domingo, 30 de janeiro de 2011

ANTIGO TESTAMENTO, INSPIRAÇÃO
Muitas obras de apologistas cristãos são produzidas com o objetivo de responder aos críticos e ao público em geral, de que as escrituras judaico-cristãs (a Bíblia) são total e completamente inspiradas por Deus.

Muitos argumentos são propostos para estabelecer a doutrina da teopneustia (inspiração bíblica) como algo cem por cento digo de credibilidade e aceitação. Muitas de nossas matérias que abordam esse assunto da inspiração escriturística são produzidas como uma réplica a esses argumentos, com o objetivo, não de difamar ou minar a fé das pessoas, mas com o objetivo de produzir material para debate, conhecimento dos fatos, o direito de ouvir o outro lado da história, e chegarmos ao núcleo da verdade.

Em várias outras postagens nós iremos mostrar os vários argumentos pro e contra a inspiração do Antigo Testamento. Nessa postagem, na verdade, busco apenas uma introdução à ideia básica da inspiração plenária, assim como uma leve refutação a propor.

Em um dos seus comentários, Norman Geisler, apologista cristão renomado, comenta sobre o Antigo Testamento:

“O Antigo Testamento afirma ser um documento com mensagem profética. A expressão muito comum “assim diz o SENHOR” enche suas páginas. Os falsos profetas e suas obras foram excluídos da casa do Senhor. As profecias que comprovadamente provinham de Deus foram preservadas em lugar especial, sagrado. Essa coleção de escritos sagrados que ia aumentando foi reconhecida e muito citada como Palavra de Deus.

Jesus e os autores do Novo Testamento tinham esses escritos na mais conta; para eles, não podiam ser revogados por serem a própria Palavra de Deus, cheia de autoridade e de inspiração. Mediante numerosas idas ao Antigo Testamento como um todo, a suas seções básicas e lamente cada um de seus livros, os autores do Novo Testamento atestaram com toda a força e convicção a certeza da inspiração divina que se reveste o Antigo Testamento.”

Vamos comentar algumas declarações e ver que, ao analisarmos esses argumentos em uma ótica não-cristã, veremos que os mesmos não possuem nenhuma força racional.

“O Antigo Testamento afirma ser um documento com mensagem profética...”

O Alcorão e tantos outros livros “divinamente inspirados” clamam a mesma prerrogativa de autoridade divina. Sendo assim, deviam os cristãos crer nestes? Se você é cristão, sua resposta será obviamente “não”, você não acreditará neles apesar do fato deles afirmarem ser de origem divina. Assim, por ipso facto, posso dizer que, se você não crer em outros livros “inspirados” de outras religiões, mesmo eles se autodeclarando de origem divina, tão pouco eu creio nas Escrituras como sendo de origem divina pelo mero fato de que, como Norman Geisler disse, ““o Antigo Testamento afirma ser um documento com mensagem profética...”.

“Jesus e os autores do Novo Testamento tinham esses escritos na mais conta”

Bom, qual era a nacionalidade de Jesus e os seus supostos escritores do Novo Testamento? Qual religião eles praticavam à princípio? Fácil a resposta, concorda? Assim, sendo eles judeus e praticantes da religião judaica, não vejo nada de especial no fato deles aceitarem e acreditarem que o Antigo Testamento foi inspirado por Deus.

O problema é que eu sou brasileiro e não tenho religião. Assim, como esse argumento de que “Jesus e os autores do Novo Testamento tinham esses escritos na mais conta” vai me convencer de que eu devo ter a mesma atitude em relação à esses textos?

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