segunda-feira, 18 de julho de 2011

MATANÇA, CANANITAS, REFUTAÇÃO, ESTUDO

O texto abaixo se refere a um email que eu troquei com um amigo cristão. Se você chegou ao blog direto por essa postagem, queira ver o contexto no link: Matança dos Cananitas

Agradeço pelo email e por dedicar seu tempo para me ajudar a compreender alguns pontos teológicos. Conheço as palestras e os livros de Craig, mas essa resposta dele não me era novidade. Selecionei algumas partes do texto para argumentar alguns pontos:

O Dr. Craig diz durante o texto:

“Eu penso que um bom começo para este problema é enunciar nossa teoria ética que fundamenta nossos julgamentos morais. De acordo com a versão do mandamento divino ético que eu defendo, nossas obrigações morais são constituídas pelos mandamentos de um santo e amoroso Deus. Uma vez que Deus não emite ordens a si mesmo, Ele não tem obrigações morais para cumprir. Ele certamente não esta sujeito às mesmas obrigações e proibições a que nós estamos. Por exemplo, eu não tenho nenhum direito de tirar a vida de um inocente. Para mim, fazer isto me tornaria um assassino. Mas Deus não tem tal proibição. Ele pode dar e tirar a vida como Ele decidir. Nós todos reconhecemos isto quando censuramos alguma autoridade que presume tirar vidas como “brincar de Deus”. Autoridades humanas arrogam a si mesmas direitos os quais cabem somente a Deus. Deus não está sob qualquer obrigação para estender minha vida por mais um segundo. Se Ele quiser me desferir a morte agora, esta é Sua prerrogativa.”

Sabe qual é o problema disso? É que, ao meu ver, isso faz do Deus judaico-cristão um criminoso eternamente impune, uma vez que Ele não aplica leis à Si mesmo, então Ele poderia, não apenas matar, mas também mentir, roubar, enganar, defraudar, fornicar, e tantas outras peripécias. Se matar não faz dEle um assassino, cometer fornicação não faria dEle fornicador, mentir não faria dEle mentiroso, enganar, enganador. No entanto, todos os cristãos concordariam que não caberia a Deus fazer estas coisas, da mesma forma que não Lhe caberia assassinar!

Será que é por isso que o mitológico diabo quer tanto o lugar de Deus? Para justamente poder matar e cometer tantas outras atrocidades sem ter qualquer Lei que o impeça?

Outra coisa é que, mesmo quando eu era cristão, eu não pensavam assim como Lane Craig – diga-se de passagem que devemos ter personalidade e fazer nossa própria concepção intelectual argumentativa, e não dizer apenas o que outros dizem – e assim parece que o que ele diz está de encontro com o próprio ensino da Bíblia sobre a divindade cristã.

A Bíblia diz em Tito 1:2b que “Deus não pode mentir” (Gr.: ο αψευδης θεος), ao usar a palavra grega αψευδης (que é uma junção do prefixo de negação “α” mais ψευδος “pseudo”, que significa mentir) a ideia de “não poder” fica implícito, o texto mostrar que a própria divindade cristã se autolimita moralmente. Biblicamente, não existe isso de que, sendo Ele Deus, poderá mentir, roubar e fazer tantas outras coisas que muitos humanos imperfeitos não têm coragem de fazer.

Também a Bíblia ensina que Ele, sendo Juíz da Terra, não pode cometer injustiças, o que engloba todo tipo de crime. E o contexto dessas palavras foi o julgamento de Sodoma, quando Abraão disse que Yahweh não poderia destruir justos e injustos igualmente, pois isso seria inadequado para um Juíz Universal. (Gênesis 18:25) Mas, pelo que Craig falou, “Deus pode tudo”, então, bastaria Ele querer, podendo assim sair matando indiscriminadamente Ló e toda a sua família em Sodoma, bastava apenas Ele querer. Além disso, a partir do momento que os cristãos dizem que Ele pode querer fazer isso, fica claro que a divindade cristã está suscetível aos desejos impróprios, que seria matar pessoas inocentes, o que não seria típico de alguém divino.

Bom, do fundo do meu coração, isso me parece não apenas incoerente com a razão e a lógica, como com o que a própria Bíblia ensina em algumas passagens.

O Dr. Craig escreve:

“O que isto implica é que Deus tem o direito de tomar as vidas dos cananitas quando Ele achar melhor. Quanto tempo eles vivem e quando eles morrem é decisão Dele.”

Para nós é fácil dizer que Deus pode. Agora imagine que você fosse um cananita, e visse os Judeus exterminarem seus pais, irmãos, seus filhos, ao fio da espada, apenas porque você, por questões religiosas e culturais, adora outro deus. Não parece isso ordem de um Hitler divino? Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

O Dr. Craig argumenta:

“Então o problema não é que Deus terminou com a vida dos cananitas. O problema é que Deus mandou os exércitos israelenses acabarem com elas. Não é como mandar alguém cometer assassinato? Não, não é. Antes, uma vez que nossas obrigações morais são determinadas pelos mandamentos de Deus, Ele está mandando fazer algo que, na ausência da ordem divina, poderia ser assassinato. O ato era moralmente obrigatório para os soldados israelitas em virtude do mandamento divino, ainda que, tivessem eles o tratado em sua própria iniciativa, eles estivessem errados.”

Ou seja, em outras palavras, matar, roubar, mentirar, fornicar, tudo é errado, mas se Deus nos ordenar fazê-los, então passa a ser certo? Em Oséias 1:2 o profeta é ordenado por Yahweh a cometer prostituição para dar uma lição espiritual à Israel!

W.L. Craig:

“A matança das crianças cananitas não apenas serviu para prevenir uma assimilação da identidade cananita, mas também serviu como uma ilustração tangível e detalhada da separação de Israel como um povo exclusivo de Deus...

Além do mais, se nós acreditarmos, como eu acredito, que a graça de Deus é estendida para aqueles que morreram na infância ou como pequenas crianças, a morte destas crianças era verdadeiramente sua salvação. Nós somos tão apegados à perspectiva naturalista terrena, que nós esquecemos que aqueles que morrem estão felizes por deixar esta terra pela alegria incomparável do paraíso

Então o que Deus faz de errado ao comandar a destruição dos cananitas? Não os cananitas adultos, porque eles eram corruptos e mereciam o julgamento. Não as crianças, porque eles herdaram a vida eterna.”

Às vezes, eu prefiro achar que não estou “ouvindo” isso, pois acharia melhor uma resposta do tipo, “não sei como responder, apenas creio que Ele fez o que foi certo”, porque é absurdo até onde a apologia teológica pode levar um ser humano a argumentar com o objetivo de justificar o assassinato de pessoas, cujo o único crime foi ter uma religião diferente, ou pior, assassinas crianças que nem entendiam direito o que estava acontecendo!

Observar o exercito israelita cravar a lâmina da espada em uma criança, um bebê — como a palavra em hebraico טף (taph) significa — dizendo ainda que eles estava dando a salvação para as crianças é ridículo! Se o filho de um cristão hoje for assassinado, poderia o assassino alegar ao juíz que estava dando a salvação ao pequenino, visto que, sendo esse argumento, as crianças quando morrem vão direto para o céu?

Imagine que os judeus matasse à espada a esposa de Craig e o filho recém nascido, você acha que ele aceitaria isso? Que ele acharia que tudo aquilo é bom porque resultou na salvação e vida eterna de sua família? Inaceitável isso!

“O problema com o Islamismo, então, não é que ele tem a teoria moral errada; é que ele tem o Deus errado. Se os muçulmanos pensam que nossas obrigações morais são constituídas de mandamentos de Deus, então eu concordo com eles. Mas os muçulmanos e os cristãos diferem radicalmente sobre a natureza de Deus. Os cristãos crêem que Deus é um Deus amoroso, enquanto os muçulmanos acreditam que Deus ama somente os muçulmanos. Alá não tem amor pelos incrédulos e pecadores. Então, eles podem ser mortos indiscriminadamente. Além do mais, no Islamismo, a onipotência de Deus supera tudo, inclusive sua própria natureza. Ele é então absolutamente arbitrário na sua conduta com a humanidade. Em contraste, os cristãos sustentam que a natureza santa e amorosa de Deus determina seus mandamentos.”

Essa informação não é acurada. Jesus disse: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele crer não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) A teologia cristã ensina que “todo aquele” que crer em Cristo, i.e os cristãos, terá vida eterna, portanto, assim como os mulçumanos, os cristãos também querem monopolizar a verdade e salvação eterna, se você não for cristão irá para o inferno.

Deus vai destruir todos os que não são cristãos, mesmo Ele amando-os! Vai entender esse amor! Em João 3:36 nos é ensinado que se você tiver fé em Jesus então você terá a vida eterna (i.e a salvação) e quem não tiver fé em Jesus e não obedecer aos ensinos cristãos, o versículo diz que “o furor de Deus permanece sobre” essa pessoa.

Em outras palavras, Deus só lhe ama se você for cristão. Se você não compartilha a fé cristã, não apenas Deus não lhe ama, como “o furor” (muito mais do que raiva, “o furor”) de Deus permanece sobre sua cabeçinha linda.

44 comentários:

  1. UAU!!!! tô ainda recuperando o fôlego diante de tamanha argumentação... parabéns pelo site, pela resposta objetiva, bem fundamentada e principalmente convincente. Que venham mais e mais questionamentos para que os assuntos possam sempre serem discutidos em um nível além do óbvio, com um aprofundamento que só traz benefícios para todos nós.

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  2. Caramba esse artigo quebrau as pernas do pastor de minha igreja!!!!!!

