sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma passagem bem conhecida do Novo Testamento do qual muitos pregadores fizeram suas homílias é a figueira amaldiçoada.  Nesse relato Jesus se aproxima de uma figueira, mas, como ela não tinha figos, ele a amaldiçoa de maneira que ela se seca milagrosamente. Muitos aplicam isso ao fato de que o cristão deve dar frutos, que não basta apenas crer no Cristianismo, mas devemos produzir frutos dessa fé.

Essa passagem por muito tempo foi criticada por alguns motivos. Um deles é que em Marcos 11:13, lemos que “não era estação dos figos” e por esse motivo não faz sentido Jesus ter a amaldiçoado por nela não encontrar os frutos. No entanto, gostaria de mencionar um outro ponto que menos frequentemente é citado.

Esse relato da figueira é mencionado em Mateus 21:19, 20 e em Marcos 11:12-14 e 19, 20. Existe um problema narrativo dessas passagens. Em Mateus a figueira seca-se instantaneamente e os discípulos ficam assombrados com o poder de Jesus, já em Marcos a figueira seca-se dias depois, sendo posteriormente percebida pelos discípulos. Irei colocar o relato de forma paralela e comentá-los:

Mateus 21:19-20
Marcos 11:12-14 e 19-20
E avistando uma figueira à beira da estrada, dirigiu-se a ela; mas, não encontrou nela nada, a não ser folhas, e disse-lhe: “Nunca mais venha de ti fruto algum.” E a figueira secou-se instantaneamente. 20 Mas, quando os discípulos viram isso, admiraram-se, dizendo: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?”
No dia seguinte, tendo eles saído de Betânia, ficou com fome. 13 E avistando de certa distância uma figueira que tinha folhas, dirigiu-se para ela, para ver se acharia nela algo. Mas, chegando-se a ela, não encontrou nada senão folhas, pois não era a estação dos figos. 14 Assim, como resposta, ele lhe disse: “Nunca mais ninguém coma de ti fruto.” E os seus discípulos estavam escutando.
19 E sempre que ficava tarde no dia, saíam da cidade. 20 Mas, passando de manhã cedo, viram a figueira já seca, das raízes para cima. 21 Pedro, portanto, lembrando-se, disse-lhe: “Rabi, eis que se secou a figueira que amaldiçoaste.”

Perceba caro leitor(a) que em Mateus nos é relatado que a figueira secou-se “instantaneamente”. Esse detalhe é tão preciso que os discípulos ficam maravilhados e perguntam a Jesus: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?” Além disso, no relato de Mateus o detalhe está no ato miraculoso, onde todos os discípulos ficam “admirados”.

Agora note a diferença em Marcos. Diferente de Mateus, no Evangelho de Marcos a figueira não murcha imediatamente. Dos versículos 14 [quando Jesus amaldiçoa a figueira] ao 19 [quando a figueira seca] se decorre algum tempo, talvez dias, e só então Pedro nota, ao passar perto da figueira novamente, que a mesma estava seca.

Vários fatos indicam que em Mateus a figueira secou depois.

Em Mateus, como a figueira secou-se imediatamente, o texto destaca que os discípulos ficaram “admirados” (v. 20), o que ressalta que eles olharam admirados. Já em Marcos os discípulos ficam admirados com o que ouvem, i.e, Jesus amaldiçoando a figueira. Isso indica que em Marcos não ouve nenhum milagre atuando fisicamente na figueira, a atenção está na autoridade da voz de Jesus ao amaldiçoá-la.

Outro ponto digo de nota é que no Evangelho de Marcos a palavra “imediatamente” (ευθεως) ocorre com muito frequência, na verdade, ocorre mais vezes essa palavra do que em qualquer outro livro do N.T. Se no relato evangelístico de Marcos a figueira secou-se na mesma hora, seria de se esperar que o escritor usasse a palavra de destaque em seu Evangelho, “imediatamente”, poderia dizer, “e a figueira secou-se imediatamente”, mas não o faz. No entanto, em Mateus, que não usa essa palavra com frequência, diz categoricamente, “secou-se “instantaneamente”. Em grego “instantaneamente” (ευθεως) e “imediatamente” (ξηραινω) são sinônimos. Se essa palavra abunda sobremaneira em Marcos, mas está faltando no relato da figueira, é porque, para ele, não aconteceu nada com a figueira no momento em que foi amaldiçoada.

