quinta-feira, 19 de julho de 2012

Teorias da Inspiração Bíblica

por Eduardo Galvão

Bíblia, Inspiração, Deus, TeoriaA Bíblia é, sem sombra de dúvidas, um livro fascinante que exerceu um papel de importância como nenhum outro na cultura Ocidental. Milhares de pessoas ao redor do mundo, entre judeus e cristãos, bem como outros religiosos, consideram a Bíblia um livro sagrado, inspirado por Deus. Segundo esse pensamento, Deus influenciou diretamente homens piedoso ao escreverem os livros bíblicos, Antigo e Novo Testamento, de forma que, ao final, temos os pensamentos de Deus escritos pela mão humana.

Para esses religiosos, a Bíblia deve ser lida, seguida e venerada em toda a sua plenitude. No entanto, nem isso é um ponto de acordo entre os que creem nas Escrituras. As inúmeras religiões dizem basear seus ensinos nela, mas ao mesmo tempo, cada uma tem uma interpretação diferente para o que “a Bíblia diz”. (Cf. O Problema da Diversidade Cristã) Além disso, como veremos, cada uma dessas religiões desenvolveu um conceito sobre o que se deve entender pela expressão “inspirada por Deus.”

Fui cristão fundamentalista, e dessa forma, acreditava que cada trecho, cada versículo, letra e preposição tinha sido inspirados pela agência do Espírito Santo de Deus. Crer e seguir as Escrituras Sagradas havia se tornado uma questão de vida ou morte.

Muitas pessoas criaram uma dependência psicológica desse livro, ao ponto de se fecharem para qualquer conceito, quer científico, quer humanístico. Em certa ocasião, um cético perguntou a uma mulher cristã: “Você realmente acredita que a baleia engoliu Jonas?”, a mulher respondeu: “Eu acredito em tudo que a Bíblia diz, até mesmo se ela dissesse que Jonas engoliu a baleia!” [1]

Lendo assim, parece apenas engraçado, mas isso esconde um sério problema que cria inúmeros outros problemas na nossa sociedade. Não iremos abordar esse assunto no momento, por hora, basta-nos apenas analisar o pensamento, ou melhor, pensamentos cristãos, em relação à teopneustia – a doutrina que estuda a inspiração bíblica. [2]

A Bíblia diz em 2 Timóteo 3:16: “Toda Escritura é inspirada por Deus [...]”.[3] Essa é, de fato, uma declaração bombástica. Imaginem a magnitude que seria termos um livro em que o próprio Criador de todas as coisas é o Autor! Não há dúvidas que esse deveria ser o livro que todo e qualquer ser humano deveria ler. O escritor da segunda carta a Timóteo,[4] escrevendo em grego, empregou o termo θεόπνευστος (gr.: theopneustos) para se referir a natureza dos livros bíblicos.

“Embora esta palavra encontre-se apenas uma vez na Bíblia em referência aos escritos, esta expressão é importante e cheia de significado profundo.”[5]

De fato, para teologia, esse vocábulo é de extrema importância e significação, mas, ao contrário do que a grande maioria pensa, não existe nem mesmo consenso entre os cristãos do que se quer dizer com o termo “inspiração”. Refiro-me ao conceito epistemológico e não o lexical. Neste último, no entanto, podemos ter um vislumbre de seu conceito epistêmico:

“A palavra “inspiração” provem do grego, de duas palavras compostas (theos) que significa Deus e (pnéo) que significar soprar, exalar, produzir um sopro, respirar, viver. A palavra composta (theopneustos) significa exalado pela Divindade.” [6]

