domingo, 8 de julho de 2012

RESSURREIÇÃO, MITO, JESUS, LENDAMilhares de pessoas, ao redor do mundo, costumam testemunhar eventos assombrosos, sejam eles de cunho subrenatural ou não. Mesmo vivendo em pleno século XXI, na Era da Informação e Racionalismo, vemos relatos de testemunhas que dizem ter visto o Pé-Grande, Vampiros, Chupa-Cabras, Lobisomes e UFO’s.

Algumas dessas pessoas, quando interrogadas, demonstram muita convicção quanto aos seus relatos. Algumas se emocionam, tem efeitos pós-traumáticos e precisam depois de acompanhamento médico. Todos esses testemunhos fantásticos, dessas lendas, começam com um pronome e um verbo no passado: “Eu vi.”

Em diversos casos, observamos muita sinceridade por parte das testemunhas, da qual fica muito delicado olhar para a mesma e dizer: “você está mentindo”. Em casos específicos, por levar em consideração a credibilidade da pessoa, os detalhes dos eventos e os efeitos pós-experiência, não podemos concluir outra coisa, exceto que essas pessoas realmente viram e vivenciaram algo. No entanto, o resultado sempre é o mesmo. Essas pessoas realmente viram alguma coisa, apenas não era o que elas acham ser.

Isso é muito importante, principalmente quando tentamos desmitificar o mito da Ressurreição de Jesus. Eu cunhei um termo que facilitará nossa argumentação e iremos nos referir a isso como o fenômeno do eu-vi.

Bom, nada poderia ser mais enganoso do que as coisas que vemos. Ilusão de ótica, delírio, má interpretação, são alguns dos problemas derivados de pegar avistamentos e interpretá-los como sendo a própria realidade das coisas.

Um caso que achei muito interessante e decidi centralizar-me é o caso do E.T de Varginha. Foi um caso que teve tamanha repercussão, a ponto de aparecer em jornais nacionais e ganhar atenção até mesmo internacional. Na Wikipédia, um pequeno trecho resume o incidente:
“As irmãs Liliane e Valquíria Silva, além da amiga mais velha de ambas, Kátia Xavier, ao passarem próximas a um terreno baldio no bairro Jardim Andere, afirmaram terem visto uma das tais criaturas, que teria pele marrom, viscosa, olhos enormes de cor vermelha e três protuberâncias na parte superior da cabeça, que era bastante volumosa. As três garotas, visivelmente abaladas emocionalmente, reafirmaram este relato diversas vezes, chegando a mãe das duas irmãs a afirmar, algum tempo depois, ter a sua família sido submetida a uma tentativa de suborno de um agente que não se identificou, para que não mais levassem a história adiante.” [Wikipédia]
Bastou a histeria de três mulheres para levar uma cidade inteira, e depois o Brasil, a acreditar que E.Ts tinham vindo fazer um pit stop em Minas, durante uma viagem intergaláctica. Bom, não preciso dizer que os relatos não se coadunam, que as autoridades não corroboram com absolutamente nada do que se afirmava sobre o fato, e que existem versões e mais versões do que realmente ocorreu. Inúmeros fatores levam à conclusão de que tudo foi um engano.

Interessante que Kentaro Mori, escritor do Ceticismo Aberto, comentou em uma entrevista no Jô Soares que, pelo testemunho das meninas, e pela sinceridade com a qual elas falavam, não havia dúvida de que elas, de fato, viram algo. No entanto, a grande questão não era se ela viram algo, mas o que elas viram. Mais uma vez, o problema estava na interpretação errônea da “coisa” vista.

[Veja a partir de 22:10 min.]

Anos depois de análise, por parte de ufólogos e céticos, a polícia militar chegou a uma conclusão do que, possivelmente, as meninas viram nesse terreno baldio. Praticamente vizinho ao local onde ocorreu o avistamento, mora um cidadão portador de deficiencia mental, chamado de “mudinho”. Ele é visto frequentemente agachado com os joelhos perto do queixo, a mesma posição que é descrito o E.T de Varginha, como pode ser visto na imagem abaixo.


Não sabemos realmente o que aconteceu, pois apenas aquelas três meninas estavam no terreno naquele dia. No entanto, levando em consideração as contradições dos relatos, as coincidências – um deficiente físico e mental morar perto do terreno e ser visto na mesma posição descrita pelas meninas – imaginamos que, se não foi isso que elas viram, foi qualquer coisa da qual elas não souberam, ou não tiveram tempo, devido ao medo, de interpretar corretamente.

A teoria militar parece, por mais prosaica que possa ser, a mais próxima da realidade, do que acreditar que um ser de uma civilização extraterrestre veio para a terra se agachar em uma terreno baldio em Minas Gerais para assustar três garotas.