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  3. GAROTO... VOCÊ FALA SOBRE ALGO QUE NÃO COMPREENDE... A BÍBLIA NÃO É UM LIVRO LITERAL (EXCETO PARA OS LEIGOS COMO VOCÊ), A BÍBLIA É UMA MENSAGEM CODIFICADA, PARA POUCOS COMPREENDEREM, E MUITO ANTES DE MOISÉS NASCER, ISSO JÁ ERA SABIDO. MAS ENFIM, LEIA, TIRE SUAS CONCLUSÕES COM BASE NAS LINHAS, E JULGUE E CONDENE, ATUE IGUALMENTE AOS RELIGIOSOS, QUE ESTRANHAMENTE, VOCÊ SONHA EM CRITICAR.

    QUANDO DEUS ORDENA A MORTE, NÃO É SOBRE EXATAMENTE OQUE ESTÁ ESCRITO QUE SE TRATA.

    ALÉM DO MAIS, É ESTRANHO VOCÊ QUESTIONAR UM ARGUMENTO QUE VOCÊ MESMO UTILIZA, OU SEJA, VOCÊ NÃO ENTENDE NADA DE RETÓRICA FILOSÓFICA, PRA COMEÇAR A CONVERSA, E AINDA QUER FALAR DE BÍBLIA???

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  4. Amado... “anônimo”, por quê escondeu sua identidade? Sabe como o peixe morreu? Isso mesmo, pela boca. Quando afirma: “você fala sobre algo que não compreende”, usando isso para me atacar, você acaba de cometer o mesmo erro que critica, que é estar falando também sobre algo que não teve capacidade para compreender, que são as minhas motivações por trás desse texto.

    Primeira coisa, você falou, falou, falou e não disse nada, que paradoxo! “A Bíblia não é um livro literal... é uma mensagem codificada”, “quando Deus ordena a morte, não é sobre exatamente o que está escrito que se trata”, com base em quê você diz isso? Quais os argumentos? Quais as citações? Quais as referências? Sua palavra aqui vale o mesmo que... (dentre tantas coisas pequenas e insignificantes, ainda não achei uma para descrever, desculpa).

    Interessante que William Lane Craig e quase todo mundo que estiver sem qualquer problema cognitivo, entende “matar” significando “matar”... e acho digno de nota você falar em filosofia e retórica, pois Craig tem dois títulos de Ph.D em filosofia e ciência da religião, fora a vasta formação em teologia e, ironicamente, ele também entendeu “matar” significando “matar” e você, qual a sua formação para dizer que “matar” não significa “matar”? Poderia ter informado qual a sua autoridade acadêmica, mas, saiba que das 100 melhores universidades do mundo nenhuma é brasileira! (Leia aqui) Então, amado, abaixe a bola, aqui você, como todos nós, é um reles mortal.

    [Continua logo abaixo...]

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  5. [Continuando...] Ah, mas agora eu entendi, deus manda matar, mas não é matar, matar, como uma pessoa normal entenderia, o matar na Bíblia significa “dar um beijo de boa noite”, sendo que a mensagem está codificada para leigos como eu não entender. Realmente, fiquei de boca aberta com seus argumentos, retórica, filosofia e conhecimento bíblico, você é o cara!

    Sua arrogância também é bem convidativa. Segundo a vossa senhoria, a Bíblia é entendida apenas por “alguns” e eu devo presumir que você está entre essa elite de “alguns”, correto? Oh gradioso guro, detentor de todo o saber filosófico e retórico!

    Você me chamou de “leigo”, no mínimo você se considera alguém com excelentes propriedades intelectuais. Mas, te digo isso, de coração, sou leigo sim, diante da vida somos todos ignorantes, todo dia estamos aprendendo algo novo. Nosso conhecimento é tão pequeno, tão incompleto, exceto o seu, que fora Jesus e Buda, foi o único ser humano a obter toda e qualquer iluminação no seu pseudo nirvana pessoal. Me poupe!

    Eu tive a total constatação de que vossa senhoria está limitado para acompanhar esse texto que, por sinal, é facilmente entendido por qualquer leigo, quando vossa senhoria disse: “Além do mais, é estranho você questionar um argumento que você mesmo utiliza.”

    Bom, as vezes que eu mencionei a Bíblia não foi acreditando na autoridade dela, mas mostrando que os cristãos, na busca para justificar os atos de Deus no AT, vão ao ponto de burlarem o que o próprio livro deles ensina em certas passagens. Ou seja, o argumento de Craig, além de não se encaixar com a razão, não se encaixa com o que ALGUNS TEXTOS falam sobre Deus. Fazendo isso, eu estava matando dois coelhos com uma cajadada só, ou seja, além do argumento cristão ser irracional, isso estava em contraste com as características de Deus conforme pregadas em ALGUMAS passagens bíblicas, e, se ALGUMAS passagens bíblicas dizem que Deus é diferente do que é retratada nos versículos sanguinários, é porque ela, nada mais é, que um livro contraditório.

    Quando eu disse que você não tem a menor noção do que disse, nem compreendeu meu texto, digo principalmente nesse ponto que você escreveu: “atue igualmente como os religiosos... que você sonha em criticar”. Vossa pobreza psíquica é tão grande que não soube discernir o objetivo do blog. Se você não soube compreender o sentido do título “Por Que não CREIO”, como eu poderia esperar que você tivesse capacidade intelectual para compreender o texto desse tamanho, realmente você não tem culpa, ninguém pede para nascer assim.

    Esse blog foi criado, Sr. Anônimo, para dizer porque EU não creio, um desabafo pessoal. Se você acredita e isso lhe faz bem, sucesso e que Deus te abençoe! Mas, se nem isso você foi capaz de entender, meus pêsames, nem todos nascem com os neurônios funcionando direitinho.

    Você iniciou me chamando de “garoto”. Sabe que fiquei feliz, gosto quando as pessoas dizem que sou novo, mas normalmente elas se espantam quando digo minha idade. Talvez você tenha visto minha foto no meu comentário... . Amigavelmente posso te dizer, Sr. anônimo, de coração, não perca seu tempo fazendo essas acusações sem qualquer argumento, informação, citação ou algo de peso, pois isso polui meu blog.

    A internet é muito grande, procure outra coisa para ler. O padre Marcelo Rossi lançou um livro chamado Ápage e é bem simples de entender Sr. know-it-all. Cuidado para esse seu conhecimento todo não lhe subir a cabeça!

    See ya!

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  6. Parabéns pelo texto... E pela coragem, já que o Craig assusta muitos ateus. Deveriam colocá-los em um debate, seria legal, assim o Craig teria direito a réplica! Kkkkkkk... Bom, gostei muito das citações e da forma que você coloca suas opiniões. Creio que você é muito menos leigo que eu nesse campo, já que sou melhor na área de economia... Rsrs... Na minha opinião, assim como a estrutura produtiva, a estrutura social é bem menos flexível que a conjutura (que varia constantemente). Hoje em dia, por exemplo, não vejo queimarem animais no altar para agradar Deus, do mesmo modo, não vejo mais uma forte submissão feminina nas comunidades, nem muito menos pessoas SENDO mortas "legalmente" pela fé, apesar destas tristes guerras "conservadoras" no oriente médio. Logo, sem profundos conhecimentos da bíblia nem me taxar como idealista/materialista histórico ou coisa parecida, apenas creio ser um pouco de exagero comparar contextos sócio-culturais tão distantes e distintos. Acho que tais aspectos são importantíssimos para entendermos a evolução histórica. Talvez por este fato, estranhamente, as bíblias hoje em dia ainda tragam traços sangrentos que poderiam ser "ocultados" pelos rerererereeditores bíblicos. Rsrs... Obrigado pela atenção, acho até que fugi um pouco do assunto... Kkkkkkk

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  7. Olá Hugo, foi um prazer tê-lo no blog e fico grato pelo elogio. Uma das coisas que os apologistas cristãos usam para sair pela tangente é mencionar que aquelas atrocidades eram culturais e que hoje não vemos mais isso nas igrejas. Acho isso muito simples de se refutar.

    Primeiro, as ordens divinas retratadas no A.T não eram culturais eram estritamente religiosas. Por exemplo, Yahweh permitiu entre os judeus a poligamia e a Lei Mosaica não a proibia (Mt. 19:8), dessa forma a poligamia era algo cultural, algo que jamais se aplicaria a nossa cultura [pelo menos não oficialmente]. No entanto, quando se trata das atrocidades, vemos que não eram culturais, eram estritamente religiosas, eram ordens diretas de Yahweh; será que o dilúvio foi algo cultural? será que era algo que se aplicava apenas àqueles dias? Bom, o próprio Jesus disse que sua volta será como o dilúvio (Mt. 24:37) dessa forma a injustiça irá ocorrer novamente, crianças, idosos, todos os não-cristãos vão morrer de novo do julgamento divino, assim como foi no Dilúvio.

    Segundo, a coisa tem mudado desse tempo para cá não porque aqueles versículos eram coisas culturais e que não se aplicam à nossa cultura, afinal, elas foram proclamadas por uma deidade que não muda (Hb. 6:17,18). O Cristianismo, que se originou do Judaísmo, raciolizou mais a fé e incorporou os conceitos de direito civíl Greco-romano. O personagem Jesus, colorido pela cultura Greco-romana, é uma pessoa totalmente diferente de Yahweh no A.T; ao invés de mandar apanhar a espada e lutar, Jesus manda guardar a espada (Mt. 26:52), e assim por diante.

