sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Crucificação de Jesus é um Mito?

por Eduardo Galvão

Se você chegou neste blog diretamente por esta postagem, queira ver o contexto desse estudo em Hórus Foi Crucificado?


JESUS, CRUCIFICAÇÃO, MITO, ESTUDO
Em nossa jornada de estudo observamos que a ideia de um deus crucificado era antiga, sendo a mesma uma representação astroteológica dos deuses solares. Observamos que Hórus (3.100 a.C), sendo um deus solar, era descrito como crucificado no céu, morrendo e ressuscitando no outro dia. Vimos também que a cruz em si era um objeto muito antigo, sendo este usado nas religiões “pagãs”.

Nesse estudo concludente, nós iremos observar as razões por trás da Crucificação de Jesus Cristo, vamos entender o que é histórico e o que é lenda e tentar resolver o puzzle dos motivos da cruz ser tão presente assim.

§ 1 Historicidade da Crucificação


O primeiro ponto que tanto evangélicos, como cristãos no geral, podem argumentar é que a crucificação era historicamente realizada pelos romanos. Bem, disso não há dúvidas e, na verdade, é disso que faz a história do Cristianismo ser a melhor história já contada, pois ela misturou paganismo, judaísmo, misticismo e historicidade, criando uma lenda vida.

Prego Usado em uma Crucificação
Não irei detalhar sobre a historicidade da Crucificação, pois já existem muitos sites que abordam o assunto e mostram que a crucificação era uma forma, de fato, de execução realizada pelos romanos desde há muito.

Cf. Ancient Classical History Crucification
Cf. Roman Crucifixion
Cf. History of Crucifixion and Archeological Proof of the Cross
Cf. Roman Crucifixion Methods Reveal the History of Crucificaxion

Nesse contexto, o uso da cruz pelos romanos caiu como uma luva na fabricação do mito cristão, pois, uma vez que os romanos eram adoradores politeístas (Greco-Roman Religion), sendo o sol um deles (Sol Invictus), a cruz poderia ser usada e venerada por tais sem problema algum. Nesse caso, não haveria problema de pagãos usarem objetos pagãos até mesmo na execução.

§ 2 O Jesus Histórico


Sabemos que existiu, de fato, um Jesus histórico (Proving The Historic Jesus), mas que ele nem de longe era alguém parecido com o Jesus retratado nos Evangelhos. Se existiu um Jesus, no primeiro século, que era pregador, um messias apocalíptico e se os romanos, por serem adoradores do sol, usavam uma cruz como ferramenta de execução, qual seria o problema desse Jesus ter sido historicamente executado pelos romanos na cruz? O que há de lenda nisso? Não parece tudo muito histórico?

O primeiro problema é que existiam vários historiadores naquele tempo, existem vários manuscritos daquela época e embora alguns mencionem o líder do Cristianismo como tendo sido executado, nenhum deles menciona a Crucificação do famoso Jesus de Nazaré DA FORMA MAGNÍFICA como é retratada nos Evangelhos. Isso é digno de nota, porque não apenas ele foi crucificado, mas, segundo os Evangelhos, eventos geológicos e celestiais ocorreram. Vejamos as duas referências:

(Mateus 27:51) . . .E eis que a cortina do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo, e a terra tremeu, e as rochas se fenderam. . .

(Lucas 23:44-45) . . . Bem, era então já cerca da sexta hora, contudo, caiu escuridão sobre toda a terra, até à nona hora, porque a luz do sol falhou; a cortina do santuário rasgou-se então pelo meio.

O que é interessante é que naquela época haviam historiadores, astrólogos que faziam costumeiramente relatos dos seus respectivos campos de estudo, no entanto, não há nada do primeiro século sobre um eclipse ou terremoto. Se esses eventos tivessem tomado lugar, eles teriam sido relatados oficialmente pelos soldados romanos. Assim, o silêncio escriturístico prova que, mesmo que a Crucificação de Jesus tenha sido histórica, ela foi uma crucificação sem qualquer destaque, ele foi crucificado como qualquer um que estivesse cometido um crime. Quem quer que tenha escrito os dois Evangelhos mencionados acima, estes queriam apenas colorir a história, pois, para eles, sendo cristãos, a morte de Jesus tinha um significado teológico e os mesmos queriam que seus leitores percebessem nesses eventos que Jesus era, de fato, o Messias, Filho de Deus, cuja crucificação tinha um significado.

