quarta-feira, 27 de julho de 2011

BUDA, JESUS      No Evangelho de Buda, que é uma coletânea de várias histórias originais agrupadas para a introdução do Budismo no Ocidente, nós encontramos várias citações descritivas de Siddhartha Gautama que se assemelham teologicamente com Jesus nos Evangelhos e nos outros textos do Novo Testamento. Como esse estudo está sendo feito em seguência (cf. Jesus e Buda - Semelhanças no Nascimento), vamos iniciar diretamente e sem formalidades com o seguinte verso:


Bem-aventurado aquele que atingiu o estado sagrado de Buda, pois ele está apto para produzir a salvação de seus semelhantes. A verdade tomou a sua morada nele. Perfeita sabedoria ilumina seu entendimento, e a justiça anima o fim de todas as suas ações. (O Evangelho de Buda cap. III, § 15)
 
     Depois que Siddharta atingiu “o estado de Buda”, por ter passado por todos os sofrimentos, ele passou a estar “apto para produzir a salvação de seus semelhantes”. Jesus é descrito em Hebreus:

...Porque era próprio que aquele, para quem são todas as coisas e por intermédio de quem são todas as coisas, trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por sofrimentos o Príncipe da salvação deles. Porque tanto aquele que santifica como os que estão sendo santificados [provêm] todos de um só, e por esta causa ele não se envergonha de chamá-los irmãos,... (Hebreus 2:10-11)

      Jesus, o Príncipe da Salvação, foi “aperfeiçoado pelos sofrimentos”, para poder estar apto para “trazer muitos filhos (i.e os cristãos) à glória”. Jesus foi purificado pelos sofrimentos e assim está em melhor posição de ajudar a santificar seus seguidores. Mais uma vez em Hebreus:

...Conseqüentemente, ele estava obrigado a tornar-se igual [ou “semelhante” (ARC)] aos seus irmãos em todos os sentidos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, a fim de oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo. Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova. (Hebreus 2:17-18)

      Para que Jesus sentisse 100% os sofrimentos humanos, era necessário que ele se tornasse semelhante, ou “igual aos seus irmãos em todos os sentidos”, por meio da encarnação, quando ele deixou o reino celestial e assumiu a forma humana, pois Deus enviou “seu Filho em semelhança da carne do pecado”. (Romanos 8:3 ACF) Isso foi necessário para que Jesus, depois de ser aperfeiçoado e iluminado no mais elevado grau dos filhos de Deus, pudesse “vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” (Hebreus 2:18b) O escritor de Hebreus continua:

...Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, depois de ter sido aperfeiçoado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem; porque ele tem sido chamado especificamente por Deus como sumo sacerdote à maneira de Melquisedeque. (Hebreus 5:8-10)

      Nesses versículos vemos precisamente a mesma ideia de auxílio que existe no Evangelho de Buda. Jesus foi aperfeiçoado pelos sofrimentos, foi elevado novamente ao reino de Deus e assim “veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”, sendo agora “apto para produzir a salvação de seus semelhantes” (Evangelho de Buda). Compare isso com a descrição de Buda: “Bem-aventurado aquele que atingiu o estado sagrado de Buda, pois ele está apto para produzir a salvação de seus semelhantes.” Quando eu usei o trecho “apto para produzir a salvação de seus semelhantes” do Evangelho de Buda aplicando a Jesus, nós observamos que a ideia se encaixa perfeitamente, é como se fosse um versículo do próprio livro de Hebreus!

O texto búdico continua a nos ensinar:

A verdade tomou a sua morada nele. Perfeita sabedoria ilumina seu entendimento, e a justiça anima o fim de todas as suas ações. A verdade é uma força viva para sempre, indestrutível e invencível! Produzi a verdade em sua mente, e espalhe-a entre os homens, pois a verdade é o único salvador do mal e da miséria. O Buda encontrou a verdade e a verdade tem sido proclamado pelo Buda! Bendito seja o Buda! (O Evangelho de Buda cap. III, § 16)

      Nos é dito que “a verdade tomou morada em Buda”.[1] Nesse sentido, Buda seria a própria verdade, uma vez que a verdade foi encarnada nele. Visto que “a verdade é uma força viva para sempre”, Buda seria a própria essência da vida. E visto que a verdade é “o único meio salvador do mal e da miséria”, sendo o Buda a própria verdade, então, silogisticamente, Buda seria o único salvador e o único caminho para a salvação de todo mal e miséria. Quando se diz que Buda “encontrou a verdade”, significa apenas que ele entrou em sintonia consigo mesmo, pois, como dito no inicio, a própria verdade habitava no corpo de Siddharta Buda.


      Todas essas descrições nos lembram as palavras de Jesus em João 14:6, que diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” Em outras palavras, se juntarmos todas as ideias mencionadas sobre a verdade salvífica de Buda, poderíamos dizer que o texto está nos dizendo que Buda é o Caminho, a Verdade e a Vida. O único problema é que isso é dito 500 antes de Jesus nascer!


Fonte: The Gospel of Buddha. Copilado de Antigos Registros por Paul Carus. (Chicago and London: The Open Court Publishing Company, 1915).