    Como dizia C. Darwin, quem sobrevive não é o mais forte, nem o mais hábil, mas o que melhor se adapta. Para a fé religiosa sobreviver, ela precisava se adaptar ao cenário mundial. Se hoje as pessoas tivessem que fazer 100% o que está no A.T a fé cristã seria extremamente inviável, dessa forma, para sobreviver, ela se adaptou.

    Assim, as coisas inaceitáveis do A.T não eram culturais e as pessoas não fazem essas coisas hoje [no Cristianismo] porque "Jesus" no tempo certo mudou a Lei de condenação e transformou na Lei da Graça, uma vez que, se assim não fosse, o cristianismo teria sido apenas uma pequena seita judaica do século I.

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  8. Obrigado pelos esclarecimentos. Creio que Jesus é uma figura de renovação, como você mencionou. Veio mudar as concepções radicais prevalecentes até então, mas muitas passagens eu não enxergo com sentido literal, tais como o dilúvio que você mencionou, não sei se é um equívoco ou uma forma poética de enxergar as coisas, pois gosto muito de poesia! Rsrs, mas antigamente as culturas tradicionais praticamente moldavam a religião, até mesmo as tribais, então ainda acredito que religião e a cultura estão intrinsicamente relacionados, contextualizando até mesmo as revelações divinas, apesar de que achei legal a sua colocação de "deidade imutável", pois seria estranho Deus mudar de opinião, isso é coisa de ser humano, independente de sua fé! Kkkkkk. Porém, acredito na fé deles, e acho que as ordens divinas podem ter sido contextualizadas. (Espero não estar sendo irritante, mas é meu ponto de vista, obrigado mais uma vez.)

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  9. Ok Hugo, de forma alguma você está sendo irritante... nesse blog TODOS os pensamentos são bem-vindos, desde que sejam dados com sinceridade e sem ofender a ninguém. O ato de interpretar é intrínseco ao ser humano, vivemos e morremos interpretando as coisas. Dessa forma, é somente natural ter várias e várias interpretações da Bíblia, pois as pessoas têm formações diferentes, estrutura neurológica diferente, desejos diferentes e necessidades diferentes. As pessoas, por incontáveis razões, podem aceitar ou rejeitar, entender como literal ou simbólico, dependendo do que se hamoniza com nossa forma de ver o mundo.

    Muitos cristão buscam a interpretação simbólica da Bíblia, algo que não é novo, vindo do filósofo Filo de Alexandria, como uma forma de harmonizar os relatos Bíblicos com a razão, com o senso comum.

    Veja o caso de Jesus e o Dilúvio. Poderíamos trocar as interpretações, Jesus ser um personagem simbólico e o Dilúvio literal, fato histórico, uma vez que temos mais achados arqueológicos que comprovam o Dilúvio do que achados que comprovem a vida e morte de Jesus Cristo. Essa seria a interpretação na ótica de alguém cético.

    Na ótica de um cristão seria muito difícil ser guiado e obedecer um ser literário, fictício, seria até estranho alguém que segue uma vida guiado por uma personagem tão fantasiosa como Harry Potter. Assim também, para essa mesma pessoa, seria difícil crer ou mesmo defender um julgamento divino onde Deus mata afogado crianças, mulheres grávidas, idosos, pelo simples motivo de não ter entrado em um barco e aceitado a ideologia de Noé. Como uma mente cristã poderia resolver esses dois conflitos? Simples, qualquer pessoa tem autonomia de interpretar as coisas de uma forma que se sinta à vontade, de uma forma que atribua significado à sua vida; dessa forma, esse alguém interpreta Jesus como histórico, para poder cultuar, seguir, crer, olhar como algo tangível, que veio e pisou na Terra e interpretar o Dilúvio como simbólico, uma forma poética de ver o mundo, até porque o Deus que creio jamais faria literalmente isso.

    Não estou dizendo que é certo ou errado, mas isso é apenas uma moldagem do mundo, como disse no outro comentário, uma forma de ADAPTAR minhas crenças para que elas sobrevivam.

    No entanto, a busca do filósofo e de todo amante da verdade é buscar apreender o mundo como ele É e não como nossa mente interpreta e GOSTARIA que fosse, a fantasia interna não altera a realidade externa.

    Até mesmo usando de paralelismo, o Dilúvio sendo simbólico e uma vez que a Volta de Cristo foi comparada com o Dilúvio, seria então a volta de Cristo também simbólica? Uma vez que os Evangelhos foram escritos por "Judeus" que pensavam sempre por metáforas, parábolas, seria então os relatos da morte e ressurreição de Jesus apenas uma forma poética de ensinar que devemos amar as pessoas ao ponto de morrermos por elas e que no final seremos recompensados? Poucos cristãos aceitariam essa interpretação.

    Poesia e Religião andam entrelaçadas, como você mesmo disse e concordo plenamente. Veja os textos gregos, os poétas que eram tidos por inspirados pelos deuses, as poesias de Homero que eram usados como textos religiosos, etc.

    Esse blog não objetiva mudar a cabeça das pessoas, nem muito menos desconvertê-las, etc. Eu o criei para mostrar porque EU não sou mais um cristão fundamentalista, o que não significa necessariamente que não tenha mais espiritualidade. Criei esse espaço também para trocar ideias com pessoas, e por isso sinta-se sempre à vontade para escrever quantas vezes quiser... é sempre um prazer.

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  10. irmão administrador , você pensa em voltar a ser testemunha de jeová ?
    você acredita que os membros da cristandade também serão salvos?

    chatlittle
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    1. Olá chatlittle,

      Desde minha tenra idade sempre fui cheio de convicções, dogmas e fundamentalismos. Hoje, não sendo mais cristão, sou uma pessoa verdadeiramente de mente aberta, antes jamais cogitaria a possibilidade de deixar de ser TJ e, portanto, não vou repetir o mesmo erro de achar que é impossível que eu mude de ideia.

      Mas das coisas que eu li, das coisas que eu passei, da coisas que eu aprendi, posso te dizer que a probabilidade de voltar a ser TJ é nula, a menos que ocorra comigo o que aconteceu com o apóstolo Paulo na estrada de Damasco (Atos cap. IX) Que escravo em sã cosciência desejaria voltar a ser preso? Pela primeira vez na vida me sinto realmente humano, com propriedades humanas, de ter vez, voz, de ser livre para ir e vir, crer e descreditar quando me faltar evidências.

      Sobre as pessoas da Cristandade, eu não tenho mais esses conceitos de Dia do Julgamento onde Deus irá punir os maus e salvar os bons. Dentro da Cristandade existem pessoas maravilhosas, benignas, caridosas, se Deus as destruisse só pelo motivo delas não serem TJ Ele teria um padrão de moral inferior ao de muitos humanos.

      Mais de 2.000 anos se têm passado e as pessoas até hoje se rasgam em debates discutindo quem será salvo ou destruído, acho que já está mais do que na hora de nos preocuparmos com nossos problemas reais e deixar os mitos apenas para entretenimento.

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  11. Amigo, achei seu blog por acaso, enquanto pesquisava uns temas para escrever no meu. Não vou escrever um longo argumento aqui, só gostaria de comentar brevemente alguns pontos sobre os quais você falou.

    Na verdade eu achei oportuno seu questionamento sobre a obrigação moral de Deus. Esta pergunta é realmente muito interessante: Deus poderia, se quisesse, fazer o mal ou a injustiça? O que aconteceria se Ele fizesse? Ficaria impune?

    Eu partilho a opinião de Craig, que Deus não está sujeito às mesmas ordens que nós. Mas isto não quer dizer que Deus iria sair por aí cometendo todo o tipo de impunidades. Deus é definido pela nossa teologia como um Ser que possui toda a sabedoria, um Ser perfeito. Eu acredito que, mesmo se Deus tivesse a capacidade de cometer tais atos (o que eu nem afirmo, nem nego; simplesmente não sei), Ele nunca cometeria, pois isto representaria uma falha ao Ser caráter, uma imperfeição, ou seja, seria uma auto-contradição. Ou Ele é perfeitamente bom, ou Ele não é Deus.

    Agora, isto levanta outra questão. Deus faz algo porque é bom ou algo é bom porque Deus o faz? Se é o primeiro, a moralidade de Deus é definida por algo que parece ser superior a Ele, e se é a segunda, a moralidade de Deus seria totalmente arbitrária. Este é conhecido como o dilema de Eutífron. Eu penso que a resposta a esse dilema [silogístico] é muito simples: o que Deus faz simplesmente é o que Deus faz. É uma reflexão da sua natureza perfeita.

    Eu concordo com você que seria terrível viver num mundo governado por um governante onipotente que não tivesse limites em relação ao que ele faz. Mas é muito bom que vivemos num mundo governado por um Deus que é totalmente bom. Não precisamos ter este medo.

    Visite meu blog:
    http://respostasaoateismo.blogspot.com.br

    Abraços, Paz de Cristo.

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    1. Olá David, agradeço sua visita ao blog e seus comentários oportunos. Não sou ateu e quando esboço esses argumentos é para mostrar que o Deus bíblico não é a imagem de um Deus perfeito e ideal, uma vez que ela O retrata nessas condições que mencionamos na postagem.

      O que não me entra não são essas declarações de que Ele é perfeito, de que Ele não está sujeito às mesmas coisas que nós, etc. O que chega ao ponto de me irritar é usar esses argumentos para dizer que Deus pode matar crianças, idosos e pessoas de outras etnias e credos só porque Ele é Deus, como diz Pipe, por exemplo. Tudo isso ocorre por um tipo de vício neurológico de que Deus SÓ e UNICAMENTE pode ser explicado pelos textos bíblicos, Ele tem que ser exatamente como está ali e acho isso até uma afronta à Deus, pois O rebaixa ao caráter de um mero livro antigo.