Em Marcos v.19 a frase “sempre que ficava tarde no dia, saíam da cidade” (και οτε οψε εγενετο εξεπορευετο εξω της πολεως) em grego indica que se passaram dias até os discípulos passarem mais uma vez perto da figueira. A expressão “viram a figueira já seca, das raízes para cima”, principalmente a parte “já seca”, indica que se passou um período de tempo entre a maldição que Jesus lançou sobre a planta e o dia em que ela secou. Se dizemos: “No dia seguinte a casa já estava pronta”, nós inferimos que se passaram algum tempo para a reforma da casa fica pronta, que a casa não ficou reformada “instantaneamente”. Da mesma forma, quando o texto diz: “viram a figueira já seca”, inferimos claramente que decorreu-se algum tempo entre a maldição lançada por Cristo e o secamento da mesma.

Outro ponto interessante é que em Mateus menciona-se que “os discípulos” fazem a pergunta: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?” Já em Marcos é Pedro que diz: ““Rabi, eis que se secou a figueira que amaldiçoaste.”” Essa pergunta atônica de Pedro não faria o menor sentido caso ele tivesse visto a figueira secar-se instantaneamente.

Para o testemunho evangelístico ser aceito, no mínimo deveria estar harmonizado nos detalhes, mesmo que com outras palavras. No entanto, por meio dessa comparação vemos que se trata de uma história de boatos e tradições religiosas sobre um messias que, ao serem postas por escrito, cada qual tentou dar sua versão e ao compararmos vemos as discrepâncias que neles habitam.

OBS: Em resposta ao irritante Clóvis:

Foi argumentado que em Mateus 13:5 o escritor usou a palavra grega ευθεως (gr.: eutheos) para dizer que a semente nasceu rápido. Como sabemos, uma semente demora para brotar, então, por mais que se usasse a palavra ευθεως [imediatamente, logo] para descrever o nascimento da semente, sabemos que decorreu-se algum tempo. Clóvis argumenta assim que, uma vez que Mateus 21:19-20 usou a mesma palavra, para dizer que a figueira secou-se rápido, podemos entender que, na verdade, decorreu-se algum tempo para que ela se secasse, e assim estariam em harmonia com o texto de Marcos 11:12-14 e 19-20. Além disso, ele diz que Mateus 13:5 não poderia usar ευθεως para descrever um milagre, uma vez que parábolas não relatam milagres.

Resposta: Imagine eruditos que passaram 30, 40 ou mais anos estudando o grego, a língua usada para escrever o Novo Testamento. Acha que a opinião dessas pessoas é válida? Trocaria a opinião dessas pessoas, pela opinião de um mero leitor da Bíblia em Português, que nem ao menos consegue ler o texto no original? Com base nisso, mostrei a Clóvis que os mais eminentes especialistas do grego bíblico comentam que ευθεως tanto no relato da Figueira, como na Parábola da Semente do Reino, se referem à um ato sobrenatural. Por mais que se tente criar inúmeros raciocínios, analogias "sem pé nem cabeça", para os estudos sérios da Bíblia, o conhecimento da língua original é indispensável. O renomado especialista do grego do Novo Testamento, A.T Robertson, cita outro aclamado erudito evangélico, dizendo sobre a parábola da semente do Reino, que a semente:

“Apareceu de uma vez” (Moffatt)

Mesmo os maiores especialista do Novo Testamento, inclusive que são cristãos, admitem que em ambos os relatos, a palavra ευθεως denota um milagre, Clóvis insiste que não, com base em quê? em nada, exceto na interpretação pessoal dele, como mero leitor da Bíblia. Além disso, Clóvis argui que Mateus 13:5 não poderia usar ευθεως para descrever um milagre, uma vez que parábolas não relatam milagres. Será mesmo? Mais uma vez vemos um erro de amador! A melhor obra acadêmica em Português sobre parábolas é Compreendendo Todas as Parábolas de Jesus. Na página 219, como tópico A Parábola do Semeador e o Objetivo das Parábolas, temos uma ánálise profunda da Parábola do Semeador, e interessante que na página, 221, nos é dito que “ela [a parábola] se trata, claramente, de uma alegoria ou de uma parábola alegórica.” O artigo acadêmico The Interpretation of Parables, Allegories and Types de Andrew S. Kulikovsky B.App.Sc(Hons), [pode ser baixado nesse link] nos fala sobre as parábolas alegóricas:

Uma alegoria, no entanto, é bem diferente. É essencialmente uma metáfora estendida. (Kuske 1995, p. 94) e usa uma história e um acontecimento (frequentemente mítico e sobrenatural) para ilustrar um ponto (Marshall & Tasker, in New Bible Dictionary:Parables).