___________
Notas
[1] Em João 1:14 nós temos uma linguagem bem parecida de teofania, onde nos diz: “A Palavra se fez carne e fez sua habitação entre nós. Nós vimos a sua glória, a glória do Filho único, que veio do Pai, cheio de graça e de verdade.” (New International Version) A palavra traduzida por “fez sua habitação”, ou “habitou”, é σκηνοω (gr.: skenoo), usada 5 vezes no NT (Jo 1:14; Ap. 7:15; 12:12; 13:6; 21:3;) sendo essa a única ocorrência no Evangelho de João. Visto que Jesus é a Verdade, por silogia, podemos dizer que “a verdade tomou morada em Jesus”, assim como no Evangelho de Buda nos é dito que “a verdade tomou morada em Buda”.

35 comentários:

  1. Caro, colega muito legal seu texto, mas é uma pena que é somente um conceito como todos os outros, o grande mestre Jesus não plagio ninguém e muito menos a verdade foi somente vivificada em Buda, apesar de tela feita em carne, assim como Jesus.
    Quando diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" se refere a o principio cósmico da verdade, se a encarnou era porque era o próprio testemunho da verdade, assim foi feito por muitos seres na face da terra, é só pesquisar...
    Não cabe discutir quem foi a verdade, pois seria apenas um conceito e ela esta além disso, simplesmente é!
    Há um grande sábio que triunfou sobre a vida chamado V.M. Lakhsmi e outro V.M. Samael Aun Weor.
    V.M. Lakhsmi diz: "A pessoa que busca a verdade não deve estar as escuras, pois a verdade não pertence a uma forma, a um conceito..."
    "A Verdade é a Verdade ele se processa ela se processa dentro da mais pura concepção humana, dando-nos novas oitavas em nossa razão de ser."
    "o homem...deixa de ser infinito, passa à mente, onde fica escravisado pelo tempo, pela dualidade, pelos eventos e lógicamente pela lua psicológica."
    Só quem encarno a verdade, pode descrevela...
    A resposta de tudo esta na AUTOGNOSIS - conhecimento de si mesmo.

    Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência.

    A Ageacac leva as chaves do conhecimento gnóstico de forma gratuita a todos através, também, de conferências públicas...

    Abraço e meus sinceros votos de sucesso em busca da verdade!

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    1. Quando um historiador e crítico literário pega dois textos religiosos separados em 500 anos e ambos descrevem a mesma coisa, a razão, a lógico é que um foi a cópia do outro. Se você fosse professor, e ao corrigir um prova, observasse que dois alunos escreveram a mesma coisa, o que você diria? que uma entidade espiritual inspirou um deles para escrever a mesma coisa ou que um colou do outro?

      Como pesquisador, ou cientista da religião, você só pode dizer que é uma cópia literária. Você disse: "muito legal seu texto, mas é uma pena que é somente um conceito". Então lhe pergunto, tudo que você explicou sobre a gnosis é o quê? fato? qual prova empírica? isso tudo são ideias e de ideias o mundo está cheio... você não tem como provar empiricamente que essa autognósis existe e que Jesus e Buda são encarnações de avatares.

      Além disso, quem estuda o Cristianismo primitivo sabe que esse GNÓSIS que você prega é algo bem antigo, os gregos falavam disso, depois os cristãos gnósticos com seus evangelhos espúrios, etc.

      Abraço!

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  2. buda de cu é rola. Jesus é o caminho a verdade e a vida!

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    1. Eu fiz questão de aprovar seu comentário, o comentário de um cristão, para mostrar vossa educação e o poder de argumentação. Com esse argumento você ainda vai convencer muitas pessoas... a abandonar o Cristianismo.

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  3. Nao tenho nada contra o cristianismo, e em partes o acho ate positivo. Mas o exemplo de resposta da pessoa acima mostra um grave defeitos dos fieis e fanaticos.

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    1. Um dos erros mais comuns das pessoas que leem minhas postagens é achar que sou anticristão e ateu, coisas que não sou. Mas, como disse acima, a maioria dos cristãos morrem com o próprio veneno, às vezes nem preciso de argumentos, o senso comum mostra que estão enlouquecidos. Obg pela visita Marcos.

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  4. Eduardo,
    O caminho que tu fizeste em busca do conhecimento libertador, há anos comecei a fazê-lo. Era eu cristão da Igreja Ortodoxa Grega e, lendo teu blog, observei que constataste muitas das coisas que, em leitura semelhantes e até a de mesmos autores, tenho percebido. Sabemos, como o soube Bart D. Ehrman, o quanto é difícil, até doloroso, enxergarmos as coisas tal como são e não como no-las disseram ser.

    Parabéns!
    (Considera, talvez, escrever um livro sobre tudo isso. Minha sugestão.)

    Nikolas Theopoulos Panagiotis.

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    1. Olá, Nikolas ...

      Obg pelas palavras e pela visita; é muito bom saber que não estamos sozinhos nessa luta contra a ignorância religiosa. Eu pretendo realmente escrever um livro abordando esse assunto e espero atingir esse objetivo.

      Abraço!