      Quando você disse: “Deus faz algo porque é bom ou algo é bom porque Deus o faz?” A primeira não coloca Deus em uma posição inferior, mas o coloca como um verdadeiro Ser Perfeito, Sábio e Exemplar, porque apesar da Sua posição, o Mesmo se submete aos próprios padrões de Certo e Errado. A segunda afirmação é um problema incrível para a deidade bíblica, porque poderia levar a definir coisas ruins como boas. Por exemplo, suponhamos que, desde o princípio, Deus tivesse permitido a fornicação, o sexo entre pessoas não casadas, uma vez que o casamento é um mero rito social, que não existia, hoje os cristãos cometeriam fornicação sem qualquer dor de consciência.

      Quem permite um assassinato voluntariamente é partícipe do crime. Entre “permitir” e “fazer” há uma linha tênue. Se Deus permitiu a poligamia, incesto, genocídio, conforme narrado no Antigo Testamento, então essas coisas eram boas naquele momento? Deus permitiu que Caim casasse com sua irmã porque não existia outra família na terra, e o que aconteceu com a mágica do barro? E da costela? Não poderia ter criado uma nova mulher, tal como criou para Adão? Deus destrói Sodoma e Gomorra pela imoralidade e permite que Ló tivesse relação sexual logo com as duas filhas, um ménage à trois.

      Na sua afirmação: “O que Deus faz simplesmente é o que Deus faz”, eu espero de coração que isso não seja verdade, caso contrário, estaremos perdidos, pois essa é a declaração mais tirânica que pode existir, ou seja, nem nos cabe questionar os atos dEle, isto é, seus atos narrados na Bíblia, porque Ele faz o que faz e pronto, fim da história.

      O nó que dá não é tentar entender Deus, mas tentar entendê-lO e defendê-lO tendo como base a Bíblia, porque para fazer isso chegamos ao ponto de dizer que matar crianças indefesas é bom porque foi Deus que fez.

      Vou visitar seu blog e creio que podemos dialogar muito entre nossos blogs.

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    2. Amigo, eu vejo uma confusão total de conceitos aqui. Dei uma relida no texto e achei mais algumas coisas que eu queria comentar. Por exemplo, eu também não acredito que basta que Deus queira fazer algo ruim pra Ele fazer. Na verdade nem o Craig diz isso. Ele, assim como também C. S. Lewis, definem a onipotência como a capacidade de fazer qualquer ação intrinsecamente possível, isto é, que não represente uma autocontradição lógica. Por exemplo, Deus não pode criar um círculo quadrado ou um solteiro casado, não porque Ele não tenha capacidade, mas porque essas coisas são simplesmente palavras que não fazem sentido, não representam objetos que podem existir. E eu acredito que Deus pecar se enquadra nesta mesma categoria, das auto-contradições. Deus não pode pecar porque se pecar, deixa de ser Deus. No meu blog tem uma série de textos entitulada "Ensaios de C. S. Lewis", falando sobre este assunto e outros relacionados, recomendo a leitura.

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    3. Sobre especificamente a questão de matar, vamos pensar um pouco: primeiro, o que é matar? Segundo, o que faz o ato de matar ser errado? Bem, não sei se você concordará, mas para mim, matar é fazer cessar deliberadamente a vida de uma pessoa; e matar é errado porque, primeiro, eu acredito que não temos o direito de terminar a vida de alguém, porque tanto eu como você recebemos a vida de graça, e nada pode comprá-la. Segundo, porque geralmente as pessoas matam por motivos ruins, a saber, inveja, raiva, fazer justiça com as próprias mãos ou simplesmente pelo prazer de matar. OK, tendo definido isto, agora vamos pensar mais um pouco: tudo bem, que Deus mata é um fato inegável segundo a Bíblia. Mas analise os motivos dEle. Primeiro, Ele é o único que possui o direito de fazer isto, PORQUE foi Ele que nos deu a vida, de graça, e Ele não tem nenhuma obrigação de mantê-la. Ele mantém por amor às pessoas ou talvez por outro motivos, mas quando Ele sabe, com sua perfeita sabedoria, que não haverá mais proveito para aquela pessoa se continuar viva, Ele deixa a pessoa morrer. Lembre-se que, no contexto em que estamos falamos, morrer não é deixar de existir, é simplesmente separar a alma do corpo. Além disso, note que Deus também não faz isso por inveja, ou por prazer, como os seres humanos fazem. Mas Ele pode fazer por justiça, ao contrário do ser humano. Matar como forma de vingança é um pecado para o homem, mas se você analisar as premissas que introduzi, chegará à conclusão de que não é pecado para Deus, pois (1) Ele possui o direito de tirar vidas e (2) A justiça tem que ser feita, e se Ele não fizer, quem vai fazer? Ele é a autoridade máxima no Universo.

      Eu gostaria de ser bem claro quanto ao direito de Deus de tirar vidas, porque ao que me parece, você abomina este conceito. Deus não pode ser submetido aos mesmos mandamentos que nós porque Ele não possui a mesma natureza que nós. Ele não é um Ser humano, feito de matéria, de existência finita e vontades mutáveis. E Ele também não possui corrupção e não pode errar, por definição. E, como eu já disse, Ele criou a vida, possui direitos autorais sobre ela! Ele pode tomar a vida de alguém, mas quando fizer isso, por causa da sua natureza, sabemos que Ele fez isso porque era o melhor a ser feito naquele momento.

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    4. E, pra terminar por enquanto, eu acredito que não há contradição entre Deus e a Bíblia. Na verdade, não faria muito sentido se Deus existisse mas não se tivesse revelado à humanidade de alguma forma. A matança dos cananitas é um tema que realmente nos causa espanto `a primeira vista, porque parece contradizer todo o resto da Bíblia (Eu estou planejando escrever um texto sobre isso no blog, talvez saia nos próximos meses). Mas eu não penso que esta contradição seja real, mas sim que ela é apenas superficial.

      Se entendemos que Deus é perfeito (isto é básico para acreditar nEle), temos todos os motivos para confiar que tudo o que Ele faz é bom, ou ainda melhor, que "bom" é a definição de tudo o que Ele faz. Podemos ver a bondade de Deus na maioria dos seus atos, mas em outros nos parece quase impossível acreditar que aquilo que Ele fez é realmente bom. Mas note que não podemos concluir que o que Ele fez é mau. Nós não temos uma mente tão desenvolvida para entender TODOS os motivos pelos quais Deus fez aquilo. Nosso julgamento sobre qualquer ato de Deus sempre será limitado por isso. Então, nessas situações, eu acho que deveríamos confiar que o que Ele fez é bom, mesmo não conseguindo enxergar isso a princípio.

      No caso de matar crianças inocentes, por exemplo, você questionou, mas eu consigo ver uma forma de interpretar isto como algo bom. Os cananitas eram um povo muito corrompido, é bem provável que se aquelas crianças crescessem, iriam se tornar maus como seus pais, ou talvez teriam sido mortas pelos próprios pais, pois os cananitas faziam sacrifícios infantis ao deus Moloch. Matá-las cedo as impediria de crescer e se tornar rebeldes contra Deus e ao mesmo impediria de seus pais cometerem mais um pecado ao matá-las. Além disso tudo Deus apenas trocou alguns anos de existência material humana por uma eternidade no céu. OK, mais aí você pode dizer: "Então se eu matar crianças inocentes por aí estarei fazendo um bem para elas!". Talvez você até esteja fazendo um bem para elas, mas está fazendo um mal para si mesmo, porque você não tem o direito de tirar a vida dela, pois não foi você que deu de graça a vida pra ela. Isto cabe somente a Deus. E se não coubesse a Deus, a quem caberia? Se Deus não tivesse direitos sobre a vida, ninguém poderia morrer nunca, já que nada acontece no mundo sem que Deus permita.

      Abraços, Paz de Cristo.

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    5. Eu vejo tudo isso como uma tentativa racional, e ao mesmo tempo irracional, de explicar algo que visivelmente está errado, que são os genocídios no A.T. Eu era assim como você, eu lia, sentia que aquilo não podia ser algo de Deus, um Ser Todo-Bom, mas eu sempre partia da premissa de que a Bíblia NÃO PODE estar errada. Então, minha única saída era usar de criatividade para tentar explicar aquelas atrocidades. Daí, começamos a fazer essas indagações filosóficas, “o que realmente significa “assassinar”?”, e por ai vai. Praticamente todos os argumentos que você usou eu já conhecia, pois metade da minha vida foi dedicada a ler os principais apologistas cristãos como C.S Lewis, Dr. Craig, Norman Geisler, Lee Strobel, dentre outros. No entanto, chega um momento na sua vida que você começa a ser desonesto consigo mesmo para sustentar uma ideia que nitidamente não é correta.

      Suponhamos que realmente Deus tirou a vida desses milhões de pessoas, conforme diz a Bíblia. Explique-me porquê um Deus que é Todo-Poderoso precisou da espada de um israelita para cravar nas entranhas de uma criança. Explique-me porquê um Deus que é Todo-Poderoso precisou usar a força bruta e a ira – em uma guerra não existe morte “amorosa” – para matar mulheres grávidas. Deus é Todo-Poderoso, Ele poderia ter feito cair um sono sobre todas aquelas pessoas, principalmente as crianças e as mulheres grávidas, tal qual Ele fez com Adão (cf. Gênesis 2.21), e tirar a vida deles de forma indolor.

      Você justificou isso dizendo que eles eram maus e foi necessário Deus enviar uma tropa de israelitas para dizimá-los. Então Ele foi injusto, porque outros milhares de povos naquele tempo tão ou mais iníquos continuaram sua existência sem qualquer intervenção divina.

