quinta-feira, 14 de abril de 2011

RESSURREIÇÃO, CONTRADIÇÃO, PROFECIA, ESTUDOS BIBLICOS, TEOLOGIA, OSEIAS

Esse problema teológico se concentra basicamente no uso que os primeiros seguidores de Jesus faziam das Escrituras Judaicas para validar suas próprias crenças. Será visto que a ressurreição no terceiro dia é uma má interpretação literal cristã de uma passagem simbólica contida no Antigo Testamento.

O texto bíblico no qual os cristãos dizem fazer referência à ressurreição de Jesus no terceiro dia é Oséias 6:2. O texto nos diz:

“Fará que vivamos depois de dois dias. No terceiro dia fará que nos levantemos, e viveremos perante ele.” (Oséias 6:2)

O problema que debateremos, no que diz respeito ao cristianismo, é o mau uso teológico dessa passagem para dar base para um Cristo ressurreto no terceiro dia, fazendo essa passagem de Oséias se enquadrar na figura do messias (1) cristão.

Na teologia judaica do primeiro século não havia nenhuma ideia se quer de um redentor morto e trazido de volta à vida no terceiro dia.

O renomado estudioso Bart. D. Ehrman, comenta:

“Antes do cristianismo, não sabemos de nenhum judeu que antecipasse um Messias que fosse sofrer e morrer pelos pecados dos outros e depois ser ressuscitado dos mortos. Como então seria o Messias? Sabemos por documentos judaicos escritos aproximadamente da época de Jesus que havia várias expectativas sobre como ele seria. Em nenhuma delas ele era algo como Jesus.” (EHRMAN, Bart D. Quem Jesus Foi? Quem Jesus Não Foi? 2010, pg. 247)

Ou seja, essa ideia de um salvador que morre não fazia parte da crença judaica do tempo de Jesus. Podemos ver isso no próprio Evangelho de João:

“. . .Contudo, eu, quando for erguido da terra, atrairei a mim toda sorte de homens.” Dizia isso realmente para indicar de que sorte de morte estava para morrer. Portanto, a multidão respondeu-lhe: “Ouvimos da Lei que o Cristo permanece para sempre; e como é que tu dizes que o Filho do homem tem de ser erguido? . . .” (Jo 12:32-34)

O próprio texto joanino mostra que nem se passava na cabeça dos judeus do primeiro século um Messias que era derrotado na morte e que iria sair vencedor no terceiro dia. Isso por si só já mostrar que um messias assassinado era um ensino totalmente novo para os judeus daquele tempo.

Mas, será que Oséias realmente profetizou a ressurreição de Jesus? Vamos considerar a profecia de Oséias em seu contexto histórico.

O livro de Oséias diz respeito primariamente ao reino setentrional de Israel, de dez tribos (também chamado de Efraim, segundo o nome de sua tribo dominante, nomes estes que são usados de forma intercambiável no livro). Quando Oséias começou a profetizar, durante o reinado do Rei Jeroboão, Israel gozava de prosperidade material. Mas o povo rejeitara o conhecimento sobre Deus. (Os 4:6) Suas práticas iníquas incluíam derramamento de sangue, roubo, fornicação, adultério e a veneração de Baal e dos ídolos-bezerros. (2:8, 13; e 4:2, 13, 14; e 10:5) Depois da morte do Rei Jeroboão a prosperidade cessou, e passaram a prevalecer condições assustadoras, marcadas por inquietação e assassinatos políticos. (2Rs 14:29-15:30) O fiel Oséias também profetizou em meio a tais circunstâncias. Por fim, em 740 AEC, Samaria caiu diante dos assírios, trazendo o fim ao reino de dez tribos. — 2Rs 17:6.

Tendo em mente esse fundo histórico, queira ler Oséias 6:1-2. Se você não tivesse conhecimento nenhum sobre a ressurreição de Cristo no terceiro dia, conforme narrado nos Evangelhos, em que parte desses versículos você veria o escritor falando de maneira profética de um Redentor que iria ser morto e levantado no terceiro dia? Provavelente em nenhuma parte, pois é notório que o contexto de Oséias nada tem a ver com o Messias ressureto.

