quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Essa postagem é voltada para as Testemunhas de Jeová, bem como estudantes dessa religião e simpatizantes. Por esse motivo, usarei alguns termos que, para os de fora, serão obscuros, termos esses usados apenas dentro dessa religião.



Quando iniciei meus estudos com as Testemunhas de Jeová, fiquei fascinado por entender que Deus e Jesus não eram a mesma pessoa e que, na verdade, a doutrina da Trindade, ensinada nas diversas formas de Cristianismos, é apenas uma reformulação de antigas Tríades dos pagãos.

JEOVÁ, TESTEMUNHAS, TRINDADENem precisarei postar aqui as inúmeras fontes das quais nós estamos acostumados quando pesquisamos em publicações tais como o Raciocínios, o Perspicaz ou a Sentinela sobre o tema “Trindade.” O mesmo, sabemos, pode ser dito de outras doutrinas, como Imortalidade da Alma, Inferno de Fogo, Aniversário, Natal e Ano Novo.

O que aprendemos do Escravo Fiel e Discreto é que inúmeros ensinos pagãos influenciaram o Cristianismo. No entanto, o que o Escravo não nos contou é que não são apenas a Trindade, o Inferno e a Imortalidade da alma que foram adotadas pelo Cristianismo, ou Cristandade, como costumam dizer, praticamente tudo que você sabe sobre Jesus, os Judeus, a Bíblia e sobre os Evangelhos é de origem pagã.

Pense comigo: Os Judeus teriam passado aqueles 400 anos exilados no Egito (it-2, p. 71), depois mais 70 anos no Cativeiro Babilônico (it-2, p. 412), depois ficaram mais 500 anos sob o julgo do poder Greco-Romano (it-1, p. 360), no chamado de Período Intertestamentário, e você realmente acha que o povo Judeu, e posteriormente os cristãos, permaneceram “puros” doutrinamente falando? Acha mesmo que eles, com quase mil anos de influência socio-antropológica de outras nações pagãs, não iriam adotar nada relativo às crenças e costumes?

A brochura Trindade (1989), p. 9, diz:

POR todo o mundo antigo, remontando a Babilônia, a adoração de deuses pagãos agrupados em três, ou tríades, era comum. Esta influência era também prevalecente no Egito, na Grécia, e em Roma nos séculos antes, durante e depois de Cristo. E após a morte dos apóstolos, tais crenças pagãs passaram a invadir o cristianismo.

Depois eles citam W. Durant, historiador, dizendo:

““O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou. . . . Do Egito vieram as idéias de uma trindade divina.” E no livro Egyptian Religion (Religião Egípcia), Siegfried Morenz diz: “A trindade era uma das principais preocupações dos teólogos egípcios . . . Três deuses são combinados e tratados como se fossem um único ser, a quem se dirige no singular. Deste modo, a força espiritual da religião egípcia mostra ter um vínculo direto com a teologia cristã.”” (Ibidem)

O Escravo então argumenta:

Assim, em Alexandria, no Egito, os eclesiásticos da última parte do terceiro e o início do quarto século, tais como Atanásio, refletiram essa influência ao formularem idéias que levaram à Trindade. A própria influência deles se alastrou, de modo que Morenz considera “a teologia alexandrina como o intermediário entre a herança religiosa egípcia e o cristianismo”. (Ibidem)

Ora, de fato, a Teologia de Alexandria, como diz o próprio Escravo, foi a intermediária entre a religião Egípcia e o Cristianismo. Essa mesma citação do Escravo achei no livro Christ in Egypt, de M.D Murdock, onde lemos mais extensamente:

“Sem abandonar o nosso princípio de que influência egípcia fez-se sentir como uma tendência em todo o helenismo, podemos afirmar, no entanto, um lugar de destaque para Alexandria e por isso considero a teologia de Alexandria como o intermediário entre a herança religiosa egípcia e o Cristianismo.” (Egyptian Religion, tr. Ann E. Keep, Cornell University Press, Ithaca, 1992, p. 253)

Os Evangelhos estão impregnados de conceitos místicos, pagãos e egípcios, principalmente a Cristologia das Escrituras Gregas e isso se estende muito além da doutrina da Trindade. O Escravo comenta:

“No prefácio do livro History of Christianity (História do Cristianismo), de Edward Gibbon, lemos: “Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, é igualmente verdade que o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O puro deísmo dos primeiros cristãos... foi mudado, pela Igreja de Roma, para o incompreensível dogma da trindade. Muitos dos dogmas pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram retidos como sendo dignos de crença.”” (Ibidem)

Na brochura mencionada e com essa citação, o Escravo dá a entender que isso se resume à apenas a Trindade e algumas outras doutrinas. Mas, como podemos observar na parte final, “muitos dos dogmas pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram retidos como sendo dignos de crença.”

