse uma doutrina ortodoxa, o conceito de um Messias que viria para sofrer e morrer como sacrifício pelos pecados do povo de Deus era sim encontrada antes do surgimento do Cristianismo.

No livro The Empty Tomb: Jesus Beyond the Grave, pp. 107-18 (ed. Lowder & Price: Prometheus 2005) é estabelecido um lista infindável de várias seitas judaicas que existiam antes do aparecimento do Cristianismo, o que da grande maioria não sabemos quase nada em relação ao que acreditavam; mas uma coisa fica muito mais do que comprovada, as crenças judaicas e as interpretações do A.T. eram muito diversas. Tanto quanto hoje temos inúmeras denominações evangélicas, cada qual com sua interpretação da Bíblia, o mesmo ocorria com os judeus. O Judaísmo palestínico antes e durante o séc. I era muito diferente da corrente ortodoxa rabínica judaica desenvolvida posteriormente. Dessa forma, com muita probabilidade, alguns desses judeus que faziam parte desses grupos que entendiam as passagens dos Salmos, Isaías e Daniel como referentes ao Messias podem ter sido a base para o início das interpretações cristológicas e messiânicas do A.T. interpretadas na pessoa de Jesus de Nazaré.

Tome, como exemplo também, o Talmude que assume claramente que Isaías 53 fala sobre o Messias e que o mesmo estava predestinado a passar por muitos sofrimentos antes de Seu triunfo. Além disso, o Talmude relata que muitos rabinos já haviam debatido extensamente, ou seja, se o Messias já havia morrido ou ainda iria morrer, visto que muitos ainda o esperavam (Cf. b.Sanhedrin 98b; especialmente 93b). Não há qualquer evidência ou conexão aqui entre os estudos rabínicos messiânicos e os cristãos, uma vez que eles nem ao menos são citados nos debates, como também seria ridículo levar em consideração o que um grupo judeu de apostatas pescadores teria a dizer sobre o assunto.

Mesmo que alguém ainda assim diga que esse é um texto tardio e que, por conseguinte, reflete um messianismo rabínico posterior, podemos apontar facilmente para o Targum de Jonathan ben Uzziel, que foi originalmente composto no séc. I. O mesmo usa a palavra “messias” em Isaías 52:13 (“Vejam, meu servo, o messias...”), o que mostra que os judeus já interpretavam “meu servo” com o “messias”.

Um pesher fragmentário dos Rolos do Mar Morto explicitamente identifica o servo de Isaías com o Messias de Daniel 9. Isso confirma que alguma ramificação de judeus, muito antes da ascensão do Cristianismo, já acreditava em o Messias morreria e seria exaltado. A passagem que estou me referindo é em 11QMelch ii.18 (11Q13). Um pesher é um comentário interpretativo sobre o Antigo Testamento que trabalha com a premissa que nos textos veterotestamentários existem significados ocultos para além do texto, significados secundários (Em Rom. 16:25-26 observamos que a teologia primitiva cristã também mantinha essa visão.) Dessa forma, judeus pré-cristãos estavam encontrando significados secundários nos textos do A.T, e embora à primeira vista a ortodoxia não encarasse Isaías 52-53 e Daniel 9 messianicamente, outras ramificações do Judaísmo começaram a trazer essa nova interpretação exegética dos textos acima referidos. Não apenas essas passagens, mas essa mesma pesher também identifica Isaías 61 como se referindo também ao Messias sofredor, provando que não foram os cristãos que vieram com esse entendimento post hoc.

Apesar de se dizer que alguns textos messiânicos para os cristãos não eram assim interpretados pela ortodoxia judaica, outros textos já são bem mais explícitos, como no caso de Daniel 9:24-26, que aponta diretamente para o “Messias”, usando esse mesmo vocábulo, que, depois de sessenta e duas semanas, seria “tirado” e “não seria mais”, expressões poéticas em hebraico denotando execução. Será que realmente nenhum judeu, pelos séculos seguintes, interpretou isso de um messias sofredor que morreria pelos pecados do povo? Dificilmente!

Temos hoje em dia uma visão bem ampliada do messianismo pré-cristão em Qumram (como nos Rolos do Mar Morto) Veja, por exemplo, o livro de James Charlesworth, The Messiah: Developments in Earliest Judaism and Christianity (Fortress: 1992), que inclui, entre outras coisas, um estudo de as Parábolas de Enoque; e o livro de Craig Evans e Peter Flint, Eschatology, Messianism, and the Dead Sea Scrolls (William B. Eerdmans, 1997), que trata, entre outras coisas, de cálculos de calendários apocalípticos, colocando a expectativa do Messias no século I a.C e d.C.