O segundo problema não é se ele foi historicamente executado, a Crucificação em si não é nada, até porque, como os próprios cristãos sabem, Jesus não foi o único a ser crucificado, uma vez que, até mesmo durante sua Crucificação, ele estava ao lado de dois criminosos que também estavam presos na cruz. Então a questão não é a Crucificação em si, mas o conceito teológico atribuído pelos cristãos de um deus crucificado, morrendo pelos pecados da humanidade e ressuscitando ao terceiro dia. — Cf. Em Que Dia Jesus Ressuscitou?

Várias pessoas, a grande maioria de criminosos, foram historicamente crucificados, executados por Roma e fim da história. Mas, com Jesus, a coisa foi bem diferente. Ele foi crucificado de livre e espontânea vontade, morreu e ressuscitou no terceiro, vencendo a morte e as trevas. É esse conceito teológico – e não a crucificação em si – que faz da história evangelística algo caracteristicamente similar ao mito de Hórus e de alguns outros deuses solares.

Mesmo críticos agnósticos, como Bart D. Ehrman, afirmam a historicidade de Jesus e de sua execução. Existe muito material histórico que menciona um Jesus, líder espiritual, que foi executado. O problema nunca foi esse, o problema está em dizer que tudo estava profetizado, que ele foi um deus crucificado, que sua morte cobriu os pecados da humanidade, que na sua morte Deus enviou sinais celestiais e geológicos de que Jesus era Filho de Deus e, principalmente, que ressuscitou ao terceiro dia.

Tenha como exemplo os atuais mártires da fé. Para nós, que não compartilhamos de suas crenças, suas mortes não têm qualquer significado, eles apenas e tão somente perderam a vida. Mas, para aqueles que compartilham suas crenças, existem vários significados circundantes desse ato martírico. Para um grupo de pessoas sem instrução, profundamente religiosas e vivendo em um momento “pré-histórico”, ver seu líder, salvador, guia espiritual e dador da vida morrer é um choque terrível. Por isso, é mais fácil se atribuir um novo valor à morte do guia espiritual do que negar toda anterior crença. As pessoas gostam de acreditar!

Dessa forma, os seguidores primitivos de Jesus atribuíram conceitos teológicos à morte histórica de seu líder espiritual.

§ 3 Suposições Motivacionais


Uma mistura de mito e história?
Existe abundante documentação de que o gênero literário apocalíptico estava muito presente na Palestina do primeiro século. Havia muitos grupos religiosos que viam nos eventos políticos dos seus dias significados espirituais do fim do mundo. Nesse período, surge um judeu comunicativo, carismático e com o “dom da palavra”. Esse judeu cai no gosto do povo, pois suas palavras dão conforto e esperança para um povo sofrido que não tinha qualquer atenção das autoridade eclesiásticas.

Devido o choque entre seus conceitos e dos sistemas políticos e religiosos em que vivia, Jesus é sentenciado à morte. Os romanos, sendo adoradores politeístas, adoravam o sol e, sendo um povo “pagão”, faziam uso de objetos pagãos. Os romanos não tinham medo de importar deuses e mitos, uma vez que tomaram dos gregos suas deidades e fábulas. Dentro das importações religiosas estava a cruz, que era um objeto de destaque desde a mais remota antiguidade.

Uma vez que os romanos usavam a cruz como instrumento de execução reservada exclusivamente para inimigos do Estado e outros, os judeus, líderes religiosos e políticos, exigiram deles que crucificassem Jesus. Estes assim o fazem, entregando à morte o líder espiritual da seita apocalíptica judaica. Jesus teria sido apenas mais um que morreu em uma cruz romana e, para mim e você, esse teria sido o grand finale dessa história, mas não se você fosse cristão.