      Quando ficamos obsecados pela Bíblia e suas histórias, nós chegamos ao ponto de dizer isso que você mencionou: “Além disso tudo Deus apenas trocou alguns anos de existência material humana por uma eternidade no céu. ” e depois disse: “Talvez você até esteja fazendo um bem para elas”, ou seja, ao assassinar crianças. Você não sabe a tristeza que sinto ao ver homens esclarecidos e inteligentes como você chegar ao ponto de dizer isso, pois isso é, sem dúvidas, o maior de todos os absurdos, fazer um bem a uma criança ao assassiná-la, pois, ao permitir isso, Deus estaria trocando alguns anos de existência material humana por uma eternidade no céu, céu este que nem ao menos você pode provar empiricamente que existe.

      E como mencionei na postagem, tudo isso é fácil para você dizer porque não foi seu filho que morreu ali brutalmente por um soldado israelita enfurecido. Não foi sua esposa grávida que morreu ali toda ensanguentada enquanto clamava por compaixão.

      A questão era meramente territorial. Os israelitas não foram ordenados por Deus para dizimá-los. O genocídio não foi devido à má conduta deles. A questão foi meramente territorial, como ocorre até hoje na Palestina. Todos enfurecidos gritando que Deus os prometeu determinada terra.

      De qualquer forma, grato sou pelas suas explicações, pois busco levar aos meus leitores a imparcialidade, quero que eles vejam os dois lados e decidam, coisa que me foi negada quando era cristão.

      Abraço, se cuida.

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    6. Olá, em primeiro lugar, parabéns pelo blog.
      Eu, assim como você, não sou ateu, porém, não creio no deus bíblico por uma razão simples: aquele era um deus fabricado pelos sacerdotes e poderosos dessa nação como um deus nacional, defensor e "senhor dos exércitos" da nação escolhida.
      A religião judaica foi moldada, assim como a personalidade de seu deus, conforme a conveniência. Para uma nação "escolhida" por Deus, conforme eles se intitulam, qualquer outra nação ou tribo seria desprezível e descartável, passível de ser exterminada sem remorso.
      Como um tipo de nazismo, apenas o povo escolhido merecia viver na terra prometida e desfrutar do leite e do mel. Os outros, seriam como zumbis do seriado "The walking dead". Mata-los, de preferência em grande escala, seria como uma purificação, uma faxina que se faz na nova casa.
      Essas passagens podem até terem um outro sentido, como um anônimo escreveu logo acima, porém as pessoas comuns e os fanáticos a interpretam literalmente e a utilizam como salvo conduto para os genocídios modernos na palestina. Os religiosos radicais utilizam os mesmos versículos para justificar os mesmos fins atuais: livrar Israel dos "intrusos", dos filisteus da terra prometida.
      Então, na minha opinião, não são apenas palavras, são sentenças de morte a quem estiver no caminho de Israel. Seja por espada ou bombas modernas de alto poder destrutivo.

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    7. Obrigado pela visita e pelo comentário... a ideia é essa mesma, infelizmente!

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  12. Bom dia, Administrador!

    Já falei em outra ocasião, mas faço questão de repetir que concordo com tudo que voce falou. o errado é sempre errado e nunca vai estar certo. genocidio, infanticidio e assassinato é errado e independe de quem pratica ou motivação. Se o meu filho precisasse de um transplante isso não me daria o direito de matar um pedófilo ou qualquer outro criminoso hediondo e tirar o orgão dele para salvar meu filho, o errado é sempre errado.
    Quando era cristão tambem fazia um esforço para assimilar essas discrepancias que são impostas pela fé, só que é impossivel. hoje igual a voce me sinto liberto, me sinto como se uma cortina tivesse se abrido e eu pudesse ver o todo e não ver apenas o que queria.
    Parabems e contineu.
    Att:

    Pacheco.
    mousinhoesantos@gmail.com

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    1. Olá Pacheco, agradeço mais uma vez a sua visita. Lhe congratulo por esse pensamento mais do que nobre e essa sua comparação será digna de uma postagem futura.

      Espero que muitas pessoas percebam que não precisamos crer nessas coisas, não há necessidade de se sustentar esses dogmas visivelmente contraditóricos e desumanos. Podemos ser poucos, mas nossos argumentos são muitos.

      Algumas pessoas deixam de crer e ponto, não ajudam outros nesse sentido, o que considero um tipo de egoísmo. Eu quero usar as coisas que aprendi para ajudar as pessoas, pois sei que centenas de pessoas ao redor do mundo ainda sofrem muito com tais conceitos e dogmas e o que eu puder fazer para trazer-lhes alívio assim farei.

      Abraço!

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  13. Olá Administrador,
    Achei interessante o seu blog, porém, vi que o senhor era um Testemunha de Jeová, bom, até onde eu sei os TJs não são cristãos, na verdade eles não creem que Jesus é Deus, pois, assim ele seria um outro deus, já que Deus é um só segundo a Bíblia, ou seja, idolatrar a Jesus como Deus é uma idolatria, então os TJs creem que Jesus era um Grande profeta, uns até creem que ele é filho de Deus mas, não é uma deidade. Sendo assim por que o senhor afirma que era um cristão fundamentalista, já que os TJs não são cristãos?

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    1. Bom, tudo começa pelo que se crê com o significado de "cristão". Isso depende muito disso, para os evangélicos, os espíritas não são cristãos, nem os são as TJs, nem os mórmons. Não obstante, estes SE CONSIDERAM cristãos. Na sua definição, ser cristão é crer na divindade de Cristo, quando na verdade, o cristianismo primitivo tinha uma cristologia baixa, sendo sua deificação algo posterior.

      Essa briga de "quem é e quem não é cristão" é longa. Desde os primórdios do cristianismo, gnósticos, ebionitas, ortodoxos, todos SE CONSIDERANDO cristãos, mas sem reconhecer os outros como tais.

      Você tem sua opinião, conforme colocada acima. No entanto, tenho outra opinião. Existem vários TIPOS de cristianismo, todos estes creem ser o verdadeiro cristianismo, os verdadeiros cristãos.

      Eu junto todos em um pacote só. Se uma religião tem alguma crença em Jesus Cristo, como deus, profeta, filho de Deus, e acredita que o Novo Testamento é inspirado por Deus, eu a considero cristã. Dessa forma, as TJ se consideram cristãos, tanto quanto eu era.

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  14. Nos debates que observei aqui pude perceber algo bem substancial, fundamental, o âmago de toda questão: os fundamentalistas fanáticos SEMPRE vão tentar justificar sua posição totalmente irracional pelo simples fato de que alguém introduziu em suas cabeças a ideia de que a Bíblia jamais poderia estar ERRADA...Assim sendo, sempre veremos afirmações completamente absurdas, como as do sr. Craig, tentando justificar o injustificável, pois nunca terão um ARGUMENTO a apresentar, apenas discursos vazios de qualquer lógica, como é o que se pode esperar de um religioso...Desse modo, vejo que somente após a desmitificação da "inerrância" bíblica, após abrir-se à possibilidade de a Bíblia conter erros, pois foi escrita por seres humanos, é que uma pessoa poderá se valer da liberdade de Cristo, desvencilhando-se da opressão da religião, compreendendo que a Bíblia não é a "Palavra de Deus", mas, sim, um conjunto de relatos sobre experiências pessoais de seus autores com Deus, a partir de pontos de vista particulares.

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  15. Eu não sei porque os ateus preocupam-se tanto com a moralidade de Deus visto eles não base algum para sua e ficam usando armentos emocionais tipo: Oh, coitadas das crianças cananitas. Oh, porque Deus é tão mal. Oh, imagine a espada entrando... Ora, se tudo é relativo, inclusive a moral, e se tudo não passa de processos e impulsos cegos da natureza, ru fico rindo para caramba diante do apelo emocional dos ateus em suas completas descontextualizações da Bíblia.

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    1. Obrigado pelas risadas... ler o comentário de vocês é melhor do que um show de stand-up comedy. Primeiro, ouvir um crente falar de emoção é ridículo, porque vocês abusam da emoção nas igrejas. Segundo, de forma ignorante você esquece que existe a inteligência emocional, leia o livro de Daniel Goleman intitulado Inteligência Emocional. Terceiro, de todos os argumentos que usei você tentou refutar apenas um. Quarto, não sou ateu. Quinto, os maiores defensores do Cristianismo hoje falam mal dos deuses "pagãos" e criticam sua moralidade, mesmo obviamente sem crer que estes existam. Portanto, uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra.

      Meu conselho para ti: Continue a acreditar que um deus carpinteiro vai voltar sentado nas nuvens. Em toda sociedade sempre deve existir os inocentes, os dominados, os crédulos, para que os outros possam tirar proveito. Eu prefiro que você deseje ser pastor do que tirar minha vaga de professor universitário.

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  16. Deus tinha razoes morais suficiente para o extermínio dos cananeus (http://questaodeconfianca.blogspot.com.br/2007/06/destruio-dos-cananeus.html).

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    1. Uhum... isso porque era o Deus bíblico, se fosse um relato de outra religião diriam que era um deus falso ou mesmo o capeta.

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  17. Como você mesmo falou no inicio "Sabe qual é o problema disso? É que, ao meu ver..." Aqui está o problema: Não percebeu? Você disse "AO MEU VER". Isso reflete uma questão de cosmovisão, achismo, mas não nada de conclusivo. Você parasse afirmar que os cananeus foram mortos simplesmente porque criam em outros deuses, mas você parece ignorar as "atrocidades" que eles cometiam até mesmo com seus filhos, e isso tem comprovação histórica. É claro, eu não vou escrever um livro aqui refutando suas alegações porque certamente não sou de debater em comentários, prefiro algo pessoal. Mas no fim das contas, tudo é questão de cosmovisão, ou seja, uma vez que você não crer, tudo será absurdo e contradizente. Aliás, quando ateus não tem muito argumentos como nesta postagem, costumam apelar para o "emocional", sendo que eles não tem base alguma para sua moral relativa.

