segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DEBATE, FÉ, CIÊNCIA, RELIGIÃO
Recentemente, tenho tido alguns problemas com certos cristãos que comentam em meu blog. Um leitor, de nome Clóvis, posta praticamente todos os dias vários comentários nos artigos, com o objetivo de debater o assunto.

Ora, apesar desse blog não objetivar destroçar sua fé, se ao menos souber interpretar o título do blog, verá que o tema é por que EU, o autor do blog, não creio mais no Cristianismo, ou em qualquer outra religião, e não por que VOCÊ não deve crer. No entanto, como aprender essas coisas me fizeram um bem danado, sei que o mesmo aconteceria com outras pessoas, dessa forma, compartilho minhas pesquisas para que as pessoas possam se aprofundar nosso assunto, apesar que, no final, elas mesmas que decidem continuar ou não acreditando.

Como o objetivo do blog também é de informar as pessoas, permito sim, que o espaço de comentários se transforme em um campo para debates – estou cogitando a possibilidade de criar um fórum – para que outras pessoas possam dizer o que pensam, mostrar outras formas de pensamento, contra-argumentar, etc.

Não obstante, depois de esgotar minha paciência com a pessoa que mencionei acima, decidi não mais aprovar seus comentários. Por quais motivos?

Estamos debatendo um assunto que milhares de pessoas, há séculos, debatem, que são os assuntos relacionados à religião, Bíblia, salvação, etc. Dessa forma, quando falamos algo sobre esse assunto, é preciso mostrar que outras pessoas que estudam o assunto de forma séria, ou que deixaram seus estudos para a posteridade, concordam com você, pois será possível que milhares de eruditos estão errados e só você e sua pesquisa isolada está correta?

Aprendemos isso nos anos iniciais da Universidade. Na matéria, Metodologia Científica, aprendemos que quando criamos uma tese, é necessário mostrar que os nossos pensamos estão em harmonia com outras coisas já publicadas relativas ao tema, dessa forma, citamos direta ou indiretamente outras fontes para apoiar nossos argumentos.

Por esses motivos, comentários sem base referencial, quando julgo inapropriados, são deletados, pois não tem nada a acrescentar para as pessoas de informativo. Imagine uma Wikipédia que contenha apenas os pensamentos de uma pessoa, que nem formação na área tenha, sem links, sem referências, sem nada, você confiaria em um artigo assim?

Meus leitores normalmente me perguntam porque demoro tanto para produzir um artigo. A resposta é que demora muito para que eu leia tudo o que é possível se ler sobre o assunto e depois mostrar o melhor para meus leitores. Eu sempre mostro os dois lados da moeda, mostro o que os cristãos pensam, citando suas fontes e depois mostro o que outros estudiosos pensam e mostro a conclusão que eu cheguei, mas que você poderá chegar à outra. Veja um exemplo nesse artigo: Hórus Tinha 12 Discípulos? (O que pensam os cristãos); Hórus Tinha 12 Discípulos? (O que outros estudiosos pensam).

Veja, por exemplo, o artigo: Jó 26:7 Ensina uma Terra Suspensa Sobre o Nada?, veja a lista bibliográfica, acha que levei quanto tempo para pesquisar no detalhe esse assunto? Não obstante, se olhar um dos últimos comentários, verá um cristão dizendo que eu “falei, falei e não disse nada.” Como pode?

Os comentários dessas pessoas são apenas do tipo: “não sei o que te responder, mas te odeio por criticar minha fé”. Veja que elas não contra-argumentam nada, absolutamente nada, apenas dizem “você está errado”, “você é estúpido”, “você isso e aquilo.” O que isso tem para acrescentar aos meus leitores, pessoas que buscam, de fato, chegar a conhecer a verdade sobre o assunto?

Tenho deletado os comentários de Clóvis e de outros, porque além de não citarem fontes externas para apoiar suas opiniões, escrevem com um Português terrível, inúmeros erros ortográficos, raciocínio confuso e sem referência à absolutamente nada, exceto versículos bíblicos isolados de acordo com a interpretação deles do texto em Português, pois nem os originais sabem ler.