Portanto, especialistas nas parábolas do Novo Testamento atestam claramente que a parábola em questão contém SIM elementos sobrenaturais, o que pode ser visto no nascimento instantâneo da semente, bem como na sua aplicação, que é o nascimento da palavra de Deus no coração do homem, esse também milagroso. Não irei mais dar-me o trabalho de escrever algo que está mais do que claro. Se esse artigo não agrada sua fé ou seus ouvidos, procure um site evangélico para passar seu tempo.

17 comentários:

  1. Concordo plenamente com sua explicação sobre essa contradição, e pensar que acreditavamos piamente que não existia contradição na biblia segundo o Corpo Governante, agora vemos que até nisso mentiam !!!

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    1. Verdade Marcelino... a mentira é como um lençol curto, você cobre a cabeça e descobre os pés, e quando cobre os pés descobre a cabeça. Acho impossível que um leitor atento não perceba as contradições, ou pelo menos as inconsistências, do Novo Testamento.

      Obg pela visita e seja muito bem-vindo ao blog!

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  2. Nem ao menos precisei terminar de ler todo o texto para perceber que a inconsistência está na interpretação que foi feita, pois para mim o relato se mostra igual nos dois evangelhos. Ou seja, em ambos os relatos, Jesus se dirigiu a figueira porque estava com fome. Após amaldiçoa-la, admoestou os dicípulos acerca da fé.

    Perceba; o que acontece no evangelho de Mateus é apenas uma omição do que se diz nos versículos 15,16,17,18 do capítulo 11 de Marcos; que diz:

    "E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas.
    E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo.
    E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões.E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina."

    Ao término disso, Jesus esteve novamente na figueira com os dicípulos. Outra coisa, o tempo que se passou até Jesus estar no mesmo local que estara antes, sustenta o termo "instantâneamente" usado em Mateus, pois em Marcos se diz que a árvore toda secou, inclusive a raíz. O espaço de tempo foi muito breve, digo, instantâneamente. Não acredito que árvores que estejam mortas possam secar-se com tanta rapidez assim.

    Atenciosamente, Maxwell

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    1. Só o fato de você não ler o texto inteiro já mostra a deficiência de sua interpretação Max. Se analisar direito, você não respondeu nenhum dos argumentos que eu coloquei no artigo.

      Os principais cronólogos do Novo Testamento não concordam com você em dizer que evangelho de Mateus é apenas uma omissão do que se diz nos versículos 15,16,17,18 do capítulo 11 de Marcos. Se quiser ver por você mesmo, veja A Bíblia em Ordem Cronológica NVI.

      Você disse: "Ou seja, em ambos os relatos, Jesus se dirigiu a figueira porque estava com fome". O questonamento não é sobre o motivo de Jesus ter-se dirigido para a figueira, mas sobre a morte da planta.

      Você disse:

      "O espaço de tempo foi muito breve, digo, instantâneamente. Não acredito que árvores que estejam mortas possam secar-se com tanta rapidez assim."

      Para quem crer na inerrância da Bíblia você acabou de cometer um grande erro, o de "ir além das coisas escritas" (1 Coríntios 4:6). Em grego existe a palavra "breve" (τάχος) e ela é bem diferente de "instantaneamente" (εὐθέως). Você quer dizer que quando o escritor disse "instantaneamente" ele estava, na verdade, querendo dizer algo "breve", mas, se isso fosse verdade, ele poderia muito bem ter usado a palavra grega "breve", como fez em outros versículos, e não fez, portanto, você está indo além do texto.

      Em todo o evangelho de Marcos, a palavra "instantaneamente" significa exatamente o que podemos imaginar, algo súbito, repentino.

      Você disse:

      "Não acredito que árvores que estejam mortas possam secar-se com tanta rapidez assim."

      Mas ai é que está seu erro, árvores não se secam assim NATURTALMENTE, mas o texto está ressaltando um MILAGRE, a palavra "instantaneamente" aponta para algo sobrenatural.

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  3. Você diz: “Se tu postar eu vou apagar”. Mas antes dá uma lida!

    No seu artigo, você diz: “... No entanto, em Mateus, que não usa essa palavra com frequência, diz categoricamente, “secou-se “instantaneamente”. Em grego “instantaneamente” (ευθεως)”

    No debate com Maxwell, você diz: “Em grego existe a palavra "breve" (τάχος) e ela é bem diferente de "instantaneamente" (εὐθέως)... Em todo o evangelho de Marcos, a palavra "instantaneamente" significa exatamente o que podemos imaginar, algo súbito, repentino”

    NOTA: ευθεως “instantaneamente” aparece em Mt 13.5 “E outra parte [a semente] caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;”
    Perdoa-me o questionamento, mas ela [a semente] nasceu por um milagre ou por um intervalo curto de tempo?