O que eles não contaram é que o Jesus dos Evangelhos é um mito influenciado por concepções Egípcias, Sumérias, Assírias e Babilônicas. O Jesus chamado “histórico” certamente existiu, mas não foi e nem fez as coisas que são relatadas nos Evangelhos.

Acha que Jesus andou milagrosamente sobre as águas? O deus egípcio Hórus também:

Cf. Hórus Andou Sobre as Águas?

Acha que Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia? O deus egípcio Hórus também:

Cf. Hórus Foi Crucificado?

Acha que Jesus teve 12 apóstolos? Ora, tanto Buda, quando Hórus e tantos outros também tiveram:

Cf. Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. II)
Cf. Número 12 — Um Plágio Cristianizado
Cf. Buda Tinha 12 Discípulos?

Pão e vinho simbolizam apenas o corpo de Cristo? Não mesmo!

Cf. A Última Ceia e o Paganismo

Acha, realmente, que Jesus nasceu milagrosamente de uma virgem? O mesmo aconteceu com Hórus e Buda:

Cf. O Mito do Nascimento Virginal de Jesus
Cf. Jesus e Buda — Similaridades no Nascimento (Part. I)

A lista é de perder de vista. Pretendo escrever muitas outras coisas, pois são muitos os paralelos entre Jesus Cristo e os deuses mitológicos, principalmente os solares e os da vegetação. Essas semelhanças e influências não param por ai. As Escrituras Hebraicas estão cheias de traços de outras mitologias encontradas na antiga Mesopotâmia. Vejam alguns artigos:

Cf. Árvore da Vida — Origem Mitológica
Cf. A Palavra Criadora e a Mitologia Egípcia
Cf. O Carvalho de Mambré

Se você é estudante da Bíblia, leia esses artigos que indiquei e pergunte sobre esses assuntos ao seu instrutor. E se você for irmão batizado, tenha cuidado, conversar sobre esse assunto com qualquer pessoa na congregação poderá lhe levar à uma Comissão Judicativa.

Não quero que você acredite nas coisas que escrevi por acreditar. Veja por você mesmo, procure se informar, ler mais sobre o assunto. Infelizmente, não existem muitos sites em Português que falam sobre isso, daí um dos motivos pelos quais decidi criar esse espaço.

Como mencionei em outro artigo (Cf. Doutrinas Bíblicas — Impressionantes ou Apenas Impressão?), é de suma importância que vejamos os dois lados da moeda!


16 comentários:

  1. Parabéns pelo blog, visualizo quase todo dia esperando por mais conhecimento. Continue!

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    1. Muito obg pelas palavras e seja sempre muito bem-vindo!

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    1. Olá "Carneiro Negro". Muito obg pelas palavras, é um prazer tê-lo como leitor, mais ainda saber que esse trabalho possa estar inspirando alguém. Escrevo sempre com bastante dedicação e carinho pensando em vocês leitores.

      Abraço!

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  3. Cara, sou estudante das Testemunhas de Jeová, e mesmo assim esses comentários não me abalaram, só acredita quem é fraco mental e que nunca leram a Bíblia. No mínimo vc foi desassociado. oq diz dos calculos da Bíblia sobre quando começaria o fim? 1914, e oq aconteceu?? 1° guerra mundial, seguida da segunda etc.. Só quem não pesquisa que acredita nisso. A Bíblia não esconde as crenças pagãs que tomaram conta dos israelitas, ela sempre mostrou os vacilos que eles cometiam.

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    1. Pq você se esconde com o nome de "anônimo"? Posso te dar uma explicação lógica pra esses cálculos mentirosos de 1914, mencione um único historiador que apoie esse cálculo das TJs sobre 1914. É um desafio, quero ver UM ÚNICO historiador que apoie os cálculos das TJs.