Se hoje em dia, em pelo século XXI, não é incomum os fenômenos do eu-vi, imagine há dois mil anos atrás! Como mostraremos em outras postagens, mitos, fábulas e lendas urbanas são engendradas e aceitas como eventos históricos devido a impossibilidade, ou incapacidade, da análise correta. Acredito, pessoalmente, que algo bem parecido pode ter ocorrido nas supostas aparições do Jesus Ressurreto no primeiro século. Nas postagens seguintes, iremos abordar vários fatores que nos auxiliarão na compreensão desse mistério cristão.



12 comentários:

  1. Para usar uma expressão bem humorada, você está mais por fora que casca de ovo...

    1) Diga-me onde os testemunhos do Caso Varginha se contradizem!

    2) Diga-me sua opinião sobre as palavras do Dr. Ubirajara (advogado e ufólogo veterano, que morava na cidade e investigou os fatos ainda frescos). Embora tenha, anos depois, passado a negar a existência de qualquer indício sobre a presença extraterrestre na cidade, ele JAMAIS desmentiu o fato de que gravou o testemunho de uma enfermeira do hospital militar da cidade, e de bombeiros (todos sob anonimato), que não só confirmaram o que as (dezenas) de testemunhas civis alegavam – sobre a captura de estranhos seres (cabeçudos, baixinhos, marrons e de olhões vermelhos) –, como acresceram detalhes adicionais (como o zumbido de abelha que os mesmos emitiam). Além disso, o Ubirajara REJEITA a absurda explicação do Exército, pelo simples fato de que o sujeito que vivia em frente ao terreno era conhecido da cidade toda (inclusive das garotas, que o avistavam rotineiramente), sendo que o próprio ufólogo as questionou, nos instantes iniciais, sobre a chance de elas o haverem confundido. O pesquisador passou a negar a explicação extraterrestre não por ter descoberto falhas ou contradições nos testemunhos, ou por ter sido “esclarecido” por alguma investigação isenta do Exército (cujo comportamento, sim, foi contradizente e suspeito do começo ao final), mas por ter aderido a uma postura científico-empirista que exige prova material, desprezando o valor probante de testemunhos (por mais sinceros e coerentes que sejam) – estranhamente, já que um advogado sabe que investigações policiais costumam fundar-se em testemunhos, sendo que muitos casos são decididos pelo Judiciário com base nisso (ex: o do Mensalão do PT). No fim das contas, o “ceticismo” (sincero ou simulado) do Dr. Ubirajara reforça a natureza ufológica do Caso Varginha!

    3) Diga-me como é possível que 3 adolescentes vejam um (bem) conhecido homem agachado, ou um arbusto, ou um animal selvagem, e digam (com a mesma riqueza de detalhes, ao longo de muitos anos) ter visto um ser com as características alegadas.

    4) Diga-me sua opinião sobre o comportamento do Exército, e suas afirmações desencontradas sobre o que foi fazer em Varginha no dia dos avistamentos (começando pela negação inicial, passando pela história do “casal de anões deformados”, e chegando até a infantil hipótese citada por você).

    Eu poderia continuar escrevendo muito mais, mas paro por aqui (é mais que suficiente). Você não estudou o Caso Varginha!

    Não adianta separar o relato das meninas de todo o contexto, envolvendo (1) a abrupta movimentação em massa do Exército, com (2) muitos americanos se hospedando nos hotéis da cidade, e (3) a morte um soldado que sofreu brusca queda na sua resistência imunológica, após ter saído de supino para atender um chamado no dia dos avistamentos (segundo a irmã, ele afirmara ter capturado uma das criaturas que apareceram em Varginha, dizendo tratar-se de extraterrestres). Para não falar dos avistamentos de naves na região, antes e depois do dia em que as criaturas teriam sido capturadas.

    Devo declarar que se a ressurreição de Cristo estivesse apoiada num conjunto probatório tão amplo e coeso como este, eu seria cristão!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ok... as pessoas acreditam em qualquer tolice, e ficam emocionadas com esses "mistérios", "segredos do exercito" nos casos ufológicos e tantas coisas mais. A ufologia é uma pseudociência e não vou debater isso contigo. Se você corre com uma luneta à noite procurando disco voador, fique à vontade, prefiro estudar outras coisas.

      Algumas coisas achei de uma inocência tamanha que irei desconsiderar apenas, pois dar atenção à isso é dar certa medida de crédito. No entanto, uma delas me chamou atenção:

      "4) Diga-me sua opinião sobre o comportamento do Exército, e suas afirmações desencontradas sobre o que foi fazer em Varginha no dia dos avistamentos (começando pela negação inicial, passando pela história do “casal de anões deformados”, e chegando até a infantil hipótese citada por você)."

      Me mostre ai algum documento oficial que comprove toda essa movimentação do exercito naquele dia. Agora tem que ser DOCUMENTO OFICIAL e não blog, revista e site meia-boca de ufologia.