Como exemplo, eu escrevo algo do tipo: Os cristãos dizem que A + B = AC, mas na verdade A + B = AB, isso pode ser conferindo nas obras de fulano, ciclano e beltrano.” Demora algum tempo, e alguém comenta: “A+B =AC sim! porque 2 Timóteo 3:16 diz que [blá, blá, blá]”, e pronto, a palavra dele parece que é a lei das leis, nada é levado em consideração, exceto a opinião dele com base em textos bíblicos traduzidos e dubiamente interpretados.

Outro tipo de comentário que não são aprovados é quando eu digo, por exemplo, “multiplicar nem sempre se refere à algo maior que a soma, pois 1 + 1 = 2, mas 1 x 1 = 1.” Daí, alguém comenta, “mas 3 + 3 = 6 e 3 x 3 = 9, então você está equivocado”. Daí eu respondo, “você não entendeu o que eu escrevi, eu disse que “multiplicar nem sempre se refere à algo maior que a soma”, isso significa que, à parte desse exemplo, outras formas de multiplicação são maiores que a soma.” Nesse caso, o leitor passa a dizer, “mas está errado, porque mas 3 + 3 = 6 e 3 x 3 = 9.”

Hã, como assim? Acabei de explicar pra pessoa e ela está repetindo a mesma tolice. Você acha que irei ficar gastando tempo tentando fazer uma criatura dessa entender? “Para um bom entendedor, meia palavra basta”, no caso de alguns, se um texto inteiro não está dando pra entender, então não sou eu que vou ficar sendo professor particular para ficar horas e horas debatendo com uma pessoa semanticamente redundante.

Por que eu aprovo comentários de pessoas que me xingam? Ora, isso também não acrescenta em nada para meus leitores, certo? Errado! Os cristãos vivem falando de amor, bondade, ternura, paciência e, no entanto, ao aprovar esses comentários, mostro a hipocrisia do amor cristão, a sujeira de seus corações, são sepulcros caiados mesmo, como disse o próprio fundador da religião (Mt. 23:27), por fora querem parecer santos, chamando os outros de “amado”, “irmão”, “querido”, mas basta você pisar levemente em seus calos, mais ainda por criticar a fé deles, que você logo vê o lobo escondido nessa pele hipócrita de cordeiro. — Mateus 7:15-20.

Se seus argumentos forem referenciais, resultado de árdua pesquisa, irei ter o maior prazer em publicá-los aqui, mesmo que eu não concorde com o conteúdo. No entanto, pensamentos soltos, pessoais, sem base, e muitas vezes com um Português horrível e sem nexo, irei deletar automaticamente, e alguns que insistem irritamente, eu coloco a função SPAM.

Por último e não menos importante, “debater” é colocar duas ideias opostas com o objetivo de chegarmos a um denominador comum, que seja a verdade, a razão, o fato. Se você começa um debate já com a premissa de que é impossível estar errado, seria tolice para seu adversário tentar lhe convencer. Quando eu era cristão, sempre comentava que os Evangelhos não relatam longos debates entre Jesus e seus oponentes porque creio eu que seria um debate fútil, uma vez que os Fariseus e Saduceus não estavam dispostos à ceder.

Os cristãos creem que a Bíblia é a verdade absoluta, afinal, Jesus disse, “Eu sou a VERDADE.” (João 14:6) Ora, se Jesus e seus ensinos são A VERDADE, nada mais pode ser verdade. Como debater com um cristão, quando ele já estabeleceu que, não importa o que aconteça, ele não pode estar errado?

Quando o cristão se expõem à alguns argumentos e abandona o Cristianismo é um processo lento, embora a fé diga para ele tampar os ouvidos, fechar os olhos, seu coração deseja ouvir mais, e ele passa a refletir sobre a fé e seus dogmas, mas isso só ocorre quando ele vai deixando de ser o cristão bíblico, que é irredutível a ponto de aceitar morrer pela sua crença.

Dessa forma, quando o debate nos comentários começa a ficar massacrante, sinto-me como se estivesse perdendo meu tempo, tempo esse que poderia muito bem estar sendo gasto em outros artigos e, dessa forma, não comento mais nada, nem aprovo mais esses comentários.

Portanto, se depois de ler um artigo, desejar comentar, tenha em mente essas palavras, bem como o que escrevi no artigo Respostas à Alguns Comentários.

Espero ter respondido aos que me perguntam porque não aprovo algumas respostas. E, no entanto, ainda acredito que muitos vão postar aqui cometendo os mesmos erros que acabei de explicar.