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    1. Odeio debater por texto e daria tudo por um debate contigo em uma universidade. Mas vamos lá. Primeiro, seu primeiro argumento é de uma falácia filosófica sem precedentes. Eu digo e repito que é "ao meu ver", porque contrário dos cristãos, não sou dono da verdade. Isso não é o mesmo que achismo, uma mera opinião, pois em todas as minhas postagens existe uma bibliografia. Segundo, todo argumento filosófico é uma percepção mental, é a forma que o filósofo tenta asseverar algo... e se for algo verídico, outros verão da mesma forma. A parte dos crentes, boa parte dos comentários desse post elogiaram meus argumentos. Terceiro, quando você diz "Mas no fim das contas, tudo é questão de cosmovisão, ou seja, uma vez que você não crer, tudo será absurdo e contradizente", não se deu conta que deu um tiro no pé, pois se "tudo é questão de cosmovisão" isso inclui você e sua fé. Quarto, não sou ateu e falaciosamente você nem procurou no blog antes de me acusar disso. Quinto, ouvir um crente falar de emoção é ridículo, porque vocês abusam da emoção nas igrejas, e como disse ali acima, você esquece que existe a inteligência emocional, leia o livro de Daniel Goleman intitulado Inteligência Emocional.

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  18. Estes são os genocídios gozosos.
    Onde que está prometido nas escrituras que as crianças dos heteus, dos amorreus, dos cananeus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.” (Deuteronômio 20.16-17, RA.) herdariam a vida eterna? O Dr William Lane Craig esta dando as crianças algo que Deus nunca prometeu, para aplacar a sua consciência. Além da falta de obrigações destes povos de seguirem mandamentos que Deus nunca deu aos mesmos pois jamais foram os povos escolhidos ou solicitado que seguissem.

    Se Deus faz as coisas sem motivo, impulsionado por nada, não é Deus, mas apenas o acaso. Se Deus faz coisas por acaso não faz sentido obedecer ao acaso porque ele não se motiva por esta obediência ou desobediência. Por sacrifícios ou falta deles.

    Os judeus mortos nos campos de concentração não se satifizeram que seus filhos estavam ganhando a vida eterna ao mesmo tempo que resgatavam os pecados dos judeus do passado? Ou era apenas Deus com vontade de matar sem motivos? Bento XVI pergunta “onde estava Deus” nesta hora?

    Se os judeus já tinham garantido a vida eterna, por que mandou seu filho, Jesus, o Messias, para que conquistasse isto para os judeus? (Visto que os demais deuses já tinham prometido isto)

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  19. Entre os genocídios gozosos podemos incluir o mito de Noé. Em que Deus, a semelhança com o genocídio dos cananeus, incluiu a destruição de todas as crianças, filhotes, animais inocentes da face da Terra. Como defenderia o Dr William Lane Craig, do nada, apenas por vontade, apenas por ter o PODER de fazer. SIC TRANSIT GLORIA MUNDI

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  20. Se lermos atentamente as possagens das expulsões dos povos qua habitavam a região de Canaã à época da chegada á terra prometida, muitos e muitos reis e povos foram todos destruídos "sem deixar vivo nada que respirasse" e somente os animais domésticos foram tomados como "saque" (roubo). As mulheres e meninas virgens eram especialmente valiosas para os Judeus, não importando se eram adoradoras de outros deuses.

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  21. Infelizmente, para a decepção do autor do artigo e daqueles que concordaram com ele, continuo achando os argumentos do Craig mais convincentes e muito mais consistentes. As analogias e argumentações utilizadas pelo autor, para contradizer o Craig, são puramente humanas, todas de um ponto de vista puramente humano (pai humano, juiz humano, algós humano, etc.). O autor é Humanista e o Craig é Teísta. É claro, todos os seus argumentos são válidos para nós, seres humanos, mas não para Deus, um Ser pessoal, Santo e Justo Juíz, infalível e sem pecado. E o pior: considera Deus, como pecador e igual a nós e não o Deus Todo poderoso, Criador dos Céus e da Terra e tudo o há neles; Aquele que conhece todas as coisas e, como soberano que é, vai julgar (por causa do seus pecados), no fim dos tempos, os vivos e os mortos e isso foi profetizado por Jesus. Desconsidera ainda que, sob o ponto de vista Judaico-Cristão, a ordenança de exteminar os cananeus foi um ato de Juízo Divino sobre aquela sociedade corrupta, assim como aconteceu em Sodoma e Gomorra e, não por ciúmes de deuses falsos (apesar de não desejar que os seres humanos sejam enganados, afinal, esses deuses simplesmente, não existem) ou qualquer outro sentimento humano colocados em Deus. Craig, pelo contrário, conhecendo Teologia e Filosofia e, principalemente, as Escrituras Sagradas, utiliza esses conhecimentos como argumentos muito mais sólidos e lógicos, que explicam por que Deus ordenou o extermínio dos Cananitas: foi um ato de Juízo. O Craig ainda trata a questão do ponto de vista do Pecado, coisa que ateus, agnósticos, deístas etc, consideram uma tolice, mas para Deus é crucial. O Juízo sobre os cananitas aconteceu por que a medida dos pecados dessa sociedade chegou ao inadimissível (Gênesis 15:16). Deus foi longânimo até o máximo, assim como, é longânimo até hoje (2ª Pedro 3:9). O mesmo aconteceu com a humanidade antes do Dilúvio (Gênesis 6:5) e, após, com Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:20). Interessante, todos esses relatos foram utilizados por Jesus para nos advertir de que, na Sua sua segunda vinda, as circunstâncias serão as mesmas e fundamento para o Juízo e condenação, como sempre, será o mesmo: o pecado. Nada de xenofobia, homofobia, preconceitos, parcialidade ou coisas do tipo, de tanto alegadas. Deus ama a todos os povos, sem distinção, mas não tolera o pecado, ou seja, a desobediência aos seus preceitos e orientações e, vai puni-lo, mais cedo ou mais tarde. Entendo que isto seja muito simples. Basta um pouco mais de temor (respeito) a Deus e leitura das Escrituras para se conhecer mais a Deus, como Ele age e tudo ficará mais claro e inteligível. Portanto, é melhor considerar os arqumentos do Craig aos argumentos do autor do artigo. Obrigado pela atenção. Abçs..

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  22. “Infelizmente, para a DECEPÇÃO do autor do artigo e daqueles que concordaram com ele, CONTINUO ACHANDO os argumentos do Craig mais convincentes e muito mais consistentes”.

    R.: Por que você acha que eu iria me decepcionar? Ou meus leitores? Sua opinião não é tão importante quanto você pensa não... continuar a crer nos argumentos do Craig é o que prefere você e seus seguidores “craigianos” que o consideram o Pai da Filosofia Cristã, doutor de toda razão e conhecimento, sendo o restante da humanidade ignorante e pecadora, merecedores do castigo divino.

    “As analogias e argumentações utilizadas pelo autor, para contradizer o Craig, são puramente humanas, todas de um ponto de vista puramente humano (pai humano, juiz humano, algós humano, etc.).”

    R.: A próprio Bíblia usa analogias humanas: “Porventura pode UMA MULHER esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo EU não me ESQUECEREI de ti”. (Isaías 49:15) O deus mítico judaico traçou uma linha de raciocínio usando o ser humano como base, ou seja, se uma mãe não esquece de seu filho, imagina o Criador! E os exemplos bíblicos são a perder de vista...

    Não obstante, em nenhum momento você acha isso estranho, mas engole sem qualquer problema... sabe por quê? Porque isso não vai de encontro com sua crença, então tudo bem fazer analogias usando humanos como base. Dai faço o mesmo, e quando o resultado é obviamente contrário ao que você acredita, logo afirma-se que “não podemos fazer comparação entre Deus e humanos”... em outras palavras, sempre será dois pesos e duas medidas na apologética cristã falida.

    “Craig, pelo contrário, conhecendo Teologia e Filosofia”...

    R.: Ele não faz isso porque conhece Filosofia e Teologia, ele faz isso porque é o que lhe cabe, ou seja, defender Cristo com a própria vida, se for o caso. Além disso, Craig faz isso como profissão, ou seja, o mister know-it-all ganha rios de dinheiro com a publicação de seus livros apologéticos que só possuem credibilidade nas igrejas e, além disso, é pago para dar palestras e entrevistas, o oposto que fez muitos líderes religiosos, como Chico Xavier, aquele “bruxo” usado pelo diabo como você acreditam!

    “...e, principalemente, as Escrituras Sagradas, utiliza esses conhecimentos como argumentos muito mais sólidos e lógicos...”.

    R.: Sólidos e lógicos para quem? Se for pra você, eu respeito, mas pra academia e para o povo comum, mesmo que indouto, soa mais como piada do que filosofia.