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  5. companheiro vejo q vc e como todos q busca a salvaçao atraves do conhecimento mas entao em q acredita? eu acredito em YEHOSHUA filho de yosef e no YHWH vc acha errado o tetagra ou na salvaçao de Yehoshua e sei q basta o eterno pr salvar o mundo e q o criador nao prescisa de homem pra salvar ninguem c qser me a resposta por tell sera um prazer 0xx6791311415

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    1. Não gosto muito de dizer no que acredito porque não quero que as pessoas fiquem influenciadas apenas pelo que outros creem. Pela sua linguagem, você deve ser judeu messiânico, não creio nem no judaísmo nem no cristianismo, muito menos na combinação de ambos.

      Se tiver alguma dúvida em específico posso lhe responder por aqui mesmo.

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  6. Sinceramente acho muita prepotência afirmar que os Evangelhos são cópias do Evangelho de Buda, já que são de culturas e de povos diferentes. Semelhança não significa radicalmente e necessariamente que seja uma cópia. Acredito que se a Verdade é uma só e imutável, então como Deus é atemporal, não tem princípio e nem fim, esta Verdade pode ter vindo através de Buda, 500 anos antes e ratificada por Jesus, já que Buda existiu dentro de um contexto histórico e cultural e Jesus em outro contexto, Jesus existiu num contexto judaico, para o povo hebreu e por ser rejeitado pelo seu próprio povo a salvação veio pra os gentios ou seja, os não-judeus e se estendeu a toda a humanidade através da pregação dos apóstolos.Não sei Buda porque ainda não conheço sua história, mas, Jesus segundo as escrituras é o Filho de Deus encarnado, isto significa que Ele não atingiu o tal "nirvana" pelo esforço humano próprio e sim porque era Deus encarnado em forma humana. Mas, isso é uma hipótese não significa que realmente seja isso,cabe a crença de cada um. Agora afirmar e bater o martelo dizendo que o Novo Testamento nada mais é do que uma cópia do Evangelho de Buda, na minha opinião é uma acusação séria e prepotente demais é preciso analisar a opinião de outros estudiosos para se afirmar tal coisa!

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    1. “Sinceramente acho muita prepotência afirmar que os Evangelhos são cópias do Evangelho de Buda, já que são de culturas e de povos diferentes.”

      R.: Com base em quê você acredita que duas culturas distantes não podem se influenciar? Nossa cultura, bem distante da palestina, acredita que um judeu é filho de Deus salvador do mundo, uma cultura distante não influencia outra? Até quando morremos e somos colocados em caixões é isso uma influência do costume dos egípcios, pois um caixão nada mais é que um sarcófago cristianizado.

      Se você quiser te passo um INFINIDADE de referências de antropólogos, sociológicos e historiadores que falam e podem confirmar isso que estou te dizendo. O que eu falei na postagem não é arrogância e sim quase duas décadas dedicadas ao estudo desses assuntos.

      “Semelhança não significa radicalmente e necessariamente que seja uma cópia.”

      R.: Concordo plenamente. Não obstante, dentro da Antropologia Dinâmica e das Religiões Comparadas existe um limite de semelhanças em características; chega uma hora que quando dois sistemas religiosos são MUITO parecidos começa-se a se investigar a possível influência de uma sobre a outra. As similaridades entre o Budismo e Cristianismo é estudada de forma série e acadêmica, isso não é a opinião de um mero blogueiro. Não disse que os evangelhos são um plágio do Budismo, mas que o que Joseph Campbell chama de característica padrão mitológica influenciou SIM a redação dos Evangelhos.

      Diga-se de passagem, Joseph Campbell foi um dos maiores especialistas em mitologia de todos os tempos e ele mesmo dizia que as características do Budismo podem ter influenciado o desenvolvimento doutrinal do Cristianismo.

      “Não sei Buda porque ainda não conheço sua história, mas, Jesus segundo as escrituras é o Filho de Deus encarnado, isto significa que Ele não atingiu o tal "nirvana" pelo esforço humano próprio e sim porque era Deus encarnado em forma humana.”

      R.: Jesus nunca foi deus encarnado, esse tipo de Cristologia alta só foi desenvolvida posteriormente.

      “Agora afirmar e bater o martelo dizendo que o Novo Testamento nada mais é do que uma cópia do Evangelho de Buda, na minha opinião é uma acusação séria e prepotente demais é preciso analisar a opinião de outros estudiosos para se afirmar tal coisa!”

      R.: Não disse que “Novo Testamento nada mais é do que uma cópia do Evangelho de Buda”, pode procurar, eu não disse isso, acho que deverias ler com mais atenção. “Agora afirmar e bater o martelo dizendo...”, onde eu disse isso? Não existe martelo batido em canto algum, pois eu não sou porta-voz de todos os acadêmicos sobre o assunto. No entanto, como teólogo e historiador, analisei os textos para mostrar que ambos compartilham o mesmo pensamento. Mais uma vez, isso não é arrogância, se isso é novo para você, então sugiro ler mais sobre esses assuntos, principalmente em livros especializados em inglês e alemão.

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    2. "Nossa cultura, bem distante da palestina, acredita que um judeu é filho de Deus salvador do mundo, uma cultura distante não influencia outra? Até quando morremos e somos colocados em caixões é isso uma influência do costume dos egípcios, pois um caixão nada mais é que um sarcófago cristianizado"

      Mas para isso acontecer teve de ocorrer necessariamente um contato entre estas culturas que no nosso caso se deu como as missões cristãs na América. Você pode provar que houve contato intercultural entre os budistas e/ou Buda e os judeus do primeiro século?