Vejamos Oséias 6:2 detalhadamente:

Depois de dois dias nos dará a vida;... Aqui o escritor diz “nos”, se incluindo como judeu e se referindo ao seu povo. Em que parte você vê aqui o escritor fazendo referência a um Messias salvador de Israel e levantado no terceiro dia? Continuando, Oséias diz: Ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele. Mais uma vez uma aplicação nacional e não singularizada em um Messias morto e ressurreto no dia terceiro.

Olhando de maneira neutra para esse versículo, a primeira coisa que podemos comentar no que diz respeito à cronologia (1) é que a fraseologia usando a palavra “dia” ocorre em linguagem poética hebraica, quando ele diz “depois de dois dias” e “ao terceiro dia”. Essa mudança numérica faz parte do estilo literário da língua hebraica. Vejamos um exemplo:

“Há seis coisas que Yahweh deveras odeia; sim, há sete coisas detestáveis para a sua alma:” (Provérbios 6:16)

Notamos dentro da literatura hebraica que quando se diz “seis” e depois menciona “sete”, assim como no outro texto em que o escritor diz “dois dias” e depois diz “terceiro dia”, é algo a ser entendido de forma simbólica.

Estamos falando aqui de interpretação exegética (3) literária hebraica e não de fé.

Observe: No caso do texto de Provérbios notamos que o escritor judeu usa a mesma forma literária de poesia. No caso das coisas que Yahweh odeia, embora sejam mencionadas sete coisas, qualquer cristão há de reconhecer que existe bem mais de sete coisas que Deus odeia no que tange o comportamento humano.

Sendo o “sete” algo simbólico em termos de literatura judaica e uma vez que Oséias usa a mesma fraseologia ou estilo literário de citação e correção numérica, parece que o “dois dias” e depois “o terceiro dia” de Oséias, em que Yahweh os iria levantar os judeus dentre os mortos parece ser algo metafórico, ou seja, tão simbólico quanto a expressão em provérbios “há seis coisas” e “sim, há sete coisas”. Os três diz em Oséias não é um período de 72 horas.

Outro ponto forte que favorece a interpretação metafórica do “terceiro dia” mencionado é que a própria ressurreição mencionada em Oséias do povo judeu, quando o escritor diz “nos dará vida”, só pode ser entendida simbolicamente, uma vez que o povo judeu não havia sido dizimado para que assim pudesse pedir uma ressurreição literal; até mesmo o escritor estando vivo e dizendo “nos dará vida” só pode estar se referindo à algo metafórico, uma vez que ele já está vivo.

A NetBible em uma nota ao pé da página se comenta sobre essa expressão em hebraico, “em três dias”:

“Heb “depois de dois dias” (assim na KJV, NIV, NRSV). A expressão “depois de dois dias” é um idiomatismo que significa “depois de um curto tempo” (Veja, e.g., Jz 11:4; BDB 399 s.v. יוֹם 5.a).”

Qualquer teólogo logo reconheceria que a ressurreição mencionada aqui é figurativa da condição espiritual que se encontrava Israel. – cf. Ezequiel 37:1-28.

Se a ressurreição mencionada em Oséias é simbólica, porque o número de dias há de ser entendido de maneira literal? E mais ainda, porque deveria ser entendido como se referindo à um acontecimento histórico da vida de Cristo? Isso não parece mais a tentativa dos cristãos de achar no AT uma referência à uma ressurreição no terceiro dia?

Isso não é profecia messiânica, isso é má interpretação de um texto isolado!

O próprio Albert Barnes, erudito evangélico ortodoxo do século XVII, comentou sobre esse texto de Oséias:

It was not the prophet’s object here, nor was it so direct a comfort to Israel, to speak of Christ’s Resurrection in itself. [(A “profecia messiânica”) não era o objetivo do profeta aqui, nem era um conforto direto para Israel falar da Ressurreição de Cristo em si mesmo.]

Então porque os cristãos viram nessa passagem uma profecia messiânica? Ora, no AT não existe quase nada sobre um Messias que morre e se levanta no terceiro dia, assim, esse versículo caiu como uma luva para a teologia cristã. Além disso, muito se discute, principalmente entre teólogos cristãos e eruditos judeus, sobre o que o profeta Oséias queria dizer primariamente com essas palavras.