4 comentários:

  1. "na Universidade. Na... Metodologia Científica... quando criamos uma tese, É NECESSÁRIO mostrar que os nossos pensamos estão em harmonia com outras coisas já publicadas... citamos... outras fontes para apoiar nossos argumentos".
    Então, quanto mais pensamentos em harmonia, mais a tese tem força! "Parabéns" professor! Logo, o islamismo é o pensamento mais forte!
    Escreve o nome da universidade para que, quando eu for me inscrever, passe direto por ela.

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    1. Lembra o que eu disse, caros leitores,...?

      "Espero ter respondido aos que me perguntam porque não aprovo algumas respostas. E, no entanto, ainda acredito que muitos vão postar aqui cometendo os mesmos erros que acabei de explicar."

      O comentário acima é prova cabal disso, o cara não consegue ficar calado. Além disso, nem a própria religião ele conhece, pois disse:

      "Então, quanto mais pensamentos em harmonia, mais a tese tem força! "Parabéns" professor! Logo, o islamismo é o pensamento mais forte!"

      Ele nem sabe que, na verdade, o Islamismo não é a maior religião, apesar de seu crescimento, o Cristianismo ainda está em primeiro lugar em número de adeptos (aprox. 2,2 bilhões de pessoas)

      Além disso, não entendeu, como logo "profetizei" no artigo, que a questão não é quanto mais pessoas pensarem em harmonia em um assunto, mais esse assunto tende a ser verdade; o texto está lá em cima, mas só alguns entenderão. Não perderei meu tempo tentando explicar algo óbvio. Como você explicaria para um cego a cor vermelha? Não tem como! Acho o caso aqui bem parecido.

      Outra coisa, caro "anônimo", não te direi o nome da Universidade, pois seria uma sacrilégio qualquer instituição acadêmica te ter como aluno, uma vez que ninguém está interessado em seus pensamentos isolados e desconexos... és anônimo e creio eu que permanecerás assim, sempre no anonimato!

      Seus comentários já foram classificados como SPAM, o blogger os deletará automaticamente, nem me darei o trabalho de ler.

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  2. Acho que as dúvidas em relação a seu blog se deve ao fato de parecer (não significa que na verdade seja isso) que o senhor tem uma birra e não que o senhor está interessado em divulgar seus estudos, pois, vemos mais textos criticando ou desmistificando a Bíblia, o cristianismo, os Testemunhas de Jeová e não outras religiões e como o senhor mesmo disse o senhor não crê no cristianismo e nem em outras religiões então seria interessante falar de outras também com a mesma criticidade pois, veríamos a sua imparcialidade. Sei que sua intenção é a de combater o fundamentalismo e o fanatismo, mas, estas características se encontram também dentro de outras profissões de fé ,crença, filosofia e até no ateísmo, então vale ser mais imparcial, com certeza seus estudos seriam melhor aproveitados. Vale também um pouco de humildade pois, estudar, argumentar é uma coisa ser o dono da verdade é outra e se assemelha muito ao fanatismo. Se eu entendi mal, peço desculpas, não sou adepta também de nenhuma religião em especial apenas gosto de ler sobre elas, mas, gosto de coisas imparciais não gosto de ser induzida a nada, que seus textos possam seguir essa imparcialidade independente do passado que o senhor teve e suas experiências com a religião, afinal pelo o que eu entendi esse blog é um blog de estudo e não um diário sobre sua vida. Desculpa se entendi mal, só espero ver sua imparcialidade em seus textos. Obrigada.

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    1. Te respondi já sobre o motivo pelo qual AINDA não escrevi sobre outras religiões. Sobre a questão de ser humilde, acho que isso sempre acontece toda vez que alguém argumenta fortemente sobre alguma coisa. No entanto, alguém arrogante NUNCA diria que pode estar errado e isso é algo que sempre digo aqui.

      Eu acreditava no Cristianismo quando era adolescente e início da vida adulta, acreditava de verdade, mas meus ESTUDOS e não decepções experimentais, me levaram a concluir que o Cristianismo é uma criação humana.

      Algumas pessoas ficam ofendidas porque elas leem meus estudos e não sabem o que dizer. Quantas pessoas nos comentários me contra-argumentaram com outros estudos? Eles querem me contra-argumentar com calúnias.

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Antes de comentar, queira ler os artigos Critérios para se Aprovar Comentários e Respostas à Alguns Comentários. Obrigado pela visita e pela participação!

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