      Além disso, se o que eu escrevi nesse artigo é mentira, onde estão seus argumentos? Onde estão suas referências? Mente fraca é a de vocês que nem vão atrás das evidências, só leem os livros do Escravo e acham que todo mundo está mentido.

      Siga esse conselho: Se torne Testemunha de Jeová, não se case, fique solteiro pra sempre, entre no ministério de pioneiro, passe sua vida inteira pregando feito leso de casa em casa dizendo que o mundo vai acabar, se contente com um emprego de meio período, ganhando uma miséria, que no final, você receberá tudo em dobro, sendo que isso só quando o Armagedom vier, que já faz quase 200 anos que vcs esperam isso...rsrsrsrs.

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    1. "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz".

      Nossa! argumento poderoso esse hein?! ^^

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  5. Eduardo, acredito em suas pesquisas e que terminaremos encontrando muitos paralelos entre o que os evangelhos atribuem a Jesus e os feitos e acontecimentos da vida de deuses mitológicos. Mas em Êxodo muitos dos milagres atribuídos a Moisés, pelo poder de Yahweh, teriam o objetivo de desacreditar os deuses egípcios.

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  6. Complementando, aquilo que foi registrado sobre Jesus também teria o efeito didático de desacreditar deuses mitológicos (hoje assim encarados, mas naquela época vistos como verdadeiros). Acredito que se alguém acredita na inspiração divina bíblica e conhece a mitologia, ele não verá problemas nos paralelos. Afinal, há o argumento que o evento inspirou várias lendas (dilúvio, paraíso, etc) e que na Bíblia se encontraria o fato. No caso de Jesus, o crente, não-crédulo, pesquisador e informado (você sabe que existe e que muitos deles não perdem a fé), não verá problema em a mitologia dizer que um deus andou sobre as águas. Ele acreditará que naquele momento em Jesus andou sobre as águas, ele fortaleceu a fé dos seus discípulos de que estavam diante do enviado de Deus, do Messias, e que aquelas discípulos, e os que eles convencessem, não seriam ludibriados pelas religiões existentes na época. Se admitirmos que o Êxodo se deu conforme narrado na Bíblia, então, chegaremos à conclusão que Yahweh queria desacreditar o sistema religioso e deuses egípcios. Se admitirmos que Jesus fez e disse tudo o que está registrado nos Evangelhos, chegaremos à conclusão semelhante.

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    1. “aquilo que foi registrado sobre Jesus também teria o efeito didático de desacreditar deuses mitológicos (hoje assim encarados, mas naquela época vistos como verdadeiros)”.

      R.: Mas como podemos comprovar isso? A pessoa pode até abraçar esta concepção, mas ela será sem comprovação argumentativa com base em dados, poderá ser um argumento da fé. Veja só, temos duas opções, uma que a história é mito e a outra que é fato e usado por Deus(?) para desacreditar mitos. São tantos os problemas que surgem com isso. Imagina que eu escrevo hoje uma história sobre um casal de jovens apaixonados que pertencem à famílias rivais. Os dois são ajudados por um padre que os ajuda num plano para que fiquem juntos. Para enganar a família, a moça toma sem conhecimento do jovem uma porção que a faz dormir como se estivesse morta, quando todos aceitassem sua morte, ela acordaria e poderia fugir com o seu amado. Deste ínterim, ela manda uma carta avisando-o do plano, mas a mesma não chega ao seu destino. O jovem apenas fica sabendo que a moça morreu e sai ao seu encontro, a toma nos braços e não mais desejando uma vida sem ela, bebe veneno que o mata, logo em seguida ela acorda e percebendo que o mesmo se envenenou, toma do mesmo e ambos morrem.

      Se eu publico tal história hoje, todos iriam dizer que eu simplesmente copiei a obra de Shakespeare (Romeo e Julieta). As várias semelhanças entregam o “plágio”, isso do ponto de vista literário e histórico. Mas se tenho seguidores e estes confiam em mim e creem em tudo que digo, eu poderia argumentar que estou vivo há mais de mil anos e que na verdade foi Shakespeare que copiou de mim, ou que Deus me usou para provar que minha versão melhorada mostra que sou melhor escritor que Shakespeare. Ridículo não acha? As pessoas podem até respeitar o que digo, mas ninguém acreditará nisso, exceto meus seguidores (ou não!).

