terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quem Escreveu o Evangelho de Mateus

por Eduardo Galvão

MATEUS, EVANGEHO, ESCRITOR, AUTORIA, QUEM FOITalvez seja surpresa para muitos saber que os títulos Mateus, Marcos Lucas e João que ficam logo no cabeçalho dos Evangelhos, na verdade, não fazem parte do mesmo, que foram meros títulos acrescentados posteriormente pela Igreja cristã.

Em uma série de postagens, nós buscamos identificar os escritores dos quatro Evangelhos. Nossa primeira postagem sobre o assunto foi em relação ao Evangelho Segundo “João”. Nessa postagem, iremos abordar o Evangelho Segundo “Mateus”.

§ 1 Quem foi Mateus?


Segundo o que nos relatam os Evangelhos, Mateus era um judeu, também conhecido como Levi, que se tornou apóstolo de Jesus Cristo. Era filho de certo Alfeu e era cobrador de impostos antes de se tornar um dos discípulos de Jesus. (Mt 10:3; Mr 2:14) As Escrituras não revelam se Levi tinha também o nome de Mateus antes de se tornar discípulo de Jesus, se o recebeu naquela ocasião ou se recebeu este nome de Jesus quando foi designado apóstolo.

Parece que, logo cedo no ministério galileu de Jesus Cristo (30 ou começo de 31 EC), ele chamou Mateus da coletoria em Cafarnaum, ou perto dali. (Mt 9:1, 9; Mr 2:1, 13, 14) ‘Deixando tudo, Mateus levantou-se e seguiu Jesus.’ (Lu 5:27, 28) Mateus, possivelmente para celebrar a chamada para seguir a Cristo, ‘ofereceu uma grande festa de recepção’, na qual estiveram presentes Jesus e seus discípulos, bem como muitos cobradores de impostos e pecadores. Isto perturbou os fariseus e os escribas, fazendo-os murmurar a respeito de Cristo comer e beber com cobradores de impostos e pecadores. — Lu 5:29, 30; Mt 9:10, 11; Mr 2:15, 16.

Mais tarde, após a Páscoa de 31 EC, Jesus escolheu os 12 apóstolos, e Mateus era um deles. (Mr 3:13-19; Lu 6:12-16) Embora a Bíblia faça diversas referências aos apóstolos como grupo, só menciona Mateus novamente por nome depois da ascensão de Cristo ao céu.

§ 2 Escritor do Evangelho?


Se você apanhar qualquer obra de referência bíblica, observará que o argumento de que o primeiro evangelho foi escrito por Mateus é unicamente baseado no que os Pais da Igreja diziam. Fora o que dizem os Pais da Igreja, não há qualquer evidência interna, ou externa, de que o apóstolo Mateus escreveu esse evangelho. Até mesmo respeitadas obras de teologia cristã confessam:

A rigor, o evangelho de Mateus é anônimo. Os títulos dos evangelhos foram acrescentados apenas no segundo século. A tradição da igreja primitiva, porém, atribui de forma unânime o evangelho a Mateus. Ele também era conhecido como Levi, um dos doze apóstolos de Jesus, um coletor de impostos que se converteu (9:9-13; 10:3) Os estudiosos da nossa época têm questionado repetidamente essa identificação, mas não há razões convincentes para rejeitar essa tradição. (David, 2010, p. 578)

Mateus é estritamente anônimo, i.e, derivamos o nome da antiga tradição cristã e do uso dos primeiros cristãos, não de uma indicação no próprio evangelho. (cf. comentário de 9:10 ad. loc.) Essa tradição é de valor duvidoso, pois, embora fosse firmemente estabelecida no tempo de Irineu (c. 180), parece mesmo remontar a Pápias (c. 130) (ELLISON, 2009, p. 1553)