Desilusão é terrível, principalmente quando você tem bastante convicção que algo era verdade. Portanto, era mais fácil atribuir um nosso significado à morte do Jesus histórico do que dizer que tudo que você acreditava e que dava tanto significado para sua vida não era verdade. Assim, para os cristãos, a morte de Jesus devia estar nos planos de Deus, pois como poderia alguém dar vida eterna se ele mesmo morreu?

Quem escreveu o primeiro Evangelho, influenciando assim os outros, era helenizado, tinha conhecimento da forma literária poética, dos escritos gregos, enfim, de toda cultura grega, o que, obviamente incluía a religião. Diversas fontes apontam para a presença da adoração de Hórus, da deusa virgem Ísis e tantos outros na Grécia e Roma ainda no primeiro século. Esse escritor cristão, tendo recebido profunda educação religiosa nos mitos Greco-romanos, milagres, nascimentos virginais, semi-deuses e ressurreição, atribuiu as mesmas características, dando um significado teológico para a morte histórica de Jesus. Outros eventos lavaram à essa criação lendária e isso irei abordar em postagens futuras.

Ao ler os Evangelhos, lendo-os atentamente, observará que o desejo do escritor é que você tenha a mesma crença que ele tinha, que o líder religioso dele foi executado, mas esse não foi o fim da história. Como todo final feliz, ele ressurge depois de três dias. Mostra que morrer estava nos Seus planos, que, na verdade, ele VEIO PARA morrer, que esse era Seu objetivo desde o início.

Assim, temos uma obra literária que sustenta a fé de acadêmicos porque é repleta de historicidade, mas, em meio a toda essa historicidade e erudição, ela transmite conceitos místicos e espirituais que devem ser engolidos juntos com a historicidade, como a mãe mistura o remédio na comida da criança.

§ 4 Conclusão


Por último, insistimos em lembrá-los que nosso objetivo não era de dizer que tudo era um mito, que nunca houve Crucificação, que nem mesmo Jesus existiu. Não. Existiu um Jesus, ele foi executado por pregar algo diferente do sistema de seus dias. Os romanos, de fato, crucificavam criminosos. Mas, devido às circunstancias da Crucificação, do embelezamento literário, das características mitológicas do SIGNIFICADO teológico da Crucificação e não da crucificação em si, e de tudo mais que foi visto nas anteriores quatro postagens, concluímos que o CONCEITO TEOLÓGICO da Crucificação tem raízes na mitologia, não é autêntico, nem novo.

Concluímos que deuses solares, muito tempo antes do advento do Cristianismo, foram astroteologicamente crucificados e com essa crucificação deram vida aos seus adoradores, venceram as trevas, morreram e ressurgiram novamente. O Jesus dos Evangelhos, principalmente o da Crucificação, é uma criação literária ficcional baseada não apenas na astroteologia solar pagã, mas também no conceito escatológico judaico da Ressurreição dos mortos.

Bibliografia (Refere às 5 postagens)

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Site: Watchtower
Site: Carm.org
Site: Gotquestions
Site: Wikipédia
Site: Michaelis

11 comentários:

  1. Jesus foi condenado na lei romana ou na lei judaica ?
    se foi na romana , ele foi crucificado e se foi na judaica , foi num madeiro. confere ?

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    1. Condenado por um e executado por outro... Os fariseus pediram para os governantes romanos o crucificarem e não o inverso. O motim começa com os judeus e termina na execução pelos romanos.

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    2. Caro Anônimo, Leia na versão Almeida: Atos 5:30; 10:39; Gálatas 3:13, que a palavra usada é "madeiro". Isso não dá brecha para a ideia de cruz, pois madeiro sempre era uma peça só, não duas, muito embora com o passar do tempo o vício tenha diluído o significado da palavra, para abranger também "cruz" e assim adequá-lo ao que a maioria pensa.

      Outra coisa é que, nenhum historiador pode provar que todas as execuções romanas se davam da mesma forma como representada na popular crucificação de cristo.