      "Jesus nunca foi deus encarnado, esse tipo de Cristologia alta só foi desenvolvida posteriormente"
      Paulo já falava nisso. "Deus estava em Cristo"(I Co) "subsistindo em forma de Deus" (Fl)
      João também fala nisso "Deus se fez carne" (Jo I)

      O que significa, então, este seu "posteriormente desenvolvida" em termos de tempo?

      Acho que o argumento do amigo acima ainda subsiste

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    3. Mas para isso acontecer teve de ocorrer necessariamente um contato entre estas culturas que no nosso caso se deu como as missões cristãs na América. Você pode provar que houve contato intercultural entre os budistas e/ou Buda e os judeus do primeiro século?
      R- Leia sobre os Terapeutas e os Essênios. Pode trazer surpresas.
      Paulo já falava nisso. "Deus estava em Cristo"(I Co) "subsistindo em forma de Deus" (Fl)
      João também fala nisso "Deus se fez carne" (Jo I)
      Leia o conceito de Cristo na Gnose, pode expandir seu conhecimento.
      Leandro Paz

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    4. Paulo já falava nisso. "Deus estava em Cristo"(I Co) "subsistindo em forma de Deus" (Fl)

      R.: Esta carta autêntica de Paulo é bem primitiva de fato, mas a expressão "estar em" não significa "se o"... este versículo não está afirmando que Deus é Jesus, assim como dizer que "o espírito santo está em mim" não significa que sou o espírito santo.

      João também fala nisso "Deus se fez carne" (Jo I)

      R.: Este é um exemplo clássico de cristologia desenvolvida tardiamente, posso te alista aqui várias obras de erudição evangélicas que afirmam que o evangelho de João foi escrito quase 100 anos depois da morte de Jesus e o prólogo ainda nem fazia parte do texto original.... neste período Cristo já era visto como uma divindade.

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  7. Se os budistas reconhecessem Cristo em Buda e vice-versa, se as histórias fossem semelhantes, Dalai Lama não diria algo assim:
    "Um dia, num mosteiro da Espanha, perto de Barcelona, encontrei um monge cristão que passou cinco anos num eremitério atrás do mosteiro. Seu inglês não era bom, na verdade, era pior que o meu. Assim, não podíamos conversar muito e ficamos olhando um para o outro. Foi uma experiência gratificante. Uma vibração emanava do nosso encontro, o que me ajudou a compreender o verdadeiro resultado da prática cristã. O cristianismo tem um método, uma tradição e uma filosofia diferentes do budismo, mas pude identificar-me plenamente com esse monge.

    Perguntei a ele que prática seguiu durante todos seus anos de retiro. "Concentrei-me no amor", disse-me. Como se vê o princípio é idêntico ao do budismo, o que absolutamente não significa que todas as religiões são idênticas. Sinto que a diversidade de crenças religiosas existentes é muito útil, pois há no mundo uma variedade imensa de pessoas.

    Pergunta: Por que as diferentes religiões variam tanto em suas explicações sobre a verdade e o caminho para chegar até ela?

    Dalai Lama: Para mim, o desenvolvimento espiritual budista é muito útil como um guia para esta vida. Isto, porém, não quer dizer que todos devam seguir o budismo. Certas pessoas podem não se identificar com ele. As várias religiões vão ao encontro das necessidades de diferentes pessoas.

    De uma palestra do Dalai Lama em um encontro ecumênico nos EUA, 1979.

    O fato de estarmos aqui reunidos com adeptos de várias religiões é um sinal positivo. Entre as crenças há muitas filosofias diferentes, algumas até muito antagônicas entre si. Os budistas, por exemplo, não acreditam no conceito de um Criador. Os cristãos, no entanto, fundamentam sua filosofia n’Ele. Apesar das diferenças entre as religiões budista e cristã, tenho profundo respeito pelo cristianismo. E não apenas por razões políticas ou delicadeza, mas sinceramente, pois durante muitos séculos a filosofia cristã tem servido à humanidade. Quando rezo junto com os cristãos, sinto algo, e não sei qual a palavra exata, se é benção ou graça. Em todo caso, há um sentimento comum que nos une e esse sentimento, expresso de forma sincera, será de grande ajuda para nossa força interior. Para haver o verdadeiro sentido de fraternidade, um ambiente de comunhão é essencial. Aprecio imensamente estas reuniões ecumênicas.

    Todas as crenças religiosas, apesar de suas diferenças filosóficas, têm um objetivo semelhante: enfatizar o aperfeiçoamento do ser humano, o amor, o respeito pelos outros e a necessidade de partilhar o sofrimento alheio. Dentro dessa linha todas as religiões têm, mais ou menos, o mesmo ponto de vista e o mesmo propósito."

    Como vemos existem sim diferenças religiosas pontuais, mas, é o objetivo que deve ser o mesmo e não a religião em si.

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    1. “Se os budistas reconhecessem Cristo em Buda e vice-versa, se as histórias fossem semelhantes, Dalai Lama não diria algo assim.”