Embora o Evangelho atribuído a Mateus não o mencione como escritor, o testemunho sobrepujante dos primitivos historiadores da igreja o qualificam como tal. Talvez não haja livro antigo cujo escritor tenha sido mais clara e unanimemente firmado do que o livro de Mateus. Desde Pápias, de Hierápolis (início do segundo século EC), em diante, temos uma série de testemunhas primitivas de que Mateus escreveu este Evangelho e de que este é parte autêntica da Palavra de Deus. A Cyclopedia de McClintock e Strong declara: “Passagens de Mateus são citadas por Justino, o Mártir, pelo autor da carta a Diogneto (veja-se Justin Martyr, de Otto, vol. ii), por Hegesipo, Irineu, Taciano, Atenágoras, Teófilo, Clemente, Tertuliano e Orígenes. Não é meramente pelo assunto, mas pela forma das citações, pelo apelo calmo como se fosse à autoridade estabelecida, pela ausência de qualquer sinal de dúvida, que consideramos provado que o livro que possuímos não foi objeto de alguma mudança súbita.” O fato de Mateus ser apóstolo e, como tal, ter o espírito de Deus sobre si, assegura que aquilo que escreveu seria um registro fiel. (Toda Escritura, p. 176 par. 5)

O anonimato dos Evangelhos canônicos requer forte dependência de elementos externos como ponto de partida para estabelecer a autoria do Evangelho. O testemunho externo a partir do segundo século é praticamente unânime de que o publicano Mateus foi o autor do Evangelho atribuído a ele. (NIV Press Collegue Commentary on the New Testament)

Pápias não identifica seu Mateus, mas, no final do séc. 2 a tradição de Mateus, o cobrador de impostos, tinha se tornado amplamente aceitado, e a linha “O Evangelho Segundo Mateus” começou a ser adicionado nos manuscritos. [Duling, pp. 301–2] Por muitos motivos a maioria dos eruditos hoje duvida disso —  por exemplo, o evangelho é baseado em Marcos, e “parece muito improvável que uma testemunha ocular do ministério de Jesus, tal como Mateus, precisaria de basear-se em outros para informações sobre o assunto” [Burkett, p.174] — e acreditam que, ao invés, ele foi escrito entre 80–90 d.C por um judeu altamente instruído (um “Israelita”, na linguagem do próprio evangelho), intimamente familiarizado com os aspectos técnicos da lei judaica... [Wikipédia]

Um excelente argumento foi mencionado nesse artigo da Wikipédia. Se Mateus, o apóstolo, foi o escritor do evangelho, ele, como testemunha ocular, não precisaria usar o evangelho de Marcos como fonte para o seu. [1] Logo, quem o escreveu não presenciou os eventos e assim usou o evangelho de Marcos para servir de base e depois deu seus retoques finais para cumprir seu objetivo teológico.

Além disso, se tudo que temos para dizer que Mateus, o apóstolo, escreveu esse evangelho é a tradição cristã, muitos cristãos ficam em maus lençóis. Será que tudo que os Pais da Igreja ensinavam é aceito hoje pelas igrejas cristãs como correto? Se você é cristão, provavelente a sua denominação cristã rejeita muitas das concepções desses Pais da Igreja. Nesse caso, por que os líderes de sua igreja aceitam umas coisas e rejeitam outras? Não parece isso mais um jogo de “vou crer quando me convier”?

Para quem é Testemunha de Jeová vem outro problema. Se o Cristianismo estava corrompido, se a Apostasia já tinha tomado conta da Igreja cristã no sec. II em diante, como ensina a religião, por que devia-se confiar nas afirmações dos Pais da Igreja? Por que o livro Toda Escritura cita os Pais da Igreja como se fossem autoridades eclesiásticas, quando ao mesmo tempo o Escravo[2] diz que estes mesmos eram apostatas? O próprio Escravo comenta:

No fim do primeiro século, muitos dos chamados cristãos já haviam abandonado os ensinos de Jesus e de seus apóstolos. Em vez de se opor a essa onda crescente de apostasia, os Pais Apostólicos entraram nela. Eles envenenaram a verdade (A Sentinela, 1/7/2009 p. 29)

No mínimo o Escravo está sendo contraditório. De duas uma, ou eles aceitam de que não há provas de Mateus como escritor do evangelho em questão, uma vez que a única fonte é de um apostata Pai da Igreja, ou eles admitem que são contraditórios, apoiando seus argumentos em ensinos de apostatas.