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    1. Prezado Eduardo. Obrigado por responder ao post. Pensei que levaria algum tempo, a julgar pelas últimas postagens. Foi muita consideração da sua parte. Acredito que espera que eu faça alguns comentários à sua resposta. Pois bem... quanto à primeira resposta, eu quero dizer que eu entendo que a minha opinião é importante sim, da mesma forma que você acha que a sua é importante, a ponto de você escrever um artigo para expô-la. Cada um de nós tem a sua. Você é Humanista e eu sou Teísta. Quanto ao fato do "restante da humanidade ser ignorante e pecadora", entendo que você, em relação ao ponto de vista Cristão, foi apelativo e leviano no comentário. O Cristão considera a humanidade ignorante e pecadora sim, mas em relação ao seu conhecimento (ignorância) e relacionamento (pecado) com Deus. Nunca em relação ao conhecimento geral, inerente aos seres humanos. Porém ao fato de ser pecador, divergimos, pois, você acha que não é pecador e pecado é estória de trancoso, uma ilusão. Eu não. Pra o Cristão, o pecado é a fonte do problema entre o homem (humanidade) e Deus, pois a mesma Escritura diz: aquele que crer no Filho de Deus (Jesus) não será condenado, porém, o que não crêr, já está condenado. (João 3:36). A realidade da condenação não é uma arbitrariedade ou um capricho Divino, sobre àqueles que não são Cristãos. É uma condição que Ele, soberano como é, determinou para que todos tivessem a mesma oportunidade. Pra mim, isso é muito simples! Pois de acordo com a própria Escritura, Deus não faz acepção de pessoas, entre Judeus e Gentios - a humanidade (Romanos 2:11). A Humanidade, para nós, Cristãos, é ignorante, pecadora e merecedora do castigo divino, se não reconhecer os seus pecados e continuar vivendo com se Deus não existisse. É por isso e pra isso que o Evangelho tem sido pregado, nunca para afrontar, levianamente, os demais como ignorantes e pecadores, merecedores, arbitrariamente, como soou em sua acusação, do castigo divino, mas para mostrar que Deus se importa com a humanidade e que providenciou um escape da condenação: a fé em Jesus. Não há problema algum com as analogias. O problema é com o fundamento por trás das analogias. Se o seu fundamento é ateísta e humanista, chega-se ao ridículo de difamar a Deus de xenofóbico, homofóbico, genocida, infanticida e por ai vai... Então, as analogias são um recurso interessante e útil para ambos os lados, desde que respeitem as suas proporcionalidades e sigam um raciocínio sadio. Pra mim, a Apologética Cristã não é falida. Falidos são os argumentos ateístas. Ela está mais viva e forte do que nunca. E o Craig, que você, ironica e levianamente, chama de "deus" - não para nós, Cristãos - é o seu maior expoente. Para nós ele é apenas um exemplo e o admiramos, pela sua capaciadade, só isso. De forma análoga, é a mesma admiração que você tem pelo Dawkins, Harris, Hitchens e Dennett. A apologética do Craig é tão contundente, que o maior expoente do Ateismo, hoje, Richard Dawkins, se recusa a debater com ele. Teme ser desmoralizado, penso eu, não a sua pessoa, mas os seus argumentos, os quais já foram, plenamente, enfrentados pelo Craig e respondidos em debates com outros ateus. O fato do Craig ganhar milhões em livros, pra mim, é irrelevante, pois eu acredito que Dawkins, ganhou muito mais, com o seu livro Deus, um Delírio! Mas como afirmei, isso é irrelevante. Para ateus, como você, a Escritura é uma piada. Para mim, para milhões de Cristãos e para o Apóstolo Paulo, ela é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crêr, primeiro do Judeu e também do Grego - a humanidade (Romanos 1:16). Se você lê as Escrituras vai perceber a firmeza de Jesus nos debates com os seus opositores da época. A sua firmeza vinha do seu conhecimento perspicaz e costumaz das Escrituras! Abçs..

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    2. “Pois bem... quanto à primeira resposta, eu quero dizer que eu entendo que a minha opinião é importante sim, da mesma forma que você acha que a sua é importante, a ponto de você escrever um artigo para expô-la”.

      R.: Está registrado aqui suas palavras dizendo que eu iria me decepcionar pelo fato do meu artigo não ter comprido a finalidade, isso só faz sentido se você acha que eu espero destruir a fé das pessoas. Olha o tema do blog Por Que [Eu] Não Creio, e não Por Que VOCÊ Não Deve Crer, assim eu mostro os motivos pelos eu, Eduardo Galvão, considero o Cristianismo um sistema falido de crenças sem sentido.

      A questão não foi em você expor seu pensamento, assim como o fiz em meu artigo, mas sim em dizer que eu e meus leitores iriam ficar “decepcionados” por você continuar a crer; isso só faz sentido se você se colocar como o centro da atenção, como se estivéssemos esperando que você chegasse aqui e dissesse “nossa, você tem toda razão, a partir de hoje não vou mais na Igreja”, no mínimo egocêntrico e infantil.

      Sua opinião não me decepcionou porque ela é aquilo que eu já espero de um apologista. Entre eu e Cristo, quem ele vai escolher? Assim, ao invés de decepção, suas palavra foram apenas uma comprovação do que eu penso.

      “Quanto ao fato do "restante da humanidade ser ignorante e pecadora", entendo que você, em relação ao ponto de vista Cristão, foi apelativo e leviano no comentário. O Cristão considera a humanidade ignorante e pecadora sim, mas em relação ao seu conhecimento (ignorância) e relacionamento (pecado) com Deus”.

      R.: Pois bem, foi exatamente neste sentido que eu estava falando! Seleciona no meu comentário onde eu disse que a ignorância era no sentido de conhecimento material? Fui cristão como você por décadas, e nossa mentalidade era de “pena”, vemos as pessoas do mundo como “cegas”, “tolas”, “iludidas” precisando de ajuda. Eu, Eduardo, não te vejo como tolo, nem cego, nem iludido, muito menos como alguém precisando de ajuda, assim como provavelmente você me vê, vejo você como uma pessoa que acredita sinceramente que o sistema filosófico cristão é a melhor interpretação para o mundo, as pessoas podem estar sinceramente erradas, como eu posso estar nas minhas colocações e amanhã mudar, mas o cristão verdadeiro nunca mudará, porque isso representa perder a salvação, mas para mim presenta apenas uma mudança de ideia e nada mais.

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    3. “Pra o Cristão, o pecado é a fonte do problema entre o homem (humanidade) e Deus, pois a mesma Escritura diz...”

      R.: Não vou comentar esta parte porque isso é conhecimento bíblico, religioso e teológico desnecessário, porque além de básico para qualquer pessoa que tem formação teológica, não estamos debatendo teologia e sim filosofia!

      “Pra mim, isso é muito simples”!

      R.: Não é porque é simples que seja verdade. Por exemplo, aceitar a doutrina espírita de que os homossexuais são apenas reencarnações de mulheres em corpos masculinos parece ser algo racional [a pessoa reencarnou várias vezes como mulher e quando caiu no corpo masculino sua psique ainda estava entrelaçada ao comportamento feminino – na Índia os travestis são venerados como reencarnações de deusas] é mais fácil entender assim do que estudar os fatores bio-químicos neurológicos responsáveis pelo comportamento homossexual, resumindo, não é porque algo é simples que seja verdadeiro. Você começou dizendo “para mim”, então veja como sua opinião é apenas uma questão subjetiva.

      “Não há problema algum com as analogias. O problema é com o fundamento por trás das analogias. Se o seu fundamento é ateísta e humanista, chega-se ao ridículo de difamar a Deus de xenofóbico, homofóbico, genocida, infanticida e por ai vai...”

      R.: Entenda a diferença entre “afirmação” e “comprovação”, você afirmou algo, mas não o comprovou com dados. Analogia é analogia, no seu pensamento minha analogia é errada porque levou a um raciocínio que você não aceitaria jamais, ao dizer “se o seu fundamento é ateísta.... chega-se ao ridículo de difamar a Deus...”, ou seja, não importa a razão, a lógica por trás “se o [meu] raciocínio é ateísta” é o suficiente para ser descartado... posso então pegar carona e dizer que “se o seu raciocínio é cristão... chega-se o ridículo difamar meu artigo por dizer que Deus tem o direito de matar crianças”. Mais uma vez, dois pesos, duas medidas!

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    4. “Então, as analogias são um recurso interessante e útil para ambos os lados, desde que respeitem as suas proporcionalidades e sigam um raciocínio sadio”.

      R.: O que você entende por “sadio” [= desde que concorde com o Cristianismo].

      “Pra mim, a Apologética Cristã não é falida. Falidos são os argumentos ateístas”.

      R.: Ai é opinião, deixemos isso de lado.

      “Ela está mais viva e forte do que nunca”.

      R.: Por isso que o mundo é uma maravilha. Um dos países mais cristão do mundo vivendo uma crise política com pastores escondendo dinheiro na cueca e fazendo oração agradecendo a Deus.

      “E o Craig, que você, ironica e levianamente, chama de "deus" - não para nós, Cristãos - é o seu maior expoente”.

      R.: Olha, sou humorista nas horas vagas, então desconsidere meus sarcasmos.

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    5. “Para nós ele é apenas um exemplo e o admiramos, pela sua capaciadade, só isso. De forma análoga, é a mesma admiração que você tem pelo Dawkins, Harris, Hitchens e Dennett”.

      R.: Toda vez, no pleno sentido da palavra, toda vez que debati com cristãos eles vomitam pra mim exatamente tudo que eu já li sobre Craig. Em outras palavras, quando você começam a falar os argumento é como se eu estivesse lendo Craig, é quase decorado, é como debater com uma Testemunha de Jeová, respostas copiadas, nenhum pesquisa por si mesmo, não é como pessoas que buscam várias fontes, mas pessoas que buscam só um porta-voz da sabedoria e apologética, juro que chega a ser engraçado!