      Você já viu sobre o ET Bilu? As pessoas acreditam em todo tipo de coisa absurda, porque para elas, de alguma forma, não é absurda! Existem pessoas com formação superior que seguem o tal do ET Bilu. ¬¬

      Você usou como exemplo que Yahweh humilhou os deuses egípcios, mas que provas temos? Apenas Se, um Se bem grande, isso realmente aconteceu de dez pragas no Egito, que muitos veem como um desequilíbrio ecológico que desencadeou outros, é claro que os antigos diriam que foram os deuses, os israelitas diriam que foi Yahweh, etc. Mas isso é uma interpretação de um povo antigo e supersticioso, pois como podemos provar que uma chuva de granizo foi enviado por Deus?

      Da mesma forma, não temos como provar historicamente que os eventos sobre Jesus foram usados por Deus para desacreditar mitos. (E me pergunto porque Deus se incomodaria tanto com os mitos, existindo tanta coisa mais séria!) Dentro da análise literária, antropológica e histórica, é mais fácil e claro ver que são relatos parecidos com os mitos porque os escritores eram homens vivendo dentro de uma sociedade que pensava assim, através dessas histórias e isso é sustentados pela totalidade dos acadêmicos que trabalham com mito e história antiga. Eruditos que pensam como você – é verdade, tem muitos de profunda inteligência – não são professores e escritores acadêmicos, mas líderes religiosos que, obviamente, possuem um interesse em colocar o Cristianismo acima de todos os outros sistemas.

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    2. “Acredito que se alguém acredita na inspiração divina bíblica e conhece a mitologia, ele não verá problemas nos paralelos”.

      R.: Concordo, mas para isso você começou dizendo “se alguém acredita...”. Eu não acredito, por isso vejo os paralelos como problema. Na verdade, a pessoa que acredita na Bíblia não vê problema em muitas coisas, inclusive que a cobra do Éden falou, assim como a Jumenta de Balaão, que existia aqui na terra literalmente uma árvore e que a fruta dessa árvore de alguma forma mágica dava vida eterna, ou conhecimento, etc.

      Se somos crentes, nosso ofício é crer, então muitas coisas se tornam possíveis, críveis por mais que incríveis! Eu não sou crente, sou um pesquisador que duvida e busca provas e só crê se depois de tudo isso houver provas que sustentem algo.

      “Afinal, há o argumento que o evento inspirou várias lendas (dilúvio, paraíso, etc) e que na Bíblia se encontraria o fato”.

      R.: Este é um argumento anacrônico. A Bíblia, como você pode confirmar em qualquer obra de erudição, é uma produção literária tardia. Os mitos e lendas que você se refere vieram primeiro, logo eles influenciaram a Bíblia e não o contrário. Desta forma, não foi um fato ocorrido que depois se transformou em mitos e lendas, mas mitos e lendas que depois foram aceitos como fato pelo simples fato de estar na Bíblia.

      Se há lendas de dilúvio como conta a Bíblia, então é aceito como fato, mas se os mitos falassem que foram pedras caindo do céu, e isso não está na Bíblia, então é mito, fábula. É como se a Bíblia fosse o crivo para determinar o que é mito ou não. O Cristianismo fez o que o teólogo Bultmman fez, demitolizou as histórias. Os judeus fizeram isso no período do cativeiro. Era um problema já pra eles uma cobra falante, assim, no Talmude temos trechos onde eles debatem como uma cobra poderia falar, daí veio a explicação, “ora, era satanás falando através da cobra!”. Então, com criatividade foi-se racionalizando os mitos bíblicos.

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  7. Você criticou a minha afirmação que Deus eram três, pai, filho e espírito santo. No entanto você justamente esta defendendo aqui estar trilogia. Pai, filho e espirito santo não tem paralelo em reformulação de antigas Tríades dos pagãos. Isto foi sendo construído depois. E entraram num brete ao criarem um pai e um filho humano.
    Obs
    Consegui comprar o livro. Agora estou no aguardo.