θεόπνευστος, θεοπνευστον (Θεός and πνέω), inspirado por Deus: γραφή, i.e. o conteúdo da Escritura, 2 Timóteo 3:16 (veja πᾶς, I. 1 c.); σοφιη (pseudo-)Phocyl. 121; ὄνειροι, Plutarco, de plac. fil. 5, 2, 3, p. 904 f.; (Oráculos de Sibylline 8, 411 (cf. 308); Nonnus, parafr. ev. Ioan. 1, 99). (ἐμπνευστος tamném é usado passivamente, mas ἄπνευστος, ἐυπνευστος, πυριπνευστος (δυσδιαπνευστος), ativamente (e δυσαναπνευστος; aparentemente tanto ativo como passivo; cf. Winer's Grammar, 96 (92) nota). [7]

Iremos, no presente artigo, observar as principais linhas doutrinárias a cerca da inspiração. Como nosso estudo será composto em uma sequência lógica com outros, iremos focalizar-nos apenas em seus conceitos.

§1. Infalibilidade


Como já mencionado, existem inúmeros e divergentes conceitos entre os cristãos sobre o que é “inspiração”, o que se quer dizer quando falamos da Bíblia como “inspirada por Deus.” O conceito mais sagaz é o conhecido da infalibilidade das Escrituras. Assim lemos:

“A infalibilidade e a autoridade divina das Escrituras se devem ao fato de serem a palavra de Deus; e elas são a palavra de Deus em virtude de terem sido dadas pela inspiração do Espírito Santo. [...] a inspiração foi uma influência do Espírito Santo sobre a mente de determinados homens seletos, fazendo deles instrumentos de Deus para a comunicação infalível de sua mente e vontade. Eles foram, em tal sentido, órgãos de Deus, de sorte que o que eles disseram foi o que Deus disse.”[8]

“A infalibilidade bíblica é a crença de que o que a Bíblia diz sobre as questões de fé e prática cristã é totalmente útil e verdadeiro. É a crença de “que a Bíblia é completamente confiável como um guia para a salvação e a vida de fé e não deixará de cumprir sua finalidade.” [9]

Segundo essa linha teologica-cristã, as Escrituras Sagradas são infalíveis apenas em assuntos relacionados a fé e a moral. Ela pode conter erros relacionados as questões históricas, cronológicas, gramaticais e culturais, pois Deus inspirou Sua Palavra para guiar os assuntos humanos em campos da fé e moral e não da ciência. Se já não bastassem as inúmeras interpretações cristãs da inspiração, temos ainda as interpretações das interpretações, como podemos observar abaixo:

“O estado de ser incapaz de erro. Que a revelação de Deus em Jesus Cristo é infalível, em sentido geral, que apresenta a humanidade com o caminho infalível da salvação, seria aceita por todos os cristãos, mas o assunto da infalibilidade é uma questão controvertida.” [10]

Em outras palavras, a própria linha teológica da infalibilidade bíblica tem suas ramificações divergentes que são, pelo menos, três principais. Não iremos abordá-las aqui. Mencionei apenas com o objetivo de mostrar que, além das teorias aqui apresentadas, ainda temos sub-teorias.

§2. Inspiração Natural ou Intuitiva


A Inspiração Natural nega totalmente o elemento sobrenatural nas Escrituras. Isto também é conhecida como a Teoria da Intuição. Ela sustenta que os escritores da Bíblia eram simplesmente homens de gênio religioso que possuíam discernimento espiritual único. Seus escritos sobre a verdade moral e espiritual estavam à frente de seus contemporâneos. Consequentemente, eles escreveram os livros da Bíblia, da mesma forma como qualquer outro livro foi escrito. As ideias finalmente vieram de suas próprias ideias religiosas, não do próprio Deus. [11]

“De acordo com a teoria da intuição, a inspiração é a capacidade de perceber ou de intuir as verdades espirituais. Segundo essa visão, os profetas e apóstolos que escreveram a Bíblia tinham mais dons religiosos, à semelhança de algumas pessoas que têm mais dons para música ou para as artes.” [12]