Albert Barnes comenta:

The “two days” and “the third day” have nothing in history to correspond with them, except that in which they were fulfilled, when Christ, “rising on the third day from the grave, raised with Him the whole human race”. [Os “dois dias” e “no terceiro dia” não têm nada na história para com o qual possa se corresponder, com exceção daquele em que (os dias) foram cumpridos, quando Cristo, “subindo ao terceiro dia da sepultura, ressuscitou com Ele toda a raça humana”.]

Os cristãos precisavam enquadrar Jesus em alguma passagem do Antigo Testamento para que pudessem, não apenas alimentar a própria fé, mas responder as calúnias levantadas pelos judeus contra uma salvador que não salvou a si mesmo.

Portanto, tendo bastante criatividade, é fácil achar em um livro tão longo como a Bíblia passagens que se encaixem com o que você acredita. Assim, mesmo que acreditassemos na inspiração bíblica, teríamos nos esbarrado na falácia cristã que tenta sempre ter um novo entendimento sobre suas próprias crenças para que posso manter viva sua fé.


_________
NOTAS
(1) Messias é uma palavra em hebraico que significa “escolhido”.
(2) Nesse caso se aplicava a ciência conhecida como cronologia [kronos “tempo” + logia “estudo”]
(3) Exegese significa literalmente “extrair o sentido de um texto”.

5 comentários:

  1. Foi citado,...

    “. . .Contudo, eu, quando for erguido da terra, atrairei a mim toda sorte de homens.” Dizia isso realmente para indicar de que sorte de morte estava para morrer. Portanto, a multidão respondeu-lhe: “OUVIMOS DA LEI QUE O CRISTO PERMANECE PARA SEMPRE; E COMO É QUE TU DIZES QUE O FILHO DO HOMEM TEM DE SER ERGUIDO?..."

    (Jo 12:32-34)

    ...porém, não encontro nenhuma contradição quando comparamos essa passagem com este texto de Isaías 52:15, note:

    "Assim borrifará muitas nações, e os reis fecharão as suas bocas por causa dele; PORQUE AQUILO QUE NÃO LHES FOI ANUNCIADO VERÃO, E AQUILO QUE ELES NÃO OUVIRAM ENTENDERAM."

    Ou seja, é bem verdade que os Judeus não sabiam tudo acerca do prometido messías.

    Continuando no capítulo seguinte do mesmo livro, temos:

    "Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?
    Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
    Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
    Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
    Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
    Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
    Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
    Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
    E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
    Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
    Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.
    Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores."

    (Isaías 53:1-12)

    Creio ser o filho de Deus a personagem mencionada no texto...

    Há porém uma coisa que muito me chamou atenção nesse artigo. Pelo o que percebi, não é característica do autor do blog confiar nos evangelhos como fonte verídica sobre a narrativa da vida de cristo, mas com certeza serve muito bem para descrever os costumes e expectátivas de um povo (os Judeus) que nem ao menos conhecemos, a não ser por escritos antigos.

    Maxwell Mafra

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    1. Você disse: "...porém, não encontro nenhuma contradição quando comparamos essa passagem com este texto de Isaías 52:15, note:"

      Esse artigo não aborda uma contradição e sim uma distorção. Oséias quando escreveu suas palavras tinha outra coisa em mente, como ficou bem evidente na minha explicação. Posteriormente, os cristãos viram nesse versículo uma similaridade com o terceiro dia da ressurreição de Jesus, e por causa disso, resolveram aplicar o texto à ele dizendo que as Escrituras estava predizendo já isso e aquilo.

      O texto de Isaías 52:15 também não altera esse entendimento:

      "Assim borrifará muitas nações, e os reis fecharão as suas bocas por causa dele; PORQUE AQUILO QUE NÃO LHES FOI ANUNCIADO VERÃO, E AQUILO QUE ELES NÃO OUVIRAM ENTENDERAM."

      Para você ver como tudo é uma questão de mera interpretação e não de realidade dos fatos. Eu posso usar esse mesmo texto para dizer que as coisas que os Evangelhos Apócrifos falam sobre Jesus também é verdade. O Evangelho de Judas diz que Jesus Cristo e Iscariotes entraram em um acordo para que ele fosse entregue e morto pelos judeus. Os que não acreditam nos Evangelho gnósticos dizem que isso não estava no Antigo Testamento e conseguentemente não poderia ser verdade histórica.

      No entanto, eu posso usar esse mesmo argumento usando Isaías 52:15 para dizer que qualquer coisa estranha que se falar sobre Jesus pode ser verdade, mesmo sem estar no Antigo Testamento, uma vez que Isaías disse que nem tudo seria dito sobre o Messias.