Sabemos pelo registro bíblico, como pelo historiador judeu Flávio Josefo, que o século I fervilhava com a expectativa de um Messias libertador e que muitos messias apareceram no cenário nacional.

Dentre esses messias do séc. I, encontramos “O Samaritano” [5] que tentou juntar os Israelitas no Monte Gerizim, momento no qual Pilatos enviou uma legião para dizimá-los. Provavelmente, é onde o Jesus dos Evangelhos faz aquela referência para a mulher samaritana em João 4. Se abrimos nossas Bíblia em Atos cap. 5, observamos que um dos líderes do Sinédrio, a Suprema Corte Judaica, de nome Gamaliel, ordena que nada deve ser feito aos apóstolos, pois se Jesus não for o Messias verdadeiro, seus ensinos e seguidores irão acabar-se tão velozmente como ocorreu com os outros pretensos messias, a saber, Teudas e Judas, o Galileu. (v. 36-37) O objetivo do escritor cristão era, obviamente, mostrar que todos eles eram falsos messias, pois acabaram mortos, seus discípulos espalhados e fim da história. Pela lógica, o mesmo poderia acontecer com Jesus de Nazaré, caso fosse um falso messias, pois ele também foi executado, seus discípulos espalhados. Não obstante, o divisor de águas, no caso de Jesus, foi que ele, acreditavam os cristãos, voltou à vida, que ele ressurgiu dentre os mortos e isso foi o bastante para dar toda força para o Cristianismo se tornar o que é hoje.

No Evangelho de Lucas cap. 3 ver. 15a, somos informados que o povo estava “na expectativa” προσδοκάω (gr.:  prosdokao) do Messias, e ao verem João pregando de forma tão tenaz, alguns pensavam se ele era o então aguardado Salvador. (Cf. Jo. 19-21.) Ora, caro leitor(a), se todos estavam na expectativa do Messias no sec. I, principalmente por causa das profecias de Daniel, e se todos os messias que apareciam nessa data eram executados, não me seria surpresa se alguns judeus passassem a crer que, de fato, o Messias teria que morrer, uma vez que esperar um messias eterno (Cf. Jo. 12:32-34) resultaria no que resultou para o messianismo judaico tardio, que está esperando ainda o Redentor, mesmo há milhares de anos depois das profecias.

Mas, se era tão clara a descrição de um messias morredouro e sofredor, por que os demais messias não tiveram sucesso? Porque todos os outros terminaram suas carreiras na execução e as profecias não falavam apenas de sofrimento e morte do Messias, mas também de sua exaltação subsequente. Diversos messias apareceram no cenário, todos sendo executados, mas como a história de Jesus foi mais além, isto é, além do túmulo, o Cristianismo se sustentou. É como se os outros messias não tivessem cumprido tudo que se esperava deles, pois, como mencionado acima, as profecias não falavam apenas dos sofrimentos, mas também que o Messias seria exaltado.

Creio que o Cristianismo não deu origem a esse messianismo peculiar. Muito antes de Jesus existir, alguns grupos de judeus, principalmente apocalípticos, vieram com essa nova ideia, de que o Messias seria executado como sacrifício pelos pecados de Israel. Isso não exclui a ideia de um Messias rei-guerreiro, que iria expurgar os gentios da terra Santa. O N.T faz parecer que os discípulos eram, à princípio, todos ignorantes das profecias messiânicas, além do fato de que eles parecem nunca entender o que Jesus diz sobre sua Morte e Ressurreição. (Cf. Jo. 2:22) O objetivo é de mostrar que a história não fora engendrada pelos cristãos, mas que eles são apenas indivíduos obtendo insights ao relembrarem tanto as palavras do Mestre, como por recorrerem ao A.T.

Em resumo, a criação do mito cristão, do Messias que sofre, morre e ressuscita já estava desenvolvida no século I, mesmo que não de forma oficial. A figura de Jesus se encaixou nesse messianismo não-ortodoxo por causa da sua suposta ressurreição. Depois desses eventos, e da exegese escatológica judaica messiânica criada para se entender os eventos da vida de Jesus, conceitos helênicos e traços mitológicos foram usados para se expressar linguisticamente a cristologia primitiva da Igreja.