“Alguns dizem que [a Bíblia] é inspirada no mesmo sentido que grandes literaturas são inspiradas, como as peças de Shakespeare ou os poemas de Tennyson e Brownning são inspiradas. Tais pessoas às vezes dizem: “Eu sei que a Bíblia é inspirada porque ela me inspira.” O que eles realmente querem dizer é que a Bíblia não é a infalível Palavra de Deus, mas um livro bom e inspirador, mesmo tendo erros.” [13]

Sobre esse tipo de inspiração natural, nós lemos:

“O primeiro com Dr. Schleiermacher, Dr. De Wette e muitos outros teólogos alemães, rejeitou toda inspiração miraculosa e concederá aos escritores sacros o que Cícero atribui aos poetas, afflatum spiritus divini, “uma ação divina da natureza, um poder inerente, se assemelhando a outros agentes vitais na natureza.”” [14]

Outro exemplo de cristãos que aceitam a infalibilidade, mas não a inerrância, pode ser achada na biografia do tradutor da Bíblia J.B. Phillips:

“À medida que os anos se passaram - e agora é de vinte e cinco anos desde que comecei a traduzir as ‘Epístolas’ - a minha convicção tem crescido de que o Novo Testamento é, em um sentido muito especial, inspirado. Não é mágico, nem é impecável: os seres humanos escreveram. [...] embora eu acredite na verdadeira inspiração do Novo Testamento e seu poder óbvio para mudar vidas humanas neste ou em qualquer outro século, gostaria de deixar bem claro que eu não poderia sustentar a extrema posição “fundamentalista” da chamada ‘inspiração verbal’.” [15][16]

“Uma crença comum da neo-ortodoxia é a sua opinião sobre a transcendência absoluta de Deus. Isto é, Deus é tão completamente diferente e separado de nós que não podemos compreendê-lo além de sua revelação para nós (o que implica uma rejeição da teologia natural). O problema aparece quando a neo-ortodoxia é comparada ao protestantismo em relação ao que o título de “Palavra de Deus” significa. Os defensores da neo-ortodoxia alegam que a Palavra de Deus é o próprio Deus e, assim, a Bíblia é um testemunho da Palavra de Deus. Como testemunha, a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus (isto é, Deus não é a Bíblia), mas a Bíblia continua a ser um mediador da Palavra de Deus de alguma maneira. Porque os escritores eram finitos e pecadores, eles eram capazes de erro em seus escritos. Assim, enquanto os escritores do Antigo e Novo Testamento registraram suas experiências e testemunho da revelação, seus escritos puderam conter erros.” [17]

§3. Teoria da Iluminação


Essa teoria é bem parecida com a teoria da inspiração natural, no entanto, há uma diferença substancial:

“A teoria da iluminação vê a obra do Espírito Santo na inspiração dos servos de Deus para escreverem as Escrituras como uma intensificação ou estimulação da capacidade natural de cada escritor e não como a comunicação de alguma verdade que ainda não conhecem.” [18]

Essa teoria é uma junção da teoria Natural com a Infalibilidade, pois une a aptidão natural do escritor bíblico com a influência infalível do Espírito Santo.

§4. Inspiração Dinâmica


Essa é, pelo menos em forma geral, a teoria aceita pelas Testemunhas de Jeová. [19]

“A teoria dinâmica frisa o papel do Espírito Santo na orientação dos pensamentos dos autores, mas não na escolha das palavras.” [20]

§5. Inspiração Verbal Plenária


A crença em uma Bíblia totalmente inspirada é o princípio fundamental da fé cristã segundo alguns segmentos teológicos. A inspiração verbal das Escrituras é uma doutrina de fundamental importância para muitos grupos cristãos, pois se a escrita da Bíblia não foi divinamente inspirada (e, portanto, infalível), a fonte do que sabemos sobre Deus e Suas relações com os homens não seriam confiáveis. Se não pudéssemos, com absoluta confiança quanto à sua origem e produção divina, voltar-nos para as páginas da Bíblia como a Palavra oficial de Deus, em todas as suas partes, então estaríamos completamente incapaz de fazer qualquer progresso em direção à iluminação certa da verdade nas coisas espirituais e em questões relacionadas à salvação.