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  2. Veja um artigo sobre esse tema no link http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/12/seria-mesmo-impossivel-que-jesustenha.html#links

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    1. Esse link que você enviou fala sobre a execução de Jesus; se foi em um madeiro ou numa cruz, e...???

      Não posso afirmar, mas creio que você deve ser uma TJ moderninha que coloca blog e publica artigos bíblicos na internet mesmo "escondido" dos anciãos e irmãos no geral.

      Respeito seus estudos, sua fé e ideologia. Não vou buscar implantar em você minha visão atual sobre esse assunto, mas apenas não vejo o que esse link tem a ver com meu poste que mostra que a crucificação de Jesus é algo histórico-mitológico.

      Trindade é de origem pagã, imortalidade da alma, inferno, como você aprendeu nas publicações. Talvez só lhe seja surpresa aprender que o Escravo não lhe contou tudo. Praticamente a totalidade dos relatos evangelísticos tem suas raízes na mitologia pagã, inclusive a morte e ressurreição de um semi-deus.

      Obg pela visita e bons estudos!

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  3. desculpe mas a crucificação antiga era feita num madeiro numa estaca na cruz em si sua tese não tem fundamento me mostre escritos verdadeiros sobre horus Jesus existiu e esta vivo agora o que dizer dos escritos de Flavio Josefo que relatam algo mais o menos assim (Avia um Homem chamado Jesus SE É QUE PODEMOS CHAMA-LO DE HOMEM POIS FAZ MILAGRES E LEVA MUITA GENTE POIS SI .) admita vc não tem argumento eu sei a verdade doí ;p

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    1. kkkkkkkkkkkk.... obg por me fazer gargalhar. Primeiro, você só acredita no que ouve por ai e não como um pesquisador, onde estão seus argumentos? Você sabe a diferença entre "argumento" e "afirmação"? Você afirmou coisas, mas não provou nada ao afirmá-las... respeito sua ignorância do assunto, mas foi isto o que ocorreu aqui. As Testemunhas de Jeová falam de MADEIRO ao invés de cruz por causa de questões teológicas, sei que você não se interessa nem quer saber, mas posso te passar uma infinidade de referências da época provando que a cruz era o instrumento usado. E sua "citação" mal feita, tenho certeza que você nunca sequer leu o livro de Josefo para falar isso, viu isso por ai e fica regurgitando baboseiras... se Josefo disse isso, porque ele nunca se tornou cristão ô inteligente?! Josefo morreu judeu... essa frase é chamada Testimonium Flavianum que é uma interpolação feita por cristãos depois da morte dele. Agora vai no google, procure o significado de "interpolação" e sobre o Testimonium Flavianum, antes de falar alguma coisa...

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  4. E os apóstolos que morreram posteriormente Tiago ao fio da espada, Pedro crucificado de cabeça para baixo, Paulo preso em Roma e os outros discípulos que a história comprova que morreram martirizados foi também um mito? Uma invenção?

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    1. Não entendi. Mesmo que não fosse mito, o que essas mortes dessas maneiras teriam a ver com a discussão acima?
      Leandro

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    2. Também não entendi esse argumento dele Leandro. Na verdade, historicamente falando, a forma como os apóstolos morreram não é conhecida, sendo que essas menções de morte trágica, crucificada, estrangulado, etc, etc... são puras lendas de evangelhos e escritos apócrifos sem qualquer valor histórico, tendo sido criados para encorajar os crentes a aguentar tudo e morrer como Cristo morreu.

      Além disso, Noslide2 não entendeu meu argumento - pra varia. A crucificação é um fato histórico, Jesus morreu mesmo crucificado pelos romanos, mas o SIGNIFICADO DESTA MORTE é que chamamos de mito, ou seja, crer que essa morte foi profetizada, que ele morreu para nos salvar, etc, etc... isso é uma interpretação mítica e teológica de um evento histórico.

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  5. Por que a história é muda quanto o alegado cristianismo do século I, enquanto os historiadores cristãos são tão falantes a esse respeito?

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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