      R.: Desculpa, mas Dalai Lama é apenas um voz e acho que esse é o mal de muitos que fazem pesquisas tendenciosas.

      “O cristianismo tem um método, uma tradição e uma filosofia diferentes do budismo, mas pude identificar-me plenamente com esse monge.”

      R.: Método diferente, tradição diferente e filosofia diferente e o que isso teve a ver com meu artigo? Eu disse apenas que alguns histórias sobre Buda são semelhantes às de Jesus, porque fazem parte do monomito.

      “Pergunta: Por que as diferentes religiões variam tanto em suas explicações sobre a verdade e o caminho para chegar até ela?”

      R.: Ainda assim isso nada tem a ver com uma história mítica ser influenciada por outra.

      “Como vemos existem sim diferenças religiosas pontuais, mas, é o objetivo que deve ser o mesmo e não a religião em si.”

      R.: Me desculpa, mas não vejo onde afirmei que não existam diferenças.

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  8. ABENÇOADO VOCÊ É BASTANTE ESTUDIOSO, MAS ME PARECE QUE VC NÃO DEU A DEVIDA IMPORTANCIA AO ESTUDO DA BÍBLIA PORQUE VC É FACILMENTE REFUTADO.PARECE ATÉ QUE VC CONHECE A HISTÓRIA DE BUDA MAS A DE CRISTO PELO JEITO CONHECE MUITO SUPERFICIALMENTE.
    DIGO ISSO PORQUE SE EXAMINAR COM CUIDADO O ANTIGO TESTAMENTO QUE FOI ESCRITO 500, 600 ,7000 ANOS ANTES DE CRISTO E VE AS PROFECIAS QUE SE CUMPRE FIDEDIGNAMENTE EM CRISTO ,NÃO TEM COMO DUVIDAR DA BÍBLIA.
    VÁRIOS PSICÓLOGO QUE QUISERAM REFUTAT JESUS E PASSARM A ESTUDAR A BÍBLIA ACABARAM DANDO O BRAÇO A TORCER E SE CONVERTERAM, ESTUDE ABÍBLIA! MESMO QUE SEJA PRA IR CONTRA E VC VAI ACHAR A VERDADE!

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    1. Menos apelo à autoridade e mais argumentos seria mais proveitoso, anonimo.
      Leandro

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  9. Olhe eu sou cristão e tenho Jesus como um enviado de Deus para tirar os pecados do mundo. Se Ele existiu materialmente ou foi uma invenção, pra mim não faz diferença, por que se foi inventado, com certeza quem inventou foi inspirado por Deus, pois as mensagens que contem em seus evangelhos é de um valor importantíssimo para a humanidade. Agora o debate me chamou atenção para uma polemica: Buda existiu 500 anos antes de Cristo e tem provas materiais de sua existência, porem de Jesus que foi 500 anos depois não se tem nem uma prova, e agora, quem vai provar?

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    1. Existem sim provas da existência do Jesus histórico.

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    2. Pode citar essas provas ou livros a respeito, Eduardo?
      Grato

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    3. Olá Leandro, tenho essas fontes nos originais, se quiser posso te fornecer, em português essas matérias fazem jus:

      TEXTO 1
      TEXTO 2
      TEXTO 3
      TEXTO 4
      TEXTO 5

      Vale ressaltar alguns pontos importantes. Estou argumentando do ponto de vista da academia secular. Com isto, quero dizer que qualquer pessoa pode olhar e dizer “para mim isso não é prova de nada”, o que é normal; no entanto, quando a academia aceita algo é porque passou por um processo crítico enorme e “todas” as principais autoridades aceitam a mesma conclusão. O que para a academia é uma “prova” pode não o ser para Antônio, Emanuel e José e como digo aqui, meu interesse é debate acadêmico e não opinião, conhecimento se debate, opinião se respeita.

      Então, o que é “prova”? Mais uma vez, estou me referindo à academia. Se temos fontes primárias que citam, aludem e fazem referência a um personagem que produziu efeitos históricos, isso prova PARA A ACADEMIA que o indivíduo existiu em um dado momento no tempo e no espaço.

      Os Evangelhos são textos religiosos, com interpretações religiosas, mas não quer dizer que tudo que eles citam seja religioso. Existe literalmente uma enxurrada de obras eruditas mostrando que os Evangelhos possuem muitas informações históricas, o problema está nos assuntos espirituais abordados. Eu posso usar os Evangelhos para mostrar que os romanos crucificavam, que seitas judaicas batizavam novos adeptos, mas jamais poderei dizer historicamente que estas coisas tinham significado espiritual, que a crucificação de Cristo era para o perdão de pecados, assim como o batismo era realmente um renascimento espiritual.

      Hoje muitos “céticos” querem Jesus fazendo uma selfie como prova de que ele existiu. Ora, Jesus foi mais um judeu apocalíptico, inculto, não tinha nem 1/8 da fama que lemos nos Evangelhos, não ressuscitou, não curou, não andou sobre as águas, sendo mais um judeu se proclamando messias, então por que haveria de existir centenas de provas sobre ele? SE Jesus tivesse feito todas essas coisas e não houvesse nada sobre ele é que seria estranho, mas ele não o fez.