      O restante do texto de Isaías 53:1-12 é uma descrição da condição de Israel apenas e não do Messias. Precisamos entender a forma como os cristão abalizavam suas doutrinas no passado. Tudo que acontecia de importante eles tentava entender tendo como base o Antigo Testamento. Até hoje as pessoas percorrem as páginas da Bíblia tentando achar alguma explicação para os acontecimentos mundiais.

      Da mesma forma, quando Jesus foi executado depois de sofrer todos os flagelos, os cristãos ficaram sem saber o que fazer, pois depositavam nele toda sua confiança. Dessa forma, tentaram buscar no Antigo Testamento alguma coisa que explicasse a morte de Jesus e eis que surge Isaías 53:1-12, texto esse que se formos ler levando Jesus em mente parece realmente descrevê-lo, mas isso é apenas uma mera interpretação de um texto que SE ENCAIXA com Jesus, bem como qualquer outro evento.

      Tome como exemplo Ezequiel cap. 1. Ali o profeta descreve o carro de Yahweh. Inúmeras pessoas acreditam que aquela descrição é exatamente identica a descrição de um disco voador. Até mesmo um engenheiro da Nasa construiu um protótipo com base nessa descrição e no final se construiu realmente uma nave que funcionava.

      No entanto, bem sabemos que aquele descrição de Ezequiel é simbolismo apocalíptico e nada tem a ver com discos voadores. As pessoas interpetam as coisas de acordo com suas crenças. Ufólogos leram Ezequiel cap. 1 e viram a descrição de um OVNI, cristão leram no passado Isaías 52 e viram uma descrição profetica de Jesus... a verdade é que você pode encontrar na Bíblia descrição de qualquer coisa, basta ter criatividade.



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  2. Não discordo dos pontos abordados, realmente este livro em nada prediz a vida e morte de Cristo!

    Maxwell Mafra

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  3. Eduardo é intrigante o fato de o livro de Isaías estar tão diretamente relacionado com o tipo de vida que Cristo levaria e como padeceria em favor de muitos.Temos o caso do Eunuco e Filipe, onde Filipe pela passagem de Is 53,7-8 que o próprio Eunuco estava a ler pregou-lhe a partir desta anunciando-lhe a Jesus Cristo. O fato de o próprio Cristo ter pregado sobre Isaías em Lc 4,17 em diante. Muitas passagens tem aplicação local, de acordo com o contexto da época, assim como também têm uma visão alegórica para o futuro. De fato Os 6,2 faz menção somente a rapidez com que seria curado o povo israelita, incluindo o próprio Oséias, porém, existem outros textos que referenciam o messias, por exemplo Jonas e os três dias que ficou no ventre do peixe, e o Salmo 69, como alguns outros.O fato é que não teremos um que diga o que queremos com todas as letras, é preciso que façamos essa analogia para que se achem as similaridades e com isso se conclua os fato. juntando um texto com outro posso conseguir o que quiser, até posso, porém, o que temos hoje não é fruto de uma mera junção de textos, temos o que por muitos anos e por muito estudo se concluiu. Vale usar os métodos interpretativos para se analisar tais e tais textos e explicações antes de chegar e deliberar sobre algo.

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    1. Olá Arthur, muito obg tanto pela sua visita como por seu comentário instrutivo.

      Eu concordo em partes com você. Na verdade, gostaria de pegar emprestado seu método interpretativo intertextual para lhe convidar a ler muitos outros artigos aqui no blog... então você terá uma ideia geral pelo qual a figura do Jesus bíblico é uma ficção, baseadas em interpretações descontextualizadas do Antigo testamento. À princípio, lhe recomendo a leitura de pelo menos 4 artigos que escrevi:

      Messianismo Judaico Primitivo
      Daniel 9.24 Profetiza o Sacrifício Expiatório
      Daniel 9.26 Profetiza a Crucificação e a Destruição do Templo?
      Isaías 44.28 menciona Ciro Profeticamente?

      Entendo o texto de Oseias 6:2 dessa forma porque são inúmeras coisas que coadunam-se para se engendrar essa ideia de que os escritores do Novo Testamento criaram o Jesus ficcional baseado em aplicações descontextualizadas do A.T.

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