Bibliografia

HABERMAS, R. Gary; LICONA, Mike; The Case for the Resurrection of Jesus, Kregel Publications.
POPKIN, Richard H.; WEINER, M. Gordon; Jewish Christians and Christian Jews: From the Renaissance to the Enlightenment.
PRICE, Robert M. e LOWDER, Jeffery Jay, The Empty Tomb: Jesus Beyond the Grave, ed. Lowder & Price: Prometheus 2005.
CHARLESWORTH, James, The Messiah: Developments in Earliest Judaism and Christianity, Fortress: 1992.
EVANS, Craig e FLINT, Peter, Eschatology, Messianism, and the Dead Sea ScrollsWilliam B. Eerdmans, 1997.
BRUCE, F.F, Comentário Bíblico NVI, Antigo e Novo Testamento, 1° ed., São Paulo, SP, Brasil.

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NOTAS

[1] Outros eruditos de reputada capacidade, como Bart D. Ehrman, uma das maiores autoridades do Novo Testamento, sustentavam essa ideia. Acredito que isso ocorreu devido a falta de algumas provas arqueológicas que só vieram a existir “recentemente”.
[2] Dying Messiah
[3] Livro deuterocanonico escrito por volta de 70 a.C por algum judeu helenizado.
[4] Bíblia Católica Online
[5] Wikipédia: Dositheos

17 comentários:

  1. Olá Eduardo, tudo bem? Como você explica a profecia da destruição de Jerusalém relatada em Mateus 24? Isso não é uma prova de inspiração na Bíblia? Daniel 9:24 a 27 também é afirmado que a cidade (Jerusalém) e o templo seriam destruídos. Isso não é uma prova de que a Bíblia profetizou tais fatos?

    Obrigado, um abraço.

    Carlos.

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    1. Olá Carlos, obg pelo comentário. A resposta a essa pergunta merece uma postagem inteira, e talvez demore alguns dias para que eu possa fazer uma pesquisa com bastante referências, ver exatamente o que as obras de erudição cristã dizem sobre o assunto, etc, mas te prometo que minha próxima postagem será sobre o assunto que você me pergunta. Acompanhe as atualizações.

      Abraço

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    2. Não sei se entendi errado, mas você fala que as profecias de Daniel e Isaías apontavam para um messias sofredor certo?! Acontece que num outro tópico você desmente isso e mostra que essas "profecias" eram relacionadas a uma outra pessoa (não lembro quem agr) e que foram escritas no mesmo período que este "Messias" viveu, ou seja, uma história contada como se fosse acontecer futuramente. Posso ter entendido errado, mas parece que esse artigo contradiz o outro... Aguardo resposta.

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  2. Olá, Eduardo. Sua linha de pensamento e redação primorosa são fenomenais, continue desse jeito, por favor! Abraço.

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    1. Muito obg pelas palavras, pois dão força e incentivo.

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  3. Quando eu falo que o Brasil é um país católico, eu estou dizendo que todos são católicos? Claro que não, mas a maioria é.
    Então eu não posso dizer que a ideia é "errada"!

    Quando falamos que os judeus esperavam um messias que os governaria, eu estou dizendo que todos acreditavam nisso? Claro que não; mas a maioria acreditava.
    Então eu não posso dizer que a ideia é "errada"!

    Vai para a escola!

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    1. haha... ridículo isso, haha, muito obg pelas boas gargalhadas que me destes agora. Caros leitores, vejam o comentário infeliz desse crente obtuso e leia meu artigo, o que tem a ver uma coisa com outra? Você se supera "anônimo"!

      Quem tem que voltar pra escola é você, pois não consegue nem entender um simples texto. Em canto algum do artigo falei se era errado ou certo uma nação esperar um Messias... cara você é muito muito tosco!!! haha...

      Nem todos os meus textos são para pessoas com sua formação, sei que fica difícil de entender, afinal, a única literatura que você costuma ler é esse conjunto de fábulas infantis judaico-cristãs.

      Com certeza você não entendeu a objetividade do meu artigo e te juro que não vou te mandar de volta à escola, pois você seria um atraso mental para as demais crianças.

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  4. Os judeus não entenderam a passagem porque eles não estavam na Palestina quando do advento messias. Os judeus são descendentes da tribo jazaria e só entraram lá no século 7 para servir no exército de Maomé como criados (cavalariços, cozinheiros, etc) durante a expansão islâmica, eles vieram junto com os otomanos que eram de outra tribo do Cáucaso russo e serviram junto aos gregos como guerreiros convertidos. Aquele negócio que os muçulmanos árabes faziam: escravizavam, treinavam em táticas de guerra e islamizavam o escravo para que ele não liderasse revoltas já que o Corão proíbe muçulmano de lutar contra muçulmano se não for pela defesa da sua pátria. As leis de guerra do islamismo (jihad islâmico de defesa) são minuciosas e deixa isso claro.

