quarta-feira, 25 de maio de 2011

HÓRUS, JESUS, OSÍRIS, SIMILARIDADES, APÓSTOLOS, DOZE, 12, DISCÍPULOS
Se digitar no google “Hórus vs Jesus” verá uma enxurrada de páginas, muitas delas do Yahoo Respostas, onde muitos curiosos desconhecidos afirmam e negam conexões entre Jesus e o deus-sol egípcio. Uma das similaridades que muitos alegam existir entre os dois é o fato de que, assim como Jesus Cristo, Hórus também tinha 12 discípulos, ou apóstolos. No entanto, o que infelizmente vemos nestes sites em português é a pobreza de referências, tanto para se afirmar como para se negar a existência dessa ideia no antigo Egito.

Gostaria de, nessa postagem, suprir essa deficiência. Coletei em várias fontes provas incontestáveis de que na mitologia egípcia, o deus Hórus-Osíris REALMENTE tinha 12 discípulos/ajudantes, assim como no caso do mito Jesus. Devido ao tamanho da pesquisa, eu dividi em duas postagens sucessivas, esta sendo a primeira.

§1. Introdução

Mas, antes de iniciarmos essa análise, gostaria que você, caro leitor(a), pudesse ler outra postagem anterior a esta, onde eu comentei o fato de que a Bíblia faz uso do número doze por ter sido influenciada por religiões pagãs. Isso é importante para esse estudo, pois isso, em si mesmo, já mostra que o número 12 é naturalmente pagão, não tendo em nada marcas de revelação divina. — Cf. Número 12 — Um Plágio Cristianizado

Existem mais três coisas que gostaria de comentar antes de passarmos para nossos estudo. 1) As alegações dos evangélicos contra o mito Hórus, 2) quem são as autoridades no assunto de egiptologia e 3) a interpretação dos textos egípcios por nós mesmos.

§ 1.1 Alegações dos Evangélicos

1.1.a. No fórum Adventista.Fórum.Brasil e no Darwinismo temos a seguinte afirmação:

6) Ele teve 12 discípulos, dois dos quais eram suas “testemunhas” e eram chamados de “Anup” e “Aan” (os dois “João”).

Horus teve 4 discípulos (chamados de ‘Heru-Shemsu’). Há outra referência para 16 seguidores e um grupo de seguidores chamados de ‘mesnui’ (ferreiros) que se juntaram a Horus em batalha, mas eles nunca são numerados. Não há nenhuma referência aos 12 discípulos ou referência a algum deles ser chamado de “Anup” ou “Aan”.

1.1.b No site Webartigos temos:

“Como disse, não existe sequer uma confirmação história ou fonte segura, que essa informação supracitada tenha sequer um resquício de verdade [sobre a conexão entre Jesus e Hórus].”

1.1.c O site Tekonics lemos:

Mais uma vez, esta é uma admissão de derrota disfarçada com um equívoco velado. Ambos, Mitra e Hórus, são associados com os signos do zodíaco, então, os signos zodiacais não têm uma relação professor-aluno com Mitra ou Hórus [...]. Nem há qualquer prova de que qualquer um dos signos do zodíaco eram “pescadores”.

1.1.d O portal Canadian Christianity comenta:

Eu consultei 10 egiptólogos peritos, e o consenso foi de opinião que não há nenhuma evidência [...] para a idéia de que Horus era “um pescador de homens” ou que os seus seguidores, os funcionários do rei, fossem em número 12.

1.1.e O website apologético Philvaz afirma:

Gasque enviou um email para “vinte principais egiptólogos - no Canadá, EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Áustria”, a fim de examinar as seguintes reivindicações: que Hórus também “teve um nascimento virginal, e que em uma de suas funções, ele era “pescador de homens com doze seguidores.” [...] Não há nenhuma evidência para a idéia de que Hórus era um "pescador de homens” ou que seus seguidores (os funcionários do Rei, eram chamados de “Seguidores de Hórus”) nunca foram em número de doze.

§ 1.1.a Refutação (1.a e 1.b)

Caro leitor(a), nos sites em português (1.a e 1.b) observe que não existe qualquer fonte ou citação, direta ou indireta, de qualquer especialista em mitologia ou egiptologia. No final do site há alguns links de supostas referências, mas é uma coisa solta, sem mencionar nem capítulo, nem página, se assemelhando mais com algo posto apenas para impressionar os leigos, como se o escritor do site quisesse passar a seguinte mensagem: “eu li tudo o que se pode ler sobre o assunto, então confie em mim quando digo que a conexão entre Hórus e Jesus não existe.

