sexta-feira, 11 de novembro de 2011

“Em mitos e lendas ao redor do mundo, as árvores aparecem como escadas entre mundos, como fontes de vida e sabedoria e como formas físicas de seres sobrenaturais.” (Enciclopédia de Mitos)

ARVORE, VIDA, CONHECIMENTO, MITO, MITOLOGIA
A grande importância que eu dava, quando era cristão, aos relatos bíblicos, provinha principalmente da peculiaridade que eu suponha existir nesses relatos. Quando cristão, acreditei que cada livro, capítulo, versículo, que cada história bíblica havia sido literalmente inspirada por Deus. Assim, sempre pensei que os relatos bíblicos não tinham paralelo com nada nesse mundo. Quanta infantilidade!

Hoje, nós iremos observar um dos termos mais clássicos da Bíblia, que é a Árvore da Vida.

Segundo o livro de GênesisYahweh havia plantado um jardim e nesse jardim tinha colocado duas árvores, uma da vida (eterna) e a outra do conhecimento do bem e do mal (2:7-9). Adão e Eva receberam a ordem de não comer da árvore do conhecimento (2:16-17), no entanto, eles desobedeceram (3:6) e Deus impediu-os de comer da árvore da vida (3:22).

A expressão “árvore da vida” não ficou em Gênesis apenas. O livro de Provérbios, por exemplo, também usa várias vezes o termo “árvore da vida” com um simbolismo para a vida eterna, uma vida justa diante de Yahweh. Até mesmo no livro de Apocalipse, nós encontramos uma descrição profética depois da batalha de Deus contra o Mal e, depois da vitória contra as trevas, a humanidade volta ao Paraíso que havia sido perdido e Deus permite que seus servos comam da árvore que Adão e Eva foram proibidos de comer, concedendo-os assim vida eterna. Assim lemos no relato apocalíptico:

2:7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

Comentando Apocalipse 2:7, John Gill diz:

[A árvore da vida] que significa o próprio Jesus Cristo em alusão à árvore da vida no Jardim do Éden; e é assim chamado porque ele é o autor da vida {…} assim, Cristo, debaixo do nome de Sabedoria, é chamado de Árvore da Vida, em Provérbios 3:18, e este é um nome que às vezes é dado pelos Judeus para o Messias. (Zohar em Gen. fol. 33. 3)

O grupo cristão, Testemunhas de Jeová, explicam o seguinte:

Revelação (Apocalipse) 2:7 menciona uma “árvore da vida” no “paraíso de Deus” e que comer dela seria privilégio daquele ‘que vencesse’. Visto que outras promessas feitas nesta parte de Revelação a tais vencedores relacionam-se claramente com ganharem uma herança celestial (Ap 2:26-28; 3:12, 21), parece evidente que o “paraíso de Deus”, neste caso, é celestial. A palavra “árvore” aqui traduz o termo grego xýlon, que literalmente significa “madeiro” ou “madeiramento” e que poderia referir-se a um pomar. No Paraíso terrestre do Éden, comer da árvore da vida teria significado, para o homem, viver para sempre. (Gên 3:22-24) Até mesmo os frutos das outras árvores do jardim teriam servido para sustentar a vida do homem, enquanto ele continuasse obediente. Assim, comer da “árvore [ou árvores] da vida” no “paraíso de Deus” relaciona-se evidentemente com a provisão divina de vida ininterrupta concedida aos vencedores cristãos, e outros textos mostram que eles recebem o prêmio da imortalidade e incorruptibilidade junto com o seu Cabeça e Senhor celestial, Cristo Jesus. — 1Co 15:50-54; 1Pe 1:3, 4. (it-3 pp. 175-176 Paraíso)

Em outra referência, as Testemunhas de Jeová comentam:

Caso se tivesse permitido que Adão e Eva comessem daquela árvore da vida, o que isso teria significado para eles? Ora, o privilégio de viver para sempre no Paraíso! Um erudito bíblico especulou: “A árvore da vida deve ter tido alguma propriedade pela qual a estrutura humana ficaria livre da caducidade da idade, ou da degeneração que acaba na morte.” Ele até mesmo afirmou que “havia no paraíso plantas com propriedades medicinais, capazes de anular os efeitos” do envelhecimento. No entanto, a Bíblia não diz que a árvore da vida em si mesma tinha qualidades vitalizadoras. Antes, a árvore simplesmente representava a garantia de Deus de dar vida eterna a quem se permitisse comer seu fruto. (A Sentinela, 15/4/99 p. 8 par. 18)

Abaixo teremos mais uma citação do livro de Apocalipse e seu respectivo comentário por John Gill.

Ap 22:2 No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.

John Gill comenta sobre Ap. 22:2 que:

Os judeus dizem (Yalkut Simeoni, par. 1. fol. 7. 1), que a árvore da vida está no meio do paraíso, e seu corpo cobre todo jardim, e que há nela 500.000 gostos diferentes, e que não há semelhança e cheiro como o dela . Pela árvore da vida é não significado o Evangelho, nem piedade, nem a vida eterna, nem qualquer outra das Pessoas divinas, mas Cristo, que é o autor da vida, natural, espiritual e eterna; Veja Gill em Ap. 2:7, sua localização [é] entre a rua da cidade, onde comungam e conversam os santos, e o rio do amor eterno de Deus, que neste estado irá aparecer em sua plenitude e glória, mostra que Cristo vai ser visto e aparecerá por todos na mais agradável e confortável maneira que pode ser desejado.

Observamos, conforme comentado por um erudito evangélico, que a Árvore da Vida, no Jardim do Éden, apontava para Jesus Cristo, em quem os cristãos têm vida eterna. Um vez que Cristo é a figura principal do Cristianismo, e uma vez que Cristo é tipicamente a Árvore da Vida, então, silogisticamente, a mesma assume tremenda importância na teologia cristã.

No entanto, a figura da árvore com poderes mágicos, ou como uma fonte de vida eterna, de sabedoria etc, não foi dada por inspiração alguma! Vários povos antigos, mesmo antes da escrita da Bíblia, tinham as árvores de forma sagrada e com essas propriedade especiais.

O Baker’s Evangelical Dictionary of Biblical Theology, editado por Walter A. Elwell, obra cristã conservadora, reconhece ao dizer:

“Salomão compara seus ensinamentos [i.e em Provérbios] a uma árvore da vida (3:18). A literatura religiosa do antigo Oriente Próximo, especialmente o Egito, e Gênesis 2-3 sugerem que a árvore da vida simboliza a vida eterna, no sentido pleno do termo.” (Ed. eletônica)

O que a enciclopédia está dizendo é que a “Árvore da Vida” era uma simbologia mitológica presente no antigo Oriente Próximo. Com isso, fica difícil dizer que existia literalmente uma árvore aqui na terra que dava vida eterna para as pessoas, conforme ensina Gênesis.

Yggdrasill
Na mitologia nórdica, a Árvore do Mundo chamada Yggdrasill funcionava como um pólo por este mundo e os reinos acima e abaixo dele. Yggdrasill é um grande freixo que conecta todas as coisas vivas e todas as fases da existência.

Digno de nota é uma citação feita em uma publicação cristã das Testemunhas de Jeová. Em uma de suas publicações lemos:

“A religião germânica tinha suas raízes na natureza. Realizavam-se com freqüência sacrifícios ao ar livre, em bosques e florestas. Certo mito germânico fala de uma árvore cósmica chamada Yggdrasill, onde os deuses julgavam diariamente. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia de Religião) descreve-a: [Ela se elevava] ao céu, e seus ramos se espalhavam sobre o mundo inteiro. . . . O simbolismo da árvore. . . se reflete em outras tradições. Na antiga Babilônia, por exemplo, uma árvore cósmica, Kiskanu, crescia num lugar santo. . . . Na antiga Índia, o universo é simbolizado por uma árvore invertida. . . . [Mas] não há prova de qualquer elemento judaico-cristão no conceito da Yggdrasill.” (Despertai!, 8/7/89 p. 23)

