sexta-feira, 25 de maio de 2012

CRUZ, ESCRITO, JESUS, REI, JUDEUS
Quando ouvimos algo e repassamos para outra pessoa, podemos, naturalmente, transmitir a ideia sem necessariamente repetir as mesmas palavras. No entanto, o mesmo não acontece quando nós lemos alguma coisa. Se pedimos para alguém ler algo, muito provavelmente a primeira pessoa, segunda, terceira, ad infinitum, lerá a mesma coisa, pois a escrita contém as palavras exatas.

Imaginem um relatório de acusação que diz com essas exatas palavras: “João foi preso por roubar um carro.”

Depois alguém, citando de forma escrita o relatório, diz que as palavras foram: “João foi preso”. Está correto? Foi exato? Lógico que não! É algo tão inexato fazer isso que, ao ler as palavras “João foi preso”, logo pensamos: “preso pelo quê?”, “Qual a acusação?”, já que é uma relatório de acusação.

Algo similar acontece no relato evangelístico do N.T. O Jesus histórico fora crucificado por pregar uma ideologia contrária ao sistema político e religioso da época. Sob sua cabeça, foi colocada a acusação que o levou à crucificação, de acordo com Mateus 27:37 -

“Esse é Jesus, o Rei dos Judeus”.

Essa era a acusação. Por falar de um reino universal e absoluto, Jesus foi acusado de conspiração contra o Império Romano. No Evangelho de João, embora relate-se a acusação, a suposta testemunha ocular também lê palavras diferentes. No quarto Evangelho, o que estava escrito na cruz era, de acordo com João 19:19 -

“Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”

No entanto, o Evangelho de Marcos 15:26 diz que estava escrito apenas:

“Rei dos Judeus.”

Algo parecido diz Lucas 23:38 -

“Este é o Rei dos Judeus.”

Nesse caso, não parece mais uma acusação e sim uma identificação. Além disso, lembre-se, os relatos falam de algo que estava escrito! Se fosse algo que fora ouvido, seria mais aceitável, pois podemos não lembrar das exatas palavras, mas apenas o sentido seria importante. No entanto, o que encontramos nos quatro Evangelhos são quatro supostas testemunhas oculares lendo coisas diferentes, pois um diz que estava escrito: “Esse é Jesus, o Rei dos Judeus”, o outro diz que estava escrito “O Rei dos Judeus”, o outro “Este é o Rei dos Judeus”, e por último “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.”

Interessante que no Evangelho de João, o escritor dá enfase ao que estava escrito, pois menciona que foi escrito em três idiomas e que as pessoas conseguiam ler mesmo de longe; Pilatos ainda diz, “o que escrevi, escrevi”, uma vez que os Judeus queriam mudar a escrita (João 19:20-22). Bom, apenas um pode ser verdade. Afinal, o que Pôncio Pilatos escreveu? Quatro pessoas que teriam estado presentes leram quatro coisas diferentes! Sendo essa mais uma inconsistência do Novo Testamento, desmoronando o peso do testemunho escrito por esses quatro evangelistas anônimos.

9 comentários:

  1. Você diz: “Se tu postar eu vou apagar”. Mas antes dá uma lida!

    Desculpe-me, mas não há erro em omitir parte duma frase lida.

    1° Vejo erro seu em colocar “correto” paralelo a “exato”.
    Você diz: “Está correto? Foi exato? Lógico que não!...”
    Pi = 3,1? Está correto, mas não exato!
    “João foi preso”? Está correto, mas não exato!
    “Rei dos Judeus”? Está correto, mas não exato!

    2° Vejo outro erro seu em achar que omissão é igual à contradição.
    Diz: “leram coisas diferentes.”
    João menciona 3 idiomas, mas os outros não! Isso é contradição? Não, é omissão [creio] ou invenção [você crê]!
    Isso acontece da mesma forma que sua analogia:
    A diz: “João foi preso”
    B diz: “João roubou um carro”
    A + B diz: “João foi preso por roubar um carro”

    Eu vejo uma omissão/acréscimo, não contradição.

    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. Em todas as postagens sobre contradições bíblicas seu argumento é chato e insuportável de que há omissão/acréscimo e não contradição.

      Esse, no entanto, é o caso que poderia ser possível. Por isso permitir o comentário, embora eu creia plenamente que essa INEXATIDÃO influencia negativamente o relato.

      O que mais me irrita é que você simplesmente NÃO ENTENDE meus argumentos e eu não tenho paciência para repetí-los, me refiro ao exemplo em que João roubou um carro.

      Por esse motivo, não há necessidade de comentar mais nada aqui nessa postagem. Não vou ler, nem aprovar, apenas deletar um provável próximo comentário, pois se isso é irritante para mim, fico pensando em meus leitores!

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    2. Percebo pela sua resposta Eduardo, que vc não tem uma base sólida para sustentar seus argumentos.

      Concluí isso por vc facilmente se irritar com um comentário!!!

      Nosso amigo anônimo disse algo que é muito plausível, quanto a omissão, só porque os autores dos evangelhos falam cada um do seu ponto de vista, isso ñao quer dizer que há inexatidão.

      Um exemplo disso é se dois ou mais indivíduos forem testemunhas de um fato, cada uma delas vai descrever de uma forma diferente.

      Só quero ressaltar não fique irritado com o que as pessoas possam discordar de vc, pois somos seres humanos e cada um tem a sua opinião.

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    3. O problema é que você está olhando de um ângulo da questão. Esse rapaz não é anônimo. Ele encheu meu blog com centenas de comentários, inclusive me chamando de ditador e centenas de outras coisas. Fiz um artigo só sobre esse problema que ele estava causando. Então, eu não fico irritado em alguém discordar de mim, DISCORDE, DISCORDE... discordância promove o conhecimento.

      Me irritei com as coisas que ele fez aqui no blog.

      "Um exemplo disso é se dois ou mais indivíduos forem testemunhas de um fato, cada uma delas vai descrever de uma forma diferente."

      Argumento simplório e que é usado há séculos. Mas, não é essa questão. Releia o artigo que você verá onda jaz o problema dos evangelistas omitirem as coisas.

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    4. "No entanto, o que encontramos nos quatro Evangelhos são quatro supostas testemunhas oculares lendo coisas diferentes, pois um diz que estava escrito: “Esse é Jesus, o Rei dos Judeus”, o outro diz que estava escrito “O Rei dos Judeus”, o outro “Este é o Rei dos Judeus”, e por último “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.” "
      Baseado nessa parte do texto de Eduardo, eu gostaria de saber como TESTEMUNHAS OCULARES que LERAM o que estava escrito(supondo que soubessem ler) disseram coisas diferentes. Se fosse algo dito, ok, poder-se-ia ter entendido errado e passado adiante a falha, mas escrito???
      Leandro

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    5. A quantos anos foi escrita a Bíblia? Há quantas traduções feitas do Novo Testamento, do Aramaico para a escrita atual? Pois bem, se em cada nacionalidade há um dialeto particular,(observação:estou falando no seculo XXI) não seria idiota questionar as divergências de 04 relatos, de um mesmo e único fato que ocorreu a milhares de anos atrás?! Paciência!

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  2. Olá amigo você crer que na Criação ou na Evolução

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    Respostas
    1. Use o formulário de contado acima, pois a pergunta nada tem a ver com a postagem. Atualmente, creio na evolução deísta.

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  3. O que você deve se preocupar com a salvação que só Jesus pode conceder. Não perca seu tempo com essas bobagens e fábulas engenhosas. Se preocupe em onde estará depois que partir desta vida. Aproveite a oferta de Jesus por seus pecados e se arrependa de todo coração.

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