“A teoria verbal sustenta que a inspiração divina garantiu até mesmo que o escritor usaria exatamente as palavras que Deus quis que ele usasse, mas sem passar por um processo de ditado do texto.” [21]

“A palavra plenária significa “cheio” ou “completa”. Portanto, a inspiração verbal plenária afirma que Deus inspirou o(s) texto(s) completo(s) da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, incluindo tanto detalhes históricos e doutrinários. A palavra verbal afirma a ideia de que a inspiração se estende às próprias palavras dos escritores escolhidos. Por exemplo, em Atos 1:16 o apóstolo Pedro diz que “o Espírito Santo falou pela boca de Davi” (KJV). Paulo chama todas as Escrituras “inspirada por Deus”, em 2 Timóteo 3:16 (referindo-se ao Antigo Testamento). Assim, o Espírito Santo guiou os escritores (cf. 2 Pedro 1:20-21), permitindo a sua própria personalidade e liberdade produzir a Bíblia que temos hoje. Esta visão reconhece e afirma tanto o elemento humano e divino nas Escrituras. Esse entendimento tem sido por vezes comparados e contrastados com o entendimento das duas naturezas de Jesus.” [22][23]

§6. Teoria do Ditado


Por último, temos a teoria mais fantasiosa de todas as demais mencionadas acima. Quando mencionei na nota de roda pé que a teopneustia das Testemunhas de Jeová é conflituosa, eu me referi justamente a junção entre a teoria do ditado com a dinâmica.[24]  Quando eu era dessa religião, costumava fazer a seguinte analogia: Imagine que você é um importantíssimo empresário e quer escrever uma carta para alguém importante. Tendo à disposição um secretário, você dita as palavras e a pessoa escreve. No final, de quem seria a carta? Sua ou do secretário? Lógico que sua, pois ele foi apenas usado, as ideias eram totalmente suas.

Essa analogia me foi ensinada, pode ser encontrada em algumas publicações e é mencionada por muitos missionários da religião. Sobre essa teoria, nós lemos:

“A teoria do ditado, Deus realmente prescreveu as palavras aos autores, à semelhança de alguém que dita uma carta a uma secretária.” [25]

“Apesar de não ser popular, a teoria do ditado é prevalente em alguns círculos cristãos conservadores. Esta visão expressa a crença de que Deus simplesmente ditou o que ele queria que fosse escrito. Portanto, tudo que o autor fez foi escrever como lhe foi dito da parte de Deus e o produto final é a Palavra de Deus. Embora as Escrituras não retratam essa ideia (Jer 26:2; Ap 2:1,8), esta não é a forma como ela foi escrita. Em outros momentos, os autores expressaram suas próprias personalidades (Gl 1:6, 3:1; Fil 1:3, 4, 8) e o Espírito Santo ainda assegurou que os escritos refletissem o resultado desejado de Deus.” [26]

Obviamente que nenhuma dessas definições prova a inspiração bíblica. Com o entendimento de todas essas teorias, só chegamos a um conclusão: A própria doutrina da inspiração bíblica é um emaranhado de conceitos teológicos insatisfatórios.

Se tudo veio de Deus por meio de ditado, por que foi necessário “Lucas”[27] fazer uma pesquisa antes de escrever o seu evangelho? (Lucas 1:1-3) Ou por que Salomão “ponderou e fez uma investigação cabal, a fim de pôr em ordem muitos provérbios?” (Eclesiastes 12:9, 10) Por que seria necessário o Espírito Santo lembrar João dos ensinos de Jesus? (João 14:26) Esses textos, com suas respectivas indagações, mostram claramente que eles pesquisavam, meditavam e buscavam se lembrar das ideias porque eram meros homens escrevendo livros, como ocorria com qualquer outro escritor, não há o menor traço de intervenção divina.