Outro problema é que, entre os eruditos do Novo Testamento, existem debates acirrados com relação a citação de Papias, de que Mateus escreveu esse Evangelho e que foi composto originalmente em hebraico. Essa é basicamente a citação mais importante e direta e, ao mesmo tempo, a mais debatida. Tirando essas citações de cristãos do passado, nada, absolutamente, temos sobre o autor desse Evangelho. Assim, se você acredita que ele foi escrito por Mateus, sua fé está sendo baseada única e exclusivamente nas tradições “católicas”.

Além disso, até mesmo a tradição cristã não revela a origem da atribuição do evangelho a Mateus. Em outras palavras, em determinado tempo no séc. II, os cristãos começaram a dizer que esse evangelho foi escrito por Mateus, que tinha sido apóstolo e que por isso todo mundo podia ler como um livro de autoridade eclesiástica e inspirado por Deus.

Se o autor narra como se fosse testemunha ocular, etc, tudo isso pode ser explicado na comparação que fiz em outra postagem com o livro o Caçador de Pipa. Quem quer que tenha escrito esse evangelho tinha como o objetivo popularizar a ideia de que Jesus era o tão aguardado Messias. Uma das frases mais comuns no evangelho é “para que se cumprisse” (Mt. 1:22, 2:15, 2:23, 4:14, 8:17, 12:17, 13:35, 21:4), para mostrar que tudo que ocorria com Jesus tinha sido predito nos profetas do Antigo Testamento.

Outra característica do escritor é que não tinha muito conhecimento do hebraico, o que pode apontar para duas coisas, ou ele não era judeu ou era um judeu helenizado. Suas citações do AT são da Septuaginta (LXX) e em uma das supostas profecias messiânicas, o escritor comete um erro simples de gramática da língua hebraica ao citar o Antigo Testamento (Cf. Mt. 21:1-3). No entanto, o grego do livro é avançado, o escritor conseguia traduzir pelo menos alguns termos do hebraico para o grego, como se fossem notas textuais, tinha excelente capacidade de retórica filosófica, conhecia bem os mitos Greco-Romanos, como o caso de nascimentos virginais (Cf. O Mito do Nascimento Virginal de Jesus), e era perito nas leis e costumes judaicos do séc. I.

Essas características não se encaixam em um cobrador de impostos. Mesmo tendo capacidade de manter registros, as letras não seriam sua prioridade e especialidade. Levando em consideração que menos de 1% das pessoas dos tempos de Jesus podiam ler e muito menos ainda escrever e menos ainda ler, escrever e traduzir para outro idioma seria praticamente impossível para um cobrador de impostos (EHRMAN, 2011, p. 72).  Tudo isso mostra que, de forma alguma, Mateus escreveu o evangelho que, tradicionalmente, leva seu nome. 


Bibliografia

EHRMAN, Bart D. Forged, Writing in the Name of God - Why the Bible's Authors Are Not Who They Think They are, 2011, ed. HarperOne.
BRUCE, F. Fyvie, Comentário Bíblico NIV, 2009, Editora Vida.
DOCKERY, David S., Manual Bíblico Vida Nova, 2010, Edições Vida Nova.
CHOUINARD, Larry, NIV Press Collegue Commentary on the New Testament, 1997, College Press Publishing Co.
PFEIFFER, Charles F., VOS, Howard F., REA, John, Wycliffe Bible Dictionary, Hendrickson, 2001.
Wikipédia acessado em 15/11/2011
Toda Escritura, publicado pelas Testemunhas de Jeová, ed. 1963
A Sentinela, publicada pelas Testemunhas de Jeová, 1/7/2009.
____________
Notas
[1] É universalmente aceito que as semelhanças entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas se dá porque Mateus e Lucas usaram o Evangelho curto de Marcos e deram uma engordada na história.
[2] Escravo é o termo que as Testemunhas de Jeová dão para os líderes da religião que ditam as leis, crenças e costumes entre elas.

7 comentários:

  1. Gostei muito do seu argumento e concordo!
    Peço ajuda na definição do ano da publicação deste livro de Mateus. Poderia me ajudar?

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    1. Nossa, desculpa a demora... ainda irei escrever sobre o assunto, acompanhe o blog.