      Nós não temos tantas coisas sobre Jesus no primeiro século porque nesse período ele era “ninguém” e sobre ninguém “nada” se fala. Mas depois que Paulo se converte, ele torna Jesus famoso e depois disso uma avalanche de textos que vão do final do séc. I EC até agora séc. XXI sobre esse homem proliferaram. O impacto histórico inquestionável centrado na pessoa de Jesus dificilmente poderia ser fruto de pura imaginação, um personagem meramente fictício. Tire um tempo e pesquise sobre os imperadores romanos. Quase nada temos sobre eles, exceto textos de historiadores que, como também mostrei em meu livro, eram altamente influenciados pela religião “pagã” também:

      "Se aplicarmos ao Novo Testamento, como deveríamos, o mesmo tipo de critérios como devemos aplicar a outros escritos antigos contendo material histórico, não podemos mais rejeitar a existência de Jesus do que podemos rejeitar a existência de uma massa de personagens pagãos, cuja realidade como figuras históricas nunca é questionada". (Michael Grant (1977), Jesus: An Historian's Review of the Gospels)

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    4. FONTES SECUNDÁRIAS SOBRE A HISTORICIDADE DE JESUS
      David B. Gowler, What Are They Saying About the Historical Jesus? (New York: Paulist Press, 2007).
      Dale C. Allison, Jr., “The Problem of the Historical Jesus,” in The Blackwell Companion to the New Testament, ed. David Aune (Oxford: Wiley-Blackwell, 2010), 220-235.
      Richard Bauckham, Jesus: A Very Short Introduction (New York: Oxford University Press, 2011).
      James Beilby and Paul Rhodes Eddy, eds., The Historical Jesus: Five Views (Downers Grove, IL: Intervarsity Press, 2009).
      Helen Bond, Historical Jesus: A Guide for the Perplexed, Guides for the Perplexed (New York: T&T Clark International, 2012).
      Marcus Brockmuhl, ed., The Cambridge Companion to Jesus (New York: Cambridge University Press, 2002).
      Delbert Burkett, ed., The Blackwell Companion to Jesus, series: Blackwell Companions to Religion (Oxford: Wiley-Blackwell, 2011).
      James H. Charlesworth, The Historical Jesus: The Essential Guide (Nashville: Abingdon, 2008).
      Craig A. Evans, Life of Jesus Research: An Annotated Bibliography, rev. ed. New Testament Tools and Studies 24 (Leiden: E.J. Brill, 1996).
      Craig A. Evans, ed., Encyclopedia of the Historical Jesus (New York / London: Routledge, 2008).
      David B. Gowler, “The Quest for the Historical Jesus: An Overview,” in The Blackwell Companion to Jesus, ed. Delbert Burkett (Oxford: Wiley-Blackwell, 2011), 301-318.
      Tom Holmén and Stanley E. Porter, Handbook for the Study of the Historical Jesus, 4 vol. (Leiden: Brill Academic, 2011). A massive, comprehensive study.
      Gerhard Lohfink, Jesus of Nazareth: What He Wanted, Who He Was (Collegeville, MN: Liturgical Press, 2012).
      Gerald O’Collins, Christology: A Biblical, Historical, and Systematic Study of Christ, 2nd ed. (New York: Oxford University Press, 2009).
      Mark Allan Powell, Jesus as a Figure in History: How Modern Historians View the Man from Galilee, rev. ed. (Westminster John Knox, 2013) paperback, $30. NEW.
      Ben Witherington III, The Jesus Quest: The Third Search for the Jew of Nazareth, 2nd ed. (Downer’s Grove, IL: Intervarsity Press, 1997).
      Albert Schweitzer, The Quest for the Historical Jesus, ed. John Bowden (Fortress Press, 2001).
      Leander E. Keck, ed., Lives of Jesus Series (Philadelphia: Fortress Press).
      Hermann Samuel Remairus, Fragments, ed. Charles A. Talbert, trans. Ralph S. Fraser (Philadelphia: Fortress Press, 1970).
      Friedrich Schleiermacher, The Life of Jesus, ed. Jack C. Verheyden (Philadelphia: Fortress Press, 1975).
      David Friedrich Strauss, The Life of Jesus Critically Examined, ed. Peter C. Hodgson, trans. George Eliot (Philadelphia: Fortress Press, 1972).
      David Friedrich Strauss, The Christ of Faith and the Jesus of History: A Critique of Schleiermacher’s The Life of Jesus, trans. Leander E. Keck (Philadelphia: Fortress Press, 1977).
      Alfred Loisy, The Gospel and the Church, trans. Bernard B. Scott (Philadelphia: Fortress Press, 1976).
      Johannes Weiss, Jesus’ Proclamation of the Kingdom of God, trans. Richard H. Hiers & David L. Holland (Philadelphia: Fortress Press, 1971)
      Gunther Bornkamm, Jesus of Nazareth (New York: Harper, 1960). A classic presentation from the 2nd (post-Bultmannian) quest for the historical Jesus.
      Colin Brown, Jesus in European Protestant Thought, 1778-1860 (Durham, NC: Labyrinth, 1985).
      Gregory W. Dawes, ed., The Historical Jesus Quest: Landmarks in the Search for the Jesus of History (Nashville: Westminster John Knox, 1999).
      Gregory W. Dawes, ed., The Historical Jesus Question: The Challenge of History to Religious Authority (Nashville: Westminister John Knox, 2001).
      C.H. Dodd, The Founder of Christianity (New York: Macmillan, 1970).
      Joachim Jeremias, New Testament Theology I: The Proclamation of Jesus (London: SCM Press, 1971).