Se a Bíblia é infalível, quando se trata de fé e moral, então significa mesmo que os homossexuais vão para o inferno? Que os genocídios do Antigo Testamento são moralmente corretos, por terem sido ordenados por Deus? Que é aceitável Deus pedir que um pai assassine seu filho para testar sua lealdade? (Gênesis cap. 22) Que era justo matar milhares de idosos, crianças e mulheres, todos afogados no dilúvio, só porque eles não seguiam a religião de Noé? (Gênesis cap. 6)

Acredito que à parte dessas histórias, entre elas fólclore e mitologia, há muitos e muitos versículos bíblicos extremamente inspiradores. Em parte, seria apenas afflatum spiritus divini, como mencionado no início. Seria apenas literatura inspiradora, como Shakespeare, com a exceção de que, em Shakespeare, não há exortações para se assassinar os filhos rebeldes, como existe em Deteronômio 21.18-21.




_________________
[1] Biblical Inspiration, de I. Howard Marshall, Regent College Publishing, p. 51, 2004.
[2] “Esse termo é dado ao poder misterioso exercido pelo Espírito Divino nos autores dos escritos do Antigo e Novo Testamento, para habilitá-los a comporem aquilo que a Igreja de Deus tem recebido de suas mãos. “Toda Escritura,” diz o apóstolo, “é teopneustica.”” (Theopneustia, p. 23)
[3] Na Vulgata latina temos a frase: “Omnis Scriptura divinitus inspirata.”
[4] Há um forte consenso entre os eruditos bíblicos modernos que 2 Timóteo é uma falsificação cristã tardia e não fora escrita pelo apóstolo Paulo, como prega a tradição cristã. (EHRMAN, 2011)
[5] Texto original: “Obwohl dieses Wort in der Bibel nur ein Mal in Bezug auf die Schriften vorkommt, ist dieser Ausdruck wichtig und voll tiefer Bedeutung.” (Bibelkommentare.de) Acessado em 19.7.2012.
[6] Texto original: “La palabra “inspiración” proviene del griego, de dos palabras compuestas, (theos) que significa Dios, y (pnéo) que significa soplar, exhalar, producir un soplo, respirar, vivir. La palabra compuesta ( theopneustos) significa exhalado por la Divinidad.” (La Inspiración Bíblica) Acessado em 19.7.2012
[7] Concordance.org Acessado em 19.7.2012
[8] Teologia Sistemática de Charles Hodge, p. 115.
[9] Wikipédia: Biblical infallibility Acessado em 19/07/20012.
[10] Evangelical Dictionary of Theology de Walter A. Elwell, Baker Book House Company,  p. 605, 2001.
[11] Blueletterbible.org  Acessado em 19.7.2012
[12] Manual Bíblico Nova Vida de David S. Dockery, Nova Vida, p. 30, 2010.
[13] Verbal Inspiration of the Bible and Its Scientific Accuracy, de John R. Rice, Sword of the Lord Publishers, p. 3, 1943.
[14] Theopneustia: The Plenary Inspiration of the Holy Scriptures, por François Samuel R. Louis Gaussen p. 27
[15] Como veremos adiante, a teoria da inspiração verbalista, ou plenária, é a ideia que eu mesmo tinha das Escrituras, que a Bíblia foi inspirada diretamente por Deus no mais pleno sentido da palavra.
[16] Phillips, Ring of Truth, pp. 27,28,29
[17] Theopedia.com: Inspiration of the Bible Acessado em 19.7.2012 
[18] Manual Bíblico Nova Vida de David S. Dockery, Nova Vida, p. 30, 2010.
[19] É bem difícil tentar explicar a teoria javista, pois em várias citações eclesiásticas oficiais, as TJs se contradizem no que realmente creem no que diz respeito às Escrituras.
[20] Manual Bíblico Nova Vida de David S. Dockery, Nova Vida, p. 30, 2010.
[21] Ibidem p. 30
[22] Nesse sentido, alguns cristãos usam o conceito cristológico como forma de entender a natureza do texto bíblico. Assim como Cristo era humano, com suas fraquezas físicas, ele também era divino, capaz de feitos extraordinários, assim como a Bíblia. Eles também fazem alusão à João 1:1, onde Jesus é chamado de logos tou theou, “Palavra de Deus”.
[23] Theopedia: Inspiration of the Bible. Acessado em 19.7.2012 
[24] Cf. A Sentinela, 15/6/1997, tema: Como foi que Deus inspirou a Bíblia?
[25] Manual Bíblico Nova Vida de David S. Dockery, Nova Vida, p. 30, 2010.
[26] Theopedia: Inspiration of the Bible. Acessado em 19.7.2012
[27] Cf. Evangelho de Lucas – Quem Realmente Escreveu?