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  2. Amigo, pesquisei referencias e afirmações, bem como evidências de vários anticristos tentando derrubar o evangelho, contudo a única coerência que consegui encontrar é que são afirmações superficiais, sem base teológica. Procurem pesquisar mais antes de afirmar as coisas, estudem teologia para depois estudar a bibliografia anti-cristã, parta de um ponto de vista mais amplo e faça um estudo mais profundo, aí sim darei mais credibilidade.

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    1. Olá aos leitores do Por Que Não Creio...

      Faço as seguintes considerações, não ao Raoní, porque sei que não surtirá efeito algum, mas para as centenas de pessoas que veem aqui todos os dias em busca de informação. Irei comentar cada trecho dos comentários da pessoa supracitada.

      “Amigo...”

      R.: Aquela leve tendência de querer ser educado quando se está fumaçando por dentro.

      “...pesquisei referencias e afirmações, bem como evidências...”

      R.: Leitores, qual o peso argumentativo de alguém que chega pra você e diz: “já li zilhões de livros sobre o assunto e afirmo que você está errado”, “sei tudo o que se pode saber sobre o assunto e sei que você está errado”, “eu tenho uma biblioteca inteira na minha casa, o que você está dizendo está errado”?

      Dizer arrogantemente que já leu bilhões de livro sobre o assunto é querer de forma infantil intimidar o oponente, impôr a pseudo-onisciência do assunto tratado sobre os outros. Leitores, não seria melhor ele ter feito o que se faz nas universidades? Alistar aqui dezenas, ou centenas, de livros que respaldem o seu argumento? Ah, mas não, ele acha que a afirmação dele de que "pesquisou" e leu bilhões de referências é o suficiente.

      “...de vários anticristos tentando derrubar o evangelho...”

      R.: Leitores, imaginem um cristão pregando pra um muçulmano usando livros de escritores cristãos desmentindo a fé islâmica. Não seria muito cômodo e conveniente o muçulmano dizer: “ah mas esses livros são feitos por pessoas anti-islâmicas, são usadas pelo diabo para destruir minha fé”? É exatamente o que ele está dizendo acima. Ele acha que todo acadêmico e erudito que escreve desmentindo os dogmas cristãos é um anti-cristo usado pelo diabo para destruir a fé alheia. Dá pra levar alguém assim à serio?

      “Procurem pesquisar mais antes de afirmar as coisas, estudem teologia para depois estudar a bibliografia anti-cristã, parta de um ponto de vista mais amplo e faça um estudo mais profundo, aí sim darei mais credibilidade”.”

      R.: Lembram que eu sempre digo que os cristãos oniscientes que aqui aportam sempre fazem afirmações sem lerem meu blog ou livro? Pois então, o caro Raoní não sabe que fui criado no cristianismo, e meu primeiro contato desde a adolescência até meus 26 anos foi com a literatura cristã, só a partir dos meus 28 anos que fui lendo material crítico... em outras palavras, eu não comecei a pesquisar o cristianismo por ler material que traz uma visão negativa, foi justamente o oposto do que ele afirmou.... depois sou eu que afirmo as coisas sem saber?

      Obrigado pelo tempo precioso de vocês!

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  3. O texto consegue, no máximo, demonstrar que a autoria deste evangelho é incerta. Certo. Contudo, o mesmo falha ao tenta ir além, querendo demonstrar que, certamente, Mateus, o apóstolo, não poderia ter sido o autor do evangelho que tradicionalmente leva seu nome. Veja alguns exemplos:

    "Se Mateus, o apóstolo, foi o escritor do evangelho, ele, como testemunha ocular, não precisaria usar o evangelho de Marcos como fonte para o seu. Logo..." - Essa é uma típica falácia 'non sequitur'. Não se segue, necessariamente. O autor do evangelho poderia ter sido uma testemunha ocular e, ainda assim, ter consultado uma ou mais fontes no decorrer da elaboração do seu texto. Isso é perfeita e praticamente possível.

    "Essas características [excelente capacidade em escrita e retórica filosófica] não se encaixam em um cobrador de impostos. Mesmo tendo capacidade de manter registros, as letras não seriam sua prioridade e especialidade" - Hum, é mesmo? E daí? Se eu sou barbeiro, logo, não tenho conhecimento sobre discussões filosóficas, visto que me importo com tesouras e navalhetes, e não com discussões filosóficas? Bravo!