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    1. "Você criticou a minha afirmação que Deus eram três, pai, filho e espírito santo. No entanto você justamente esta defendendo aqui estar trilogia."

      R.: Infelizmente você não parece entender nunca minhas palavras. Trindade tem que ser obrigatoriamente três: "tri" = 3. Eu critiquei estas palavras suas: "Respeito a opinião dos acadêmicos de que seja monoteísta, mas três é três jamais será um." Mostrei várias referências eruditas de como sua visão é limitada ao entender a Trindade em questões numéricas, mas você escolhe desconsiderar; tudo bem por mim, só não é sadio encher meu blog com comentários desprovidos de qualquer referência ao passo que te respondo citando várias obras. Te digo com o maior respeito: Este blog é dedicado ao estudo científico do assunto, e não estou interessado em opiniões soltas como as que você vem fazendo. Acima eu nem ao menos estou defendo alguma Trindade, minha postagem nem é sobre isso, mas sobre tríades pagãs e as TJs. Não estou "defendendo trilogias".

      "Pai, filho e espirito santo não tem paralelo em reformulação de antigas Tríades dos pagãos."

      R.: Ok, mas como isso é apenas uma afirmação sua, não tem qualquer peso para e mim e as pessoas que aqui leem. Me mostre um único erudito reconhecido que concorde com o que você está dizendo, só um que seja reconhecido. Sei que duas coisas vão acontecer: (1) Você vai me responder mais uma vez sem entender minhas palavras, (2) você não vai me trazer nem um estudioso sério do assunto, porque é sempre isso que ocorre aqui, todo mundo quer dar opinião... blz... desde que sua opinião seja referenciada, seja baseada em obras respeitadas, e não simplesmente porque você afirma e fim da história.

      Sinceramente, acho que meu livro não terá nenhuma utilidade para você. Nele eu cito mais de 450 obras renomadas, mas tenho certeza que mesmo assim você discordará de tudo escrito nele, como tem feito aqui. Discordar é sadio, mas não basta abrir a boca e falar, tem que mostrar provas, fontes de pesquisadores que concordam contigo. Vou te pedir um favor. Só comente agora caso e somente caso você cite fontes reconhecidas sobre o assunto, pois só sua opinião solta como se fosse uma autoridade não tem qualquer importância para mim e para meus leitores, caso contrário, economize o seu tempo e o meu, ambos sairemos ganhando.

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  8. Me ralei. Pensei que o livro era de divulgação científica, mas é para acadêmicos altamente especializado! Hermético.

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  9. Um comentário tardio: adorei o blog de vocês, espero que ele continue. Porém, discordo da ideia de que a Trindade bíblica da cultura judaico-cristã seja uma invenção baseada em mitologia por motivos relativamente simples:
    1) Há uma maravilhosa universalidade dos mitos, convenhamos, e isso pode significar para mtos um certo indício de alguma verdade cósmica. Paralelos entre mitos antigos com a doutrina bíblica não é algo que me impressiona, a não ser pelo fato de indicarem uma simbolização universal de algum dado;
    2) a Trindade é um mistério "da fé", isto é, algo que é realmente difícil de explicar em termos racionais pq, reconhecidamente, a lógica humana tem suas limitações ardilosas. Porém, um exemplo clássico que gosto de dar é o seguinte: quantas vezes não agimos de uma maneira e mais tarde referimos a nosso comportamento dizendo "não acredito que fiz aquilo" ou "aquilo não era eu". NOte que refiro a diversas formas de processamento mental paralelo, as quais foram divididas na Psicanálise em três dimensões do indivíduo - olha aí a trindade de novo, parece que até refletindo na humanidade seu mistério. Não obstante, um clone é a mesma pessoa, só q diferente; não obstante ainda, um filho é o pai e a mãe (46 cromossomos), só que diferente. Há mto conteúdo que contribui para uma maior objetivação desse mistério.
    3) O fato de tantas histórias terem surgido antes da Bíblia contribui para a veracidade do dado bíblico. É de se observar, porém, que o dado bíblico é mais contundente - notamos isso pelo fato de que Hórus, por exemplo, somente o faz num universo de deuses, enquanto que Jesus o faz no mundo humano e, inclusive, é apontado como possível fantasma pelos discípulos (quem não diria "meldels, é um espírito!!!"?).

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