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    5. Mais uma vez agradeço pelas referências e mais ainda pela aula sobre prova acadêmica e as explicações. Como sempre, muito sóbrio e embasado nas respostas. Irei aos poucos ver as referências.
      Leandro

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    6. Obrigado Leandro! É sempre um prazer poder ajudar.

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  10. Infelizmente não existem provas da existência de Jesus. Bart D. Ehrman usa as escrituras como provas pelos seus diversos "testemunhos". Mas mesmo assim não é acreditável. Deveríamos aceitar por este tipo de prova na ressurreição dos mortos, de Jesus, de que caminhava sobre as águas e que subiu aos céus em carne e osso? Afinal os testemunhos são os mesmos. Buda e Maomé possuem descendência conhecida. Mas Jesus, o homem mais importante de história, não tem. Herodes se sabe quem foram seus descendentes, já Jesus desaparece de imediato. Nem seus irmãos, tios e tias se sabem. E era a mesma descendência afirmada por Mateus e Lucas. Não existe nem mesmo traços da família mais importante do mundo.
    .
    Bart D. Ehrman em o que Jesus disse, o que Jesus não disse, traça uma importante análise da deturpação das escrituras através do tempo de textos escritos. Mas a maior deturpação ocorreu antes dos escritos nas provas "testemunhais" e anotações de NÃO testemunhas. “[...] a prova testemunhal é a pior prova que existe, sendo considerada a prostituta das provas, justamente por ser a mais insegura.” Não são textos contemporâneos, mas textos de pessoas que já viviam financeiramente do negócio da fé. São textos escritos por pessoas de língua grega que não conviveram com Jesus, pois os escolhidos por ele eram analfabetos. Não existe nenhum compromisso com os fatos, mas com o mito. Bem aventurados os que crêem sem ser verdade, pois deles serão o reino dos exploradores.

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    1. Existe sim provas e muitas, e embora haja algumas poucas autoridades que digam que não, como Earl Doherty et al, você não poderá me apontar uma única universidade estadunidense ou europeia que trabalhe com a ideia de um jesus 100% mítico, completamente fruto da imaginação.

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  11. Tirando as provas literárias, quais provas existem? Até perto da idade média as universidades trabalhavam com a ideia de que a Terra era o centro do Universo. A ideia em si não é uma prova. Os cristão tem a ideia de que Jesus era Cristo, o Deus vivo em pessoa encarnado.

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    1. 1° Por que eu haveria de deixar de lado "provas literárias"? Seu conceito de literatura é bem limitado pelo visto. Um arqueólogo acha um tablete em cuneiforme de algo, isso se torna uma prova literária. Tudo que sabemos sobre os sumérios é de provas “literárias”, então na sua cabeça devíamos jogar tudo fora? Nem estou me referindo ao NT, textos judaicos do primeiro século EC falam sobre Jesus. Há umas 4 décadas atrás não tínhamos qualquer prova da existência de Pilatos, além do NT, hoje temos uma pedra que diz:

      [DIS AUGUSTI]S TIBERIÉUM
      [...PO]NTIUS PILATUS
      [...PRAEF]ECTUS IUDA[EA]E
      [...FECIT D]E[DICAVIT]

      “Pilatos, governador da Judeia”, etc...

      Isso é texto, é uma forma de literatura, agora vou jogar fora isso pra dizer algo de Pilatos "tirando provas literárias"? Nem os inimigos do cristianismo no séc. I EC pensavam isso da não existência de Jesus, isso nunca foi usado como argumento até o início do séc. XIX quando tudo e todos duvidavam de alguma coisa. Não temos achados arqueológicos sobre Jesus porque ele era um desconhecido qualquer, tanto quanto daqui há 2 mil anos seria complicado provar a minha existência e a sua caso vivêssemos em uma sociedade como a palestina daquele tempo. Existe algum louco hoje que diga que Alexandre, o Grande, não existiu? Sim, nesse mundo tem doido e opinioso para todos os gostos, mas dificilmente esta pessoa estará ensinando em universidades conceituadas. Apesar disso, só temos provas literárias sobre Alexandre: Historicity of Alexander the Great.

      2° Pela sua mentalidade ao comparar os centros universitários do medievo e os de hoje vejo que você não é uma acadêmico. Primeiro erro, as "universidades" da época viviam debaixo do papado, com uma interpretação geocêntrica da Bíblia, assim não era a universidade em si que pensavam equivocadamente. Segundo erro, devido a pouca base para medições, erros como o geocentrismo foram tolerados. Terceiro erro, poucas universidades ainda debaixo de uma hierarquia punitiva não viabilizava a troca de informações dignas. Agora hoje com centenas de universidades, séculos de estudos e centenas de artefatos sobre o primeiro século, e além de tudo isso, a universidade não estando mais debaixo de nenhum papado, você quer me dizer que eles podem estar tão enganados como no período do geocentrismo? Acima de tudo, você quer que eu troque mais de 100 anos de historicidade da pessoa de Jesus estabelecida até mesmo pelas autoridades CRÍTICAS do cristianismo, pelo que VOCÊ pensa?