A desonestidade desse grupo religioso fica evidente quando vamos ler a obra The Encyclopedia of Religion da qual a revista Despertai! faz citação. Se consultarmos essa enciclopédia, verá que depois de fazer uma explanação de vários mitos onde a árvore tem um papel mitológico importante, a obra comenta que o mesmo pode ser visto também no mito bíblico de Gênesis. No entanto, como os líderes religiosos das Testemunhas de Jeová não desejam que seus membros saibam disso, omitem propositalmente usando [...] durante a citação. Além disso, como é típico das publicações das TJs, não nos é mencionado nem página, nem autor, apenas o título da obra, para dificultar caso um membro decida verificar a fonte original.

Muitos mitos da criação usam árvores como símbolos da vida. Em algumas versões da história da criação na Pérsia, uma enorme árvore cresceu a partir do cadáver em decomposição do primeiro ser humano. O tronco separou-se em um homem e uma mulher, Mashya e Mashyane,[1] e o fruto da árvore tornou-se a várias raças da humanidade. Na mitologia nórdica se diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram formados de uma cinza e receberam vida pelos deuses. O mesmo tema aparece em mitos do povo Algonquian da América do Norte, que dizem que o criador do homem e da cultura Gluskap formaram o homem a partir de um freixo.

“A árvore da vida, que dá alimentação aos animais sagrados, é uma imagem comum na arte do antigo Oriente Próximo. A árvore foi associada com palácios e realeza, pois o rei era visto como o elo entre os reinos terreno e divino. Através dele, os deuses da terra abençoavam com a fertilidade.” (Enciclopédia de Mitos)

Com base nisso, lemos em Daniel uma retratação do reino de Deus por meio de uma árvore. Em um sonho, o profeta Daniel viu uma grande árvore cujas folhas cobriam o mundo inteiro e onde todas aves e animais buscavam refúgio. — Cf. Daniel 4:10-17

Mitos tradicionais Persas e Eslavos falam de uma árvore da vida que levava as sementes de todas as plantas do mundo. Esta árvore, que parecia uma árvore comum, era guardada por um dragão invisível que os Persas chamavam Simurgh e os Eslavos chamavam Simorg.[2] Por medo de cortar a árvore da vida por acaso, os povos Eslavos realizavam cerimônias sagradas antes de derrubar uma árvore. Os Persas não cortavam árvores, mas esperavam que elas caissem naturalmente. Na mitologia dos povos Iorubás da África Ocidental, uma palmeira plantada pelo deus Obatala foi o primeiro pedaço de vegetação na terra.

As árvores, ou as frutas que davam, também passaram a ser associadas com sabedoria, conhecimento, ou segredos escondidos. Este significado pode ter vindo da conexão simbólica entre as árvores e os mundos acima e abaixo da experiência humana. A árvore é um símbolo de sabedoria em histórias sobre a vida de Buda, que se diz ter ganhado a iluminação espiritual enquanto sentado sob uma árvore bodhi, um tipo de figo.

A figueira, por sua vez, recebe atenção no Novo Testamento, onde Jesus disse a Natanael:

(João 1:48) . . .“Antes de Filipe te chamar, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi.. . .

Contou ilustrações:

(Lucas 13:6-9) . . .“Certo homem plantara uma figueira no seu vinhedo e veio procurar fruto nela, mas não achou nenhum. Ele disse então ao vinhateiro: ‘Já faz agora três anos que venho procurar fruto nesta figueira, mas não achei nenhum. Corta-a! Realmente, por que devia ela manter o solo inútil?’ Em resposta, este lhe disse: ‘Amo, deixa-a também este ano, até que eu cave em volta dela e lhe ponha estrume; e, se então produzir fruto no futuro, [muito bem]; mas, se não, hás de cortá-la.’”