    O Tanack só foi colocado no papel no século 10, 6 séculos depois do NT.

    Dar crédito ao que os rabinos falam é inútil porque eles não têm provas cabíveis da ocorrência. Até porque o hebraico é língua morta desde o cativeiro na Babilônia, isso significa que os que voltaram não eram os Israelitas, eram parte de outro povo ou como se explica que os judeus tenham preservado sua cultura por quase 2 séculos depois do Messias e não preservaram-na antes?.

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    1. Hã? Poderia me dizer quais fontes você tirou essas informações? Inclusive e principalmente essa de que o hebraico é uma língua morta?

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  5. Isaias é algum sábio? Veja esta passagem fruto da ignorância:
    E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.
    E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará.
    A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.
    E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide (víbora venenosa), e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco (“rei das serpentes”).

    Isaías 11:5-8

    É este animal presunçoso de que se espera alguma revelação? (presunçoso porque não se enxerga como animal) Esta passagem mostra a ignorância das leis da natureza (leis de Deus?) que criaram estas criaturas. (como em olhai os lírios do campo (Mateus 6:24-33)) Que o leão jamais comerá feno porque ele foi desenvolvido para o objetivo de comer carne. Não porque seja mal, não porque queira, não porque o diabo assim quer, mas porque foi esta a sua natureza digestiva.

    Quanto a passagem nos atos Atos 8:26-35 de um anônimo é preciso verificar quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Assim como o nascimento da uma virgem, a passagem da paixão não foi escrita para se ajustar a este mito? É evidente que Isaias não se refere a Jesus, pois não se reconhece Jesus na descrição. Não era Jesus feio, e nem sofreu um sofrimento anormal. Crucificação foi o destino de centenas, talvez milhares. Muito mais sofrimento atroz padeceram as vítimas da inquisição. Muito mais aqueles que perdem os filhos e ainda tem que continuar a viver com este peso até o fim. E não sabem

    Isaías 53 Ele não aparentava qualquer formosura ou majestade que pudesse atrair os seres humanos, nada havia em seu aspecto físico pelo que pudéssemos ser cativados. 3Pelo contrário, foi desprezado e rejeitado pelos homens, viveu como homem de dores, experienciou todo o sofrimento. Caminhou como alguém de quem os seus semelhantes escondem o rosto, foi menosprezado, e nós não demos à sua pessoa importância alguma.…

    Este não é Jesus. Esta passagem de Isaías 53 não é messiânica.

    9Regozijai-vos, juntas lançai brados de júbilo, ó ruínas de Jerusalém!…

    Mas Deus não sabia minimamente as leis naturais que Ele mesmo estabelecera ao criar o Universo? Ou estamos perdendo tempo com os escritos de um embusteiro que a ignorância dá trela? Certamente a segunda resposta é a óbvia ululante.

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  6. Reinaram no Antigo Egito cerca de 350 faraós.

    O número exato é impossível de determinar, porque muitas das dinastias viveram no caos. Em algumas delas, os faraós só agüentavam no poder 2 ou 3 anos.

    A história dos faraós é a história do Antigo Egito. Começaram a reinar com a unificação do Alto e Baixo Egito, em cerca de 3150 a.C., até à conquista romana, no ano 30 a.C. Os reinos já existiam antes por tempo desconhecido.

    Os cerca de 350 faraós dividiram-se em mais de 30 dinastias.