    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. A mesma palavra aparece em Mt 13.5. Nesse texto o advérbio é sucedido pelo verbo εξανετειλεν sendo o mesmo aoristo indicativo ativo da terceira pessoa do singular. Justando a possição gramatical do verbo, junto ao advérbio, semanticamente podemos dizer que a semente brotou por milagre, subtamente.

      O renomado especialista do grego do Novo Testamento, A.T Robertson, cita outro aclamado erudito evangélico, dizendo:

      “Apareceu de uma vez” (Moffatt)

      Portanto, assim como no caso da figueira, o processo foi repentino.

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    2. Teólogos de renomada posição e conhecimento descordam de você, então não me importo se você descorda do assunto, você é apenas um desconhecido que não tem mais nada que fazer na vida exceto comentar no meu blog.

      Mt 13.5 representa o germinar da palavra de Deus no coração do ser humano, e embora a teologia cristã seja toda contraditória e confusa, a grande maioria concorda que o germinar da palavra de Deus no coração do homem é SIM um o ato milagroso, tanto quanto o milagre da figueira o foi.

      Procure o que fazer, leia um livro, existe tantos blogs para você lê que concorda com a fábula que você acredita, quanto mais você escreve aqui, mais argumentos eu crio contra o mito cristão.

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  4. Eduardo vc é rude grosseiro e estupido as muitas letras te fazem delirar aff.............. és mais nécio do que os nécios es de facto um nabo escremento de nerd aff............se tiveres um par de orelhas de jumento te se ia bem ao menos ouvirias e atentarias para o que esta escrito e semantica fala serio nao refuta a teoria do anonimo .

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    1. Aplausos para sua educação! Vejam, caros leitores, o que emana do coração de um religioso fundamentalista. É esse tipo de pessoa que você desejam ser?

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    2. Meu Caro, descupe mas a sua generalização aos religiosos é um tanto ignorante.

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    3. Ok... sinta-se à vontade de visitar outro blog.

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    4. Eduardo. Concentre-se em seu livro e deixe pessoas que partem para o "ad hominem" pra la, debata com quem quer acrescentar e esteja disposto a ouvir opiniões diferentes. Abraço e não perca seu tempo. Leandro

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    5. Verdade Leandro... eu já terminei o livro, estou agora só na parte de revisão do original, que também está sendo revisado por outras duas pessoas. Obg pelo conselho...

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    6. Ótimo! Quando lançar, diga, pois quero um autografado!
      Leandro

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  5. Eu considero uma completa incoerência com outras parábolas. Considerando que fosse um cristão que não deu frutos, não converteu outros, não fez frutificar a sua fé. Ela se choca com o filho pródigo e com a parábola dos talentos na medida em que ele elogia o filho que perdeu tudo e admoestou o que guardou os talentos recebidos. Que frutos deu o filho pródigo ou o que perdeu todos os talentos? Ainda mais ao mito de ter prometido o “bom” ladrão de estar no céu ao seu lado sem nenhum fruto produzido. Antes mesmo, ter destruído frutos. (as obras seriam menos importante do que acreditar apenas). O texto não deixa claro que é sobre cristãos sem frutos. Esta é uma suposição. Mas fosse ou não é um ato terrível condená-la apenas por isto. Destruir a vida da árvore ou do cristão tirando as chances de vir produzir. De se arrepender.

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  6. O inferno é uma necessidade para algumas pessoas, ai daquele que cair nas mãos de um Deus irados!!

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  7. Srs,
    Para os cristaos, talvez o mais importante, com relaçao ao relato biblico da figueira, seja o fato de duas pessoas distintas (teoricamente, sem contato pessoal) registrarem o mesmo acontecimento milagroso, estando uma de corpo presente e outra, atraves de relatos de terceiros.
    Isso, por si sò, jà representa uma prova inquivoca de que tal fato realmente ocorreu (independentemente da ordem dos acontecimentos), até porque, como disse, Mateus presenciou o ocorrido (viu a figueira secar imediatamente), mas Marcos nao.
    Em havendo uma contradiçao, surge uma terrivel duvida, a saber: até que ponto a diferença entre os relatos poderia afetar a inerrancia biblica e por em duvida Suas inspiraçoes?
    Saùde!

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