    "Levando em consideração que menos de 1% das pessoas dos tempos de Jesus podiam..." - Agora, esta é uma falácia indutiva, onde, ou você está omitindo dados ou fazendo uma generalização precipitada. Qualquer um estouraria essa suposição com apenas uma pergunta: E se Mateus fazia parte deste 1%?

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    1. “autor do evangelho poderia ter sido uma testemunha ocular e, ainda assim, ter consultado uma ou mais fontes no decorrer da elaboração do seu texto. Isso é perfeita e praticamente possível.”

      R.: Não vejo problema nisto, no entanto, não faz sentido. Me mostre uma referência onde diga que os evangelistas tinham consciência de estar escrevendo quatro evangelhos que seriam agregados a uma Bíblia futura. Esta imagem de apóstolos escrevendo a Bíblia parecendo alunos de TCC é ilusória.
      Não posso ser incisivo em dizer que Mateus poderia ter consultado ou não, mas não vejo sentido em ele olhar um livro, exceto pra plagiar o conteúdo? Uma vez que “Mateus” registra cópias de Marcos literalmente, às vezes palavra por palavra? Se você é testemunha ocular, qual o motivo de copiar palavra por palavra outro livro?

      “Se eu sou barbeiro, logo, não tenho conhecimento sobre discussões filosóficas, visto que me importo com tesouras e navalhetes, e não com discussões filosóficas? Bravo!”

      R.: Sim, exatamente, você é barbeiro, e não filósofo, e este é o mal da sociedade moderna, achar que sua opinião tem qualquer peso, mesmo sem nunca ter passado pelo treinamento que profissionais da área passam. Você deixaria um barbeiro superinteligente te fazer uma cirurgia? Bravo!

      “Agora, esta é uma falácia indutiva, onde, ou você está omitindo dados ou fazendo uma generalização precipitada. Qualquer um estouraria essa suposição com apenas uma pergunta: E se Mateus fazia parte deste 1%?”

      R.: Qualquer um estouraria sua pergunta em poucos segundos. O nome disso é falta de informação e preguiça de procurar. Aqui vão duas fontes de autoridade reconhecidas internacionalmente [não é opinião de boteco] sobre a educação literária da Palestina na época de Jesus: “Most of the apostles were illiterate and could not in fact write (discussed further in Chapter 2). They could not have left an authoritative writing if their souls depended on it.” (Forged: Writing in the Name of God, p. 14, 87)

      O NT os descreve como ἀγράμματος, ou seja, não sabiam ler e escrever. “Likewise, the tension between the Sadducees and Pharisees over the authority of the oral tradition should be understood, as least in part, as tension between the literate social elites who controlled the written texts and the more lay population who were largely illiterate”. (How the Bible Became a Book, p. 15). Poderia colocar aqui uma lista extensa sobre a mísera porcentagem dos alfabetizados. Bem, e se Mateus fazia parte parte do 00000000,1% (me é uma afronta se você achou que não pensei nisso! haha). A questão é que tenho que trocar o seu “e se...” pelos registros históricos sobre Mateus, ESPECIALMENTE os não-bíblicos. Mostre-me uma fonte histórica onde coletores de impostos são letrados, filósofos e teólogos...

      Não há registro de coletores de impostos que fossem escribas-filósofos-teólogos como é o escritor deste evangelho. Se não temos menção historicamente de nenhum, desculpa, mas sua mera suposição milagrosa de que “ah cara, mas pode ser que...” não me é palatável como historiador.

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  4. vcs são muito inteligentes, acho que Deus está levantando novos profetas, inspirados por Ele para mostrar que Ele não tem poder para manipular o tempos e as coisas, e que o homem em sua infinita sabedoria humana, burlaria seu propósito divino de revelar-se ao homem.

    Enquanto perdemos tempo com pensamentos filosóficos, que acariciam apenas o ego humano, pessoas estão indo ao inferno.

    Desculpe, não li seus livros não sei, se você acredita nisso, possivelmente não, é uma pena.

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