Chega a ser engraçado, uma vez que os redatores dos respectivos sites colocam a questão em negrito e como resposta apenas negam por dizer, “isso não existia no mito de Hórus”, como se a palavra dele(s) fosse lei dentro do assunto. Isso agrada a quem NÃO QUER CRER que existem semelhanças entre os dois deuses míticos, como pode ser visto no seguinte comentário feito por um leitor crédulo do site (1.a):


Veja que ele aceita o que está escrito nesse site evangélico (1.a) como algo incontestável, como se ele tivesse ouvido isso do próprio Deus. Wallace comenta que os estudiosos estão apenas querendo ENGANAR os evangélicos. Note que para quem NÃO QUER crer, basta um pastor desconhecido dizer que isso não é verdade, que é coisa do demônio, para uma ovelhinha dessas não dar atenção.

§ 1.1.b Refutação (1.c e 1.d)

Já o site em inglês (1.c) observamos o seguinte defeito no argumento de que Horus não tinha 12 discípulos. Eles comentam que “os signos dos zodíacos não tinham uma relação de professor-estudante com Mitra ou Hórus”. Qual o defeito desse argumento? Primeiro, eles mesmo reconhecem que o número 12 é pagão e que Hórus estava relacionado aos doze signos dos zodíacos. Por que então a Bíblia TAMBÉM usa o número doze pra tudo? segundo, eles criam uma resposta mas, no entanto, não mencionam nenhuma autoridade para apoiar a afirmação deles; terceiro, quando dizemos que a figura de Jesus no cristianismo tem elementos de outras religiões anteriores a ela, nós não queremos dizer que é uma cópia idêntica. Para isso, precisamos entender COMO um mito, ou uma cultura, influencia outra. No livro do maior especialista em mitologia, Joseph Campbell, The Hero with a Thousand Faces, ele comenta que existem CARACTERÍSTICAS, traços, ideologias que se repetem em todos os mitos ao redor do mundo. Para dizer que Hórus tinha 12 discípulos não temos que achar um texto egípcio dizendo: “Então Hórus chamou seus 12 discípulos e ensinou maravilhas sobre o reino de Deus.” Estes pensamentos foram desenvolvidos muitos séculos depois, unindo vários traços de outros mitos, dando um toque de historicidade de racionalidade peculiares do helenismo.

O que devemos lembrar é que, a ideia de um deus que é “assistido”, é “auxiliado” e “seguido” por 12 entidades, personagens, é encontrada nos textos do Egito antigo relacionados à Hórus-Osíris. Não serei eu que direi, mas egiptólogos especialistas que traduziram muitos desses textos do antigo Egito assim que foram descobertos.

A próxima declaração apologética, a de W. Ward Gasque (1.d), comenta que ele perguntou a 10 egiptólogos se Horús realmente tinha 12 discípulos e estes teriam negado a história. Primeiro erro: Caro leitor(a), quantos egiptólogos devem existir no mundo? Quantos mais estão se formando academicamente sobre o assunto todos os anos? Você acha que só porque 10 egiptólogos, que por sinal são anônimos — ele não revela seus nomes — negam o assunto, isso já quer dizer que o caso está resolvido? Os outros milhares que existem não têm direito a opinião também? Além do mais, eu acredito na SUA própria inteligência ao ler os textos egípcios e você perceberá, por você mesmo, as 12 entidades relacionadas com o deus sol, Hórus.

E, por último, mas não menos importante, temos a declaração de PhilVaz (1.e), dizendo que enviou um email para 20 pioneiros em egiptologia no Canadá, EUA, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Áustria. Todos estes teriam negado a conexão de Hórus com 12 discípulos.

§ 1.1.c Refutação (1.e).

1.1.a.1 Assim como mencionado no caso anterior, são poucos os “especialistas” aos quais estes cristãos SUPOSTAMENTE manteve contato. Juntando todos esses países, ele coletou apenas 20. Só nos EUA devem existir centenas de egiptólogos que poderiam sabiamente comentar sobre o assunto.

1.1.b.2 Os egiptólogos mencionados por ele são anônimos, ele não menciona os nomes. Isso é curioso porque ele os chama de “pioneiros em egiptologia”. Estes são os primeiros “pioneiros” em algo que ficaram no anonimato, devem realmente ser muito bons!

1.1.c.3 Suponhamos que realmente fossem excelentes, os melhores dos melhores, onde estão os emails? Ele deveria ter reproduzido no site para analisarmos, não acha?