      Excluir
    2. O texto anterior tinha um errinho.

      Excluir
    3. Em 1º lugar...

      Sinceramente, esperava mais de você. Gosta tanto de pesquisar (nem que seja para desmontar as alegações), e nem se deu ao trabalho de gastar 10 minutos para avaliar os dados sobre o Caso Varginha... Isso é nítido, porque você desconhece os fatos (inquestionáveis) que citei! Pode até negar que houve extraterrestres na cidade, mas não poderia entrar num debate sem conhecer aqueles pontos iniciais (que, para mim, são forte evidência, à luz da razão, de que houve extraterrestres no Sul de Minas).

      Ao invés de analisar as provas, lança ofensas e ignorância sobre mim. Quando disse que você estava “mais por fora que casca de ovo”, fiz isso baseado no seu texto – e agora, tive minha opinião reforçada!

      Sou a última pessoa do mundo a acreditar em algo baseado em emoção ou “ouvir-dizer”, pois (assim como você) fui profundamente cristão e passei por um processo de desconversão conduzida pela lógica. Para me fazer acreditar num caso ufológico é necessário MUITO trabalho, pois o caso deve ser realmente BEM corroborado pelas evidências – coisa que o Caso Roswell, tão cultuado nos meios ufológicos, não é (apesar das inúmeras testemunhas)!

      Quem disse que corro com luneta procurando disco voador? Olha aí, o “ad hominem”: Ignorando meus desafios para me fazer passar ridículo!

      Em 2º lugar...

      Você alegou que os testemunhos do Caso Varginha se contradizem. Pois bem: cabe a VOCÊ provar essa alegação, pois até hoje não vi UMA única incoerência.

      Em 3º lugar...

      A movimentação do Exército em Varginha foi reconhecida no próprio documento que você citou, tiozinho! Nem se deu ao trabalho de ler o inquérito (ou, no mínimo, procurar sites de notícias que confirmassem isso)!

      Você desconhece até as versões contraditórias que o Exército dava antes de jogar essa hipótese do deficiente físico! Ignora fatos reconhecidos pelos próprios críticos!

      Se gosta MESMO de documentos oficiais, leia os relatórios da Força Aérea sobre a “Operação Prato” e a “Noite Oficial dos OVNIs”. LEIA! Quero ver você continuar dizendo que a ufologia é uma pseudociência. Como ela pode ser “pseudo” se analisa fenômenos reconhecidos como reais por especialistas treinados, que dedicam suas vidas a cuidar da segurança aérea?

      Excluir
    4. Infelizmente você rodou e continuou com o argumento de imposição, apenas insistindo na ideia e não me ofereceu o que pedi. Quando alguém duvida do que escrevo aqui eu mostro provas. Uma vez duvidaram de que eu tinha determinado livro que estava citando no estudo, bati uma foto com o livro, capa, página e provei. Quando eu cito coisas em outros idiomas aos quais tenho fluência, e alguém questiona, eu não digo “ah se vira, corra atrás”. Eu traduzo, mostro, cito e provo. História, Letras, Filosofia, Filologia, Teologia, usarei e provarei meu ponto com eles, ao invés de empurrar meus leitores às cegas.

      Você não ofereceu as fontes porque não existem, e como sei que não existem, não vou gastar meu tempo para pesquisar isso. É mais fácil me empurrar dizendo que eu que preciso correr através, nossa que argumento! Você está dando um testemunho sobre sua pessoa, mas estamos tratando um caso aqui e não sua vida.

      Tem pessoas que morrem dizendo que viram vampiros, duendes, fadas, eu não me interesso em pesquisar isso, e eu tenho esse direito. Se você me acha ignorante, arrogante, ou outra coisa mais, relaxe que até hoje mal sabíamos da existência um do outro, portanto, acredito que nossas opiniões não tenham qualquer influência sobre nosso dia-a-dia. Se você não gostou, vou postar aqui dois sites que você poderia ter ido visitar, ao invés de gastar seu tempo só falando, falando, sem nos fornecer nenhuma prova.

      http://www.ufo.com.br/
      http://www.cubbrasil.net/

      Meu blog é sobre teologia e cristianismo, história da religião, e você quer que eu discuta se um ET visitou Varginha? Tenha paciência!

      Chamei de pseudociência porque é o que é. Entra na USP, UFRJ, ou qualquer universidade e vai lá falar de ufologia que eles te dão um pé na bunda na mesma hora. Diga-se de passagem, acho quase impossível não existir vida fora da terra. Também acho quase certo que existindo vida fora da terra, nosso planeta seja visitado, mas decididamente, como até mesmo já assisti em alguns documentários, os próprios ufólogos dizem que mais de 90% dos casos relatados de ufologia são falsos.