    LIVRO DA GERAÇÃO DE JESUS CRISTO, FILHO DE DAVI, FILHO DE ABRAÃO.
    1. Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó; Jacó gerou a Judá e a seus irmãos;
    2. Judá gerou de Tamar a Perez e a Zara; Perez gerou a Esrom; Esrom gerou a Arão;
    3. Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe gerou a Naassom; Naassom gerou a Salmom;
    4. Salmom gerou de Raabe a Boaz; Boaz gerou de Rute a Obede; Obede gerou a Jessé,
    5. Jessé gerou ao rei David. David gerou a Salomão daquela que fora mulher de Urias;
    6. Salomão gerou a Roboão; Roboão gerou a Abias; Abias gerou a Asa;
    7. Asa gerou a Josafá; Josafá gerou a Jorão; Jorão gerou a Uzias;
    8. Uzias gerou a Jotão; Jotão gerou a Acaz; Acaz gerou a Ezequias
    9. Ezequias gerou a Manassés; Manassés gerou a Amom; Amom gerou a Josias,
    10. e Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos no tempo do exílio em Babilônia.
    11. Depois do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; Salatiel gerou a Zorobabel;
    12. Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde gerou a Eliaquim; Eliaquim gerou a Azor;
    13. Azor gerou a Sadoque; Sadoque gerou a Aquim; Aquim gerou a Eliúde;
    14. Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar gerou a Matã; Matã gerou a Jacó,
    15. e Jacó gerou a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.
    16. Assim todas as gerações desde Abraão até Davi são catorze gerações; também desde David até o exílio em Babilônia, catorze gerações; e desde o exílio em Babilônia até o Cristo, catorze gerações. 14=14=14= 42 gerações. Acrescentando 8 gerações de Noé até Jesus daria 50 gerações. De Jesus até hoje não se conhece nenhum descendente da pessoa mais importante. Sumiram completamente, se é que existiram.

    Como calcular as gerações humanas

    Instruções
    1. 1
    Calcule o total de anos de seu período de tempo. Se o seu tempo inicial for d.C., subtraia o momento de início do tempo final. Se o seu momento final for a.C., subtraia o término do tempo de início. Se o tempo de início for a.C. e o final d.C., some as datas. O resultado é o número de anos em seu intervalo de tempo.
    2. 2
    Calcule o comprimento de uma geração humana. Nos tempos modernos (desde 1800 d.C.), as gerações tendem a ser mais longas, aproximadamente 30 anos. Nos tempos antigos (600 a.C. até 1800 d.C.), elas duravam algo em torno de 25 anos. Antes de 600 a.C., elas duravam 20 anos ou menos.
    3. 3
    Divida o total de anos pelo comprimento médio das gerações e complete seus resultados. Essas são as gerações humanas em seu intervalo de tempo. Por exemplo, para calcular as gerações humanas de 1776 até 2010, primeiro calcule o total de anos: 2010-1776 = 234. Como se tratam de anos relativamente modernos, decidimos que a geração dura, em média, 30 anos. Dividindo 234 por 30, temos 7,8, que arredonda para oito. Com isso, concluímos que houve oito gerações desde 1776.
    De 0 a 1776, dividido por 25= 71. Até 2010 71 + 7,8= 78,8.

    Da unificação do Egito até Jesus, 3150 a.C, dividido por 25 = 126 gerações (poderíamos usar grande parte por 20 anos, que daria um número maior) divididas em 30 Dinastias e 350 faraós.

    Assim podemos comprovar que não houve um dilúvio que matou todos na terra. O Egito já existia a muitos séculos antes de Noé, e continuou a existir ininterrupto.

    Outro fato interessante é que a vinda do Messias para resgatar a glória de Israel ao nível do tempo do Rei Davi, um reino historicamente medíocre, levaram 50 gerações de Noé até o nascimento do alegado Cristo. Ou de Davi a Jesus, apenas 28 gerações. E já se passaram 88 gerações desde que seus apologistas prometeram que ele voltaria e nunca mais foi visto vivo depois de crucificado.

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  7. Sargão I, o Grande viveu de ( ~2280 - 2215 a. C.) Menos 600 anos = 1680 dividido por 20 anos por geração = 84 gerações. Mais os 600 anos dividido por 25 anos por geração = 24 gerações. Somando o período todo 108 gerações de Sargão 1 até o nascimento de Jesus.

    Assim, contra as parcas 50 gerações de Adão até Jesus, mostra que é ridícula a ideia do mesmo ser o primeiro homem e que não ocorreu nenhum dilúvio que matou todos na Terra na época de Noé. Homens de 50 gerações antes de Jesus viviam tanto quanto os egípcios e os sumérios, muito mais antigos.

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  8. Moises é a sétima (ou oitava) geração de Abraão.
    17. Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó; Jacó gerou a Judá;
    18. Judá gerou de Tamar a Perez e a Zara; Perez gerou a Esrom; Esrom gerou a Moises pelo Genesis;
    Abraão gerou Isaque,
    Isaque gerou Jacob (Israel).
    Israel gerou Jacó
    Jacó gerou Levi
    Levi gerou Coate,
    Coate gerou Anrão
    Anrão tomou por mulher sua tia Joquebede, que lhe deu à luz Arão e Moisés.