6 comentários:

  1. Eduardo G. Júnior: “... os genocídios do AT são corretos...?... era justo matar milhares de idosos, crianças e mulheres, todos afogados no dilúvio, só porque eles não seguiam a religião de Noé?”

    Desde quando que ser "mulher" ou "idoso" virou sinal de bondade???
    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. Problema seu se você aceita isso. A postagem nem é sobre esse assunto. Aprovei esse seu comentário para deixar claro aos meus leitores o seguinte:

      CLÓVIS, CRISTÃO FUNDAMENTALISTA, PROVA O ASSASSINATO DE MULHERES, CRIANÇAS E IDOSOS, CASO ESTES NÃO ESCOLHAM SERVIR O MESMO DEUS QUE ELE PROCESSA ADORAR.

      Não adianta escrever mais nada aqui, irei deletar como já fiz com vários de seus comentários enlouquecidos. Meu blog deve estar tirando sua paz, né? rsrsrs.

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  2. O fato de Lucas ter feito uma série de pesquisas para, então, escrever seu evangelho não arranca a credibilidade de que tal livro, como os demais, tenham sido inspirados por Deus. Perde tempo que duvida da sua autenticidade e inspiração das Escrituras. Judeus conservadores bem como os mais destacados Eruditos da Bíblia reconhecem a veracidade deste Livro Sagrado como sendo inspirado por Deus, haja vista as muitíssimas fontes históricas que comprovam a credibilidade dos escritos sagrados. Sem mais comentários...

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    1. "os mais destacados Eruditos da Bíblia reconhecem a veracidade deste Livro Sagrado como sendo inspirado por Deus," Onde estão os nomes? você não mencionou nenhum, além disso, todos esses "renomados", "super, ultra, mega, power", inteligentes são todos cristãos... dessa forma, o testemunho de cristãos sobre a Bíblia vale o mesmo do testemunho de muçulmanos sobre o alcorão, testemunho fraudulento e tendencioso.

      "haja vista as muitíssimas fontes históricas que comprovam a credibilidade dos escritos sagrados".. sério, quais são essas muitíssimas, são tantas assim a ponto de você não mencionar nenhuma?

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    2. Além do mais, meu argumento não se restringe ao texto de Lucas, dele fazer uma pesquisa, etc... argumentei outras coisas e mesmo assim você não as mencionou... responda só essa pergunta: "Se o cristianismo é a verdade suprema, por que vocês até hoje não chegaram a um consenso do que significa "inspirado por Deus?"

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  3. Olá, Eduardo.

    Interessante seu blog, achei por acaso procurando outra coisa. Um dos meus livros preferidos também é 'O que Jesus disse, o que Jesus não disse'. =) Portanto, gostaria de sugerir a leitura dos blogs 'Ouvir o Evento' e Peroratio (http://peroratio.blogspot.com.br/), em especial esse artigo: http://www.ouviroevento.pro.br/teologicofilosoficos/criterios_teo_e_liter.htm. O livro dele, do Prof. Osvaldo Luis Ribeiro, é excelente, chama-se 'Esboços de Teologia Crítica'.

    Um abraço!

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