quarta-feira, 30 de maio de 2012

SIMILARIDADES, ENSINOS, JESUS, MITRA, ALMA
É de conhecimento geral de historiadores, assim como de qualquer pessoa que esteja familiarizada com as religiões antigas, que o Cristianismo foi profundamente influenciado pelo Mitraísmo. Durante os primeiro séculos do Cristianismo, a religião rival da mesma era o Mitraísmo que disputava fiéis no Império Romano.

Se fossemos colocar em uma única postagem todos os conceitos, dogmas e rituais do Mitraísmo, paragonando-os com o Cristianismo, não haveria espaço suficiente e os leitores ficariam cansados de tão extensa produção literária. Por esse motivo, decidi fragmentar em várias postagens algumas dessas similaridades.

No presente artigo, eu gostaria de comentar algumas das palavras proferidas por Mitra aos seus adoradores que, por sua vez, são quase que uma cópia das que podemos encontrar no Evangelho de Mateus. O texto abaixo é encontrado em alguns fragmentos do Avesta, o livro Sagrado do Zoroatrismo (c. 1500 a.C):
“Não se ganha nada quando se perde a alma: Ganhar-se-á nada aquele que não ganhará a alma.” (370 Fragmentos do Nasks e veja também Sacred-texts.com)
“Ganhar a alma” aqui significa “ganhar um lugar no Paraíso”. (Darmesteter’s Zendavesta, i, 370, 2nd ed. (Fragmentos)) Além da vida eterna, podemos aplicar também ao conceito de vida tal qual usufruímos ainda na terra. A vida é o dom mais importante que nós temos; de que adianta ganharmos todos os bens materiais e perdermos a nossa vida? A existência é o requisito mínimo para podermos usufruir qualquer bem material. Nas palavras de Mitra, todos nós devemos nos preocupar primeiro com nossa alma e depois com as coisas materiais.

Agora compare as palavras de Mitra e essa explicação com as palavras de Jesus Cristo.
“...Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa, achá-la-á. Pois, de que proveito será para o homem, se ele ganhar o mundo inteiro, mas pagar com a perda da sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?” (Mateus 16:25-26)
Lembre-se que o texto de Mitra é 1.500 anos antes do Cristianismo. Esse é mais um conceito, de vários outros, que iremos postar mais à frente, onde observamos a influência religiosa que os ensinos cristãos sofreram durante a produção ficcional dos Evangelhos.

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