1.1.d.4 No final do artigo, ele coloca as fontes CONFIÁVEIS e HISTÓRICAS, segundo ele, e depois as NÃO CONFIÁVEIS E NÃO HISTÓRICAS, chamando-as de pseudo-egiptologia. O que achei interessante é que muitos dos livros de referência egiptológicas que ele aponta, CONCORDAM com a visão de Hórus ter 12 discípulos, como é o caso do livro The gods of the Egyptians de E. A. Wallis Budge (Dover Publications, 1969), 2 volumes, The Ancient Egyptian Coffin Texts em 3 volumes, editado por R.O. Faulkner (Aris and Phillips, 1973, 1978) e Myth and Symbol in Ancient Egypt de R.T. Rundle Clark (Thames & Hudson, paperback 1978, 1993) dentre oturos, dos quais citarei várias vezes no próximo estudo.

§ 1.2. Quem são as autoridades sobre o assunto?

Muitos desses sites que negam a conexão entre Hórus e Jesus dizem que todos os 123.654.4523.000 bilhões [Nota: 1] de “especialistas” em egiptologia negam a existência de QUALQUER SIMILARIDADE entre Jesus e Hórus. Isso realmente me deixou e deixa muito contristado, pois, no início da minha investigação, eu tive que gastar muito tempo e dinheiro para comprar e ler livros sobre o assunto, para no final, AO CONTRÁRIO do que dizem os cristãos, existir SIM uma enorme analogia entre Hórus e Jesus.

Vou deixar aqui o nome de apenas três, cuja autoridade é incontestável, verificável e notória. Eles são Dr. Joseph Campbell, Dr. E. A Wallis Budge e o Dr. R.O. Faulkner. Eles não eram anti-cristãos ou, de uma forma ou de outra, perseguiam o cristianismo; nada disso. Eram eruditos que formaram uma carreira de autoridade nesses campos.

Joseph Campbell (1904-1987)

O que poderíamos dizer desse homem? Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento sobre a história da religião e mitologia já leu, pelo menos, um livro dele. Joseph Campbell foi o maior especialista erudito de mitologia que já se teve notícia. Ele mesmo, certa vez, chamou a ideologia dos evangelhos de o “mito cristão” e disse que apenas cristãos posteriores é que começaram a insistir na “historicidade de todos esses eventos” narrados nos evangelhos. (CAMPBELL, 1990, pg. 77)

E. A Wallis Budge (1857-1934)

Sobre este grande egiptólogo, a Wikipédia diz:

Sir Ernest Alfred Thompson Wallis Budge (27 julho de 1857 - 23 de Novembro de 1934) foi um egiptólogo Inglês, Orientalista, e Filólogo que trabalhou para o Museu Britânico e publicou várias obras sobre o antigo Oriente Próximo.

Este mesmo foi responsável pela tradução do Livro dos Mortos. Acha pouco? Veja abaixo quantos livros esse renomado egiptólogo escreveu sobre o Egito:

  • 1885. The Dwellers On The Nile: Chapters on the Life, Literature, History and Customs of the Ancient Egyptians (The Religious Tract Society)
  • 1885. The Sarcophagus of Ānchnesrāneferȧb, Queen of Ȧḥmes II, King of Egypt. Whiting and Co., London
  • 1888. The Martyrdom and Miracles of St. George of Cappodocia: The Coptic Texts, D. Nutt, London
  • 1889. Easy Lessons in Egyptian Hieroglyphics with Sign List, London; 2nd ed. c. 1910. Egyptian Language: Easy Lessons in Egyptian Hieroglyphics with Sign List. London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Company, Limited. (Republicado em London: Routledge e Kegan Paul Limited, 1966; Republicado em New York: Dover Publications, 1983)
  • 1893. The Book of Governors: The Historia Monastica of Thomas, Bishop of Margâ, A. D. 840; Editado de manuscritos Siríacos no Museu Britânico e muitas outras biblioteca, Volume I and II. London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Company.
  • 1894. The Mummy: A Handbook of Egyptian Funerary Archaeology. 2nd ed. Cambridge: Cambridge University Press. (Republicado em New York: Dover Publications, 1989)
  • 1895. The Book of the Dead: The Papyrus of Ani in the British Museum; the Egyptian Text with Interlinear Transliteration and Translation, a Running Translation, Introduction, etc. [London]: British Museum. (Republicado New York: Dover Publications, 1967)
  • 1897. The Laughable Stories Collected by Mar Gregory John Bar-Hebraeus, Republicado por Gorgias Press, 2004, ISBN 1-59333-123-1
  • 1899. Egyptian Magic. London, Kegan Paul. (Republicado em New York, Citadel Press, 1997)
  • 1900. Egyptian Religion. London. (Republicado em New York, Bell Publishing, 1959)
  • 1902. A History of Egypt from the End of the Neolithic Period to the Death of Cleopatra VII, B.C. 30: Egypt and her Asiatic Empire. Henry Frowde (Oxford University Press, American Branch), New York
  • 1904. The Gods of the Egyptians, or, Studies in Egyptian Mythology. 2 vols. London: Methuen & Co. ltd. (Republicado em New York: Dover Publications, 1969)
  • 1904. The Book of Paradise: Being the Histories and Sayings of the Monks and Ascetics of the Egyptian Desert. 2 vols. London, 1904
  • 1905. The Egyptian Heaven and Hell. 3 vols. Books on Egypt and Chaldaea 20–22. London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Company, Limited. (Republicado em New York: Dover Publications., 1996)
  • 1907. The Egyptian Sudan, Its History and Monuments. London, Kegan Paul (Reimpreso New York, AMS Press, 1976).
  • 1907. The Nile: Notes for Travellers in Egypt. Thos. Cook & Son, London (10th Ed.)
  • 1908. The Book of the Kings of Egypt: Dynasties I-XIX (Vol. I) e Dynasties XX-XXX (Vol. II) Books on Egypt and Chaldaea 23–24. London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Company, Limited. (Reprinted New York: AMS Press, 1976)
  • 1911. Osiris and the Egyptian Resurrection, London: P. L. Warner. (Reimpreso em New York: Dover Publications, 1973)
  • 1913. The Papyrus of Ani: A Reproduction in Facsimile. The Medici Society, Ltd., London
  • 1914. Coptic Martyrdoms etc. In Dialect of Upper Egypt,(Vol. 1). British Museum.
  • 1914. Coptic Martyrdoms etc. In Dialect of Upper Egypt,(Vol. 2). British Museum.
  • 1920. By Nile and Tigris: A Narrative of Journeys in Egypt and Mesopotamia on Behalf of the British Museum Between the Years 1886 and 1913. 2 vols. London, John Murray. (Reprinted New York: AMS Press, 1975).
  • 1920. An Egyptian Hieroglyphic Dictionary, London: John Murry. (Reimpreso em New York: Dover Publications., 1978)
  • 1922. The Queen of Sheba & her only son Menyelek; being the history of the departure of God & His Ark of the covenant from Jerusalem to Ethiopia, and the establishment of the religion of the Hebrews & the Solomonic line of kings in that country. London, Boston, Mass. [etc.] The Medici Society, limited.
  • 1928. The Divine Origin of the Craft of the Herbalist. London, The Society of Herbalists (Reimpreso em New York, Dover Books, 1996)
  • 1928. A History of Ethiopia: Nubia and Abyssinia. (Reimpreso Oosterhout, the Netherlands: Anthropological Publications, 1970)
  • 1929. The Rosetta Stone in the British Museum: London: The Religious Tract Society. (Reimpreso em New York: Dover Publications, 1989)
  • 1929. Mike, The cat who assisted in keeping the main gate of the British Museum from February 1909 to January 1929, R. Clay & Sons, Ltd., Bungay, Suffolk
  • 1932a. The Chronicle of Gregory Abû'l Faraj, 1225–1286. 2 vols. London: Oxford University Press. (Reprinted Amsterdam: Apa-Philo Press, 1976)
  • 1932b. The Queen of Sheba and Her Only Son, Menyelek (I); Being the "Book of the Glory of Kings" (Kebra Nagast), 2nd ed. 2 vols. London: Oxford University Press.
  • 1934. From Fetish to God in Ancient Egypt. Oxford University Press (Reimpreso em New York, Dover Books, 1988)
  • 1934. The Wit and Wisdom of the Christian Fathers of Egypt. Oxord, 1934

Ainda um cristão qualquer ter a petulância de dizer que NENHUMA autoridade deu crédito as semelhanças sobre Jesus e Hórus? Convenhamos! Nessa postagem veremos muitas citações de Budge, que diga-se de passagem, era cristão confesso. Por hora, deixarei as seguintes palavras dele: “...a influência das antigas crenças religiosas egípcias e mitologia sobre o Cristianismo [...] encheriam um volume comparativamente largo.” (BUDGE, 1969, pg. 16)

R.O. Faulkner (1894-1982)

Esse é outro nome de autoridade no que diz respeito a mitologia egípcia. foi um Filologista, Egiptologista e Perito em língua egípcia.