      Sua comparação não é nova. Toda vez que eu debato com alguém que não é pesquisador acadêmico, mas mero "sabe-tudo", estes se sentem acuados quando falamos que o peso universitário é indispensável, pois é dali onde o conhecimento surge e não na casa de Joaquim. Qual a forma de se defender então? Ora, atacando, eles atacam com argumentos tais como este que você usou, que a universidade não é assim tãoooo confiável.

      Se você tem uma teoria de que Jesus nunca existiu e acha que pode provar isso, ÓTIMO, as universidades estão esperando você com sua tese de doutorado ou pós-dourado feito em cima de uma gigante bibliografia de alguém que leu centenas de livros sobre o assunto. Único conselho que dou é "boa sorte" porque por mais de 100 anos ninguém conseguiu convencer nenhum departamento de História, Teologia ou Antropologia sobre a ideia de um Jesus como mera criação do imaginário judeu.

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  12. "Se você tem uma teoria de que Jesus nunca existiu e acha que pode provar isso, "
    O ônus da prova sempre se deve a quem afirma. Não existe como provar que o que nunca existiu não existiu. É o caso de deuses. Eu não tenho como provar que Jesus existiu. Apenas suponho que uma pessoa possa ter existido, mas não vejo como um ser humano possa ter sido considerado um Deus, ou O Deus. Uma pessoa sem antecedentes e descendentes sumidos já no primeiro século. A crença na salvação não veio do conhecimento de Jesus, mas por pessoas que acreditaram num mito que nunca existiu baseado em outros mitos fantásticos. Como a existência de um deus falante dos judeus “provado” pela Bíblia.
    A pedra de Pilatos não prova que ocorreu o que está relatado nos evangelhos.
    .
    Centenas de universidades apregoaram a Terapia de Reposição Hormonal como uma panacéia para as mulheres depois da menopausa. Uma década depois inverteram a orientação acadêmica. Por décadas garantiram que câncer não era transmissível. Hoje se apregoa a vacina contra o HPV, que é transmissível, e causa do Ca de colo de útero. Isto tudo vindo de Universidades Americanas e Européias. Nenhuma abaixo de uma hierarquia.

    Temos outro exemplo nas ciências humanas que foi o socialismo científico que foi parido na Academia como uma previsão infalível do futuro, científica, acadêmica. O acadêmico de Sorbone, Pol Pot, diante dos bens sucedidos exemplos da URSS e da China, bem como a luta do povo vietnamitas, aplicou em sua terra, o Camboja, as leis aprendidas. Numa academia livre e desimpedida. Temos no Brasil um representante dela em Marilena Chauí.
    .
    Alexandre não se restringe a literatura. Ele é um personagem histórico com descendentes. Outra, a sua história não se baseia em textos religiosos de realismo fantástico. Deixou consequências históricas na Pérsia, na Grécia, no Egito. E explica porque Ptolomeu se tornou Faraó.

    “textos judaicos do primeiro século EC falam sobre Jesus.” Aí está uma coisa interessante de se ler. Mas aonde?

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  13. Vou separar um tempo e ler esses links que o Eduardo citou. Acho bem provável que o jesus histórico tenha existido, mas não nego que é um assunto complicado. Alguns estudiosos renomados acham que ele nunca existiu, como Joshep Atwill, Michael Paulkovich,...(Apesar de como vc disse, a maioria acredita num jesus histórico). Algumas teorias são bastante interessantes. O complicado é que as únicas referencias, os únicos textos que poderíamos traçar um perfil do jesus histórico são os evangelhos que foram escritos depois e por pessoas que não presenciaram o suposto messias, dando suporte para a teoria de que jesus é um mito. De fato, se na biblia varias coisas foram inventadas, influenciadas e alguns personagens bíblicos não passam de um mito (Adão, Eva ...claro que essa é outra situação), porque não pensar que jesus também não foi inventado ou inspirado em outro personagem histórico? Vou ler os links que tu comentou... Talvez tem algumas respostas.
    Link com a opinião de um historiador: https://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/historiador-jesus-nao-existiu-e-cristianismo-tem-sido-uma-catastrofe,6b39f4113ccc1410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

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    1. Eu não digo só baseado em quantidade de acadêmicos, embora dentro da academia o Jesus histórico não seja mais debatido. No livro de Ehrman, e em entrevistas, somos informados claramente que não há em nenhuma universidade americana ou europeia nos campos da Histórica e Teologia qualquer dúvida sobre a existência de um Yeshua na Palestina do século 1.

      Claro, fora das universidade pode existir e existem acadêmicos que duvidam, mas aceitando as instituições de ensino superior como um suporte de um consenso, eu não vejo qualquer problema em aceitar a historicidade. No vídeo postado na coluna direita do blog tem uma entrevista com um ex-padre, onde ele menciona algo interessante, que em tempos onde não existiam muitos registros, seria difícil provar a existência de qualquer pessoa, na verdade.

      Até Buda (Sidarta), que muitos diziam não ter existido, hoje ninguém na academia duvida,...

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