      Me bateu uma curiosidade, “é a mesma admiração que você tem pelo Dawkins, Harris, Hitchens e Dennett”, onde você viu isso? Como você sabe as pessoas que eu admiro? Amo debater por escrito porque as palavras ficam registradas! Você está aqui levianamente fazendo afirmações sobre minha pessoa sem tem qualquer conhecimento dos fatos! Não tenho qualquer admiração por esses homens; nos meus mais de 300 artigos só mencionei Dawkins 2 vezes. Outra coisa, você já me rotulou como ateu, sendo que nem sou ateu. Viu como vocês argumentam sem nem se dar o trabalho de se inteirar dos fatos?

      “A apologética do Craig é tão contundente, que o maior expoente do Ateismo, hoje, Richard Dawkins, se recusa a debater com ele”.

      R.: Um copo pela metade está meio cheio ou meio vazio? Veja que responder isso é apenas uma questão subjetiva, assim como dizer se sorvete de morango é melhor que de chocolate. Analise esta assertiva:

      Dawkins não debate com Craig. [FATO]

      Eu e você não podemos ler seu coração, entender o motivo, dai temos que julgar o fato. Podemos, na verdade, chegar à duas conclusões:

      1. Não debate porque tem medo de “apanhar” argumentativamente do Craig.
      2. Não debate porque Dawkins o considera tão ridículo e esnobe que seria uma ousadia para a comunidade científica dividir o palco com um pastor de Igreja que prega que a mulher foi feita da costela de um homem feito de barro.

      Quem está certo? Olha, não tem como saber! Pode ser a primeira, como pode ser a segunda! Eu creio que a segunda é o caso, mas um cristão, claro, escolherá a primeira. Posso falar de mim, eu literalmente abomino a presença do Craig. Olha só, saber outros idiomas é algo muito bom. Já assistir inúmeros debates com Craig no original e entrevistas, o ar de superioridade dele, as afirmações de se chamar de “a espada do cristianismo moderno”, ou “a mente moderna da racionalidade cristã” como ele se auto denomina chega a dar nojo! Talvez seja por este e outros motivos que homens da ciência não cheguem nem a o cumprimentar!

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    6. “O fato do Craig ganhar milhões em livros, pra mim, é irrelevante, pois eu acredito que Dawkins, ganhou muito mais, com o seu livro Deus, um Delírio! Mas como afirmei, isso é irrelevante”.

      R.: Mas Jesus não ganhou um centavo com o seu conhecimento. Temos aqui dois homens, um que não crê em Deus e portanto, poderia aceitar dinheiro pelo seu trabalho, o outro acredita e segue um judeu que pregou e produziu conhecimento de graça, mas ele mesmo faz fortuna usando o nome de um judeu que disse “de graça recebestes de graças deves dar” (Mateus 10.8). Religião, amigo, é comércio! E esse comércio sempre será servido de seguidores leais que são extorquidos com livros caríssimos que propõem defender uma fé. Consigo comprar uma Bíblia na minha cidade por 5 reais, você consegue comprar um livro do Craig por este valor?

      Uma vez um amigo comprou um celular e se gabou dizendo que “ganhou de graça” da operadora, mas teria que aceitar um plano mensal caríssimo! Quando nós o alertamos que, na verdade, o plano de telefonia coloca o valor do celular dentro da mensalidade, o celular não saiu de graça, mas ele está pagando com outro nome, ou seja, “plano mensal”. Mesmo assim, ele insistiu que o celular saiu de graça... enfim, algumas pessoas são enganadas e ao invés de abrirem os olhos, permanecem defendendo os seus enganadores. Enquanto filhos de Deus passam forme, Craig, Malafaia e a corja toda ficam milionários, e aqueles que financiam esses homens o defendem, fazer o que?

      “Para ateus, como você, a Escritura é uma piada”.

      R.: Ah!!! Não tinha ainda chegado nesta parte! Nas palavra de seu Deus: “Não deveis julgar” (Mateus 7:1). Dai você me rotula, me colocando em um grupo de forma preconceituosa, porque não existe ateus, crentes, gays e negros, existem pessoas, indivíduos, e faz isso sem ter qualquer conhecimento sobre a minha pessoa, isso é somente LAMENTÁVEL... só confirma tudo o que escrevo aqui!

      A Bíblia não é um piada, é sim o maior livro já escrito, eu tenho verdadeira paixão pela Bíblia, mas apenas como literatura e como toda literatura ela possui sim coisas ridículas e ponto de ser piada.

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  23. “O Craig ainda trata a questão do ponto de vista do Pecado, coisa que ateus, agnósticos, deístas etc, consideram uma tolice, mas para Deus é crucial”.

    R.: Este é o problema. Vocês levam coisas ilusórias para uma equação e querem obter o mesmo resultado! O pecado introduzido no mundo através da mulher – sempre a mulher em todos os mitos! – induzida por uma serpente falante, é nada mais que um mito da mesopotâmia, então qualquer pessoa fora dos círculos religiosos do oba-oba evangélico não levará em conta “pecado”... o argumento aqui é filosófico e não teológico!

    “Nada de xenofobia, homofobia, preconceitos, parcialidade ou coisas do tipo, de tanto alegadas. Deus ama a todos os povos, sem distinção, mas não tolera o pecado, ou seja, a desobediência aos seus preceitos e orientações e, vai puni-lo, mais cedo ou mais tarde”.

    R.: E as crianças que ainda nem sabiam falar? Como poderiam ser punidas? Não quero argumento teológico, e sim filosófico!

    “Entendo que isto seja muito simples. Basta um pouco mais de temor (respeito) a Deus e leitura das Escrituras para se conhecer mais a Deus, como Ele age e tudo ficará mais claro e inteligível”.

    R.: Percebeu? A questão aqui não é racionalidade, mas fé! Aceitar este conceito depende do respeito a Deus. Fui doutrinado nisso, ou seja, se algo parece errado nas Escrituras meu temor e respeito a Deus me levariam a abandonar a dúvida e me entregar na fé; desculpa mas não dá, não mais! Parece cônjuge adúltero que é pego pelo cônjuge traído, que possui todas as provas, e argumenta, “confie em mim, isso não é o que parece!”.
    Quando era criança eu até engolia isso, mas hoje não dá, é muito claro, mas a fé, a devoção não deixa as pessoas amadurecerem e preferem fazer isso, se entregar na fé e no respeito ao Deus que cultua.

    “Portanto, é melhor considerar os arqumentos do Craig aos argumentos do autor do artigo. Obrigado pela atenção. Abçs.”.

    R.: Um conclusão cristã, afinal, quem sou eu diante de Deus [Craig]? Ficou faltando você contra-argumentar tantas outras coisas que disse. Abraços!

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    1. Eduardo,

      Continuando... Eu não acredito em "mito" da serpente falante. Eu acredito no fato da serpente falante, da mesma forma que acredito no fato de uma jumenta falante: a jumenta de Balão (Números 22: 28). O fato do pecado ter entrado, na humanidade pela mulher, pra mim, é apenas um fato histórico. Poderia muito bem ter sido pelo homem. Pra mim, é irrelevante. O fato é que o pecado entrou no mundo, mas Deus, em graça, já resolveu o problema do pecado: a fé em Jesus. Nada há preconceito com a mulher e, com todo respeito, isso é bobagem. O argumento aqui é histórico e não filosófico. O fato de uma serpente ou uma jumenta falar não tem nada a ver com filosofia e, sim, com sobrenaturalidade e história, nada de fábulas ou coisas do tipo. A Bíblia contém inúmeros exemplos de sobrenaturalidade e historicidade. A questão das crianças que ainda não sabiam falar e foram "impiedosamente assassinadas", da mesma forma, não tem nada a ver com filosofia e sim, com história e, por incrível que pareça, com o zelo e o cuidado de Deus com e por elas! É claro, pra você e outros ateus, isso vai parecer um absurdo e uma piada, mas, infelizmente, é a verdade. A Bíblia e a Teologia Cristã não imputa pecado ou condenação aos infantes e assim, pra mim, elas não foram punidas, como você, de forma descomprometida, afirmou, elas foram poupadas! Foram salvas na infância. Se pensamos como o humanista (argumentação humana), auto-suficiente, isso é um absurdo, porém se pensarmos como pecadores e carentes da misericórdia de Deus (coisa que o ateu e humanista não faz), isso é pura graça! Deus, através do extermínio, poupou as crianças de crescerem e se tornarem, quais os seus pais, em uma sociedade idólatra, perversa e pagã, que, mais tarde, de alguma outra forma, enfrentariam o Juízo de Deus como pecadores e correriam o risco de serem condenadas, pelos seus próprios pecados, como os seus pais foram condenados. A medida dos pecados dos Cananeus chegou ao inadmissível para Deus, por isso veio o extermínio: um ato de Juízo (Gênesis 15:16). Mas Jesus disse: das crianças é o reino dos céus e todo aquele que não recebe o reino de Deus como criança, não entrará nele (Marcos 10:13-16)! As nações dos cananeus, com certeza, ouviram falar das maravilhas que aconteceram no Egito, mas não depositaram sua fé no Deus dos hebreus e não se arrependeram e assim, permaneceram impenitentes e duros de coração, como os Egípcios. Dessa forma, percebe-se que o reino de Deus deve ser aceito com uma fé pura e simples, como a fé das crianças! Se o contexto da ordem divina, aos hebreus, em exterminar os cananitas for estudado, de forma séria e sem preconceitos e pressuposições, tenho certeza que essas acusações levianas e infundadas serão eliminadas. A minha conclusão só poderia ser Cristã. Afinal, o artigo trata do confronto à fé Cristã. Pra mim, os argumentos teístas continuam sendo mais convincentes, lógicos e mais sólidos que os argumentos ateístas. Abçs.

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