    Moises 6 geração
    a migração de Jacó (Israel) e sua família para o Egito para não serem exterminados pela fome na terra prometida se socorrem da piedade e da abundância dos deuses do Egito.
    Abraão gerou Isaque,

    Isaque gerou Jacob (Israel).
    Israel gera Jacó
    Jacó e Lia geram Levi
    Levi gera Coate
    Coate gera a Anrão
    Anrão neto de Levi, com Joquebede, gera Arão e Moisés bisnetos de Levi.

    O que se pode notar é que nunca houve 400 anos de escravidão no Egito. Sete ou oito gerações são insuficientes para isto. Judeus viviam tanto como os egípcios, portanto jamais o tempo alegado na Bíblia.
    .
    Outro fato marcante é que Moisés, educado e alfabetizado entre os nobres, nunca sabe o nome dos Faraós que acolheram o povo escolhido para não morrerem de fome e miséria. Nem o que Abraão prostituiu Sara, nem o Faraó que ele ia pedir para retirar o seu povo para a terra da seca e da miséria. O local tinha tantas lembranças ruins que Ciro, o Grande, teve que insistir para que deixassem o cativeiro da Babilônia, onde viviam melhor.

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  9. Pela fórmula acima (23 de março de 2015 15:07) podemos calcular os primeiros 600 anos antes de Jesus como 600:25= 24 gerações. Assim, das 42 gerações de Jesus a Abrão, tiramos as 24 = (42-24) = 18 gerações. Destas calculamos com 20 anos cada geração, dariam mais (18*20)= 360 anos. O tempo de Abrão até Jesus daria (600 + 360=) 960 anos. Ou até Adão (50 – 24 =) 26 *20 anos = 520 anos. Tempo total até o mito Adão (520+600) = 1160 anos antes de Jesus. O que impede que os egípcios e os povos mesopotâmios sejam descendentes de Adão e de Noé, pois já existiam quase dois mil anos antes da criação alegada na Bíblia. É impressionante que bilhões de pessoas acreditem que irão ser imortais baseado em tantas coisas falsa e mentira deslavada. Mitologia de um povo que jamais pediu e recebeu, a não ser uma terra árida e de secas regulares, tendo que se socorrer de outros povos adoradores de outros deuses da prosperidade e da fartura a ponte de abrigar um povo várias vezes retirante da “sua” terra tangido pela fome extrema. Quando não escravizado. Pior, a vida como escravos na Babilônia era tão melhor que não queriam voltar.
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    Cientistas encontram DNA de Neandertal de 150 mil anos
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    http://noticias.terra.com.br/ciencia/cientistas-encontram-dna-de-neandertal-de-150-mil-anos,75f67bfdbc2bc410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

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  10. A genealogia de Jesus pode ser confiável? O que interessava ao judeu comum que jamais herdaria do trono ou o sumo sacerdócio cultivar esta história? Na verdade o que temos em genealogia judaica é o que temos na egípcia, romana ou persa. A história dos reis e seus descendentes. Pessoas comuns não a possuíam como não possuem hoje. Só tem uma genealogia quem tem ligação com a nobreza.
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    Pois bem, na época de Jesus o que interessava a um pobre carpinteiro ter uma genealogia de um poder de que ele jamais teria? Assim é de se duvidar que a sua família descendesse de quem se alga por este motivo. Não existiam cartórios ou documentos onde se consultar para verificar a genealogia de um cidadão pobre sem eira e nem beira. Isto é tão marcante que não se sabe quem eram os irmãos de Maria ou de José. Assim como não sabemos quem eram os demais filhos de José e a sua(s) mãe(s). Quem foram seus descendentes pois nunca interessou. Existe uma genealogia na Bíblia dos líderes que fundaram o Estado Judeu por Moisés, mas nunca existiu daqueles que nunca teriam direito ao poder determinado em lei por Moisés e seu irmão, Aarão.

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  11. Está faltando estudo e leitura da cultura judaica!

    E a referencia a destruição dos templos (1 e 2) por favor, estudem midrash e terão a resposta. Está tudo ligado a quebra da 1ª e da 2ª Tábua.

    Apenas para contribuir.

    P.S: Não existe resposta 100% certa. Lembremos: segundo os rabinos, a TORÁ tem 70 faces, logo tem 70 interpretações diferentes.

    Shalom Male - Carlos Couto (carloscouto007@gmail.com)

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