Deu uma lição espiritual:

(Mateus 21:19-22) E avistando uma figueira à beira da estrada, dirigiu-se a ela; mas, não encontrou nela nada, a não ser folhas, e disse-lhe: “Nunca mais venha de ti fruto algum.” E a figueira secou-se instantaneamente. 20 Mas, quando os discípulos viram isso, admiraram-se, dizendo: “Como é que a figueira se secou instantaneamente?” 21 Em resposta, Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Se somente tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que eu fiz à figueira, mas também, se disserdes a este monte: ‘Sê levantado e lançado no mar’, acontecerá isso. E todas as coisas que pedirdes em oração, tendo fé, recebereis.”

Um mito tradicional da Micronésia das ilhas Gilbert, no Oceano Pacífico, é semelhante ao relato bíblico da queda do Éden. No começo do mundo era um jardim, onde duas árvores cresceram, guardadas por um ser original chamado Na Kaa. Os homens viviam sob uma árvore e seus frutos reunidos, enquanto as mulheres viviam separadas dos homens sob a outra árvore. Um dia, quando foi afastado Na Kaa em uma viagem, os homens e mulheres misturaram-se sob uma das árvores. Após seu retorno, Na Kaa lhes disse que eles haviam escolhido a Árvore da Morte, e não a Árvore da Vida, e a partir desse momento todas as pessoas seriam mortais.[3]

Por último e não menos importante, vem o comentário do Dicionário de Wycliffe (p. 1738), uma das obras evangélicas mais respeitadas e recentemente traduzida para o Português. A mesma comenta:

Plantas cujo fruto conferia vida para aqueles que a comiam era um tema popular na literatura da antiga Mesopotâmia. Gilgamesh conseguiu uma planta do fundo do mar que o dava imortalidade, mas, enquanto ele a levava para casa, uma cobra a roubou dele (ANET, P. 96) No mito de Adapa, há a menção de um mãe e água mágicos que davam imortalidade (ANET, P. 101f.) Na antiga Arte, representação da árvore da vida ou árvore sagrada ladriada cabras são conhecidas da Assíria e Creta. A árvore é normalmente estilizada, às vezes representando uma palmeira, a mais importante planta economicamente cultivada na Mesopotâmia (VBW, I, 21-11). Em Calah no Palácio de Assurbanipal II, duas deusas aladas ficavam em cada lado da árvore sagrada (ANEP 656, 654, 667, 706).

Concluímos assim que a figura de uma árvore da vida é puramente mitológica, de forma alguma foi revelada por inspiração para Moisés e assim incorporada na teologia.

Não há como considerar o relato de Gênesis e as duas árvores de destaque, i.e do Conhecido e da Vida, como eventos históricos!

Bibliografia

GILL, John, Exposition of the Entire Bible, Ed. online
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea, Wycliffe Bible Dictionary, Hendrickson, 2001.
WATCHTOWER, Estudo Perspicaz das Escrituras
ELWELL, Walter A., Baker’s Evangelical Dictionary of Biblical Theology, ed. online.
WATCHTOWER, A Sentinela 15 de Abril, 1999.
Enciclopédia de Mitos acessado em 11/11/2010

________
Notas
[1] Interessante que em hebraico, os nomes de “Adão” e “Eva” seguem a mesma construção. Perceba que no mito persa, os nomes Mashya e Mashyane, homem e mulher, se diferenciam por apenas um acréscimo de “ane”: Mashya e Mashyane. No texto em hebraico de Gênesis, o mesmo ocorre com “Adão” e “Eva”. Em Gênesis 2:23, Adão refere-se a si mesmo pela palavra hebraica Ish e Eva pela palavra Ishah.
[2] No mito bíblico, Yahweh envia dois querubins para tomarem conta da Árvore da Vida. — Cf. Gênesis 3:24.
[3] Na teologia cristã, também, devido a desobediência de Adão e Eva, todos nós viramos mortais. — Cf. Romanos 5:12.