      Peço por gentileza que não comente mais sobre ETs nesse blog, pois desvirtua do tema. Em relação ao seu comentário no artigo sobre o conceito de virgindade na Bíblia, eu não estou conseguindo responder lá por algum problema técnico, vou comentar abaixo.

      Excluir
    5. Passe-me seu e-mail para eu lhe enviar as fontes que pediu.

      E já que citou as Universidades que não aceitam os fenômenos ufológicos, estou indicando um debate onde um ufólogo humilhou uma astrônoma que foi falar de um assunto que não era da sua área, citando os MESMOS documentos que lhe mostrarei:
      m.youtube.com/watch?v=H1ubPPBpnAw

      A acupuntura e a hipnose também não foram aceitas pela Ciência durante muito tempo. Não há nenhum problema para a Ufologia se astrônomos e físicos, baseados nas limitações de seus ATUAIS paradigmas tecnológicos, fecham os olhos para a realidade.

      Excluir
    6. edu-jr2011@hotmail.com

      Eu já havia assistido. Não acho que a pessoa tenha humilhado os cientistas. A astrofísica diz que os amigos e ela passaram décadas de suas vidas olhando pros céus com os equipamentos mais modernos e nunca viram nada [se viram, também acho que não iriam dizer], mas chega "sr. Antônio" que mora no interior e tem catarata e vê disco voador. Isso é um problema enorme.

      Sei que a ciência é arrogante. Mas "infelizmente" [?] é ela que tem respondido quase todas as nossas perguntas de forma empírica. Pode ser que um dia a ufologia seja algo científico, mas hoje é ainda pseudociência e assim que a considero.

      Excluir
    7. Aliás, se alguém quiser acessar, o arquivo é público: https://onedrive.live.com/redir?resid=B657AA0FFB78FFC4%215540

      Excluir
  2. Você disse:

    “Fiquei pasmo com essa sua afirmação: “não há qualquer lei direta de Yahweh no AT ordenando o homem e a mulher a casar virgens”.”

    Dai você citou:

    "Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias" (Deuteronômio 22:28-29).

    Algumas coisas são óbvias, e isso me deixa pasmo por você não ter feito uma exegese correta do meu comentário, mesmo estando em nossa língua. Eu disse que “não há qualquer lei direta de Yahweh no AT ordenando o homem E a mulher a casar virgens”. Dai você me vem com um texto de Dt. 22:28-29 que fala de um estupro. A palavra hebraica בְּתוּלָה [bâthuwlah] que é particípio de uma raiz verbal que significa “separar”, não tem o “homem” como sujeito, mas a mulher. O AT com sua cultura patriarcal judaica não dava a mínima se o homem casava virgem. Em Dt. 22 o judeu paga pelo erro de ter estuprado e tirado a virgindade de uma mulher e não pelo homem estar cometendo fornicação.

    O termo hebraico usado no versículo 21 זָנָה, זָנָה, זׄנָה [zanah ] se refere a “prostituição” , “fornicação”, “ser uma prostituta”. O contexto nos versículos anteriores fala de uma judia que casa, mas se descobre que ela não é mais virgem. Como mencionei no meu texto, só as mulheres eram ordenadas a manter a virgindade, assim como era costume em outros povos da mesopotâmia. Dessa forma, a ideia do NT de que tanto homem como mulher devem casar virgens é algo acrescentado, é alheio a cultura judaica bíblica.

    Não, não é exatamente o mesmo, mas nos idiomas existe uma coisa chama de “sinônimos” que são unidades linguísticas que preservam o valor semântico de outra palavra. As palavras usadas nos textos de Deut. para o ato sexual da mulher fora do casamento são: זָנָה zānāh, זוֹנָה zônāh, זֹנָה zōnāh , זְנוּנִים zenûniym, o mesmo diz Vine.

    Bibliografia:

    Strong, J. (1996). The Exhaustive Concordance of the Bible (H2181). Ontario: Woodside Bible Fellowship.
    Harris, R. L., Harris, R. L., Archer, G. L., & Waltke, B. K. (1999, c1980). Theological Wordbook of the Old Testament, p. 246. Chicago: Moody Press.
    Baker, W. (2003, c2002). The Complete Word Study Dictionary: Old Testament, p. 297. Chattanooga, TN: AMG Publishers.
    Vine, W. E., Unger, M. F., & White, W. (1996). Vine's Complete Expository Dictionary of Old and New Testament Words, vol. 1, p. 286. Nashville: T. Nelson.

    ResponderExcluir
  3. Respostas
    1. Quais foram suas visões? Em quais situações isso se deu?

      Excluir

Antes de comentar, queira ler os artigos Critérios para se Aprovar Comentários e Respostas à Alguns Comentários. Obrigado pela visita e pela participação!

Comentarios Recentes

Compartilhe este Artigo

Delicious Digg Facebook Favorites More Stumbleupon Twitter

Search Our Site