Alguns livros que ele escreveu sobre o assunto:

  • The Plural and the Dual in Old Egyptian, 1929.
  • The Papyrus Bremner-Rhind, 1933.
  • Egypt from the Inception of the Nineteenth Dynasty to the Death of Ramesses III, 1966.
  • The Ancient Egyptian Pyramid Texts, 1969. Oxford University hardcover reprint ISBN 0-19-815437-2.
  • The Book of the Dead: Book of Going Forth by Day, 1972.
  • Catalogue of Egyptian Antiquities in the British Museum. Vol.II: Wooden Model Boats", 1972.
  • A Concise Dictionary of Middle Egyptian, 1962, 2nd ed. 1972.
  • The Ancient Egyptian Coffin Texts, 3 vols., 1972-78.
  • The Literature of Ancient Egypt, 1969.

Como pode um cristão dizer que homens com tamanhas qualidades não são dignos de crédito, e de que não há qualquer evidência para a relação Hórus-Jesus? Eu já ouvi até alguns dizerem para não levarmos em consideração o que estes eruditos disseram porque eles morreram faz tempo e estão ultrapassados. Se for assim, porque darmos atenção a um judeu que morreu crucificado há 2.000 anos atrás? Se tempo quer dizer algo, ninguém leria a Bíblia, pois esta é um dos livros mais antigo do mundo!

§ 1.3. Própria Compreensão dos Textos.

Resumidamente, eu irei citar os textos direto dos escritos egípcios para que você mesmo, caro leitor(a), veja por seus próprios olhos e analise pela sua própria mente, se existem SIMILARIDADES entre Hórus e Jesus, para não ficarmos apenas na eterna guerra de “quem-cita-mais-estudiosos”.


Continuação e conclusão do estudo: Hórus Tinha 12 Discípulos? (Part. II)

_______________
NOTAS

  1. Esse número é sarcasmo e eu usei porque muitos apologistas cristãos sempre querem engrandecer o pensamento com frases do tipo “os principais egiptologos negam”, “a maioria dos egiptólogos”, “vários egiptólogos”, tudo isso para dar peso ao pensamento deles e persuadir os demais a não da dar crédito as similaridades hosirianas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BUDGE, E. A. Wallis, The Gods of the Egyptians, Dover Publications, 1969, Volume 1.
  2. CAMPBELL, Joseph e Toms, Michael, et all., An Open Life, HarperCollins, 1990.
  3. Wikipédia: E. A Wallis Budge, R.O. Faulkner e Joseph Campbell
  4. Fórum Adventista.Fórum.Brasil
  5. Site Darwinismo
  6. Site Webartigos
  7. Site Tekonics
  8. Site Canadian Christianity
  9. Site Philvaz

2 comentários:

  1. Caro Editor: achei fantástica a sua matéria. De tal modo, venho por Chesterton, alega-lo de algo já enormemente conhecido:
    1- Os Mitos - sempre foram linguagem, no mundo antigo - - ' ressurreição, previa vida real em continuidade, - três dias - o estado de retomada de certas características - - de dormência, estado de passagem, realidades demais -, 12 discípulos significavam ao mundo Hebraico, todas as 12 tribos, ou o mundo todo, - O Cristo - o Filho do Sol - ou ainda melhor, o homem mais ' brilhante que o sol ' e, mesmo a deusa Ísis = Virgem Maria, aludiam à realidade de várias características - apesar de não serem a mesma pessoa e- da deusa Ísis deter problemáticas bem antigas, tanto o mito acerca de Cristo, como da Virgem Maria = Virgo Mariah - Matéria Pura, significam linguagens tão antigas como a humanidade - - Quando foram usadas, várias culturas souberam quem era Cristo e, quem era a nova Eva, novos modelos - e, vida total. Na realidade, foram linguagem e, - a sua própria realização realizou diversas e demais características humanas - sobre vida após morte, Vida Plena Nesta Dimensão e, realidades para muito além, discutidas e estudadas na Teologia -, ' A Igreja já não apenas superou tais debates - - como foi Aplaudida por Milhares, na explicação destes cumprimentos e, em especial na confirmação destas linguagens - com, ao exemplo, ' Os Milagres de Lurdes ', - reposição de órgãos - cura de crianças sem pupila com renovada visão - e, ao continuar sem a pupila, - desde médicos ex-ateus como Alex Carrell até - as gerais e, demais confirmações pela Academia Francesa de Ciência - - Ou seja, o Assunto é Para Muito Além '.

    Deverias estudar muita Teologia - - Poderá entender muito mais então!!

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  2. Fábio Fortinelli! meu caro, não sei se lerá esse comentário mas caso o esteja fazendo, gostaria que soubesse do meu apreço por sua inteligencia e inquietação! opiniões como a sua, bem construídas e instigantes estão diminuindo. o conhecimento liberta! Eureka meu caro!

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