8 comentários:

  1. Séticos...

    Que Deus tenha piedade de vocês...
    Chegará o dia em que Jesus voltará e assim, vocês abrirão os olhos, mas será tarde demais.

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    1. Deus é que tenha piedade de você por matar a língua Portuguesa escrevendo CÉTICO com "S". Me caguei todinho de medo agora, oh, profeta anônimo dos últimos dias! Tem mais alguma coisa? Se não, então que Deus tenha piedade de vossa ignorância...

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  2. Parabéns pelos seus textos, muito informativo. Frequentei durante dois anos uma igreja evangélica e quanto mais conhecimento detinha da bíblia, mais acredita que não passa de uma miscelânea de historias pertences a civilizações antigas. Hoje sou ateu e tenho um estilo de vida satisfatório. Vou deixar meu MSN para contato
    vitor-motta@hotmail.com espero que adicione

    Abraços e continue com este trabalho rico em cultura e informação.

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    1. Obg Paulo Vitor pelas palavras e parabéns também pela atitude. Não uso muito o MSN, mas vou te add. Se quiser me adicionar no FB fique à vontade.

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  3. Bom, não creio em Gên como literal,mas ainda sim,Se o Éden ficava na região que a bíblia descreve então o relato se encaixa muito bem com o que diz a Epopéia de Gilgamesh pq lá diz que a árvore ficava de baixo de d´água e o Éden ficava na região do Wadin Batin na região antiga Suméria e foi inundada com o aumento do nível do mar. Além disso Gilgamesh pediu informações sobre a vida eterna para um cara mto velho que tinha se salvado de um dilúvio. Sendo assim esses mitos podem ser histórias que narram o mesmo fato só que foram modificando a medida que passavam de geração em geração. Ora, mas também o que esperar de um imenso telefone sem fio que foi passado no boca a boca por milênios ? A mente dos Sumérios era mto fértil. Acho que isso também não deve invalidar uma religião inteira. Afinal a bíblia fala de mtas outras coisas verdadeiras como pro exemplo bem antes da ciência moderna ela já descrevia o interior da Terra,já insinuava que a Terra era redonda enfim.

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    1. Olá Mr Kriat,

      Seja muito bem-vindo ao blog. Olha, essa é uma manobra apologética que busca validar as lendas e mitos da Bíblia. Tipo, até pouco tempo tudo que os mitos pagãos falavam era apenas isso, mito, quase um eufemismo para "mentira", pois verdade só a Bíblia.

      Quando a literatura do antigo oriente médio começou a aparecer, entre elas a Epopeia de Gilgamesh, agora a conversa mudou. Os mitos e a Bíblia são apenas versões de fatos históricos, etc, etc.

      Por coincidência, ontem eu estava assistindo a uma palestra da universidade de Yale nos EUA sobre a Bíblia Hebraica que falava exatamente sobre isso. [Yale University: Hebrew Bible] A Epopeia é claramente um mito, a estrutura, a estilística, e foi escrito por volta do século XXVII a.C. O Pentateuco só veio séculos depois no período exílico. Babilônia foi herdeira religiosa da Sumária e os judeus ficaram ali cerca de 70 anos. Isso não é opinião, isso é consenso na academia: Os editores da Bíblia hebraica absorveram esses mitos e apenas deram focos diferentes.

      Como a influência mitológica é notória, os defensores da inspiração bíblica alegam que ambos apontam para um dado histórico e é muito fácil vermos o porquê. Sobre o fato da Bíblia falar de ciência antes da Ciência, acho que você não leu meus artigos:

      Jó 26:7 Análise Crítica
      Isaías 40:22 Análise Crítica

      Até mais!

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  4. Qual a editora da Encyclopedia of Religion?

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